quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

EXCITAÇÕES ENCEFÁLICAS

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[...] No contexto da globalização e da correlativa desregulação, a receita keynesiana de meter dinheiro público na economia já não funciona. Não faz crescimento. Só consumo interno e dívida, lamentavelmente. [...]

Manuel Villaverde Cabral in "Observador"


[...] o que não esperávamos, ou pelo menos eu não esperava, era ver como a extrema-esquerda lava branco tão branco que não se lava apenas a si mesma, como também lava a extrema-direita. (sobre a aliança do Syriza/ANEL)

Helena Matos, idem
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MALEMA

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Natureza Morta
(Digo eu)
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SE É MUITO DE ESQUERDA, NÃO VEJA

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(Com colaboração de F. Menezes Brandão)
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DE VELA ACESA

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A PERSPECTIVA CÓSMICA

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O universo começou num ponto, dentro de uma esfera de raio zero, há quase 14 mil milhões de anos. Expandiu-se a velocidade inimaginável e assim continua, de forma acelerada, como se confirma pela observação do efeito Doppler na radiação que nos chega dos astros. Não sabemos quanto durará o processo expansivo: se será infinito; ou terá fim, observando-se então o inverso do Big-Bang, o Big-Crunch, ou Grande Colapso, provocado pela força da gravidade nos corpos celestes.
A infinitude da expansão, como toda a infinitude, é daqueles conceitos que chocam a nossa compreensão. Constitui uma abstracção admissível em teoria, mas pouco provável na realidade física ou cósmica, embora, em boa verdade, o início do Big-Bang, a partir do nada, seja coisa equivalente.
Serve isto para dizer que a eternidade futura da expansão universal se afigura pouco provável—pelo menos, para o meu encéfalo anquilosado. E, a acontecer um Big-Crunch, significará isso que o universo é—de sua natureza—igual a um foguete de lágrimas da pirotecnia. Já pensaram nisto? Que grande desperdício de meios!...
Provavelmente, tudo no universo é finito, nós incluídos. Todos, como seres possuidores de consciência individual ímpar, começámos por ser nada; ou, melhor dizendo, conjunto disperso de átomos e moléculas que se organizaram para tecer a vida que é a nossa.
A concepção é o nosso Big-Bang, seguido de expansão finita—fisicamente, até ao início da terceira década e, psicologicamente, até ao fim de quinta ou sexta década. Depois é o Big-Crunch humano—involuímos e regressamos ao nada, ou seja, ao conjunto disperso de átomos e moléculas, propriedade da natureza, que a vai usar em rochas e formas de vida diversas, incluindo a humana. Todos somos proprietários de estruturas atómicas que já incarnaram noutras pessoas, em galinhas, porcos, cordeiros, quiçá nalgum dinossauro. Essa é a reincarnação garantida. A completa, de que alguns falam, implica a reorganização total do mesmo ser através de reagrupamento de todos os seus componentes moleculares, teórica e matematicamente possível, mas muito improvável, embora se diga que tudo que é possível na natureza acontece.
Quanto à  infinitude da individualidade da consciência, teologicamente é explicada. Fora desse campo, o problema é insolúvel.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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1 MINUTO DE MÚSICA

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PENSAMENTO PARA HOJE

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AUSTERIDADE É QUESTÃO POLÍTICA

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Estamos todos fartos da troika e da austeridade decorrentes da situação de falência técnica herdada do Zezito, em boa hora eleito pastor do rebanho lusitano por inspirados cidadãos da República. Da troika, e até à próxima, estamos livres; da austeridade não!
Parafraseando a paráfrase eleita do Dr. Soares, a austeridade mata; e a gente não quer morrer. Ipso facto, não à austeridade! Pim.
Tsiras, logo que eleito timoneiro da Grécia, declarou urbi et orbi que a austeridade acabou na helénica Nação. Pim.
Fiquei exultante porque, afinal, é fácil acabar com ela—nunca pensei que fosse tão simples. Pim.
A esquerda acha que austeridade é uma questão política—estou a citar João Miguel Tavares, perigoso fassista. Nunca me tinha lembrado disso. João Miguel Tavares tende a achar que a questão é matemática e que, enquanto dois mais dois não forem cinco, a Grécia tem pouca margem de manobra.
Não sei. Dois mais dois não serão cinco? Tem Tavares a certeza que não?
Esperemos para ver. Às tantas, austeridade é mesmo questão política, como a prisão do Zezito. Sendo assim, nós podemos fazer o mesmo, elegemos outra vez o Zezito e saímos desta limpos como Atenas. Pim.
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FOTOGRAFIA DO DIA

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'INTERNATIONAL DARK-SKY ASSOCIATION'

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Falo às vezes na poluição luminosa nocturna do céu a respeito da impossibilidade de ver as estrelas propriamente ditas—não as que Passos Coelho e Maria Luís nos fazem ver—e, para ser franco, nunca tinha pensado muito nisso. Hoje "caí" num site duma organização chamada International Dark-Sky Association, o mesmo que Associação Internacional do Céu Escuro e fiquei a saber que a poluição luminosa tem problemas insuspeitados para muitos, eu incluído. Desde a conhecida interferência com funções fisiológicas de ritmo circadiano, reguladas pela alternância do dia e da noite, até ao comprometimento de outras formas da vida e dos movimentos migratórios na biosfera, aos custos energéticos, que representam milhões de milhões de dracmas e milhares de milhões de toneladas de lixo.
Há poucos séculos, a Via Láctea era visível à noite em quase todo o território dos Estados Unidos. Hoje 99% da população americana vive em áreas onde nunca a viram—recordo-me de a ver em criança, mas até já me tinha esquecido disso.
O vídeo em cima, da referida Associação, com legendas em inglês fáceis de acompanhar, dá uma panorâmica do problema—muito bem feito.
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RETRATO

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PRÒ PANTEÃO, JÁ !

