sexta-feira, 6 de julho de 2012

COMUNOCAPITALISMO

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[...] O Partido Comunista da China era, em vida da URSS, um parente de quem o PCP activamente se envergonhava. Mas família é família e os laços de sangue acabam por falar mais forte, sobretudo em situações de orfandade. O PCP tem feito tudo para preservar as relações "fraternais" com o PCC, esticando além dos limites do tolerável o conceito de "assuntos internos" (para não falar do de "construção do socialismo") e apoiando acriticamente na China o capitalismo selvagem e sem regras que condena em Portugal.
Pensar-se-ia que os rasgados elogios agora feitos pelo vice-primeiro-ministro, Li Keqiang e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, à política de austeridade em Portugal e ao "exemplar cumprimento" pelo governo português daquilo que o PCP justificadamente chama "pacto de agressão" merecessem algum comentário, mesmo que tímido, do PCP.
Não mereceram. Nem isso nem as relações bilaterais recentemente formalizadas entre PCC e CDS/PP. Trata-se de relações mais saudáveis e transparentes do que as fundadas numa oportunística consanguinidade ideológica. Ao menos CDS e PCC defendem a mesma coisa, independentemente das latitudes.

Manuel António Pina in "Jornal de Notícias"
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U 'CAMELOPARDALIS'

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A U Cam é uma estrela situada na constelação Camelopardalis, ou Girafa, perto do Polo Norte Celeste. Está em fase agónica, quase a morrer, por falta de gasolina, perdão, de combustível que, como se sabe é o hidrogénio, se falarmos em "gasolina super". Quando acaba a "super", as estrelas velhas começam a gastar gasolina normal, o hélio, formado pela fusão do hidrogénio inicial: fazem a fusão do hélio, à falta de melhor, e produzem carbono. A atmosfera de U Cam tem mais carbono que oxigénio, pertencendo por isso  a U Cam às chamadas estrelas de carbono.
Cada mil anos, aproximadamente, quando o hélio em volta do centro começa a fusão nuclear, a U Cam tosse e  expectora uma bola quase esférica de gás, claramente visível nesta fotografia do Telescópio Espacial Hubble.
A estrela é muito mais pequena do que parece na imagem, mas o seu brilho satura os receptores da câmera fotográfica e dá-lhe aspecto maior que o real.
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Nota - É precisa muita imaginação para ver uma girafa na constelação, como pode constatar-se nas imagens inferiores. Aliás, isso acontece com todas, ou quase todas, as constelações. Clicando nas imagens para ver maior, ajuda.
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BANDEIRAS DE PORTUGAL

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ALI BABÁ MORA EM LISBOA

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BOATOS DO 'LE POINT'

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MANIFESTO ANTI-RELVAS

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Ando a perder demasiado tempo e a gastar espaço excessivo com o Relvas. Suspeito que não é só por motivos objectivos, pois embirro um nadinha com a personagem e a sua circunstância.
Penso nele e sinto-me como Almada-Negreiros quando pensava no Júlio Dantas: irritado até ao irracional, ao impertinente, ao mal-educado. Apetece-me dizer do Relvas o que Almada dizia do Dantas:

O Dantas é o escarnio da consciência!
Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Dantas é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Dantas!
E ainda há quem duvide de que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente nem decente, nem zero!

Sirvo-me de Almada porque não tenho coragem de revelar o baixo rancor que sinto contra o Relvas.  Apetecia-me dizer também:

O Relvas em génio nunca chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum!
O Relvas nú é horroroso!
O Relvas cheira mal da boca!

Pergunto quem descobriu o Relvas pim-pam-pum? Quem fez do Relvas, que não é inteligente nem decente, nem zero, Ministro-Adjunto, dos Assuntos Parlamentares e dum ror de coisas mais? Quem mantém o Relvas, que cheira mal da boca, agarrado ao poder como uma lapa? E que fizeram os portugueses para merecer o Relvas que nu é horroroso? 
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Gallant"
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O "Gallant" foi construído em 1916 e serve actualmente como navio de turismo. Com bandeira holandesa, tem 37,2 m de comprimento, 6,6 m de boca, 2,7 m de calado e 400 m2 de velas.
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'PASSERELLE' À BEIRA RIO

