segunda-feira, 29 de maio de 2017

S. DOMINGOS DE BENFICA

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Neste Bairro é tudo vermelho
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domingo, 28 de maio de 2017

BARBARA WRIGHT

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SALTAR AO EIXO

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BIBLIOFILIA E CABOTINAGEM

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Ler livros é tido em muitos círculos como uma manifestação de qualidade intelectual de quem os lê. Sempre foi assim — ou quase sempre. 
O livro é o ícone da intelectualidade, mesmo na era em que tudo está disponível na Net, com possibilidade de ler em paralelo textos diferentes, de os guardar em ficheiros independentes ou comuns, de consultar facilmente dicionários ou enciclopédias para tirar dúvidas, de procurar imagens relativas à matéria, blá, blá, blá. Não critico quem lê e gosta de livros, mas quem os usa para se "dar ares" — ponto.
Já no tempo da antiga Roma havia disso. O livro era "impingido", literalmente. De acordo com Martial, escritor satírico romano, o panorama era como segue, sendo que a tradução pode atraiçoar o leitor (faço o melhor que sei):

Lês para mim quando estou em pé, lês para mim quando me sento,
Lês para mim quando corro, lês para mim quando cago.
Fujo para os banhos, sopras-me nas orelhas.
Vou para a piscina, não me deixas nadar.
Apresso-me para jantar, atravessas-te no meu caminho.
Chego à comida, as tuas palavras entopem-me.
(You read to me as I stand, you read to me as I sit,
You read to me as I run, you read to me as I shit.
I flee to the baths; you boom in my ear.
I head for the pool, you won’t let me swim.
I hurry to dinner, you stop me in my tracks.
I arrive at the meal, your words make me gag.
)
Em 1944, Sebastian Brant, autor da Nave dos Loucos, nave com 112 casos de loucura, punha na boca do primeiro embarcado as seguintes palavras, e peço perdão por me atrever outra vez a traduzir:

Se nesta nave sou o primeiro
por razão especial isso é assim,
Sim, sou o primeiro aqui como vêm
Porque amo a minha biblioteca
De livros esplêndidos que possuo sem fim,
Mas que poucos compreendo;
Estimo livros de várias idades
E afasto as moscas das suas páginas.
Onde há arte ou ciência
Eu digo: em casa sou mais feliz,
Nunca estou mais satisfeito
Que quando os meus livros estão perto.
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(If on this ship I’m number one
For special reasons that was done,
Yes, I’m the first one here you see
Because I like my library.
Of splendid books I own no end,
But few that I can comprehend;
I cherish books of various ages
And keep the flies from off the pages.
Where art and science be professed
I say: At home I’m happiest,
I’m never better satisfied
Than when my books are by my side.)

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Um cabotino perfeito!...
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O RIO DA MINHA ALDEIA

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ENORME EDIFICAÇÃO URBANA

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PUNTA DELLA DOGANA.

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Era o Anno Domini 1937, ainda eu não tinha nascido, quando um casal judeu de Viena, de apelido Graf, comprou uma pintura do Século XVIII com o Grande Canal de Veneza e a Punta Della Dogana em fundo. O quadro passou a ser o orgulho da sua sala de estar.
Um ano depois, a Alemanha do Adolfo anexou a Áustria e os Graf, com duas filhas gêmeas, deixaram o País, primeiro para França, depois para Espanha e Portugal e, finalmente, para Nova Iorque. Quando "assentaram", todos os seus bens haviam sido arrestados pelos nazis, incluindo o quadro da Punta Della Dogana.
Após 70 anos passados a batalhar para o recuperar, os seus herdeiros conseguiram agora — depois de negociações complicadas — chegar a acordo com os actuais proprietários cuja identidade não é do conhecimento público — não sou eu. Entretanto a Sotheby’s de Londres, que o vai leiloar, atribui-lhe um valor entre 650 mil e 905 mil dólares. Pena ter tido recentemente algumas despesas domésticas que me impedem de o comprar. Não fosse isso, estava garantido no meu living!
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FATIAS DA OUTRA BANDA

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JARDIM SUSPENSO DA LALIBÓNIA

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sábado, 27 de maio de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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UM CAMINHO COM GENTE ESTRANHA PERTO DE MIM

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...EH...EH...EH...
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JOHAN SEBASTIAN BACH

