segunda-feira, 6 de março de 2017

FOI MUiTO BONITO !

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Bruno de Carvalho foi até às bancadas de Alvalade para pedir desculpa aos adeptos que viram a sua equipa empatar com o Vitória de Guimarães 1-1. 
O pedido de desculpas de Bruno de Carvalho surgiu após uma homenagem por parte da claque aludindo à sua vitória eleitoral.
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domingo, 5 de março de 2017

FRIDA KAHLO

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CONSUMO: 600 MILHÕES DE TONELADAS DE HIDROGÉNIO POR SEGUNDO !

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VIDA É AFECÇÃO COM 100% DE MORTALIDADE

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Li há minutos um artigo de Roy F Baumeister, professor de Psicologia na Universidade da Florida, que tem por título "Os Significados de Vida" e não interessa grandemente — em minha opinião! Falo dele porque, na caixa de comentários, encontrei um, da autoria de Antonio Gallo,  que reza assim:

Acredito que todos, pelo menos uma vez na vida, fazem essa pergunta. Eu perguntei um dia a um palestrante que me respondeu: "A vida é uma afecção sexualmente transmitida com 100% de mortalidade".

E acrescenta o mesmo leitor:

O que temos por certo é que em tempos não éramos, agora somos e não seremos outra vez. Vida é uma expressão linguística que não tem significado. É como se eu perguntasse qual é o significado de lumbago.

Outro leitor/comentador cita Baltasar Gracian, jesuíta espanhol que um dia escreveu: 

"Viemos às escuras, mesmo cegos, a este mundo e começámos a viver sem notar que estávamos vivos e sem saber o que é estar vivo".

Valem mais os comentários que que o comentado.
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LEVITAÇÃO

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O disparador duma câmara de vídeo é sincronizado com o rotor de um helicóptero, de tal modo que só colhe imagem quando o rotor está em determinada posição. Então, vê-se no vídeo a aeronave a voar com o rotor parado. Milagre!
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DUROU POUCO A EUFORIA !

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SÓ À PORRADA! . . .

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Segundo o "Diário de Notícias", os deputados socialistas Filipe Neto Brandão, António Gameiro e João Soares, e a deputada do PSD Teresa Leal Coelho, receberam em 2016 perto de 100 mil euros — acumulados com o vencimento de deputados — por pertencerem a Conselhos de Fiscalização de várias instituições (na qualidade de deputados!). São mais de 8 mil euros por mês.  É preciso ter topete!
Mas o escândalo não fica por aqui: as entidades fiscalizadoras em causa, eleitas pela Assembleia da República, estão a funcionar de forma incipiente; ou seja, traduzido em português bocagiano,  não fazem a ponta de um corno.
Mas, segundo o inefável deputado João Soares, conhecido dispensador de bofetadas via Facebook, a remuneração está prevista na lei e é um disparate total dizer que tiveram mais ou menos serviço em 2016 do que em anos precedentes. Ou seja, Soares não percebe que é — precisamente — na lei que está o mal; lei feita pelos próprios beneficiários da sua tortuosidade: deputado faz lei que o beneficia com escândalo e justifica o escândalo com essa lei. É pescadinha de rabo na boca...! Só à porrada!
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CADA COR TEM SEU PALADAR

