terça-feira, 9 de agosto de 2011

A CULPA É DA COBRA

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O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais exigiu a demissão do director
do Gabinete de Avaliação Educacional, face aos resultados dos exames nacionais do 12º ano. E mais disse: lamentou o facto de professores terem atribuído a culpa dos maus resultados aos alunos. Isto é, no meio de tanta desgraça, Albino Almeida – assim se chama o senhor – acha que se salvam os alunos; e os seus pais, naturalmente.
Daqui digo ao senhor que assim não vamos lá. E ele percebe porquê.
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MUSEU DA ELECTRICIDADE

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O PORTUGAL ANTI-MOTIM

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O jornal “Público” traz diariamente uma pergunta para os leitores. O interesse da questão é quase sempre superior. A qualidade é inspirada. Hoje, por exemplo, pergunta: “Acha que a resposta aos tumultos em Londres das autoridades britânicas foi eficaz?”
Primeiro, salienta-se o interesse em registar a opinião dos leitores lusitanos sobre a acuidade da polícia londrina. Estou certo que a tutela das forças de segurança de Sua Majestade aguardava ansiosamente a opinião dos leitores do “Público”. Neste momento, o gráfico que consta na edição online do periódico está a ser seguido minuto a minuto por um super-intendente britânico.
Depois, aprecia-se o respeito que o jornal tem pela opinião dos leitores sobre matéria de actuação policial nos tumultos em geral, e nos tumultos em Tottenham em particular. Quem, mais preparado para opinar sobre a actuação da polícia de Londres em riots, que os leitores do “Público”? Na realidade, embora só tenham respondido 26 leitores, verifica-se que nenhum acha que a actuação tenha sido eficaz.
Não se vê que esta é uma nação de peritos anti-motim?
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GAGO COUTINHO

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PICARETA JUSTICEIRA

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Na passada Sexta-Feira, na freguesia da Salvada do concelho de Beja, o subempreiteiro contratado para colocar calçada na Avenida 25 de Abril voltou ao local para levantar a pedra. A autarquia não lhe pagou a obra e, por isso, decidiu apoderar-se da calçada para devolver a pedra ao fornecedor, ele próprio à espera de ser pago pelo fornecimento de material.
Aqui está uma atitude para servir de exemplo. O problema é que muitas vezes o calote respeita a material já consumido, ou a serviços que não podem ser desfeitos. Se um hospital não paga a um fornecedor, este não pode ir lá recuperar o material utilizado, nem maltratar o doente que utilizou as compressas, os medicamentos, ou o material cirúrgico. Se um advogado defensor não recebe os honorários devidos, não está na sua mão mandar o réu para a cadeia, ou aumentar-lhe a pena. Se a empresa que constrói a ponte não recebe, a solução de deitar a ponte abaixo não se afigura a melhor.
Para tudo é preciso ter sorte; até naquilo em que se é vítima de maus pagadores. Roosevelt Monteiro Fernandes, assim se chama o empreiteiro de Beja, é um credor com sorte. Pode fazer justiça com as próprias mãos. Melhor dizendo, com a própria picareta.
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'MOSTRAR AOS RICOS QUE OS PODEMOS MATAR'

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Tudo começou no Sábado, 4 de Agosto, com a morte pela polícia de Mark Duggan, um jovem de 29 anos, de Tottenham, nos arredores de Londres. A tensão tradicional entre a polícia e as minorias étnicas, associada ao desemprego e falta de oportunidades para estas, foram a mistura tóxica que originou incidentes de destruição e pilhagem imprevisíveis em Londres, e agora noutras cidades do Reino Unido, com 563 detidos na capital, 183 em Birmingham, e 44 polícias feridos. Uma surpresa e um horror!
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

LONDRES QUEIMADA E SAQUEADA

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Cenas do Terceiro Mundo
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ENTRE ASPAS

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"Para já, uma verdade inquestionável é que o Governo retirou 800 milhões de euros aos que têm trabalho e ganham mais do que o salário mínimo e reservou 400 milhões para ajudar os que sobrevivem muito abaixo disso".
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José Rodrigues in “Correio da Manhã”
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CRISTO REI

