sexta-feira, 8 de julho de 2011

FICHA ESCOLAR DE EINSTEIN

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Dá para ver que o Francês não era o "forte" de Einstein. Ou talvez fosse! Tudo é relativo...
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QUEM TE MANDA A TI...

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Fernando Nobre deu uma entrevista: a primeira, depois de abandonar a Assembleia da República. Estávamos todos ansiando a palavra de Nobre e Nobre falou. Finalmente!...
E que diz Nobre? Coisas preciosas. Por exemplo: “Os que pensavam que eu estava à procura de um tacho enganaram-se”.  Claramente, digo eu! Nobre não queria um tacho, para usar a linguagem erudita do personagem. Ou melhor, Nobre não queria um tacho qualquer. Assim é que é. Tacho já ele tem na AMI. Nobre queria um tacho com importância. Primeiro quis ser Presidente da República, mas não deu. Pena, mas não deu. Consentiu, então, em baixar a fasquia um nadinha. Segunda figura da República? Aceitava.
Mas as coisas complicaram-se imprevistamente. O CDS não apoiava figuras conotadas com a Maçonaria. O PSD titubeava. Os maçons do PS dividiam-se. Um drama! Primeira votação, 106 votos. Segunda votação, 105. Um fiasco. A fífia e a saída pela porta do fundo.
Nobre não esmorece. O estadista Nobre está no Brasil, mas fala urbi et orbi: “A Europa está em crise. Há risco de derrocada do projecto europeu, por falta de liderança. Poderão vir aí crises sociais muito graves”. E porquê?
Nobre explica: "Quando os grandes pensadores, os politólogos dizem ser necessária a participação de novos actores na vida política, pese embora esses discursos, o caso é que quando um desses actores se levanta para contribuir, como foi o meu caso, pude constatar que esse novo actor não é bem visto pela classe política tradicional". Voilá! Um “paradoxo” que o “perturbou um pouco”. Não muito: só um pouco. Mas Nobre não desiste facilmente: vai continuar a acompanhar atentamente tudo o que se passa neste País e no mundo.
Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão? Pergunto com o maior respeito pelo sapateiro.
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A 'MOODY'S' EM RESUMO

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

ANDRÓMEDA

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À distância de 2,5 milhões de anos-luz, a Andrómeda é a galáxia mais próxima da nossa, a Via Láctea, com que é comparável, embora maior: tem entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, cerca do dobro da Via Láctea. Suficientemente distante para permitir uma vista global, e próxima bastante para os telescópios penetrarem no seu interior, a Andrómeda é o melhor modelo para estudo da evolução das galáxias, incluindo a nossa. É essa a razão porque tem um “clube de fãs” na Astronomia que a observam com grande detalhe há mais de 15 anos.


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Este vídeo mostra a Andrómeda com vários espectros da radiação electromagnética: micro-ondas, do satélite Planck; infravermelho, do Herschel; radiação visível, de um observatório na Terra; e Raios X do satélite Newton.
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'LUX IN ARCANA' - O ARQUIVO SECRETO DO VATICANO

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Em Fevereiro do próximo ano, o Vaticano vai abrir uma exposição no Museu Capitolino de Roma chamada “Lux in Arcana – O Arquivo Secreto do Vaticano Revela-se”: acontecimento prometedor porque correm imensas teorias sobre o que se “esconde” em tal arquivo secreto.  É uma imensa colecção de documentos alinhados ao longo de 85 quilómetros de estantes, com matérias as mais diversas. Mas não alimentemos ilusões: só vão ser exibidos alguns.
De acordo com o anúncio oficial, estarão expostos documentos relacionados com a II Guerra Mundial, matéria que é objecto de controvérsia devido ao  silêncio de Pio XII durante o conflito, segundo alguns; uma carta escrita em casca de árvore, enviada por índios americanos a Leão XIII; e o registo das experiências científicas de Galileu. É pouco para quem tem curiosidade impaciente sobre o que lá há, mas já não é mau.
Não se sabe o que sairá sobre Galileu, umas das vítimas da Inquisição pela sua teoria sobre o heliocentrismo, como se sabe. Os problemas de Galileu começaram depois da publicação do livro Sidereus Nuncios (O Mensageiro das Estrelas), onde descrevia a sua visão do mundo astronómico: não só a teoria heliocêntrica, como os satélites de Júpiter, as montanhas e crateras da Lua, as manchas solares e outras novidades consideradas exotéricas na época.
Passou-se isso em 1610. A morte de Galileu viria em 1642, em Florença. No decorrer dos séculos, a Igreja Católica foi revendo a sua posição sobre o cientista. Em 1846 são removidas do Index as obras que apoiam o sistema coperniciano do Universo; e, em 1983, finalmente, Galileu é absolvido – não da formulação da teoria heliocêntrica, porque nunca foi processado por ela, mas de uma série de absurdos que lhe deram cabo da vida. Agora, o Vaticano põe em exposição registos das suas investigações científicas, iniciativa tardia mas ainda assim notável.
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AUTÓGRAFO DE GALILEU GALILEI