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Antes de morrer, Einstein deixou manifesta a vontade de que o seu corpo fosse imediatamente cremado após a morte e as cinzas espalhadas em local não conhecido. Não queria um túmulo transformado em santuário. Tal vontade só parcialmente foi respeitada. O seu amigo Otto Nathan  fez tudo certo com o cadáver, mas conseguiu que Thomas Harvey, o patologista que autopsiou Einstein, lhe desse o cérebro do físico — cérebro que guardou em casa no frigorífico, num frasco com formol, até 1998, quando o devolveu ao  Princeton Hospital, não sem que antes não tivesse enviado fragmentos a cientistas interessados.
Nenhum de nós será alguma vez vítima de roubo do cérebro; mas o estatuto de Einstein, de arquétipo do génio, explica o relatado. A pessoa vulgar pode viver e morrer com privacidade, mas o génio, e a sua massa cinzenta, são património da humanidade. E é do génio de Einstein que trata esta prosa, inspirada num texto de Matthew Francis, especialista em Física e escritor sobre temas científicos.
Além de Einstein, a história conheceu muitos génios; mas poucos com a sua actual celebridade. Talvez porque viveu numa época de enorme expansão da comunicação social, talvez pelo cabelo, pelo penteado, pelas indumentárias, pelo comportamento exótico, por ser judeu, sabe-se lá porquê.
Madame Curie ganhou por duas vezes o Prémio Nobel e fez investigação cujos resultados foram ponto de partida para muitas outras investigações notáveis. No entanto, apesar de usar um penteado quase tão exótico como o de Einstein (para a época!), não tem hoje metade da notoriedade dele. Talvez porque fosse mulher — na altura não ajudava muito —, talvez porque fosse uma experimentalista, não uma teórica, como ele.
Era o cérebro do físico diferente? Nada permite afirmá-lo. Estudos feitos até agora focam-se na pesquisa de diferenças morfológicas entre ele e pessoas ditas normais. Naturalmente que têm sido encontradas algumas; mas há erros científicos crassos em tais estudos: os investigadores sabiam a quem pertenciam os cérebros que estudavam e, nessas circunstâncias — diz a experiência — é fácil tirar conclusões... erradas. É o viés decorrente da falta de anonimato das amostras.
Por outro lado, Einstein não era tão "infalível" como hoje vulgarmente se pensa. Em 1939, por exemplo, publicou um artigo onde afirmava que os buracos negros não podiam existir. Einstein tinha excelente intuição científica, mas também tinha "fés", "crenças", ou "palpites" científicos. Contra os cálculos que ele próprio e outros físicos tinham feito, mantinha um ódio de estimação aos buracos negros. Não digeria a teoria de que, com densidade suficiente, a gravidade podia vencer todas as outras forças, tornando o colapso inevitável.
O "fenómeno génio" é complicado, como diria Rui Vitória. Não é uma qualidade monolítica, idêntica em todos os casos depende da diversidade do homem e do seu talento. Como Einstein, já tivemos a referida Marie Curie, Niels Bohr, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Newton e por aí fora, até ao contemporâneo Sócrates, também conhecido por Zezito. Cada cor tem o seu paladar, à semelhança dos antigos "chupa-chupas". Einstein é um chupa-chupa que  caiu no goto. É a vida, Guterres dixit!
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HIS ROYAL HIGHNESS THE KING OF BUMPKINS

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sábado, 4 de março de 2017

PIET MONDRIAN

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ONDE ESTÁ A GAIVOTA ?

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PORTUGAL AMARROTADO

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[...] Na quinta-feira, a dra. Teodora Cardoso comparou o défice de 2,1% a um “milagre”, alcançado graças a “medidas que não são sustentáveis”. Embora a presidente do Conselho de Finanças Públicas tenha sido objectiva e, talvez, simpática, depressa o PCP soltou um jagunço para avisar a senhora que o milagre é ela ainda ter salário e emprego. À luz da tradição siberiana da seita, a ameaça aceita-se. Já as reacções do PM e do PR, formalmente mais brandas e igualmente raivosas, não se aceitam sob pretexto nenhum. Anda por aí um cheirinho peculiar, e não é a democracia. [...] 

Alberto Gonçalves in "Portugal Amarrotado" (Observador)
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GUIREC E MONIQUE

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Explorar a Gronelândia com um veleiro e uma galinha — MoniqueA viagem de um bretão de 24 anos, Guirec Soudée. O realizador  Jean-Philip Meriglier seguiu parte do périplo com o seu drone. Nas imagens, vê-se o iate a navegar entre os últimos gelos e no meio de icebergs e baleias. O galináceo  e seu patrão visitam povoações à beira-mar, em paisagens de postal ilustrado. Muito bonito!
(Com colaboração da Teresa).

BORDA D'ÁGUA

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Amanhã, 5 de Março de 2017, a Lua completa o primeiro quarto da volta que dá à Terra todos os meses. É o Primeiro Quarto (Crescente) — Ocorrerá às 11H32 TMG.
Cerca da meia-noite, desaparecerá abaixo do horizonte, num movimento semelhante ao mostrado nas imagens em baixo, feitas noutra ocasião por Peter Lowenstein, em Mutare, no Zimbabué. Repare-se no "recortado" que a vegetação  faz na linha do horizonte — bonito!
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"SHOCK AND AWE "

