quinta-feira, 8 de março de 2018

NADAR EM SECO NO BANCO

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Reina grande indignação na República Portuguesa — passe a incongruência porque em repúblicas ninguém reina — com o convite feito a Passos Coelho para professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. E quem se indigna? Indignam-se os professores de carreira que, segundo eles proclamam, subiram a pulso no ensino universitário. É caso para dizer: quem não os conhecer que os compre.
A situação resume-se em meia dúzia de palavras: uma boa parte deles não presta. Muitos treparam a engolir sapos e a dar serventia de engraxadores. E, porque não estão muito seguros da sua qualidade e estatuto, indignam-se com quem chega lá por mérito, sem lamber botas a ninguém, gente que é uma ameaça à estabilidade do seu emprego e estatuto.
É isso mesmo: imaginem que o ensino superior começa a contratar pessoas pelo mérito pessoal, independentemente de terem ou não carreira docente e prestado provas académicas. Não pode ser! É a velha história do professor de natação que dava aulas a alunos deitados de bruços num banco, em seco. E, quando algum se atirava à piscina e nadava velozmente, ele dizia: Assim, não! No banco é que eu quero ver. 

Boa parte dos professores de carreira nada bem é no banco e em seco!
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