domingo, 25 de julho de 2010

BARBA RIJA!

Um alpinista, assinalado pela seta, escala a montanha “The Chief”, a Norte de Vancouver, no Canada. São 700 metros de superfície a pique e quase plana, muito procurada por escaladores e rappelers amantes de emoções fortes.
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GAITA PERUANA

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Música do filme "Ghost" - muito bonito!

(Este vídeo foi-me enviado pelo meu primo João Brito, fonte de grande número de imagens e textos publicados neste espaço. Não menciono quase nunca a origem dos posts para não estar sempre a evocá-lo. Mas presto homenagem à sua paciência e, sobretudo, agradeço a participação anónima).

sábado, 24 de julho de 2010

O HOMEM RACIONAL E O BRUTO ANIMAL

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Noé fez a grande arca
em que o homem racional,
junto com o bruto animal,
escapassem, como em barca,
do dilúvio universal.

José de Anchieta
Carta da Companhia de Jesus para o seráfico São Francisco (excerto)
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CIUDAD RODRIGO

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. Plaza Mayor

E O DR. MADAIL?


Carlos Queiroz é um nabo. Toda a gente sabe, incluindo o Dr. Madail, que já sabia antes de o contratar para seleccionador nacional. Com um currículo daqueles, só podia ser um nabo; mas foi escolhido, prontes.
Com Queiroz, como se esperava, o apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo foi uma sufeca. Na fase de grupos daquele Campeonato - nova sufeca. Nos oitavos de final - o drama derradeiro: Portugal não podia ganhar à Espanha com dez defesas e um avançado - só e marcadíssimo.
Mas Queiroz acha, ou finge, que fez um papelão. E parece, no meio do drama em apreço, ter ainda direito a um prémio! Diz-se que o contrato com Madail assim estipula!
Laurentino Dias, secretário de Estado dos Desportos, acha péssimo, demasiado mesmo, e passa à acção: toma a participação da Autoridade Antidopagem de Portugal, onde se diz ter Queiroz sido malcriado com a brigada daquela Autoridade que foi à Covilhã, incluindo linguagem “vernácula” no discurso, e manda instaurar inquérito pelo Instituto do Desporto de Portugal
. O inquérito produz resultados à medida que são enviados à Federação Portuguesa de Futebol, com o recado do secretário de Estado - via comunicação social - de que, se os factos não fossem graves, não haveria inquérito; e que tais factos obrigam a Federação a ponderar – leia-se arranjar um qualquer meio de correr com Queiroz.
O Dr. Madail também acha que Queiroz não presta, não pode continuar, é a pedra na chuteira dos jogadores, mas não sabe como descalçar a chuteira, o mesmo que bota neste caso. Mas, como bom cágado que é, vai ser solícito e respeitador com a tutela, invocar a justa causa, mandar Queiroz às urtigas, e envolver-se em maratona judicial, mais barata - apesar dos honorários dos causídicos - que indemnizar o intelectual do futebol, utilizador de linguagem vernácula, e esperança na preparação dos futuros insucessos da nossa gloriosa selecção.
E aqui chegados, pergunto eu: e quem manda o Dr. Madail embora, Dr. Laurentino Dias?
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SÃO ROSAS, SENHOR... DE CERDEIRA DO COA...

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

LIXO ESPACIAL – A ÚLTIMA FORMA DE POLUIÇÃO


A exploração do espaço e a sua utilização com os mais diversos fins tem muitos anos. A quantidade de “lixo” acumulado em volta da Terra é já preocupante. São andares de foguetões largados no lançamento de satélites e naves, alguns do tamanho de autocarros, até detritos de aparelhos e peças abandonados pelos exploradores espaciais. Há décadas se falava do risco de colisão de uma estrutura importante com o “lixo”, o que que acabou por acontecer em Fevereiro do ano passado – um satélite de comunicações americano chocou com outro satélite, também de comunicações mas não operacional, russo, sobre o Norte da Sibéria. Os radares de terra detectaram de imediato a nuvem de detritos espalhando-se em todas as direcções, criando mesmo apreensão sobre a possibilidade de algum vir a chocar com o Skylab, onde estavam três astronautas.
O homem não toma emenda: só depois de ter emporcalhado a Terra até aos colarinhos, começou a preocupar-se com isso e a prever o pior; e agora inunda o espaço com sucata e um acidente de aviso não o faz mudar. Sim, porque esta conversa vem a propósito das campanhas que comerçam a ser feitas pela opinião pública face à impassibilidade das agências espaciais perante o problema. Muito do material circulante, na atmosfera e fora dela, pertence a empresas economicamente gigantes cujo interesse nos lucros é enorme e o respeito pelo próximo nenhum.
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BELEZA DO IMPRESSIONISMO

