O universo consiste numa multidão de corpos de vária
natureza contidos no imenso espaço vazio, cujos limites, se existem, não
conhecemos. Referimos em tempos—citando o astrónomo britânico James Jeans—que, se
pusermos três grão de areia dentro duma catedral, esta fica mais perto de estar
completamente cheia de areia de que está o espaço de estar cheio de estrelas.
Tal comparação dá ideia do vazio cósmico.
A maioria dos objectos que flutuam nesse vazio têm peso
específico de 1 quilograma por metro cúbico, ou 1 grama por centímetro cúbico
(1 g/cm3), como a água, ou perto disso. O Sol tem pouco mais—1,4 g/cm3—e Saturno
pouco menos—0.7 g/cm3—ou seja, volumes iguais de Sol, Saturno e água pesam quase
a mesma coisa. Curioso isto.
Mas, se considerarmos o volume do espaço vazio para determinarmos
o peso específico do universo, que é igual à densidade, então ficamos "encravados":
.........0,000.000.000.000.000.000.000.000.000.001 g/cm3 !
Isto é: vivemos num local com densidade um milhão de
milhões de milhões de milhões de milhões de vezes superior ao universo em
conjunto.
E esta? !!!
...
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