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Esta semana, um Twitter americano publicou a fotografia que se vê ao lado com a legenda "Este é o futuro que os liberais querem". A fotografia mostra uma drag queen sentada no metro de Nova Iorque ao lado de uma mulher vestida com burka e niqab.
Estamos na "era" Trump, de conservadores, e também de pessoas que se "borrifam" para a política mas estão fartos do exibicionismo sócio-político pró-shock and awe da esquerda. A drag queen e a muçulmana da fotografia, em boa verdade, não chocam ninguém. O que choca é serem símbolos usados por gente psicologicamente marginal, militante de atitudes gratuitas de "agressão" a conservadores respeitáveis que lhes deviam merecer tanta estima como, alegadamente, têm por grupos sociais desfavorecidos. Suspeito que 90% deles nunca deu um passo útil para ajudar alguém necessitado. Com amigos assim, o "pobre" não precisa de mais para continuar a ser "pobre".
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"BAT BOT"

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Os morcegos  foram desde sempre motivo de admiração do homem pela versatilidade dinâmica do seu voo, conseguido graças à agilidade e conformação das asas com mais de 40 articulações activas e passivas.
Para melhor compreender o fenómeno, foi agora construído um robot de 93 gramas, chamado Bat Bot (B2), que mimetiza a potencialidade das asas do morcego. Não vou entrar em pormenores técnicos da geringonça (salvo seja) porque nem  seria capaz de o fazer decentemente; mas mostro uma imagem animada e digo que é capaz de voar com alguma autonomia. 

A VOZ DOS ANIMAIS

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Porque emitem os animais sons estranhos para nós, Homo sapiens? Para seduzir parceiros sexuais? Para marcar território? Para se divertirem, tal como nós assobiamos ou cantamos enquanto fazemos trabalhos manuais? Para ensaiar a ida ao Festival da Eurovisão? — ninguém sabe! Constatamos apenas que as aves cantam, embora a sua música não tenha "ritmo".
Veja as imagens aqui em cima que são completamente desconcertantes pela forma convicta como alguns animais "falam/cantam". O último peixe é um "baixo" mais "baixo" que Bruno de Carvalho! Vale a pena esperar até ao fim para ouvir o seu protesto contra as arbitragens.
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sexta-feira, 3 de março de 2017

MARK CHAGAL

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SER SONÂMBULO

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As fragatas — não os navios de guerra — são aves de grande porte dos oceanos tropicais e sub-tropicais com capacidade de voar durante dias, mesmo meses, mantendo o voo durante o sono quando fazem grandes viagens. Parte do seu 
cérebro mantém-se activo e vígil quando dormem. É uma forma de sobrevivência, apurada pela selecção natural, que não é exclusiva da fragata.
Quase todos os animais mantêm algum grau de vigília durante sono para "o que der e vier". O rato, o pardal, ou o coelho bravo, acordam e "dão de frosques" se nos sentem a aproximar.
E o homem? O homem também e a mulher igualmente — mas o fenómeno tem muito menos acuidade que nos animais. Com excepção de casos raros, ou talvez não tão raros assim: estou a referir-me aos sonâmbulos. 
O sonambulismo é considerado hoje — pelo menos por algumas escolas — o exercício errado do instinto referido. Errado porque responde a estímulos incorrectos.
Estudos electro-encefalográficos mostram que, nos sonâmbulos, há áreas cerebrais que se mantêm activas durante o sono, o que é perigoso por tal acontecer quando a parte racional está "a dormir". Alguns, para dar exemplos, têm saltado da janela, conduzido carros até ao desastre, ou pegado fogo à casa.
Em resumo, o sonambulismo é um resquício do homem das cavernas que ainda não foi completamente eliminado pela selecção natural. Talvez dentro de alguns milénios deixe de existir!
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SAX, O REI DOS INSTRUMENTOS MUSICAIS

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Ao contrário de muitos dos instrumentos tradicionais que, para chegar aos formatos actuais, foram evoluindo de instrumentos mais antigos, dos quais muitas vezes não se conhece o inventor, o saxofone foi deliberadamente inventado. O inventor foi o belga Antoine Joseph Sax, mais conhecido pela alcunha de Adolphe Sax, que registou a patente em 1846. 
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(Com colaboração da Teresa)
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FALINHAS MANSAS

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O que vemos nestes dois vídeos é contraditório. 
No primeiro, vê-se um jogador do FCP comportando-se lamentavelmente com um jogador do Boavista que não responde. 
Depois, vê-se Nuno Espírito Santo, completamente "fora de si", a dizer qualquer coisa a um, ou mais, dos presentes. Não parece estar a elogiar a mãe de ninguém.
No segundo vídeo, Espírito Santo "dá uma" de filósofo, coisa em que é especialista — um verdadeiro tribuno só comparável ao Padre António Vieira. Fala muito bem!
Só se esqueceu de "não falar dos árbitros"!
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A salvação não pode entrar sem se perdoar o pecado, e o pecado não se perdoa sem se restituir o roubado.

