No Arizona, nos Estados Unidos, existe uma fundação, chamada
"Alcor Life Extension Foundation", que congela seres humanos em
agonia ante mortem, ou imediatamente a seguir à morte, colocando-os a -196 graus
Celsius, esperando devolvê-los à vida no dia em que a Medicina seja capaz de
evitar a sua morte, se ainda estiverem vivos, ou ressuscitá-los. O negócio
funciona através de seguro que custa cerca de 88 euros mensais, dinheiro que
será devolvido a quem de direito, se a reanimação do congelado não for
possível.
Estúpido? Visto do lugar onde estou e sabendo apenas o
que sei, o mais estúpido possível! Mas posso informar que a fundação tem actualmente
contrato com cerca de 1.000 clientes, 117 dos quais já estão congelados, a
hibernar como ursos, ou pior que isso.
São todos uns broncos, dirá quem me lê. Pois fique
sabendo que os últimos três aderentes são académicos de Oxford,
auto-intitulados trans-humanistas, significando isto acreditarem na ciência para
ultrapassar as limitações humanas, sendo uma delas, precisamente, essa coisa
muito chata que é morrer.
Considerando que a população mundial ronda os 7 mil
milhões de pessoas, os mil registados na fundação representam 0,00007%. Mesmo
tendo em conta que só uma fracção pequena da população tem recursos materiais e
culturais para entrar em tal encrenca, continuamos com percentagens
insignificantes, o que atesta a sanidade mental de muita gente. A Alcor chama a
isto "Tecnologia Especulatiava de Suporte de Vida"—o mais possível,
acrescento!
.

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