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Hoje o Dr. Mário Soares desiludiu-me, o que não me lembro de acontecer ao longo de uma vida já longa que é a minha. Depois da estrondosa vitória de Alexis Tsipras, dedica-lhe apenas 224 palavras de incenso na sua habitual crónica do DN, hoje quase com 1.000 (mil!). Alexis, que tem a honra de se contar entre os amigos do senador, deve sentir-se triste por tão apagada manifestação de regozijo. Embora o título de toda a peça seja—é verdade—"Viva a Grécia",  tal afigura-se-me pouco, por demasiado impessoal.
Sei que Mário enviou seguramente um fax a Alexis—os faxes foram desde sempre a especialidade do Dr. Soares—mas fax é coisa apagada, sem  retumbância pública. O pai da democracia de sucesso em que vivemos nem devia usar o DN para celebrar a vitória da esquerda em Atenas, terra de Sócrates, mas a primeira página do "The Times" e aí verter uma daquelas prosas de derramar lágrima sobre tinta de imprensa, como sabe fazer.
Mas não! Preocupado como anda com as questões ambientais, depois de ler o livro "Dez mil Milhões - Enfrentando o Nosso Futuro", do "professor ilustre de Cambridge, Stephen Emmott" em Outubro de 2013, como faz questão de lembrar, dedica quase o mesmo espaço à "busca do petróleo, furando a terra e provocando trágicas consequências nos oceanos, a que infelizmente temos vindo a assistir nos últimos anos."
Graças a Deus que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "um político de uma inteligência e visão extraordinárias, fez baixar o preço do petróleo por toda a parte, tentando ao mesmo tempo limitar a fúria dos oceanos e a consequente formação de gelo que este ano, excepcional, atingiu as duas costas dos Estados Unidos e outros continentes". Imaginem que Obama não limitava a fúria dos oceanos e a consequente formação de gelo nas costas dos Estados Unidos e noutros continentes! Que seria de nós?
A Administração Obama contrasta com a de Portugal, onde o mar destrói as praias, incluindo a do Vau, e o Governo não faz nada. Ao menos, uma novena a Santa Bárbara, padroeira das tormentas. 
Nunca se viu uma coisa assim: o Presidente não diz nada, a coligação não se entende, o Governo está paralisado, não vendeu a PT a Isabel dos Santos—uma lusófona—sabe-se lá porquê e, se morro, são capazes de ter o desplante de não me porem no Panteão! A mim, que não preciso de fazer nada, basta meter-me em cima de um andor e deixar andar, porque isso é suficiente para me aplaudirem! Já viram isto?!!!
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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PENSAMENTO PARA HOJE

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1 MINUTO DE MÚSICA

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A CRIATIVIDADE DA LOUCURA

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A doença mental já conheceu piores dias em termos sociais—é cada vez mais encarada como parte da condição humana; mesmo positiva, acham alguns artistas modernos.
Toda a criatividade será uma viagem irracional que permite ver coisas fora de nós, coisas novas que escapam a mentes espartilhadas pela "normalidade". 
Platão achava a loucura um dom divino, alimento do êxtase poético. E a história mostra-nos exemplos de loucura e génio artístico de braço dado em todo o mundo. Desde van Gogh, ele próprio doente, provavelmente de porfíria aguda intermitente, agravada por hectolitros de absinto, até artistas como Vittore Carpaccio, Albrecht Durer, Gustave Courbet e muitos outros que tomaram as psicoses e os tratamentos da época como tema para suas obras; a arte e a doença mental são companheiras de longa data.Os artistas não têm necessidade de ser malucos e nem sempre são, diga-se, mas—mostra a experiência—a loucura ajuda. Quando se sentir muito inspirado, é melhor consultar um psiquiatra.
Na imagem em cima vê-se o autorretrato de van Gogh com o penso no local da orelha que ele próprio cortou num acesso de insanidade, dando origem ao folclore mundial da "van Gogh's ear" que serve para tudo, desde marca de bebida até nome de restaurante ou discoteca; e depois, à direita e em baixo, quadros de Theodore Gericault e Gustave Courbet sobre loucos, sendo que o segundo, intitulado "Homem Desesparado" é ele próprio, Gustave.
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RETRATO

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PINGOS DE 'MEDIA'

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Há reclusos nas cadeias portuguesas a exigirem ao Estado o pagamento de estimulantes sexuais, tratamentos que podem custar elevadas quantias. Um dos casos aconteceu no Estabelecimento Prisional de Coimbra, onde um recluso de 74 anos, após uma consulta de Urologia, entregou nos serviços clínicos, para ser custeada pelo Estado, uma receita de Viagra. O tratamento era prolongado e ficava em 400 euros.

In "Correio da Manhã"

Um tribunal alemão decidiu que urinar de pé é um direito dos homens após senhorio retirar três mil euros a inquilino que estragou chão com urina.

Idem 

O secretário-geral da Fenprof afirmou esta segunda-feira que as reprovações na avaliação dos professores não provam que esses docentes sejam "piores ou menos competentes" que os outros, e considerou o teste "uma completa inutilidade".

(Dos 2.490 que fizeram a prova, chumbaram cerca de 870, dos quais 290 pela segunda vez)

Ibidem 

O “Wall Street Journal” fez uma experiência num escritório e pegou em oito telefones ao acaso: todos tinham bactérias provenientes de matérias fecais e alguns tinham mais germes que uma sanita.

Jornal "i"



Idem


Ibidem
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LISBOA MENINA E MOÇA

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