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LEVE AGORA E PAGUE DEPOIS

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Em média, 60 pessoas por dia recorrem à DECO porque não conseguem pagar as dívidas que contraíram. No primeiro semestre deste ano, 10.700 cidadãos recorreram ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS). Só no mês de Junho, foram 1.606, em contraste com 875 no mesmo mês do ano passado. Pelo facto de muitas dessas pessoas chegarem já em situação de incumprimento, do total das 10.700, o GAS só pôde assistir 2.112.
Muitas são funcionários públicos a quem o rendimento mensal foi recentemente reduzido, o que associado a elevado nível de endividamento, precipitou a impossibilidade de honrar compromissos assumidos. Basta referir que o rendimento médio dessas pessoas nem sequer é muito baixo: anda pelos 1.500 euros mensais. Mas a média dos créditos a pagar é de cinco por família, o que constitui número inesperado porque inclui seguramente coisas como o automóvel e electrodomésticos supérfluos, além da compra de habitação, essa sim indispensável face ao actual mercado de arrendamento.
Em minha opinião, o problema é cultural, fruto de campanhas de marketing pouco escrupulosas, sem esclarecimento cabal dos consumidores. Muitas vezes o crédito é empurrado sem que a pessoa sequer tome consciência de que está a assumir mais um compromisso a somar a outros que já tem. É assim nas agências de viagem, na venda de “lixo cultural”, sob a forma de colecções de livros, medalhas, pinturas e outros mamarrachos inúteis, é assim com aparelhos electrónicos associados a programas de fidelização; assim também com jóias promovidas sob a enganadora promessa de vender uma reserva para futuras dificuldades e que depois rende nada, e por aí fora.
A DECO cumpre a nobre missão de tentar minorar o drama vivido pelos endividados e desesperados e merece por isso o nosso respeito. Outra instituição falta neste País: o Gabinete de Aconselhamento ao Futuro Endividado. Uma organização que, usando os mesmos veículos do marketing encorajador do endividamento, fizesse campanhas públicas com visibilidade bastante para frenar no cidadão impulsos consumistas, antes de se enterrar até aos colarinhos.
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MARINA

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

OS GRANDES VELEIROS


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"Mercator"
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O “Mercator”,  uma barca assim chamada segundo o nome do cartógrafo Gerardus Mercator, foi construído na Escócia em 1932 para navio de treino da marinha mercante belga.  Também usado em observações científicas, participou em várias regatas internacionais. A última viagem foi a Lisboa, para as cerimónias do quinto centenário do falecimento do Infante D. Henrique. Em 1961 foi transformado em museu flutuante, primeiro em Antuérpia e depois em Ostende. Desloca 770 toneladas e tem 78,7 m de comprimento, 10,6 m de boca, 5,1 m de calado, e três mastros. A velocidade máxima é de 13 nós. Em cima uma pintura do navio por Yasmina, e à esquerda a fotografia.
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CHOCOLATE, RELÓGIOS E SEGREDO BANCÁRIO