António Vieira in "Sermão do Bom Ladrão"
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ASSOMBRAÇÃO

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TODOS OS CAMINHOS VÃO DAR AO BES !

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Mais de metade dos dez mil milhões de euros de transferências para offshores, que não apareciam nas estatísticas entre 2011 e 2014, foram declarados pelo Banco Espírito Santo (BES).
Segundo o Jornal Económico, esta revelação foi feita por fonte da administração fiscal, que “garante que o peso do BES é enorme na omissão das transferências no sistema informático da Autoridade Tributária [AT], cujo montante acabou por escapar ao controlo do fisco”.
Em causa, escreve o jornal, “estão os montantes que os clientes do banco, a maioria empresas, enviaram para offshores nos dois anos antes da resolução do banco”.

LUSA
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BITAITES TAUTOLÓGICOS

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Se fosse possível meter uma colher de chá na massa de um buraco negro e tirar de lá um bocado, essa colher conteria em si um pequeno fragmento com mais massa que todo o Monte Evereste. Exagero? Não!...
A maior parte do volume ocupado por qualquer corpo é espaço vazio — assim como uma armação esférica de arame que ocupa imenso espaço e tem muito pouco material, ou massa (os termos são toscos, mas servem para passar a ideia).
Se olharmos para o esquema de um átomo de carbono, vemos que tem no núcleo 6 protões (com carga eléctrica positiva) e seis neutrões (sem carga eléctrica)  na figura, vermelhos e brancos, respectivamente ; e que à volta desse núcleo gravitam 6 electrões (com carga eléctrica negativa). Tudo visto e respigado, a massa das 18 partículas referidas é mínima, se a compararmos com o volume que a estrutura atómica ocupa.
Agora transfiramos esta visão para um corpo volumoso como, por exemplo, o do nosso Primeiro-Ministro. Se eliminarmos o espaço entre os protões, neutrões e electrões dos átomos das suas molécula — orgânicas e inorgânicas — e os juntarmos todos numa geringonça mais coesa que a "geringonça" propriamente dita,  o espaço que passa a ocupar  será claramente "poucochinho" — seguramente (advérbio curioso no exemplo vertente!), menor que a cabeça de um alfinete.
Em  resumo, o aspecto do nosso mundo é só fumaça, como diria o Almirante Pinheiro de Azevedo. Pode então dizer-se que somos quase ocos? Claro que sim. O que não é oco é o material que origina os buracos negros.
O parto de um buraco negro começa quando o combustível de uma estrela muito grande — mais do que três vezes o Sol — chega ao fim. Esse combustível é o hidrogénio, transformado no núcleo da estrela em hélio, por fusão nuclear — o mesmo que se passa com a bomba de hidrogénio ao ser detonada, mas a bomba de hidrogénio é um brinquedo de crianças quando comparada com o Sol. Neste, 600 milhões de toneladas de hidrogénio são convertidas em 596 milhões de toneladas de hélio por segundo. A diferença de 4 milhões de toneladas é convertida directamente em energia, segundo a famosa equação de Einstein E=mc2 — a energia produzida pela fusão é igual à diferença da massa (em quilos) a multiplicar pelo quadrado da velocidade da luz ( 4.000.000.000  X  300.0002).
Quando o hidrogénio acaba, e porque não há estações de serviço para estrelas no espaço sideral, a fusão acaba. E sem o efeito expansivo da fusão nuclear, a estrela colapsa em direcção ao centro, ou núcleo — "mirra", "murcha", ou "fica chocha", e o volume diminui imenso. A sua massa fica quase toda contida num volume mínimo. Tal massa tem uma força de gravidade que só visto: tudo que passa próximo é atraído e incorporado na massa — pior, muito pior, que a Autoridade Tributária e Aduaneira! Até a luz, que é uma entidade imaterial, é atraída e não sai mais de lá. Daí o nome de buraco negro porque não se vê, mesmo que fosse profusamente iluminado: a luz entra na sua esfera de acção — "horizonte de eventos" — mas não sai.
Pelo exposto, percebe-se porque "uma colher de chá de buraco negro" tem tanta ou mais massa que o Monte Evereste. A pena é que não possamos usar "tecnologia de buraco negro" para armazenar e guardar coisas em casa. Já viram o que seria, à noite, guardar o automóvel na mesa de cabeceira? Ou, no Verão, meter os cobertores numa caixa de fósforos?  Baril!
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quinta-feira, 2 de março de 2017