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A QUEM ENTREGÁMOS A JUSTIÇA

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Marinho e Pinto fala muito, fala alto, e com maus modos: umas vezes bem, outras vezes mal. Hoje, na coluna do “Jornal de Notícias”, fala muito bem. Refere-se a um juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), um tal Eduardo Maia Costa, que escreve no blog de magistrados “Sine Die”. Em tal página, o referido conselheiro opina sobre os planos do ministro Álvaro Santos Pereira de lançar um programa destinado a atrair os reformados do Norte da Europa para viver em Portugal durante parte do ano, e ironiza. Escreve assim: “Quando ouvi falar da ideia pareceu-me uma daquelas boas anedotas, na rica tradição do anedotário nacional. Mas afinal não era anedota, era uma proposta séria (?) do ministro da Economia, para a recuperação da dita: transformar Portugal na Florida da Europa!”. E mais adiante: “Portugal vai tornar-se um enorme lar de idosos ricos, arianos de preferência, para bem deles e nosso»; e interroga-se por que «não nos tínhamos lembrado antes desta nova galinha dos ovos de ouro”.
Marinho e Pinto condena violentamente a atitude do juiz e diz a páginas tantas: "É consabido, pelo menos desde Montesquieu, que os juízes só devem falar publicamente através das suas sentenças. Esta ideia é um corolário do princípio da separação de poderes que, na sua pureza original, impõe que os (titulares dos) poderes ou órgãos soberanos do Estado não podem interferir uns com outros".
É uma tristeza assistir a comportamentos destes, especialmente vindos de conselheiros do STJ. Escrever em blogs com a liberdade de um cidadão qualquer significa que abandona a qualidade de magistrado quando está em casa de roupão, chinelos e palito no canto da boca. Como afirma Marinho e Pinto, “É que a um juiz, tal como à mulher do outro, não basta ser imparcial, tem de parecê-lo sempre, ou seja, tem de actuar em todos os momentos da sua vida de modo a que as pessoas acreditem que ele será imparcial quando for chamado a julgar; ou, pelo menos, de modo a que as pessoas não se convençam do contrário”.
Dezoito valores para o Bastonário!
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UM BANCO DE ESPERANÇA

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ALGARVE A SAQUE

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O turismo é uma das indústrias importantes para Portugal. O Algarve é o centro de gravidade dessa indústria. Ultimamente tem-se verificado uma onda de assaltos a estrangeiros, muitos com grande violência, perpetrados por energúmenos nacionais e de outros países a viver ilegalmente cá. Há já residentes estrangeiros com segurança privada contratada e outros que começam a fazer as malas para outras paragens menos “evoluídas”.
Entretanto, as forças de segurança, além de dizerem não poder conter o fenómeno por falta de recursos, mostram claramente tal incapacidade. Mesmo não percebendo nada de questões de segurança pública, está na cara que o espaço nacional está demasiado vulnerável à actuação de bandidos estrangeiros, maioritariamente envolvidos nos crimes de maior violência que vão ocorrendo por todo o território e, naturalmente, também no Algarve.
O descrito naquela região ultrapassa o interesse local: pode transformar-se num problema nacional, pelas consequências económicas que arrasta. É tempo de o encarar como tal. Chega de continuar a aplicar panos quentes nas situações que, pela sua repetição sistemática, já mostraram ser uma perigosa tendência. E já agora, que os serviços de informação, além de tratarem das situações económicas, a que pelo visto recentemente dão muita importância, se dediquem um nadinha a estudar esta questão – talvez ajudasse!
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MARSELHA

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(2006)
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domingo, 7 de agosto de 2011

INGENUIDADES PSEUDO-CIENTÍFICAS

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O título à esquerda foi publicado no dia 11 de Março de 1907.
No “The New York Times” anunciava-se que o  Dr. Duncan Macdougall, do Massachusetts, pensava que a alma tinha peso. O médico colocava os doentes agónicos numa cama-balança que registava continuamente o peso do ocupante e, quando ele morria, segundo o Dr. Macdougall, perdia três quartos de onça, ou seja 21,3 gramas – era o peso da alma que abandonava o corpo e partia para o Além!
A experiência, publicada no jornal “American Medicine”, veio a verificar-se estar cheia de incorrecções, desde o facto do momento da morte não ser determinado com rigor, até não serem consideradas outras causas para a variação do peso depois da morte.
Há tentativas ingénuas de provar algumas coisas que, pelo ridículo que encerram, desacreditam mais o objecto da prova que estar parado e calado.
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CASCAIS

