Maria Teresa Horta faz o género completo de pessoa para que não tenho a mínima pachorra. Tenho razões para o dizer, mas tal não vem agora ao caso. Vem, sim, uma entrevista no "Diário de Notícias", no âmbito da iniciativa do jornal, "Professor do Ano".
Em dado passo, Maria Teresa diz esta pérola mais
que previsível em tal personalidade: [...] "Fui para o Sagrado Coração de Maria e havia ali uma grande desconexão
entre mim e aquele tipo de meninas, que eram iguais às filhas das amigas da
minha mãe. Eram parvas e aborrecidas. As minhas amigas eram arranjadas por mim,
doutra maneira. Nós morávamos em Benfica e havia um jardim atrás da casa para
onde eu ia brincar. E eu gostava era de brincar com as meninas pobres que
viviam em barracas. Eram divertidíssimas." [...]
Ficamos a saber que, para Maria Teresa Horta, há duas
qualidades de meninas: as iguais às filhas das amigas da mãe, parvas e aborrecidas,
e as meninas pobres de Benfica, divertidíssimas.
Mais parolo e possidónio que isto é difícil—só a queima
de soutiens das três Marias no alto do Parque Eduardo VII a seguir ao 25 de
Abril pede meças.
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