sexta-feira, 9 de março de 2018

CESTEIRO QUE FAZ UM CESTO . . .

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Falávamos ontem de Sergei Skripal e de sua filha Yulia, vítimas de tentativa de assassínio a mais que provável mando de Vladimir Putin, ex-coronel do KGB que ainda não perdeu o hábito de eliminar oponentes, coisa em que é especialista diplomado e reconhecido pela "Ordem dos Assassinos Políticos". Vem de uma escola com longa tradição, tão longa que é impossível fazer uma narrativa circunstanciada do dos seus feitos.
Depois da morte de Stalin, foi encontrada na gaveta da sua secretária, e debaixo de um jornal velho, uma carta do Marechal Tito da Jugoslávia — pouco ortodoxo para o gosto de Stalin —, carta que dizia qualquer coisa como isto: "Stalin, deixa de mandar assassinos para me matar. Já prendemos cinco, um com uma bomba, outro com uma espingarda. Se não paras de mandar assassinos, mando eu um a Moscovo e não haverá necessidade de mandar outro.
Uma das tarefas atribuídas ao espião britânico Kim Philby, depois do seu recrutamento pela espionagem russa em 1933, foi assassinar o General Franco. Quando Philby conseguiu ter acesso ao meio do ditador, como correspondente do The Times, o plano do atentado tinha sido abandonado.
Para Stalin, matar o exilado Trotsky era uma obsessão. O plano tinha o nome de código UTKA (pato). Depois de um atentado falhado, em 1940, no México, o agente comunista espanhol Ramón Mercader, infiltrou-se junto de Trotsky e desferiu-lhe uma golpe de navalha. Trotsky não morreu de imediato e terá dito: Stalin conseguiu finalmente, com sucesso, o que queria. 
O emigrante ucraniano Yevhen Konovalets foi envenenado com uma caixa de chocolates dada por um "amigo" espião soviético. O general exilado Yevgeny-Ludvig Miller, figura importante entre os anti-comunistas, foi drogado e raptado em Paris, metido num navio cargueiro russo em Le Havre e levado para Moscovo, onde foi torturado e fuzilado em 1939.
Putin foi feito e formatado nesta escola, com carreira brilhante no KGB. Diz-se que quem nasce torto, não se endireita. Não será o caso — quando nasceu ainda não mandava matar ninguém. Mas também é verdade que de pequenino se torce o pepino. E Putin deve ter começado a ser torcido ainda antes de ter nascido!
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