quarta-feira, 7 de março de 2018

SÃO POUCOS OS DINOSSAUROS HOJE EM DIA

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Já ouviu falar, com certeza, de permafrost, neologismo inglês formado pela abreviatura de permanentperma — e frost que significa gelado. Não conheço tradução para português, nem para qualquer outra língua e acho que não há; e é tudo, do ponto de vista linguístico, quanto a mim.
Permafrost designa o solo permanentemente gelado, por exemplo, das áreas polares. É uma amálgama de água congelada a envolver restos de seres vivos e minerais — uma arca congeladora e pêras!... 
Pois o permafrost está a ser cada vez menos frost e, consequentemente, há cada vez menos permafrost, aumentando a decomposição do material orgânico que contém — vegetal e animal — e libertando carbono para a atmosfera sob a forma de dióxido de carbono e metano.
No ano 2300, ano em que já não devo cá estar mas talvez o leitor e a leitora estejam, a quantidade de carbono libertado pelo permafrost será 10 vezes superior à libertada pelos combustíveis fósseis actuamente. E esta, hein?!!!...
Então, agora as perguntas são: a) Vale a pena a gente chatear-se com isto? b) Será mesmo assim? c) Depois de 4 mil milhões de anos, a Terra acaba connosco desta maneira estúpida?
Sei que os dinossauros também se foram mas, francamente, não é justo fazerem-nos o que fizeram aos dinossauros. Há quem ache o Jerónimo um dinossauro, mas não generalizemos! Os comunistas são meia-dúzia por cento, ou coisa parecida. E o resto? Sim, o resto! Não somos todos dinossauros!...
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