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Vivemos em época de escândalos financeiros, ameaça de bancarrota em velhos países, e manobras subterrâneas de instituições internacionais importantes mas de seriedade duvidosa nos actos. Tudo é suspeito de obedecer a esquemas orquestrados, não se sabe bem por quem, que vão destruindo a Europa. No meio desta, uma Nação prospera no meio do maior silêncio, como sempre prosperou: a Suíça.
Em 2000, o Ministro das Finanças suíço disse publicamente esta pérola: O segredo bancário suíço é como a espingarda de guerra que os soldados mantêm em casa. Referia-se ao facto do serviço militar ser obrigatório naquele País e os militares levarem consigo uma espingarda e algumas munições quando voltam à vida civil. A imagem mostra bem a importância do segredo bancário na Suíça, teoricamente inspirado pela convicção, emanada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de que é uma liberdade individual aplicada à privacidade da vida financeira e económica.
Mas é a fé democrática nos direitos humanos assim tão fervorosa nos helvéticos? Oficialmente, parece que sim. Off the record, parece que não. Jean Ziegler, antigo professor de Sociologia em Genebra e Paris, há mais de 30 anos que denuncia a pouca vergonha da banca da sua Pátria, especialmente a colaboração com a Alemanha de Hitler e o financiamento do esforço de guerra nazi a troco de ouro e outros tesouros roubados em nações invadidas e aos judeus, e ainda a protecção dada a bandidos de todo o mundo para guadar e investir dinheiro roubado, seja Mobutu, Papa-Doc, Eduardo dos Santos, Mugabe, ou outro qualquer.
Segundo Ziegler, a Suíça detém 27% dos mercados financeiros offshore  do mundo. Numa terra de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. E acrescenta: Manusear dinheiro reveste-se de carácter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar dinheiro são actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e se realizam em silêncio e recolhimento.
Uns trastes com reputação de "civilizados"!
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EM ITÁLICO

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Este corte de “rating” é grave. É uma decisão gratuita que nos sai muito cara. Portugal é o lixo da Europa. As agências de “rating” são os cangalheiros, ricos e eufóricos, de um sistema ridiculamente inexpugnável. As agências garantem que nada têm contra Portugal. Como dizia alguém, “isto não é pessoal, apenas negócios”. Esse alguém era um padrinho da máfia.
Pedro Santos Guerreiro in "Negócios Online"
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PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS

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CAMILO CASTELO BRANCO


Dedicatória a Fontes Pereira de Melo, escrita por Camilo no romance "Amor de Perdição":

AO ILUSTRÍSSIMO E EXCELENTÍSSIMO SENHOR
ANTONIO MARIA DE FONTES PEREIRA DE MELLO
DEDICA

O Autor.

Il.mo e Ex.mo Sr.
Há-de pensar muita gente que V. Ex.ª não dá valor algum a este livro, que a minha gratidão lhe dedica, porque muita gente está persuadida que ministros do estado não lêem novelas. É um engano. Uma vez ouvi eu um colega de V. Ex.ª discorrer no parlamento acerca de caminhos de ferro. Com tanto engenho o fazia, de tantas flores matizara aquela árida matéria, que me deleitou ouvi-lo. Na noite desse dia encontrei o colega de V. Ex.ª a ler a Fanny, aquela Fanny, que sabia tanto de caminhos de ferro como eu.
Que V. Ex.ª tem romances na sua biblioteca, é convicção minha. Que lá tem alguns, que não leu porque o tempo lhe falece, e outros porque não merecem tempo, também o creio. Dê V. Ex.ª, no lote dos segundos, um lugar a este livro, e terá assim V. Ex.ª significado que o recebe e aprecia, por levar em si o nome do mais agradecido e respeitador criado de V. Ex.ª.

Na cadeia da Relação do Porto,
aos 26 de Setembro de 1861.

Camillo Castello Branco.
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Bonito, digo eu!
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TALENTO E GRAÇA

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(Vídeo recebido de Francisco Carvalho)
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A COERÊNCIA DO 'BLOGGER'

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João Gonçalves é o nome do editor do blog de sucesso “Portugal dos Pequeninos”, com quase 5 milhões de visitas no currículo. Tem, como a maior parte dos blogs, coisas discutíveis, mas é assim mesmo que deve ser e é bom. Gonçalves, ao longo dos anos,  malhou em muita gente, incluindo Pedro Passos Coelho, de quem disse “aquilo é Sócrates sem os anos de palco que Sócrates leva”; e em Miguel Relvas a quem chamou “pequeno Torquemada de Tomar”. Até aqui tudo bem, até com bastante e feliz humor.
Onde começa a estar mal? Começa quando lemos que João Gonçalves é adjunto político do Ministro dos Assuntos Parlamentares, o referido pequeno Torquemada de Tomar, por coincidência num governo chefiado pelo Sócrates sem os anos de palco que Sócrates levava, também “alforreca” com “um lindo futuro atrás dele”. Tal e qual.
Acham que Relvas fez mal em convidar Gonçalves, e Passos Coelho em aceitar a respectiva contratação? Eu não acho. Custa algum dinheiro ao erário público, é verdade, mas se não fosse ele outro seria no seu lugar, aproximadamente pelo mesmo preço; e, entretanto, Coelho e Relvas estão vingados – demonstraram de forma inteligente e cabal o que valem as convicções do seu ex-demolidor. Baforadas críticas exigem humildade e ausência de ambição. Sobretudo, também, alguma coerência e vergonha na cara. Mas Gonçalves é um indígena do Portugal dos pequeninos e, por isso, está perdoado.
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DEMOCRACIA A CAMINHO DO SOCIALISMO