HENRI ROUSSEAU

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HÁ 13 ANOS ! ! !

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Já, em tempos, publiquei uma fotografia da jovem da esquerda. É a cara mais divertida que alguma vez entrou numa máquina fotográfica minha. Foi há quase 13 anos — faltam quatro dias!
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JÁ VI ESTE FILME EM QUALQUER LADO !

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(Com colaboração de João Brito)
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RECORDAR É VIVER

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(Com colaboração de Carlos Fonseca)
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FLAMENCO AT 5:15

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Vencedor do Prémio da Academia 1983 para o melhor documentário, Flamenco at 5:15 leva-nos às lições de flamengo dirigidas pelo casal Susana Audeoud e Antonio Robledo no National Ballet School of Canada. Com Susana cuidando dos passos e António acompanhando ao piano e com palmas, a aula conta a história dos estilos e ritmos do flamengo. Embora as origens sejam difíceis de esclarecer, admite-se ter nascido de uma mistura de culturas das classes trabalhadoras do Sudoeste de Espanha e da Roménia.
Com a paixão dos  professores e o talento dos alunos na dança percussiva e hipnótica, torna-se impossível não ser levado pelo que Susana chama a "avalanche do flamengo". 
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FLORENÇA 2004

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"MUTINY"

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Em 1789, o navio da Royal Navy "Bounty", a navegar de Tahiti para  as Índias Ocidentais, foi tomado de assalto pela tripulação amotinada que meteu o comandante, Tenente William Bligh, e alguns marinheiros fieis numa pequena embarcação de oito metros, com água e comida para cinco dias, e os abandonou sozinhos na vastidão do Oceano Pacífico. A viagem épica de 4.000 milhas e sete semanas até Timor é considerada uma das grandes histórias de sobrevivência marítima da Humanidade.
Em 2016, 9 homens, todos estranhos, partiram numa réplica da embarcação de Bligh e seus companheiros para reconstituir a viagem. O comandante, Anthony Middleton, antigo militar das forças especiais americanas, conduziu os recrutas numa empresa épica: alguns eram marinheiros com experiência, mas outros, incluindo um " faz-tudo biscateiro ", um jovem médico, um promotor comercial e um inenarrável  e colossal "chato",  eram tudo menos especialistas em sobrevivência. A embarcação foi equipada com câmaras de registo de imagens para a televisão e a aventura, com o título Mutiny,  transmitida pelo "Channel 4".
Ao quinto dia da viagem, foram apanhados por tremenda tormenta durante a noite, numa área recheada de rochas. As câmaras captaram a reacção daqueles pobres incautos que — literalmente — embarcaram no que parecia uma aventura "gira" e estavam agora a confrontar a realidade de condições potencialmente fatais. Um deles dizia, depois de atingidos por gigantesca onda a seguir a outras igualmente gigantescas, "estou agarrado à esperança de poder viver"; enquanto um companheiro, mais "erudito",  encolhido no fundo do barco e agarrado à mão de um companheiro, exclamava:  "Fod*-**, isto é assustador!
É difícil descrever "miséria" assim. Nove ingénuos, empacotados num pequeno barco aberto e à vela, a navegar com recursos do Século XVIII, com carta, bússola e sextante, a comer rações da mesma época — bolachas e carne salgada — e com condições sanitárias contemporâneas de Bligh, "aliviando-se" pela borda fora. Em todo o caso, sabiam que, em desespero, podiam pedir auxílio a um navio de socorro que os seguia a algumas milhas de distância, coisa que Bligh nem sonhava. Além dessa concessão, tinham coletes de salvação — um luxo!
Tal como Bligh, navegaram de ilha em ilha: Tonga, Fiji, Vanuatu, e ilhas ao largo da Austrália, antes de chegarem a Timor.
Middleton, com 36 anos, barba à pirata de Hollywood, extensas tatuagens e bicípetes de esperar num antigo marine que liderou 40 homens do Special Boat Service no Afeganistão, aguentou-se razoavelmente naquela cegada. Mas os outros, Senhor?  
Era isso mesmo que Middleton queria saber: se homens actuais aguentavam coisas assim. "Como líder, convictamente, acreditava que podia  pegar em qualquer homem na rua, envolvê-lo nesta viagem e praticar um dos mais duros feitos conhecidos de sobrevivência marítima", disse ele a um entrevistador.  
Middleton tem quatro filhos da sua mulher Emilie e outro de uma relação anterior. Emilie está habituada às suas ausências do tempo do serviço militar. Mas, mesmo no Afeganistão, comunicavam regularmente por telefone ou por e-mail. Esta foi a primeira vez que estiveram tanto tempo sem saber do outro. Foi pior que no Afeganistão porque no barquinho havia muito tempo livre para pensar, diz Middleton, homem de barba rija!