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ESTRELA R136a1 - SUPERSTAR


Um investigador da Universidade de Sheffield, através do grande telescópio do Observatório Europeu do Sul, descobriu a maior estrela conhecida, verdadeiro gigante astronómico, com massa 265 vezes maior que o Sol e intensidade luminosa 10 milhões de vezes superior! Para quem trabalha nisto, e para quem está interessado em saber, é a R136a1 e pertence ao cluster R136a.
Segundo o investigador, as estrelas, ao contrário dos homens, nascem com maior peso que quando são mais velhas. Se considerarmos a idade desta, cerca de um milhão de anos, estima-se que terá já perdido 1/5 da massa; isto é, já teve qualquer coisa como 320 vezes a massa do Sol.
Dada a “curta” vida destas gigantes, é difícil para os astrónomos saber como se formam. Ou nascem assim, ou resultam da fusão de outras, mas tal é pura especulação.
Se estivesse no lugar do Sol, não havia vida na Terra, dada a intensidade de radiação que esta recebia. Bom mesmo é que se mantenha lá onde está. E alguém imagina uma luminosidade 10 milhões de vezes superior à do Sol?
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TODOS OS SANTOS

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A REPÚBLICA PODE LIMPAR AS MÃOS À PAREDE

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[...1910] É esta data e o século que lhe segue que vão ser objecto de comemorações que abrangem as três diferentes Repúblicas, vividas pelo Povo Português e incluídas neste espaço temporal de 100 anos.
Inicia-se então a vigência de um regime de imposição revolucionária, oposto não só à legalidade constitucional como alheio às tradições de cerca de oito séculos de História Pátria, regime que vai perdurar até à actualidade através de três períodos bem diferenciados, normalmente designados de 1ª República, entre os anos de 1910 e 1926, de 2ª República ou Estado Novo, correspondente na sua quase totalidade à ditadura do Dr. António de Oliveira Salazar, entre os anos de 1926 e 1974, e finalmente o da 3ª República, iniciado em 1974 e vigente até hoje.
Entremos pois na apreciação do primeiro período de uma República, período eivado de um primitivo jacobinismo, de origem maçónica, de que foi principal paladino o Dr. Afonso Costa, mentalmente um jacobino que, ao abrigo de legislação pombalina desenterrada para o efeito e posta novamente em vigor, abriu a guerra contra a Igreja Católica com a expulsão das Ordens Religiosas, com a legislação contra as procissões, com a prisão de elementos do Clero, no prosseguimento da boçal ideia de “acabar com a Religião em duas gerações”, como alardeava Afonso Costa. Em verdade, este período pouco mais foi do que um atentado violento e antidemocrático contra os valores mais sagrados dos Portugueses.
Durante este período da República, em 16 anos, a anarquia e a desordem reinaram nas ruas de Lisboa, derrubaram 45 governos, houve sete Parlamentos, nove Presidentes da República, dos quais um – Sidóneo Pais – foi assassinado na Estação do Rossio.
Numa só noite, a 19 de Outubro de 1921, um grupo de facínoras embarcados na “Camioneta Fantasma” conduzida pelo cabo Olímpio, o “Dente de Ouro”, assassinaram 14 pessoas, entre as quais António Granjo, Machado dos Santos, um dos fundadores da República, José Carlos da Maia, o Comandante Freitas da Silva, e o Coronel Botelho de Vasconcelos, por vezes com requintes de barbárie. Por exemplo António Granjo, quando era tratado de um ferimento no pescoço, na enfermaria do Arsenal, foi abatido com dezenas de tiros. Caído no chão, um corneteiro da GNR saltou para cima do peito do cadáver e enterrou uma espada no ventre do morto e extraindo a arma gritou: “Vamos ver a cor do sangue do porco”.
Com a expulão das “Ordens Religiosas”, o respectivo património, como as obras de arte, conventos, propriedades rurais, etc., tudo foi “nacionalizado” e em muitos casos acabou em mãos particulares, ou na venda em hasta pública, quando não deixado ao abandono e à ruína.
A desordem, a violência, os interesses particulares ou partidários sobrepostos aos interesses da Pátria e dos Portugueses, deram como reacção levantamentos contra os governos instalados em Lisboa, salientando-se entre outros, Paiva Couceiro, herói das campanhas de África, que à frente de forças na sua maioria constituídas por voluntários civis, chegou a instaurar no Porto, a Monarquia do Norte, com o apoio da população nortenha.
Durante este período inicial do novo regime político, que actualmente se pretende festejar, isto é os 16 anos que durou a 1ª República, os Portugueses foram vítimas da desordem, de violência, de opressão da liberdade, de segurança e de instabilidade política. Só no ano de 1920 governaram o País oito governos diferentes!
Mas o relato da opressão não acabou! Vai continuar, com a 2ª República em 1926, com a revolta do General Gomes da Costa, que, a 28 de Maio daquele ano, a partir de Braga, marchou sobre Lisboa, a fim de pôr cobro à desordem em que caíra a nossa Pátria. Mas preso e exilado o próprio Gomes da Costa, e com o regresso ao governo do Dr. Salazar, ex-ministro das Finanças, o movimento de 28 de Maio acabou por dar origem a uma longa ditadura, implantada mais pela experiência e temor das desordens de um passado recente e pelo vivo desejo de paz e ordem dos Portugueses, que propriamente desejada pelos militares de 1926. [...]
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[...] O titubeante governo do honesto Dr. Marcelo Caetano, limitado na sua acção por Américo Tomaz, incapaz de dar solução à Guerra do Ultramar, acabou por fazer ruir a 2ª República a 25 de Abril de 1974, cujo golpe final foi dado por uma revolução militar sem derramamento de sangue.
Na mesma data se inicou a chamada 3ª República, ainda vigente e que, mesmo dando de graça os anos do “PREC” veio instituir, com a degradação da Justiça, a corrupção, praticamente consentida, de uma grande parte dos políticos, os quais por vezes sem preparação e com ausência de valores morais, atiraram o País para uma situação de descalabro económico agravado por uma crise mundial, dando origem a um período gravíssimo, de que não se vê o fim. [...]
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[...] Com ou sem crise, a comparação da ordem, do civismo, do prestígio das Monarquias europeias com iguais parâmetros da República Portuguesa, que tristemente se pretende festejar, é simplesmente confrangedora para nós portugueses.
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General Carlos de Azeredo
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