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terça-feira, 5 de julho de 2011

ROYAL CARIBBEAN CRUISES

PORQUE TENHO INSÓNIAS

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O modelo da troika assenta na tese da recessão curativa. Dois anos de penúria para desalavancar, pagar dívidas, reduzir défices, reestruturar a economia e estar preparado para um ciclo de prosperidade depois. A tese não está a funcionar na Grécia. Mesmo que acreditemos que funcionará em Portugal, que a austeridade não mata o doente, mesmo assim, há duas evidências: a de que Portugal não consegue suportar estes juros; e a de que tudo isto serve para nada se o euro falhar.
Pedro Santos Guerreiro in “Negócios Online”
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A CAPITAL DO DÉFICE

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CHEIRA BEM

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Lê-se hoje no “Diário de Notícias” que o contrato de arrendamento do Tribunal da Maia foi suspenso pelo Ministério da Justiça. O referido contrato foi assinado dois dias antes da posse do novo governo que achou estranha a data da sua concretização. Aliás, o processo já havia sido contestado pela Câmara Municipal, pelos agentes da Justiça e pela Ordem dos Advogados. E porquê? Porque a renda era de 76 mil euros mensais e a contratação feita por 15 anos. Ou seja, perto de um milhão de euros anuais e mais de 13 milhões em 15 anos.
A que cheira? Cheira bem, cheira a Lisboa!...
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CHRISTINE LAGARDE

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Christine Lagarde é a nova Directora-Geral do FMI. Vai receber 381.200 euros por ano: menos de um terço do que Fábio Coentrão receberá no Real Madrid. Meia bola e força!
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BUGATTI L'OR BLANC

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É o carrinho desportivo mais caro do mundo: custa 1,6 milhões de euros, mais 500 mil que o priminho Bugatti Veyron - uma ternura!
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

A TERRA DO TIO SAM

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Metade dos americanos acreditam em fantasmas, três quartos em anjos, um terço em astrologia, três quartos no Inferno, e 40% que o universo começou depois da domesticação do cão. O conjunto de crenças é diverso, engloba matérias de natureza bastante diferente, mas revela um estado mental colectivo surpreendentemente inesperado numa nação com a produção cultural e o sucesso económico dos Estados Unidos. Como se compatibilizam as duas coisas? Confesso que não sei, mas suspeito. A maioria da população é boa gente, trabalhadora, cultora de valores, e com elevado sentido de cidadania, penso eu; mas falando bem e depressa, massa bruta. Depois há a elite intelectual, de primeira água, parte da qual é importada: intelectuais atraídos pelas condições materiais do trabalho nas artes e nas ciências.
Não há qualquer interacção de conflito desta minoria com a maioria referida antes - pelo contrário, o respeito mútuo é a regra pois o estatuto da intelectualidade não representa a nata social, constituída pela elite económica.
Empreendedorismo económico, capacidade intelectual e mão de obra eficiente fazem o sucesso.  Mas, dos factores desse sucesso, boa parte é uma lástima!
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'CALÇAS ARREGAÇADAS'

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FUNÂMBULO MALABARISTA

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Há dias, o Dr. Soares falou. Em boa verdade fala todos os dias, mas no dia a que me refiro disse assim: “O PS tem de ser refundado de alguma maneira, tem de ser melhorado, tem de discutir política a sério e tem de ter política a sério e grandes ideias para o futuro".
Palavras sábias depois das jericadas dos últimos anos. Já tive oportunidade de falar disso e elogiar o Dr. Soares por ser o primeiro socialista importante a reconhecer que a política dos últimos anos do PS não foi séria. Mas hoje surgem as primeiras notícias da ressaca daquelas afirmações.
Muita gente não gostou de as ouvir e, ou engoliu em seco, ou fala, entre dentes apenas, das “asneiras” e dos “disparates” do Dr. Soares - não é que não seja especialista em asneiras e disparates, mas desta vez acertou na mouche. Claro: há sempre quem não consiga fechar o óstio bucal e escancara o trombone para debitar inconveniência e alarvice. Por exemplo quem? Não! Não estou a falar da Dr.ª Ana Gomes, não senhor. Podia ser ela, mas não foi. Refiro-me ao incontornável, inefável, inevitável e incomparável Lello.