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PROVINCIANOS, PERIFÉRICOS E MARGINAIS

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Quando a Moody’s cortou o rating de Portugal, surgiram vozes patrióticas com reacções à “afronta”. Escreveu-se e falou-se muito, fez-se um vídeo ou mais, e organizou-se o ataque informático à página da agência na Net.
Houve quem achasse bem e quem dissesse tratar-se de manifestação de provincianismo, própria de um país pequeno, periférico e marginal. É verdade!Provavelmente era!
Há um ou dois dias, a Standard & Poor’s baixou o nível dos Estados Unidos para AA+. Logo surgiram patriotas americanos a reagir, no genuíno estilo provinciano, próprio de um país pequeno, periférico e marginal. É verdade! Provavelmente foi!
O patriota e Prémio Nobel da Economia Paul Krugman, no seu blog no “New York Times”, escreve que esta gente (a agência) não tem autoridade para fazer tal tipo de juízos políticos duvidosos. Isto é, para Krugman o julgamento da Standard & Poosr’s é mero palpite. (A Moody’s e a Fitch mantiveram a classificação AAA)
Não sou Prémio Nobel de coisa nenhuma — felizmente para a humanidade — nem sou economista, mas estou completamente de acordo com Krugman: são só palpites. A Economia é uma ciência ingrata em que, perante duas opiniões divergentes, podem estar ambas erradas — a experiência já demonstrou isso vezes bastantes para aprendermos.
Chegados aqui, pergunto: o que precisam as agências de rating fazer mais para as suas leituras da bola de cristal deixarem de ter um átomo de credibilidade?
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AVISO AVISADO

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Na austeridade em que todos nós vamos ter de viver, é salutar que o Executivo tenha avançado rapidamente com o prometido PES, mas para que o tiro não saia pela culatra era bom que do anúncio à colocação em prática das diferentes medidas não passasse muito tempo. É que uma parte significativa dos portugueses já ontem precisava de ajuda.
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Paulo Baldaia in "Diário de Notícias"
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CASCAIS

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(2011)
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CANTINHO DO SARCASMO

[...] Não é que os políticos sejam necessariamente mentirosos. Mas são desnecessariamente preguiçosos: habituam-se a repetir clichés sem que exista qualquer correspondência entre os clichés e a realidade e, pior, sem retirar disso qualquer benefício palpável.
Veja-se o exemplo de António José Seguro, que mal chegou à liderança do Partido Socialista prometeu, à semelhança de 439.197 criaturas antes dele, em parlamentos nacionais, assembleias de freguesia ou associações de condóminos, uma oposição "firme", "séria" e "responsável". A ideia é boa, já que em teoria distingue o actual PS das forças políticas que prometem oposições débeis, desonestas e inconscientes. Infelizmente, a aplicação da ideia não costuma correr bem. A estreia do PS do dr. Seguro roçou a catástrofe ou, dependendo da perspectiva, a anedota. [...]
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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sábado, 6 de agosto de 2011

GREVE NA CHINA

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Taxistas chineses em greve, no passado dia 3
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CAMILO

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Altíssima é a missão do escritor, e a do romancista principalmente. O mestre Inácio da cartilha velha, amoldurada às necessidades do século, é o romancista. Mal hajam os sacerdotes das letras derrancadas que vendem peçonha em lindos cristais, e desfloram as almas em luxuriante florescência da sua Primavera. O mau romance tem afistulado as entranhas deste país. Não há fibra direita no coração da mulher que bebeu a morte, e — pior que a morte — algumas dezenas de galicismos no que por ai se escreve e copia. O anjo da inocência foge de certos livros, como os editores de certos autores. A candura virginal de uma menina de quinze anos é a cousa mais equívoca deste mundo, se a menina leu cousa em que os pedagogos do coração a ensinaram a conhecer-se, antes que a experiência a doutrinasse.
Para cúmulo de infortúnio, Portugal é um país onde se está lendo muito.
Acontece aos estômagos famintos, quando se lhes depara alimento bom ou mau, assimilarem-no com tamanha sofreguidão, que o encruamento do bolo, e o marasmo são inevitáveis. Assim e por igual teor, quando os Lucullos e Apicios das letras expõem à voracidade pública as suas iguarias estragadas, a fome de aprender a vida nos romances locupleta-se com tamanha intemperança, que o resultado é as dispepsias espirituais, tormento de angústias vomitivas, que fazem descer o coração ao lugar do estômago, e subir o estômago ao lugar do coração. [...]