CASTELO DO SABUGAL


POLEMISTA DEMOLIDOR



Sr. Presidente do Conselho de Higiene e Vogais do mesmo

Tenho a honra de levar ao conhecimento da muito ilustrada competência profissional de V. Ex.as os seguintes factos:
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Em 31 de Janeiro último, produzindo no jornal A Pátria uma série de documentos, de carácter exclusivamente pessoal, tive de os explicar em algumas linhas de prosa justiceira, das quais tombaram sobre o Gonçalves da Província, estas duas acusações de torto e m. . . — a primeira, fundamentada quase toda no seu proceder desleal para com Junqueiro, visando-lhe o carácter— a segunda, mais particularmente inferida da sua singular e fétida maneira de tirar desagravo nas polémicas jornalísticas, visando-lhe a figura.
O homem, pesando a afronta, não hesitou em desviá-la do terreno em que outros haveriam preferido deslindá-la, e encarregou, disseram-me, os tribunais de terem coragem em seu lugar. Vai, disse comigo: onde viu ele injúria digna de querela? No epíteto de torto, exclusivamente endereçado ao ser moral? ou no epíteto de m. . . , exclusivamente chapado no ser físico?
Posto em sossego, e conversa a ideia a uma cogitação das mais sanhudas, concluí que o Gonçalves querelara de mim, não por amor das injúrias ao carácter — Junqueiro lhas fez piores, sem ele dar sinal de indignação — mas por via da excretícia palavra com que eu me ...(
ilegível) designar-lhe a histoquímica do inútil corpanzil. O troca-tintas espera que os tribunais lhe refaçam uma carcaça de nervo, sangue e osso, como a de qualquer homem, e que a posteridade tenha por fabulosa a morfologia de cagalhão impermeável que eu lhe dei. Ora, como a forma de processo jurídico em que este caso deriva, é sumária quase, mercê da defeituosa legislação que ainda temos, e como infelizmente ela me não dá esperança alguma de que o tal Gonçalves seja catrafilado em meu lugar, tudo quanto eu de bom posso fazer nesta querela, Snr. Presidente do Conselho e mais Vogais, é munir-me de atestados por tal forma inconcussos, que no dia da audiência o juiz reconheça que é efectivamente de m. . . o meu querelador. Eis porque venho aos pés da sapientíssima agremiação que V. Ex.as resumem, suplicar que me analisem qualitativa e quantitativamente o tipo, trasladando-se a análise em papel selado, com o carimbo do laboratório e a assinatura do químico preparador, a fim de que esse documento, cosido aos autos, valorize pelos veredictos da ciência, o qualificativo causador do meu processo. E outrosim requeiro, Snr. Presidente do Conselho de Higiene e mais Vogais, que a ser de trampa o homem, se especifique na minuta a espécie provável de animal que o defecou; pois desconfio seja de besta, e absolutamente careço, para meus estudos, de ver confirmada cientificamente esta asserção. A par da reconhecida pusilanimidade, da forma ...(ilegível) e da cor, outros dados me levaram a concluir da natureza fecal do exibidor das minhas cartas íntimas: e vem a ser o cheiro mau que Lisboa tem, desde que ele transferiu para entre nós a sua residência (cheiro que todos os jornais têm citado, assustadíssimos, incluindo o dele) e os tantos casos de febres podres que particularmente grassam no Chiado, sítio onde frequentes vezes é visto o fenómeno vital que recomendo aos alambiques e reacções do laboratório desse Conselho. Esperarei dez dias pela análise, e se findo o prazo, condições políticas demoverem V. Ex.as a deixar indeferido o meu apelo, levá-lo-ei desasombradamente ao instituto veterinário — porque se não diga, que já não há química neste país!
Deus guarde a V. Ex.as, etc.
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Fialho de Almeida in “Os Gatos”
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O GUARDA-JÓIAS

