sexta-feira, 28 de julho de 2017

OS CÁGADOS E O POLITICAMENTE CORRECTO




[...] ... o estranho é que, em Portugal, haja tantas figuras de direita e centro direita, como Lobo Xavier, que se dizem afectas ao PSD ou ao CDS mas que estão sempre prontas a fazer coro com a esquerda para atacarem o PSD e o CDS. Do outro lado da barricada, isso não se verifica: durante este período, não ouvi uma única voz afecta à esquerda manifestar-se contra o Governo, apesar do número anormal de mortos em Pedrógão e do estranho roubo em Tancos. [...]
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José António Saraiva in "Sol"
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SCARAMUCCI — NOVO DIRECTOR DE COMUNICAÇÃO

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Trump diz que se rodeia dos melhores — mas, frequentemente, isso significa gente igual a ele.
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MCKAY COPPINS in "The Atlantic"

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EUGÈNE DELACROIX

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

A RIVIERA FRANCESA ESTÁ A ARDER

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UM HAMSTER CÓMICO

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TEMOS CABEÇAS PEQUENAS

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O astrónomo Neil deGrasse Tyson disse um dia: "O Universo não tem nenhuma obrigação de fazer sentido para vocês". E a verdade é que não faz e, provavelmente, nunca fará.
As distâncias em Astronomia medem-se em anos-luz, ou seja a unidade é a distância percorrida pela luz num ano, sendo que a velocidade da luz é de 299.792.458 metros/segundo, o que significa que, num segundo, percorre quase 300.000 km. Agora, multiplique-se 300.000 km pelo número de segundos que 1 ano tem e temos a unidade de distância usada no Universo. Recorde-se, por exemplo, que a distância do Dubai a S. Francisco, quase igual ao diâmetro da Terra, é de "apenas" de 12.874,75 km — isto diz-se, mas não cabe na cabeça.
A estrela que está mais perto de nós chama-se por isso Proxima Centauri e está a 4,25 anos-luz da minha rua, da sua e da Assembleia da República, mais coisa, menos coisa. Isto cabe na "pinha" de alguém? Não cabe!... E ainda não saímos da vizinhança.
Mas o Universo não tem culpa porque, muito provavelmente, não foi ele que quis ser tão grande; como também ninguém nos perguntou se queríamos ser tão pequenos. Foi assim e pronto — é a vida, diria o Secretário-Geral da ONU.
O Homo sapiens terá 200.000 anos(±) e, embora esteja muito contente com os feitos espaciais, ainda não saiu do pátio da casa — veja-se na gravura em cima até onde conseguiu enviar naves não tripuladas. É curto! Temos de andar mais depressa.
Como?!!!
Perguntem ao Marcelo.

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OS CALMUCOS

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Em 1942, as tropas nazis capturaram parcialmente a República da Calmúquia, membro da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e pátria dos calmucos, povo de língua e tradições com raízes na Mongólia, sendo muitos Budistas Tibetanos. Alguns mantiveram-se fiéis à União Soviética, lutando mesmo no Exército Vermelho, mas outros desertaram e alistaram-se no Exército Nazi.
Depois da recaptura da Calmúquia pelos soviéticos, em 1943, as autoridades, considerando a cooperação com os Nazis, deportaram grande parte da população para a Sibéria. Cerca de metade deles morreram antes de regressar à Calmúquia, em 1957.
O filme em baixo, de Alisi Telengut, com o título Nutag (Pátria) é um requiem pelas vidas perdidas na deportação. Com imagens pintadas à mão, é um poema visual, como diz um crítico. Muito bonito.