Camilo Castelo Branco in “Anos de Prosa”
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A FÚRIA DO BOLERO

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ENTRE ASPAS

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"Marinho e Pinto sofre de um problema grave: como fala de tudo e mais um par de botas sempre no mesmo tom - aos gritos e de forma populista -, nas muitas vezes que tem razão as suas palavras perdem-se no rasto do seu ruído".
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Filomena Martins in "Diário de Notícias"
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ATÉ AS FLORES!

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Até as flores gostam do vermelho!
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

É SÓ 'PARLAPIÉ'

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O Governo apresentou o Plano de Emergência Social (PES). Tal plano surge porque a situação de muitos portugueses é dramática – sem qualquer dúvida. A situação de muitos portugueses é dramática porque assim foi herdada do Governo do PS - sem qualquer dúvida. O Partido Socialista acha mal o PES. Porque acha o PS mal? Porque não é necessário? Não! O PS acha mal porque não defende, nem nunca defenderá, a lógica assistencialista de apoios sociais às pessoas! Mas há mais. O PS “não considera que os pobres por serem pobres sejam considerados  portugueses de segunda com medidas de segunda”!
Por isso, digo eu, chegaram os pobres ao estado em que se encontram. É só parlapié!
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DOG, CAT, AND RAT

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Um homeless de Santa Barbara tem uma família: cão e gato. A dada altura, juntou-se um rato! Vive tudo na maior harmonia e as contribuições dos passantes dão para viver – pelo menos, os animais parecem bem nutridos.
(Agradeço o vídeo a António Pedro Fonseca )
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AS PRIMEIRAS

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A PANTERA COR DE ROSA

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O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República concluiu que houve utilização indevida de meios afectos ao SIED e envio indevido de informação, presumo que para a Ongoing. Entretanto, o Primeiro-Ministro pediu hoje ao secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa para dar seguimento a um procedimento interno, o que significa que ficará tudo em águas de bacalhau.
O Juiz Rui Rangel resume hoje a situação no “Correio da Manhã” de forma sintética e precisa: “A entrevista do espião Carvalho, que, imaginem, santa ingenuidade, se deixou espiar, ilustra o carácter pouco secreto destes serviços. São as secretas e os espiões à moda portuguesa". Voilá!
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MARECHAL DUQUE DE SALDANHA

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GLOBALIZAÇÃO? QUAL GLOBALIZAÇÃO?

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Há coisas no nosso mundo difíceis de perceber. Não critico porque faço parte dos que participam no fenómeno.
Há poucos dias, um energúmeno matou gratuita e selvaticamente setenta e tal pessoas na Noruega. O planeta Terra virou-se, com toda a justiça, contra tal desgraça e monstruosidade. Hoje os jornais noticiam que, segundo a ONU, nos últimos 90 dias morreram 29.000 crianças de fome na Somália — mais de 300 por dia — e, no mesmo planeta, lemos a notícia hoje para a esquecermos amanhã.
Somos afectados desigualmente por desastres, calamidades e desgraças. É de certa maneira compreensível, tendo em conta as diferentes distâncias e culturas. O que acontece com pessoas mais próximas geográfica e etnicamente impressiona-nos mais. É indiscutível, mas não devia ser assim. O choque que veio de Oslo seria capaz de mobilizar muita gente para ajudar os noruegueses, se fosse preciso. Não era. O que vem da Somália não mobiliza ninguém, ou quase ninguém, e era bem necessário que mobilizasse. Afinal, o mundo não está tão globalizado como se diz!
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QUANTAS FÍFIAS VÊ NESTE VÍDEO?

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NÃO LEMBRA AO DIABO!