Diz Lello, um dos mais fervorosos e activos apoiantes dos governos do Zézito: “O PS não precisa de refundação porque nunca se afastou da sua matriz”. Registo, pesaroso, que a prática do Zézito incarna a matriz do PS. Isto é, todo aquele palavreado de partido responsável, sério, honrado, patriótico e solidário foi materializado nas borradas do Zézito. É bom ouvirmos  atentos e tomar boa nota para orientação futura. A matriz do PS são as artes malabares do aramista Zézito.
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NOTÍCIAS DE CAIR DE CAUDA

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O antigo ministro das Finanças, Silva Lopes, considerou hoje que Portugal é praticamente igual à Grécia e que o financiamento que Bruxelas e o Fundo Monetário Internacional darão a Portugal nos próximos três anos é largamente insuficiente.

Caso se confirme a transferência, Fábio Coentrão irá ganhar 100 mil euros por mês no Real Madrid.

Fernando Nobre afirma que renuncia ao mandato de deputado pelo PSD, mas justifica a decisão por sentir-se mais útil na acção humanitária.

Quarenta e dois cidadãos portugueses deverão ser expulsos de Angola ainda esta semana por se encontrarem em situação irregular no país.
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Banca precisa de 700 milhões de euros este ano para financiar as Parcerias Público-Privadas.

O Governo vai cortar entre 1.000 e 1.500 freguesias.

Motociclista morre em acidente quando participava num protesto contra a obrigatoriedade do uso de capacete, em Nova Iorque. Provavelmente teria sobrevivido se o levasse na cabeça.

Representantes do governo líbio reuniram-se com os rebeldes.

Abandonados nos hospitais 8.238 idosos.
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domingo, 3 de julho de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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"Sedov"
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O "Sedov" foi alemão, construído por alemães, e é agora russo e um dos maiores veleiros do mundo. Já aqui falámos dele. Hoje volta numa linda fotografia.
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PENSAMENTO


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Passos tem de acabar bem. Ou acaba connosco.

Pedro Santos Guerreiro in “Negócios Online”
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TALENTO E GRAÇA

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(Vídeo enviado por António Pedro Fonseca)
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PSICOLOGIA E RELIGIOSIDADE

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Li hoje um texto, da autoria de Paul Bloom, professor de Psicologia na Universidade de Yale, com este pensamento:

As pessoas já acreditaram que a Terra era plana e as doenças mentais eram provocadas por possessão demoníaca, mas deixaram de pensar assim. Quanto à alma, mesmo sabendo que a mente é produto do cérebro, o problema é diferente. A percepção que temos da nossa individualidade diz respeito a qualquer coisa imaterial. É um conceito com raízes profundas que se pode resumir assim: nós não somos corpos; antes, ocupamos ou habitamos os nossos corpos.
As crianças são um exemplo desse dualismo quando apreciam histórias de pessoas que abandonam o corpo e viajam para terras distantes, ou da rã que se transforma em príncipe. E quando se trata da morte, aceitam facilmente que a alma, ou a individualidade imaterial referida, ascende a outro mundo, ou incarna noutro corpo.
É este um ponto de vista muito inteligente na perspectiva psicológica. Não está em causa a confusão com a alma e a actividade psíquica pois, segundo julgo, essa matéria estará explicada pelos teólogos: para os crentes, a alma é uma qualidade, ou atributo conferido por Deus ao homem, independentemente de ter mente, e consequentemente, são coisas distintas. Mas a teoria de Paul Bloom explica a tendência natural do homem para a religiosidade. A separação do eu e do corpo, e a dificuldade em aceitar a morte integral com a morte do corpo, tornam o homem receptivo à existência de qualquer coisa que persiste para além da vida na Terra. Tal receptividade para a religiosidade pode ser considerada obra divina por quem acredita, naturalmente. Penso eu...
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PLANETA TERRA