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CIUDAD RODRIGO HOJE (17H45)

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JULGAMENTO "DO MACACO"

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Fez ontem 85 anos que terminou o julgamento de John Scopes, em Dayton, Estados Unidos. Scopes foi condenado.
E de que era Scope acusado? Desta coisa horrível: ensinava a Teoria da Evolução de Darwin!...
A condenação foi mais tarde anulada, mas o acontecimento tornou-se referência da sociedade americana, que já não condena os evolucionistas mas continua achá-los deploráveis.

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PHOTOTRAP

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Fotografar cenas que ocorrem de forma aleatória e muito rápida não é exequível quase sempre: por falta de disponibilidade do fotógrafo para ficar à espera da cena, e porque a capacidade humana de accionar o dispositivo fotográfico não é suficientemente rápida para fixar a imagem no momento próprio.
Scott Linstead, ex-professor e fotógrafo amador britânico, inventou o que chama de armadilha fotográfica, capaz de se manter “vigilante” 24 hora por dia e disparar a câmera a tempo, sempre que acontece fenómeno justificativo pré-programado.
As duas imagens reproduzidas acima são dele, e muito engraçadas. Numa vemos a abelha depois de abordar a flôr, carregada de pólen. Na outra, o peixe de Singapura, cujo nome não sei traduzir, que caça insectos atingindo-os com “cuspo”: e aqui o vemos a acertar na presa com jacto certeiro.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

HORIZONTES LARGOS

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O PRESENTE NO ESPELHO DA HISTÓRIA


Nenhuma realidade é mais essencial para a nossa autocertificação do que a história. Mostra-nos o mais largo horizonte da humanidade, oferece-nos os conteúdos tradicionais que fundamentam a nossa vida, indica-nos os critérios para avaliação do presente, liberta-nos da inconsciente ligação à nossa época e ensina-nos a ver o homem nas suas mais elevadas possibilidades e nas suas realizações imperceptíveis. Não podemos melhor aproveitar os nossos ócios do que familiarizando-nos com as magnificências do passado, conservando viva essa recordação e, ao mesmo tempo, contemplando as calamidades em que tudo se subverteu. A experiência do presente compreende-se melhor reflectida no espelho da história. O que a história nos transmite vivifica-se à luz da nossa época. A nossa vida processa-se no esclarecimento recíproco do passado e do presente. Só de perto, na intuição concreta e sensível, e prestando atenção aos pormenores, a história realmente interessa. Filosofando procedemos a considerações que se mantêm abstractas.
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Karl Jaspers in 'Iniciação Filosófica'
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JÁ VEJO TERRAS DE ESPANHA...

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