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PEIXE CONFOCADO

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O microscópio confocal, para ser breve, claro e simples, é um instrumento que permite obter imagens, naturalmente muito ampliadas, de estruturas vivas. Usado inicialmente para estudo de tecidos nervosos, é hoje utilizado noutras áreas científicas.
A imagem em cima mostra o tecido de um embrião de peixe-zebra num desses microscópios: vêem-se as membranas das células a amarelo e os núcleos a encarnado.
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(Há peixe assado, grelhado e, agora, confocado) 
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MARINE TRAFFIC

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O mapa mostra o panorama mundial de navios em trânsito, cerca das 18H30 de hoje. Cada cor tem a sua especialidade. São muitos, mas não precisa de os contar: precisamente, são 145.575, dizem os satélites. Pode andar um ou outro clandestino, a conspirar contra o XXI Governo Constitucional, mas não creio — o SIS está atento: se houver espiões logo toma conhecimento pelos órgãos de comunicação social (ler em baixo).
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FOTOSSÍNTESE

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OS MARRETAS

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Júlio Pereira é o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) 
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TÃO ESPERTO QUE ELE ERA . . .

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... e continua a ser!...





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quarta-feira, 26 de julho de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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APRENDER A PERDER

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A IMBECILIDADE

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UM MONUMENTO SUBLIME DE IMBECILIDADE

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A campanha de Trump contra o seu Procurador Geral, Jeff Sessions, com a qual aparentemente procura insultar, humilhar e levar à resignação via Twitter, é um exercício de estupidez e insânia. É uma torre de idiotia política, um monumento sublime de imbecilidade, uma loucura brilhante e Ozymandiana que deixa na sombra muitas das anteriores diligências do Presidente.
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Ross Douthat in The New York Times

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ABAIXEM-SE QUE VEM LÁ ASTERÓIDE

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A imagem é a representação fictícia (artist’s concept, como dizem os astrónomos) de um facto real. No passado dia 21 de Julho — há 5 dias —, entre as 14H27 e as 15h32 (hora portuguesa), um asteróide com diâmetro entre 25 e 78 metros, à velocidade de 37.300 km por hora, passou a 123.031 km da Terra e só foi detectado posteriormente, no dia 23, por um telescópio no Hawai.
Em Fevereiro de 2003, na região russa de Chelyabinsk, um asteróide cerca de um terço inferior, penetrou na atmosfera e desintegrou-se — o impacto da "explosão" partiu vidros por todo o lado, com mais de mil pessoas a serem assistidas com ferimentos provocados pelos cacos.
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MARQUÊS

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(Autor desconhecido)
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UM ALARVE

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Uma das práticas correntes na actualidade é a dos políticos usarem o Facebook, ou correlativos, para se dirigirem à Nação. Não tenho nada contra tais meios de comunicação, mas não me parece terem dignidade bastante para um Chefe de Estado, por exemplo, se dirigir aos cidadãos, como não teria um blog como O Dolicocéfalo, ou outro mais sério, se é que há blogs sérios. Tais veículos estão mais vocacionados para trocar beijinhos e abraços, mimos e insultos, escárnio e mal dizer, fofocas e mentiras (muitas!).
Vem a conversa a propósito do hábito de Trump comunicar com o povo americano, larga e alarvemente, pelo Twitter — é tão pífio como se o fizesse através d'O Dolicocéfalo. Adicionalmente, Trump usa o Twitter — acima de tudo — para insultar, enxovalhar, agredir, mentir e apoucar, sobretudo os media. Tal e qual.
Como se vê em cima, em texto decalcado do The New York Times, os bombos da festa são, precisamente, os media, o Obamacare e os inquéritos a correr sobre as suas artes malabares. E o que mostra a imagem em baixo — da mesma fonte — é que os insultos, agressões, caneladas, bojardas e jericadas vêm em crescendo desde Janeiro de 2016. A manter o ritmo, Trump está bem encaminhado para chegar ao fim do actual mandato com um score de 650 insultos a pessoas, lugares e coisas diversas — 162,5 por ano, 13,5 por mês, quase um dia sim, dia não; fenómeno a merecer uma medalha olímpica... de merda.

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As cores correspondem aos itens indicados em cima.
(Clique na figura para ver maior)
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UMA HISTÓRIA AOS QUADRADINHOS

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Por favor não ria!
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