quarta-feira, 12 de junho de 2013

SOARES, O AUSTERO

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Ontem comovi-me quase até à lágrima ao ler Mário Soares, um dos buracos desta Pátria (ver em baixo), no "Diário de Notícias". O buraco, perdão, o Dr. Soares está preocupado com a despesa feita para assegurar a segurança do Governo. Diz a folhas tantas: "Aliás, Passos Coelho, nesse dia de aniversário, tentou mostrar-se, salvo erro, na Amadora e foi de novo vaiado violentamente, apesar do excesso de polícias e seguranças que o escoltavam e tentavam proteger, em torno dele ou, prudentemente, estavam metidos em carros da polícia. Não se faz ideia do que a proteção do primeiro-ministro e de todos os ministros e secretários de Estado deve custar. Seguramente um balúrdio..."
Tal e qual—descontando o estilo—um balúrdio! Mais do que os contribuintes do município de Lisboa ficaram a arder depois do Presidente da respectiva Câmara e seu correligionário político lhe ter ofertado 40 mil euros para essa coisa chamada Fundação Mário Soares que ainda ninguém percebeu para que serve.
Aliás, se há pessoa com autoridade para criticar despesas supérfluas do Estado, essa pessoa chama-se Mário Soares. Desde o episódio, que jamais esquecerei, da sua ida a Praga, na qualidade de Presidente dos portugueses,  para assistir à posse de Vaclav Havel como Presidente da República Checa e ter ficado à porta por não ter sido convidado, até à importantíssima visita de Estado às Ilhas Galápagos para cavalgar uma tartaruga, Soares tem de tudo no currículo.
Há cerca de um ano, um opinante louva-a-deus da Renascença—que devia escolher melhor os seus colaboradores—dizia, referindo-se ao cujo, que já foi tudo na vida. É verdade! É disso que me queixo.
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