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O BEIRÃO ANFÍBIO

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Descendo ao litoral, o beirão é anfíbio: pescador e lavrador. A lavoura nasce do mar: os carros são barcos, adubos o moliço de algas e mariscos. Ao lado de um talhão de milho está uma marinha de sal. O mar insinua-se pelos canais retalhando a planície, em cujo centro, como uma artéria, corre placidamente o Vouga. A três léguas da costa vê-se fundeado um barco: as mulheres cozem as redes, ao lado, sobre a terra húmida e negra, que os bois lavram, ou o cavador abre à enxada. O calor, a humidade permanente, fazem germinar breve as sementes, multiplicam as colheitas, e as febres. Essa paisagem deliciosa e original, indecisa entre o mar e a terra, e que nos enche de vivo prazer, quando a dominamos desde os altos de Angeja à raiz das montanhas, atrai-nos como a sombra da manzanilha, cheia de frescura e veneno. Os elementos, confundidos, vingam-se da temeridade dos homens.
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Oliveira Martins in "História de Portugal"
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CANTINHO DO SARCASMO


Quando o novo secretário de Estado da Cultura, pessoa inteligente e óptima companhia, se estreia na função a prometer que o Acordo Ortográfico será "implementado" em 2012 nos "documentos oficiais e nas escolas" dado ser "um caminho sem retorno", eu gostaria de lembrar ao Francisco José Viegas que caminhos sem retorno também eram, ou são, o TGV, o aeroporto de Alcochete, a bancarrota, a gripe suína e o declínio do Belenenses. O trabalho de um governante consiste, suponho, em tentar contrariar as desgraças ditas inevitáveis. Aceitá-las de braços caídos tende um bocadinho para o fácil e talvez não justifique o salário.

Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias".
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MONTE BRANCO

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KEPLER E AS PITONISAS POLÍTICAS

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Há 360 anos, Johannes Kepler formulou a teoria de que a melhor maneira de arrumar um conjunto de esferas com o mesmo diâmetro, era dispô-las em pirâmide, como fazem os comerciantes de laranjas e se fazia com as balas de canhão dos antigos navios. Em 1998, o matemático Thomas Hales estudou a matéria, convenceu-se que tinha conseguido demonstrar cientificamente a teoria de Kepler e submeteu o seu trabalho à apreciação da comunidade mundial, incluindo matemáticos ilustres.
Esperou seis anos, findos os quais um painel de especialistas que trabalhou cinco anos no problema, com assistência de muitos e sofisticados computadores, declarou urbi et orbi que não tinha encontrado erros na prova apresentada por Hales, mas não ficara com a certeza de que a teoria de Kepler fosse correcta.
Curiosa história esta, que merecia mais divulgação, especialmente entre cultores de algumas ciências, umas mais ocultas que outras, mas todas igualmente não exactas, como a Politologia, a Economia, a Sociologia e outras parecidas de que não me lembro agora, nem interessa. Falo nelas porque vivemos nesta terra que foi nosso berço em era política opinativa de ponta, com emissão intensiva de previsões sociais e políticas complexas e muito mais difíceis de provar que a teoria de Kepler. Acabei agora mesmo de assistir ao programa “Eixo do Mal” e fiquei empanturrado! Uf!...
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sábado, 2 de julho de 2011

RODA GIGANTE DE BELÉM

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MARIUS SENATOR

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Um dos aspectos mais deprimentes de quem existe é entrar na senilidade sem perceber o que se passa e tentar parecer que não passa nada. Manter e multiplicar actividades para demonstrar aptidão, capacidade e prontidão. Falar e escrever para fazer prova de vida intelectual. Protagonizar para permanecer na ribalta, mesmo interpretando o ridículo. Ignorar essa coisa clássica do crepúsculo dos deuses. Não ter senso comum numa idade em que devia abundar. Tentar escrever “Os Lusíadas”, como alternativa a editar “O Dolicocéfalo”, por exemplo.