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Noticia a imprensa que a marca "Renova" lançou uma edição limitada de rolos de papel higiénico com as cores do Vaticano para doar na Jornada Mundial da Juventude, em Madrid. O objectivo é dar as boas-vindas de forma "animada e colorida" ao Papa.
Lido assim, fica-se perplexo: dar as boas-vindas ao Papa com papel higiénico?! Acrescenta a notícia que 7 mil rolos se destinam a ser lançados de locais altos para desenrolar fitas de papel com as cores do Vaticano. Ainda assim, acho má ideia. O papel higiénico é utensílio cujo uso não está associado a imagem muito elevada. Talvez bom para lançar em Tripoli, ou em Damasco, mas na visita de Bento XVI a Espanha não lembra ao Diabo - e contra o Papa, por definição, o Diabo lembra-se de muita coisa.
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COMEÇOU O RAMADÃO

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A MESMA RECEITA

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Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como Primeiro-Ministro na França. No ano de mil seiscentos e qualquer coisa, tiveram um diálogo milhares de vezes citado e que julgo já ter transcrito neste blog. Mas hoje recebi do amigo António Pedro Fonseca esse diálogo e, tendo em conta a conjuntura portuguesa actual, torna-se cada vez mais oportuno. Por isso decidi transcrevê-lo outra vez.

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como se pode continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…

Mazarino: Se é um simples mortal, claro está, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

A História repete-se.
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REPÓRTER DA CIDADE

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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"Étoile"
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O “Étoile” foi construído em 1932, em Fécamp, para a pesca do bacalhau ao largo da Islândia. Aí serviu em campanhas de sete meses cada ano, até 1938. Preparado para enfrentar o clima onde operava, foi escolhido para ser navio de treino da Marinha Francesa. Desloca 214 t, tem 38 m de comprimento, 7,1 m de boca, 2,1 m de calado e 425 m2 de velas.
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A FACE OCULTA

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A face da Lua virada para a Terra é relativamente pouco acidentada – não plana, mas sem muitos relevos. Pelo contrário, a outra face é montanhosa. Há várias teorias para explicar isto, mas surgiu uma teoria nova, publicada na revista científica “Nature”.
Acredita-se que na história do sistema solar um objecto com as dimensões aproximadas de Marte chocou com a Terra, do que resultou a libertação de enorme quantidade de detritos. Tais detritos viriam a aglomerar-se por força da gravidade e a formar a Lua. De acordo com a nova teoria, foram formadas duas luas, uma grande e uma pequena, e não apenas uma. Gravitaram próximas uma da outra até colidirem suavemente. A parte montanhosa da face oculta da Lua actual será constituída por material da outra. Isto é, a actual traz a irmã às costas.
A importância do facto, comparado com o saque do subsídio de Natal, é nenhuma. Mas tem piada e faz toilette contar coisas assim nas reuniões.
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TALLINN

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A ZANGA DAS COMADRES

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O Dr. Mário Soares foi entrevistado por Clara Ferreira Alves para o “Expresso”. À pergunta sobre se não achava altura de enterrar o machado de guerra com Manuel Alegre, respondeu: 
“Não tenho desejo de ir jantar com ele. Não houve nenhum machado de guerra. Nunca. Tenho uma regra de vida: se tenho confiança numa pessoa e se ela me falha, não me falha segunda vez. Só falha uma. Foi o que aconteceu. Fui muito amigo dele e auxiliei-o. Quem é que o meteu na Academia das Ciências? E não estou arrependido. Quem é que lhe valeu tantas vezes em Coimbra, quando estava em dificuldades por causa do lugar nas listas? Nunca me chocou a vaidade dele, porque fazia parte da sua personalidade. Agora, basta. A questão está encerrada. E não lhe desejo mal nenhum.”

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Quem é que o meteu na Academia das Ciências?
Quem é que lhe valeu tantas vezes em Coimbra, quando estava em dificuldades por causa do lugar nas listas?
Nunca me chocou a vaidade dele, porque fazia parte da sua personalidade.