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Suite nº 3 para violoncelo

Toca Yo-Yo Ma
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(As imagens são o "pão nosso de cada dia" deste mundo que é o nosso)
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O CALADO É O MELHOR

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A confiança é mais vezes fruto da ignorância que do conhecimento.
Charles Darwin in The Descent of Man (1871)
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Como é do conhecimento geral, o sumo de limão diluído em água dá para improvisar "tinta invisível". Depois de escrever com tal mistela e deixar secar, não se vê nada no papel, a menos que este seja aquecido, por exemplo, com a chama duma vela, sem o queimar — ponto.
Em 1995, um "crânio" de Pittsburgh, EUA, de seu nome McArthur Wheeler, assaltou dois bancos em plena luz do dia, com a cara destapada, fazendo questão de sorrir em frente das câmaras de vigilância antes de sair. Preso umas horas depois e confrontado com os filmes dos assaltos, exclamou surpreendido: mas eu usei sumo de limão na cara!
Este é um exemplo padrão do "burro encartado", "calhau com olhos", "do que seria um Stradivarius se a estupidez fosse música" e por aí fora. 
Todos conhecemos o espécimen, estamos habituados, alguns estão no Governo, outros no Parlamento e, em face disso, perguntar-se-á a que propósito vem a conversa. Naturalmente, não vou falar de Jerónimo, ou das políticas patrióticas de esquerda, nem de Carlos César. Vou falar de David Dunning, da Universidade de Cornell, EUA, e do seu colaborador Justin Kruger, doravante referidos como Dunning/Kruger.  
Dunning/Kruger fizeram vários estudos do que chamaram "confiança ilusória", que habita no crânio de quase todo o mundo — até no dos pessimistas — em percentagem variada, naturalmente. O interessante e original fruto do trabalho é que a "confiança ilusória" é tanto maior, quanto maior é a "burrice" do confiante, seja qual for o método de medir essa "burrice": aproveitamento escolar,  competência profissional, progressão numa carreira, etc. — nunca falha.
Portanto, e esta é a "moralidade" da história de Dunning/Kruger, cuidado com gente que sabe tudo, facilmente identificada porque, em regra, fala muito. O calado é o melhor — Vox populi vox Dei — e não há nada "como realmente. Fica o aviso.
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SER FAROLEIRO

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DÉCIMA SÉTIMA HORA

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FASTNET RACE

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Bonita imagem dos iates participantes na Fastnet Race rumando ao Canal da Mancha
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Um veleiro próximo da Fastneck Rock, na regata de 2005 
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(imagens do The New York Times)
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ARTE ANTROPOPITECA

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Há quem goste...
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

O FADO É QUE EDUCA

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Bem bonito!...
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UMA PAISAGEM URBANA

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EXPLORAÇÃO DO ESPAÇO — A 8ª MARAVILHA DO MUNDO

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A sonda Juno da NASA foi lançada no dia 5 de Agosto de 2011. Depois de pouco mais de uma "volta" elíptica  completa em torno do Sol, passando "por fora" das órbitas de Mercúrio e Venus, mas " por dentro" da órbita da Terra, avançou  para Júpiter, chegando muito próximo dele e para além dele, em 4 de Julho de 2016, há quase um ano uma viagem colossal.
Voltará mais vezes à proximidade deste planeta depois de órbitas elípticas, de 53 em 53 dias. Entretanto já tirou muitos "retratos" ao planeta e às suas auroras, motivo de grande interesse para os astrofísicos, eles lá sabem porquê. Eu não sei, nem sequer sei se tenho cabeça para saber. É a vida...
Mas a fotografia "animada",  à direita, é da emissão de radiação infravermelha, o que significará, penso eu de que, ainda há algum calor em Júpiter (eventualmente há muito e a minha admiração é careca).
A outra fotografia, ao lado, feita a 32.000 milhas de altitude e que parece um pastel de Belém, é do Polo Sul de Júpiter e todas aquelas "caracoletas" ovais diz quem sabe são ciclones, vejam lá! Aquilo é mais "ventoso" que a Praia da Caparica em tarde de "nortada"!
A parte triste da história é que, um dia, a sonda Juno, tal como a Cassini em Saturno, entrará na atmosfera de Júpiter, incendiar-se-á e ficará reduzida a pó — do pó da Terra vieste e... ao pó de Júpiter voltarás, ou coisa do género.
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