Aristóteles aprendeu com Platão, que por sua vez aprendeu com Empedocles, ser tudo no mundo constituído por terra, ar, fogo e água. Tal conceito era do Século V AC.
No Século XVII, no Anno Domini de 1624, mais de vinte séculos
depois, o químico francês Étienne de Clave foi preso por defender que tudo era
feito de terra e água, misturadas em diferentes proporções com mais três
elementos, o mercúrio, o enxofre e o sal.
A Tabela Periódica de Mendeleiev diz-nos hoje que são 92 os
elementos atómicos de que tudo é feito, embora muitos desses átomos só existam
integrados em moléculas, com propriedades diferentes do elemento isolado.
Serve esta introdução para dizer que a distribuição
desses átomos, e sobretudo das moléculas que integram, não é uniforme no universo,
e menos ainda no planeta dos homens. Há moléculas raras só em locais restritos
e combinações preciosas de moléculas acantonadas em áreas limitadas—falo do
ouro, dos diamantes, do urânio, do petróleo, do gás natural etc.
Pois a História Universal foi escrita sobre o mapa da
distribuição desses elementos e continua a sê-lo cada vez mais. Que o diga a
África do Sul com o ouro e os diamantes, o Iraque com o petróleo, o Mali com o urânio
e por aí fora. A Tabela Periódica é a fonte de combustível que alimentou e
alimenta as descobertas, o comércio, a cultura, a exploração, o imperialismo, a guerra. Gedeão dizia que o sonho
comanda a vida, mas Gedeão era um poeta. Estava errado. Na realidade, quem comanda a vida
são os elementos da Tabela Periódica de Mendeleiev. Não é tão bonito, mas é a verdade.
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