Não há, de momento, melhor exemplo de uma criatura assim que o Dr. Soares, personalidade incontornável, nestes dias de incerteza nacional e internacional, para quem pega num jornal, ouve um noticiário, ou assiste a um telejornal. Há agitação na Grécia? Lá vem ele. Crispação no Eurogrupo? Também. Ameaça à integridade moral de Kadafi? Idem. Crise na Transilvânia? Igualmente. A senhora Merckel tem flato? Idem aspas. O Dr. Soares vai a todas! Não falha uma!

Agora vem aí um livro: chama-se “Portugal Tem Saída – Um Olhar Sobre a Crise” e é escrito em colaboração com a jornalista Teresa de Sousa. Um livro pois claro, porque o Dr. Soares precisa de comunicar, como o baladeiro de Solnado. Ainda não tiveram o privilégio de o ler aqueles que fazem propósito disso e a quem desejo boa sorte, mas já se conhecem pormenores. Por exemplo, acha o lúcido senador que o actual Presidente da República podia ter evitado a crise política, mas ficou estranhamente silencioso, apesar de lhe ter feito um apelo público “angustiado” para que a evitasse. É verdade! Estava o Dr. Soares angustiado com a queda iminente do Zézito, único timoneiro capaz de afastar Portugal da procela como já havia feito centenas de vezes antes, e Cavaco não o ouviu!

Mas o Dr. Soares diz mais: a oposição falhou quando levou à queda do governo socialista, numa “insensatez tremenda”. Para o Dr. Soares, a queda de qualquer governo socialista é sempre insensatez - e tremenda! - mesmo quando o chefe do governo socialista é um incompetente irresponsável como o Zézito.

Zézito que, segundo o senador, foi “um líder forte”, com “grandes virtudes” e “alguns defeitos”. Para quem não está habituado a ler o pensamento do Dr. Soares, eu traduzo: líder forte com grandes virtudes significa que ganhava eleições para o Partido Socialista, mesmo à custa de mentiras e muitas borradas; e alguns defeitos é porque era um asno.

Mas o Dr. Soares não podia deixar a senhora Merkel de fora, pois claro. A senhora tem sido uma “tragédia” para o projecto europeu, diz; e nesse capítulo, dou-lhe razão. A chanceler da Alemanha tem feito quase tantas borradas como o Zézito, o que é muito difícil, acrescente-se.
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REFLEXOS

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

PECADOS CAPITAIS

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Morreu recentemente e de forma trágica um jovem que, na terminologia dos media, era uma figura pública. Em consequência, tivemos os jornais cheios de notícias com pormenores das condições da morte, das reacções de familiares e amigos e outras banalidades. E, nas secções de comentários das edições online, um ror de prosa: literatura para todos os gostos: considerações acacianas sobre estilos de viver, sobre normas de segurança rodoviária, sobre a volatilidade da vida; enfim, um horror. Falo nisto porque a leitura de tal chorrilho opinativo me fez pensar nos sete pecados capitais. Estranho, não? Acho que sim. Mas passo a explicar.
Em tempos, quando tinha a oportunidade de conversar esporadicamente com um doutor da Igreja que acumulava com a condição de doente da pele, falámos sobre aqueles pecados, ditos capitais: sobre a sua origem, história em geral e evolução no catolicismo, sobre um que já foi chamado inicialmente de melancolia, e depois preguiça e  indolência e nunca se percebeu muito bem o que era, e por aí fora. E também fazíamos conjecturas sobre qual seria o mais frequente. A este respeito, devo dizer que a audiência a estas conversas quase teológicas era mais ou menos unânime em considerar que a luxúria ocupava o lugar de cima do pódio. Eu não estava de acordo e continuo a pensar o mesmo. Agora ainda mais, especialmente depois de ler a prosa bárbara das caixas de comentários dos jornais que referi.
No meio de discursos muito primários uns, sofrivelmente diferenciados outros, ou até evoluídos, surgem frequentemente, camufladas com palavras compungidas, considerações subliminares de crítica ao estilo de vida, ao modo como foi atingido o status económico e social, à injustificação da popularidade, ou à forma como os proventos eram conseguidos. No fundo, bem no fundo, manifestações inconscientes de inveja que não permitem esconder alguma satisfação com o fim de tal situação privilegiada, apesar da forma trágica como ocorreu.
Esta é uma maneira de pensar, de ver o mundo, de conviver com a sociedade e de falar, observável diariamente no café, no local de trabalho, na esquina da rua, ou na paragem do autocarro. Boa parte das críticas feitas aos poderosos, aos ricos, aos bem sucedidos, até aos felizes e saudáveis, decorrem da inveja. Estimo que 10% da motivação dessas críticas é determinada pela razão e 90% pela inveja. Se tivesse que votar no pecado capital mais frequente, não hesitaria em pôr a cruzinha à frente da inveja. E, já agora, se me fosse dada a oportunidade de o fazer, acabava com essa coisa da melancolia, da indolência, ou da preguiça, por ser matéria difícil de qualificar e não quantificável, mesmo para os maiores especialistas em pecados capitais.
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SABER ESCREVER

