segunda-feira, 10 de junho de 2013

CRIOPRESERVAÇÃO

.

No Arizona, nos Estados Unidos, existe uma fundação, chamada "Alcor Life Extension Foundation", que congela seres humanos em agonia ante mortem, ou imediatamente a seguir à morte, colocando-os a -196 graus Celsius, esperando devolvê-los à vida no dia em que a Medicina seja capaz de evitar a sua morte, se ainda estiverem vivos, ou ressuscitá-los. O negócio funciona através de seguro que custa cerca de 88 euros mensais, dinheiro que será devolvido a quem de direito, se a reanimação do congelado  não for possível.
Estúpido? Visto do lugar onde estou e sabendo apenas o que sei, o mais estúpido possível! Mas posso informar que a fundação tem actualmente contrato com cerca de 1.000 clientes, 117 dos quais já estão congelados, a hibernar como ursos, ou pior que isso.
São todos uns broncos, dirá quem me lê. Pois fique sabendo que os últimos três aderentes são académicos de Oxford, auto-intitulados trans-humanistas, significando isto acreditarem na ciência para ultrapassar as limitações humanas, sendo uma delas, precisamente, essa coisa muito chata que é morrer.
Considerando que a população mundial ronda os 7 mil milhões de pessoas, os mil registados na fundação representam 0,00007%. Mesmo tendo em conta que só uma fracção pequena da população tem recursos materiais e culturais para entrar em tal encrenca, continuamos com percentagens insignificantes, o que atesta a sanidade mental de muita gente. A Alcor chama a isto "Tecnologia Especulatiava de Suporte de Vida"—o mais possível, acrescento!

Sem comentários:

Enviar um comentário