Zangam-se as comadres...
Uma delícia!
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TEMPPELIAUKIO KIRKKO, HELSINKI

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Igreja de Rocha de Helsínquia (2006)
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A 'EMEL' É PERA DOCE

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O Presidente da Câmara de Vilnius, perdeu a paciência com os carros de luxo que estacionam na capital de qualquer maneira, indiferentes às multas. Então, tomou medidas radicais: pegou ele mesmo num blindado da polícia e aplicou sanções aos prevaricadores. Simples, didáctico e sem burocracia.
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JUSTIÇA SIM; CIRCO NÃO

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Esta imagem correu hoje mundo nas páginas de jornais e nas transmissões de televisão. É a fotografia de um ditador que exerceu o poder absoluto, ou quase, durante 30 anos, num País com mais de 80 milhões de habitantes; que infligiu enorme sofrimento a muitas famílias; que foi corrupto e consentiu a corrupção dos poderosos que lhe eram próximos; que exerceu o nepotismo com familiares de forma escandalosa; e que mandou matar gente que pedia a sua demissão.
A imagem corresponde a um flash da transmissão televisiva feita a partir do tribunal onde está a ser julgado. Uma das vítimas do ditador, assistindo à reportagem, terá dito que finalmente está satisfeita por o ver humilhado daquela maneira. Efectivamente, o homem, de 83 anos de idade, está dentro de uma jaula e na cama do hospital porque se encontra na fase terminal de um cancro e sofre de depressão.
É o género de coisa que dá volta ao estômago a quem tem um bocado de sensibilidade. Julgar e punir quem fez o que Mubarak fez, é legítimo, indispensável e pedagógico. Mas até Mubarak merece um bocadinho de respeito na qualidade ser humano quase moribundo. Não é justo nem decente transformá-lo em curiosidade de circo desta forma.
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

DOCUMENTO IMPRESSIONANTE

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Elementos de uma tribo da Nova Guiné vêem o homem branco pela primeira vez, em 1976. As imagens são extraordinárias pela ingenuidade e suspresa dos indígenas.
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(O vídeo foi-me enviado por António Pedro Fonseca, a quem agradeço)

MAIS VALE TARDE QUE 'JAMÉ'

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A notícia da venda do guarda-redes Roberto, conhecida ontem, deixou os benfiquistas mais aliviados. O atleta não era propriamente muito apreciado no clube em consequência de algumas fífias mais ou menos colossais, para usar a expressão que está na moda.
Jorge Jesus,  o alegado promotor da compra do jogador no ano passado,  continuou a insistir nele apesar das ditas colossais: tinha fé! E continua a ter. É coerente e assim se deve ser. Hoje, Jesus disse que o guarda-redes vai mostrar todas as suas capacidades no Saragoça.  Pena que não tenha sido no Benfica. Mas mais vale tarde que “jamé”. E “O Dolicocéfalo” agora que se viu livre dele, deseja-lhe as maiores felicidades. O jovem até é discreto e simpático, mas na baliza do Benfica...
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PINGOS DE LISBOA

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AQUECIMENTO GLOBAL

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[...] Quando verificamos a variação do dióxido de carbono ao longo dos últimos 150 anos, percebemos que não se relaciona com a temperatura. Por exemplo, entre 1925 e 1946, houve um aquecimento muito forte, principalmente no Árctico. A temperatura subiu no Árctico mais de 4 graus centígrados. Mas em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, as actividades humanas lançavam apenas 6% do carbono que lançam hoje para a atmosfera. [...]
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[...] Quando os oceanos estão frios, durante as eras glaciares, a produtividade do plâncton e das algas é muito grande e, por isso, tendem a fixar o CO2. Quando ocorre um aquecimento, há maior libertação do CO2 que estava dissolvido na água do mar, o que significa que o CO2 que está hoje na atmosfera não é necessariamente de origem humana, muito pelo contrário: o carbono que a actividade humana lança na atmosfera é apenas 3% de todos os fluxos naturais que saem dos oceanos, dos solos e da vegetação. [...]
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[...] James Hansen, o pai do aquecimento global, (...) publicou um gráfico de temperaturas em 1999 e outro em 2008 em que se vê claramente que, sem justificativa científica alguma, as temperaturas das décadas de 1930 e 1940 foram rebaixadas. E as mais baixas, relativas às décadas de 1950 e 1960, foram elevadas, para dar a impressão de que a tendência é de um aumento contínuo das temperaturas globais da Terra, quando na realidade não é. [...]
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Estas são algumas das declarações ao “Expresso” de Luiz Carlos Molión, professor da Universidade de Alagoas, no Brasil, e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial. Perante a doutrina “oficial” acerca do aquecimento global provocado pelo homem, ficamos perplexos. Especialmente perante a possibilidade de haver manipulação de dados de observação, como fica implícito nas suas afirmações. Há lóbis interessados em alimentar um erro com esta importância? Custa a acreditar!
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OS PRIMEIROS

