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Autos de fé, ou autos
da fé, eram eventos de penitência realizados publicamente (ou em espaços
reservados para isso) com humilhação de heréticos e apóstatas bem como punição dos
cristãos-novos pelo não cumprimento ou vigilância da nova fé que lhes fora outorgada,
postos em prática pela Inquisição, principalmente em Portugal e Espanha.
As punições para os
condenados pela Inquisição iam da obrigação de envergar um sambenito (espécie
de capa ou tabardo penitencial), passando por ordens de prisão e, finalmente,
em jeito de eufemismo, o condenado era relaxado à justiça secular, isto é,
entregue aos carrascos da Coroa (poder secular,
em oposição ao poder sagrado do clero). O estado secular procedia às execuções
como punição a uma ofensa herética repetida, em consequência da condenação pelo
tribunal religioso. Se os prisioneiros desta categoria continuassem a defender
a heresia e repudiar a Igreja Católica, eram queimados vivos. Contudo, se
mostrassem arrependimento e se decidissem reconciliar com o catolicismo, os
carrascos procederiam ao "piedoso" acto de os estrangular antes de
acenderem a pira de lenha.
Os autos de fé
decorriam em praças públicas e outros locais muito frequentados, tendo como
assistência regular representantes da autoridade eclesiástica e civil.
Falo nisto porque neste dia, 5 de Maio de 1751, faz hoje
262 anos, o Marquês de Pombal acabou com os autos de fé em Portugal. Daqui lhe tiro o
chapéu por isso.
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