quarta-feira, 2 de maio de 2018

BRIAN CRANE

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É DURO MORAR EM DOWNING STREET

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Larry, o gato de Downing Street, espera que lhe abram uma das portas mais famosos do mundo, a número 10, porque porta tão importante não pode ter portinhola para gatos. Em compensação, Larry deve ter muitos ratos para caçar.
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ALENTEJO

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(Fotografia de Luís CC)
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NEWTON JÁ MORREU, MAS ESTOU CÁ EU

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O inefável César, príncipe do nepotismo ilhéu, ávido do que é de César e do que não é tanto assim, debitou um bitaite a respeito do caso Manuel Pinho. Fala César na "tradição e responsabilidade no combate à corrupção do PS", esquecendo a clássica referência à ética republicana, pormenor indesculpável. 
Vivemos tempos conturbados, no que à corrupção diz respeito, ali para os lados do Largo do Rato. A carne é fraca, nós sabemos, e já não é de hoje. Já a velha Lei da Atracção Universal pela Massa, de Mónimo de Siracusa — cuja mãe foi minha lavadeira na tropa — dizia: "Dinheiro atrai corrupção na razão directa da massa e inversa do quadrado da honestidade". Tal e qual, acrescento eu, depois de ler isto no jornal de depois de amanhã.
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terça-feira, 1 de maio de 2018

PINTURA CONTEMPORÂNEA

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CATEDRAL DE TALIN

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A GUERRA ACABOU ONTEM PARA SHAH MARAI

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Shah Marai era fotógrafo da Agência France Press em Cabul desde 1998 e foi ontem abatido num bombardeamento que vitimou mais oito jornalistas. Em 20 anos, distribuiu mais de 18 mil fotografias a documentar a brutalidade da guerra. Ontem foi a sua vez de ser vítima. Era casado e tinha filhos.
Pode ver as fotografias do clip, com legendas, aqui.

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BREXIT

Além de Theresa May com boné, julgo ser David Davis, no cabo da vassoura, e Boris Johnson sentado
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ZEBRAS


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O BAPTISMO DE PLUTÃO

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Neste dia, há 88 anos, em 1830, o planeta Plutão recebeu oficialmente este nome, depois de avaliadas milhares de sugestões num concurso público a nível mundial. A autora da ideia foi uma criança de 11 anos de Oxford, Inglaterra, chamada Venetia Verney. Plutão, propriamente dito e como é sabido, era um Deus da Mitologia Clássica.
Quem primeiro suspeitou da existência do planeta foi Percival Lowell, ao constatar as alterações sofridas na órbitas de Saturno e Urano, provavelmente resultantes da atracção gravítica de um corpo celeste volumoso na proximidade.
Mas foi Clyde W. Tombaugh quem o descobriu, em Fevereiro de 1930, três meses antes de ser "baptizado".

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O telescópio da direita, de Tombaugh, tinha sido feito em casa, dois anos antes da descoberta de Plutão. Ignoro se foi com ele que o descobriu.
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MULTIVERSO NÃO SÃO MUITOS VERSOS

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Há quase 14 mil milhões de anos, uma partícula de diâmetro zero terá "explodido", expandindo-se e evoluindo para o que hoje chamamos Universo, uma coisa medonha, no tamanho e forma, capaz de fazer enxaquecas a quem pensar muito nisso. Diz-se que é infinito, o que não cabe na cabeça de quem é normal e do Benfica e, agora, a fim de  complicar mais, vem outros dizer que não há só um — este que habitamos —, mas mais, ou vários, ou múltiplos.
Para trapalhada, já chegava um. Para partir o coco, serão vários, se calhar número infinito, grandeza do agrado dos cosmologistas, cultores e promotores da complicação, com a mania das grandezas.
Chegados aqui (quem chegou!), perguntar-se-á qual a diferença entre um Universo infinito e o Multiverso. A diferença será a de que cada universo tem leis físicas próprias que o distinguem dos outros. 