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DE ELOQUÊNCIA SE FAZ UMA PÁTRIA

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Hélio Imaginário, o “sai da frente Guedes”, disse a frase da sua vida: “O medo é coisa que não me assiste”. É dito para ficar na cultura portuguesa do Século XXI.
O Álvaro, Ministro das Obras Públicas, teve hoje a sua oportunidade. Na audição da comissão parlamentar de qualquer coisa disse o Álvaro: “Falhar não é opção, falhar não existe no dicionário deste Governo”.
É verdade! Falhar é uma coisa que não assiste a este governo. E medo não é opção de Hélio Imaginário, medo não existe no seu dicionário.
De pequenas coisas assim é feita uma grande Nação. O sonho comanda a vida e a palavra é o seu braço, digo eu, inspirado por tanta eloquência.
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CALÇADA PORTUGUESA

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A 'CRUZADA' DA DIREITA

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Anders Breivik, o energúmeno que matou dezenas de pessoas de forma brutal, animalesca e indesculpável na Noruega, segundo o “Sunday Times”, terá feito uma plastia para ficar com ar de ariano puro. Dizem também os jornais que o facínora exige a demissão do Primeiro-Ministro e que o Rei abdique. Não sei se também quer água de rosas para se lavar por baixo, ou sopa de ninhos de andorinha para o jantar, mas não interessa. O tipo é uma besta quadrada com a mania das grandezas, está mais que visto, e uma cavalgadura política sem importância que deve ir de cana por muitos anos, porque a lei não permite mais.
Mas há por aí umas alminhas da esquerda que confabulam com a matéria e vêem o jagodes como a ponta de lança duma cruzada da direita, na iminência de vir por ai fora implantar o nacional-socialismo em toda a Europa. Insinuam - mais do que afirmam - a existência de organizações temíveis da extrema-direita a manobrar na sombra, prontas a lançar o ataque final ao nosso sossego, e de que Breivik é o profeta.
Naturalmente que este psicopata é de fazer tremer quem tem cabeça. Ele e muitos outros que andam por aí, da direita, do centro e da esquerda. E também os que interpretam o terrorismo islâmico que não sei de que lado são. São tudo perigos a exigir atenção e defesa. Mas calem-se com essa exploração da direita “macabra” porque macabros são todos os que praticam tais crimes e esses vêm dos quatro pontos cardeais.
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DIA DE FESTA NO BENFICA

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PALMA DE MAIORCA

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ASPIRAR OU CORTAR?

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No dia em que os transportes públicos tiveram um aumento “colossal”, o Secretário de Estado dos Transportes declarou que o Governo está preocupado com a sustentabilidade da oferta do serviço público de transportes e com a equidade relativamente ao esforço que é pedido aos cidadãos. Até aqui, tudo mal porque, embora necessário, é injusto. Depois, acrescentou que esta situação será seguida de um conjunto de medidas para permitir que o ajustamento e a consolidação orçamental se façam sobretudo do lado da despesa e não do lado da receita. Aqui, a porca torce o rabo.
O Governo, antes e depois de tomar posse, fez soar de forma ininterrupta a trombeta do corte da gordura da administração para poupar os contribuintes. São medidas que exigem estudo e reflexão, nós sabemos. O Governo está a estudar e a reflectir sobre a matéria, nós sabemos. Leva tempo, mas o corte da gordura virá, nós sabemos. Mas uma coisa nos deixa perplexos: porque leva tanto tempo a estudar e reflectir sobre o corte da gordura da administração, e estudar e reflectir sobre as incursões ao bolso dos cidadãos é tão rápido e fulminante?
Estará a máquina aspiradora do bolso do contribuinte afinadíssima e oleada, e a máquina de cortar gorduras da administração encostada a um canto do Conselho de Ministros, ferrugenta e seca, à espera de revisão mecânica e lubrificação? Acho que sim. Por força de não ser usada, tal máquina deixou de ser operacional, digo eu: está velha e desactualizada, prontes.
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