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A serra da Estrela, reforçada ao Norte pelo contraforte de Monte-Muro, fecha, com o Marão e o Gerês, uma muralha natural, onde os ventos do mar estacam. Apenas cortada pelos vales do Douro e do Tua — duas fendas — essa barreira, cujos picos sobem até 2.000 m, encerra e protege o Portugal do Norte, sendo a principal causa das chuvas abundantes e do clima criador do litoral de Além-Mondego.
O beirão, habitante da encosta ocidental onde o ar é mais húmido do que em Trás-os-Montes, as chuvas mais abundantes e a temperatura idêntica: onde o castanheiro colossal, o cedro, o carvalho e o pinheiro bravo põem na paisagem todos os tons e essa grandeza própria de árvores que vivem séculos: o beirão é menos vivo, mas mais robusto. Quem divagou por essas terras admirou decerto a estrutura hercúlea dos seus homens, cuja face, não luzindo com os brilhantes reflexos de vida interior, acusa todavia um pleno desenvolvimento da vida animal. Berço dos audazes bandidos, anacrónicos representantes de uma independência de outras idades, a Beira é o viveiro de musculosos trabalhadores, que vão todos os anos, pelo estio, lavrar as glebas do sul do Tejo, levemente vestidos com as bragas curtas de linho, descalços, com a camisola de lã agasalhando o tronco, o barrete frígio na cabeça, a manta e a enxada ao ombro.
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Oliveira Martins in "História de Portugal"
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CORDEIRO COM PELE DE LOBO?

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Segundo o “The New York Times”, o caso Strauss-Kahn estará em vias de chegar ao fim. Alegadamente, a acusação pública terá encontrado pontos fracos na versão da empregada do hotel que o acusa de assalto sexual, apesar de existirem provas forenses de ter havido relação sexual entre os dois. Depois da espectacular prisão do presidente do FMI, com humilhação pública deliberada do detido por parte das autoridades americanas, a montanha pariu um rato. Porquê? Não sei. Corre na Net uma versão que pode ser pura ficção, mas faz sentido. Antes de explicar do que consta, convém recordar que o volte-face no processo judicial acontece logo a seguir a ter sido nomeada outra pessoa para a presidência do FMI, a senhora Lagarde.

Então, toda a cena do Hotel Sofitel, em que Dominique Stauss-Kahn teria saltado “em pêlo” da banheira para cima da empregada de limpeza, teria sido preparada pela CIA, conhecida que era a incapacidade de Dominique se controlar face a uma donzela disposta a conceder facilidades, especialmente se fosse de raça negra, uma das suas fraquezas maiores. E porque queria a CIA apanhar Dominique com a boca na botija e fazer o escândalo que fez, com polícias a escoltá-lo algemado, fotografias em grande plano da face do detido, deprimido e exausto no tribunal, e manifestações populares de repúdio pelo comportamento soez do facínora?

Aqui entra a versão que circula na Net, verdade que pode ser ficção; ou ficção que pode ser verdade. Segundo tal versão, Dominique ter-se-ia deslocado aos Estados Unidos para receber informação sobre os motivos porque este País não salda uma dívida antiga em ouro ao FMI; e teria tido notícia das reais razões, notícia inesperada porque decorrente da situação ruinosa das reservas de ouro americanas em Fort Knox. Era preciso neutralizar o homem que tinha tal informação, especialmente sendo presidente do FMI. Daqui para a frente, quem vê cinema imagina o resto.
Verdade? Mentira? Who knows? O facto é que, mal o FMI teve novo presidente, uma presidente aliás, logo o caso começou a apagar-se nos tribunais, com o próprio ministério público a admitir debilidades na acusação. Vivemos num mundo assim? Não sei. Talvez sim!
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SÓ MESMO NA QUINTA DA MARINHA!

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