quarta-feira, 12 de junho de 2013

EU, LÁPIS

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A humanidade é um caso único de brilhantismo na biosfera. Componente de elite do reino animal, este próprio um espanto quando comparado com vegetais, protistas, moneras e fungos, o Homo sapiens dá cartas. Atingiu um grau de diferenciação cognitiva e de organização social sem paralelo em tudo que vive na superfície do planeta chamado por ele Terra. E porque se diferenciou assim? Sobretudo, porque teve filhos superdotados que descobriram coisas extraordinárias, como Arquimedes, Pitágoras, Newton, Lavoisier, Lemaître, Einstein , Russel, Hubble e muitos mais.
Está tudo certo, acho eu, excepto—surpreendentemente—a última frase. A humanidade não avança às costas de umas centenas ou milhares de inteligências privilegiadas, mas antes com os pés assentes na mediania. A nossa organização construiu-se de forma paradoxalmente "desorganizada".  O comércio, a agricultura, a indústria, a investigação científica e tecnológica, o estado, e tudo que chamamos civilização, nasceram espontaneamente, fruto do que se chama inteligência colectiva. São as cabeças banais a trabalhar em rede que nos fazem andar para a frente. Os super-homens são bem-vindos porque ajudam, mas não chegam a meio caminho. Tal e qual!
Para reflectir sobre isto, aconselho a ler um ensaio clássico escrito por Leonard E. Reed, economista americano, intitulado "I, Pencil", onde está tudo. Pode fazê-lo aqui, numa tradução brasileira aceitávelé muito interessante.
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