Ontem comovi-me quase até à lágrima ao ler Mário Soares, um dos buracos desta Pátria (ver em baixo), no "Diário de Notícias". O buraco, perdão, o Dr. Soares está preocupado com a despesa feita para assegurar a segurança do Governo. Diz a folhas tantas: "Aliás, Passos Coelho, nesse dia de aniversário, tentou mostrar-se, salvo erro, na Amadora e foi de novo vaiado violentamente, apesar do excesso de polícias e seguranças que o escoltavam e tentavam proteger, em torno dele ou, prudentemente, estavam metidos em carros da polícia. Não se faz ideia do que a proteção do primeiro-ministro e de todos os ministros e secretários de Estado deve custar. Seguramente um balúrdio..."
Tal e qual—descontando o estilo—um balúrdio! Mais do que os
contribuintes do município de Lisboa ficaram a arder depois do Presidente da
respectiva Câmara e seu correligionário político lhe ter ofertado 40 mil euros
para essa coisa chamada Fundação Mário Soares que ainda ninguém percebeu para que serve.
Aliás, se há pessoa com autoridade para criticar despesas
supérfluas do Estado, essa pessoa chama-se Mário Soares. Desde o episódio, que
jamais esquecerei, da sua ida a Praga, na qualidade de Presidente dos
portugueses, para assistir à posse de Vaclav
Havel como Presidente da República Checa e ter ficado à porta por não ter sido
convidado, até à importantíssima visita de Estado às Ilhas Galápagos para
cavalgar uma tartaruga, Soares tem de tudo no currículo.
Há cerca de um ano, um opinante louva-a-deus da Renascença—que
devia escolher melhor os seus colaboradores—dizia, referindo-se ao cujo, que já
foi tudo na vida. É verdade! É disso que me queixo.
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