Este é o resumo de um artigo publicado hoje no "The Times" online. Pode ler (suponho!) o original no endereço seguinte: 
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http://www.thetimes.co.uk/edition/times2/mutiny-scraps-storms-and-trench-hand-all-in-a-23ft-boat-2ctwq7dl0?CMP=TNLEmail_118918_1400210
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HOMEM "VAI COM PÉ *

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Neste breve documentário, a realizadora Eleanor Mortimer foca a câmara em observadores urbanos de aves,  enquanto esperam para verem e se maravilharem com os falcões peregrinos pairando sobre  Sheffield, no Norte de Inglaterra. É o olhar sobre uma condição exclusiva do homem: ter inveja dos que voam. 
O prazer de observar o voo das aves é grande. As palavras para o descrever são propriedade dos poetas.
.* Em Timor, aprendi várias expressões de português dos "mauberes": ir a pé, por exemplo, dizia-se "ir com pé", o que parece mais correcto  daí este título. 
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quarta-feira, 1 de março de 2017

HIERONYMUS BOSCH

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NORWEGIAN BREACKAWAY

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O "TRAMPAS" DO FUTEBOL

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OUTROS LUGARES E OUTROS TEMPOS

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Não é Lisboa, não é o Estuário do Tejo, não é a Ponte Salazar, não é um cacilheiro. É a Baía de São Francisco, a ponte Golden Gate e um barco de rodas de pás, o "San Francisco Belle". Tal e qual!...
O "San Francisco Belle" pode acomodar 1050 comilões para jantar à larga. No cacilheiro só se comem sanduíches e bebem "pirolitos". Mas, o cacilheiro...
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(Reprodução de um post deste blog, de Abril de 2012)
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"EUDYPTULA MINOR"

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 Eudyptula minor 

Pequenos pinguins que vivem no Sudeste da Austrália, um dos lugares de maior diversidade marinha nesta "bola" a que os portugueses chamam Terra
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UM TIRO DE PÓLVORA SECA

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Na véspera do debate parlamentar sobre a CGD, ‘alguém’ colocou nos media uma oportuna noticia segundo a qual 10 mil milhões de euros voaram de Portugal e foram colocados em offshores durante o tempo do anterior Governo. Escândalo! Malandros! Andavam a espremer o pobre povo e deixavam os ricaços colocar milhares de milhões lá fora! Mas afinal, o que se passou? Passou-se que cidadãos e empresas terão colocado lá fora nesse período 10 mil milhões. Mas fizeram-no legalmente e declararam-no: caso contrário, não se conheceria este montante. E, se o declararam, em princípio pagaram impostos por isso. É este o escândalo. Que foi aproveitado pelo primeiro-ministro para atacar a oposição e fugir ao debate sobre a Caixa (que se recusa a divulgar a quem emprestou dinheiro que não conseguiu cobrar…). Mas há mais: a ‘notícia’ tinha quase um ano, já tendo saído no Público em abril de 2016. Este tempo parece-se cada vez mais com o de Sócrates. Os métodos são os mesmos.
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José António Saraiva in "Sol"
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CIVISMO OU FALTA DELE

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Civismo é um conjunto de atitudes e comportamentos que, no dia a dia, manifestam respeito pela vida dos cidadãos e decorrem da defesa de práticas e valores fundamentais para a vida colectiva. 
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PENSAMENTO DO DIA

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