Assim, ficamos com vários universos, cada um deles infinito e com propriedades físicas distintas. Por exemplo, em algum, os corpos não se atraem porque não haverá gravidade e serão afastados porque existirá uma força "de repulsão" e a maçã de Newton, em vez de lhe cair na cabeça, teria subido no espaço até encontrar outro corpo que a empurraria para longe. Ou a radiação electromagnética da luz propagar-se-á apenas em duas dimensões, formando discos voadores de luz, rebabá...
Suspeito que os cosmologistas andam a gozar connosco e a abusar da nossa ingenuidade. 
Sei que há quem acredite nas lucubrações de alguns políticos e banqueiros envolvidos neste momento em processos judiciais. Mas tal ainda vá que não vá. Agora múltiplos universos infinitos, com maçãs a cair para o espaço celeste, para alimentar os anjos, isso não — não tenho fé!!!
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segunda-feira, 30 de abril de 2018

OS GRANDES VELEIROS

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25 BARRA 4

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[...] O terceiro motivo pelo qual não celebro “Abril” prende-se com o próprio “Abril”. Serei picuinhas, mas causar-me-ia certa impressão passear em prol da democracia junto de criaturas que sempre a combateram. Não querendo generalizar, o tradicional cortejo lisboeta é das maiores concentrações de intolerantes que o país é capaz de agrupar. E a toponímia é tão irónica quanto os propósitos: boa parte daquela gente “desce” a Avenida da Liberdade em nome de um conceito que lhe é fundamentalmente estranho. Por regra, os rostos reconhecíveis na romaria do 25/4 oscilam entre fanáticos de proibições, na melhor das hipóteses, e devotos de totalitarismos, na pior. Mesmo os que não idolatram abertamente tiranos célebres e obscuros entretêm-se a conceber interditos e calar “blasfémias”. É peculiar, por exemplo, que candidatos a censores se congratulem com o fim da censura. Ou que prepotentes naturais recordem com rancor a prepotência alheia. No fundo, eles descem a Liberdade porque não saberiam subi-la nem que tentassem. [...]
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Alberto Gonçalves in "Observador"
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NESTE DIA

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Em 1789, George Washington tomou posse como primeiro Presidente dos Estados Unidos da América
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SIMBA

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O "leãozinho", de 9 meses, chama-se Simba e vive na casa dos seus donos, um casal francês que o adoptou depois da mãe leoa ter tentado comê-lo!
Está a medrar com os 2,5 quilos de carne que come por dia. Quando for adulto volta para a jaula.

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TRABALHO E FIXAÇÃO MÉTRICA

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Avaliar o desempenho de quem trabalha é das coisas mais complicadas do mundo laboral. Infelizmente, tive essa obrigação durante parte da minha vida. Cada vez mais, a tendência é usar bitolas numéricas estandardizadas, o que os anglo-saxónicos chamam metrics, ou seja, considerar vários aspectos do desempenho e atribuir-lhes um valor em escala convencional, de 1 a 5, ou 10, por exemplo. É cómodo, mas tem inconvenientes.
Desde logo, porque o número de itens, que tem de ser necessariamente limitado, não considera aspectos considerados secundários e que, nalguns casos, são importantes, embora não essenciais — por exemplo, a disponibilidade para horários flexíveis, ou substituir colegas voluntariamente. 

Mas há pior: por exemplo a chamada "fixação métrica" para lhe dar um nome. Consiste tal em trabalhar para o indicador e não para a real finalidade do trabalho. Um cirurgião avaliado pela percentagem de sucesso nas intervenções, pode fugir aos casos mais complicados e de maior risco, deixando os "ossos" para os colegas, mesmo com prejuízo dos doentes. Ou o chefe policial, avaliado pelo número de crimes registados na sua área, que os ignora e não regista.
Por outro lado, em qualquer actividade profissional, o seu fruto são resultados a curto, a médio e a longo prazo. A "fixação métrica" conduz inevitavelmente à priorização do curto prazo, mesmo com prejuízo do médio e longo prazo. 
Ao contrário do senso comum, a tentativa de medir a produtividade através da performance métrica desencoraja a iniciativa, a inovação e o assumir riscos. Os analistas que descobriram o paradeiro de Osama bin Laden trabalharam nisso durante anos; anos em que a produtividade foi zero. Se os seus superiores estivessem fixados na taxa de insucesso de 100%, bin Laden ainda hoje estaria a planear acções terroristas!
Poderíamos enumerar muito mais, mas vai longa a prosa e a ideia está passada. Continuar seria trabalhar para um factor métrico de menos 2, ou menos 3. Eh... Eh... Eh...
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ENGENHARIA FORMIGUEIRA...

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...ou como as formigas constroem pontes com o próprio corpo, como o Engº Edgar Cardoso fazia com ferro e betão.
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O MUNDO QUE FOI E É O NOSSO EM 2 MINUTOS

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MARCHA DA PAZ

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COISAS BONITAS

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