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SOLUÇÃO FINAL

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O Tribunal Constitucional reuniu e deliberou esta coisa complexa: ou o Governo corta os subsídios de férias e Natal a todos os trabalhadores e pensionistas, ou não corta a ninguém.
É, de facto, matéria difícil de desbravar! Podia dizer-se que o Governo fez muito bem ao tramar quem estava mais à mão para ser tosquiado, poupando os outros à tosquia. Mas o Tribunal pensou, analisou, ponderou e acha que não - ou são todos tosquiados, ou não é ninguém! Felizmente, ainda há gente com estudos que sabe decidir assim.
Acho até que o Governo podia ter procedido de outra maneira, ainda mais expedita: cortava simplesmente as pensões todas, integralmente - não falo só dos subsídios acima referidos, mas das pensões propriamente ditas de todos os meses - e deixava os que trabalham na mesma. Tinha este procedimento duas vantagens. Primeiro, evitava choques com os sindicatos, pouco interessados em pensionistas que não fazem greves. Depois, desbastava rapidamente a população a viver parasitariamente à custa do erário público, constituída pelos reformados, verdadeiro escolho no acerto das contas públicas com que todos os governos, desde o 25 barra 4, se têm preocupado muito.  Não fosse essa peste dos pensionistas e as contas já estariam certas há um ror de tempo.
O problema dos pensionistas passa por uma coisa tipo "solução final", digo eu. Naturalmente, claro, mais asseada e adequada ao tempo. A inanição progressiva, através do fecho gradual da torneira do orçamento que os sacia, parece boa ideia. Aí, os sábios do Tribunal Constitucional iam ter mais dificuldades porque não se punha o problema de cortar a uns e não cortar a outros: a razia era geral e, por isso, constitucional. Poderia abrir-se uma excepção ou outra, nomeadamente com os aposentados do Banco de Portugal, ou com os políticos e peraltas assim, mas coisa sem significado. O que interessa para efeitos de constitucionalidade  são as grandes linhas, está bom de ver.
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O REPÓRTER DA CIDADE

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Belém, 05-07-2012, 09H00
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MADEIRA LIVRE

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Alberto João escreveu um artigo de opinião no "Jornal da Madeira" prenhe de filosofia política autonómica, intitulado apropriadamente "Madeira Livre".
Digo apropriadamente porque conheço o "Cuba Libre", com rum de 50 graus, e conheço Alberto João, que  não vai ficar atrás. Muito grau é coisa que não atrapalha Alberto João, habituado que está a lidar com graus. Com aguardente de cana da Calheta - quanto baste para atirar com o "Cuba Libre" para a prateleira da Água das Pedras - amaciada com gostoso "Pé de Cabra", aromatizada com rodelas de banana, e voilá - Fidel metido num chinelo.
Alberto João é um cromo indispensável a esta Pátria que é a nossa e tem de continuar a ser dele também. Vai continuar, estou certo, porque já não passamos sem a personagem e ela não passa sem nós. Faz-nos falta para divertir a malta, especialmente quando escreve no "Jornal da Madeira" depois de visitar a fábrica do "Madeira Livre" e participar na prova dos primeiros lotes. Ganda Alberto João!
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POSTAIS DE LISBOA

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(05-07-2012)
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HOMENS RICOS HOMENS POBRES

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Charles Percy  Snow,  ou Sir Charles, ou ainda Lord Snow, mais conhecido simplesmente por C.P. Snow, é uma personalidade de relevo na cultura do Século passado. Começou a carreira como investigador no campo da Física, em Cambridge, até que inesperado insucesso com um trabalho sobre a síntese da vitamina A, publicado na revista "Nature", o fez mudar de rumo e dedicar-se àquilo que já vinha fazendo - cultivar as letras e escrever romances de sucesso.
Durante a II Guerra, e depois, desempenhou ainda lugares importantes no serviço público, tendo sido membro do governo britânico. Mas a notoriedade de C.P. Snow começou, sobretudo, a partir da palestra que proferiu no  dia 7 de Maio de 1959, na Casa do Senado de Cambridge, a Rede Lecture, uma das mais importantes solenidades públicas anuais da cidade.
Foi nessa conferência que Snow esboçou o conceito que viria a tornar-se clássico, da separação da cultura em dois ramos que se ignoram mutuamente e a que chamou cultura literária e cultura científica. A imagem das "Duas Culturas", continua a pairar nas artes, letras e ciências, 53 anos depois da Rede Lecture de 1959.
Num livro intitulado precisamente "As Duas Culturas", que inclui a versão integral da conferência de Cambridge e outros textos, escreve Snow o seguinte:

[...] A existência da esmagadora maioria da humanidade foi sempre sórdida, brutal e curta. Nos países pobres, assim continua a ser.
A disparidade entre os ricos e os pobres não tem sido passada em silêncio. E dela têm falado insistentemente, sobretudo como é natural, os pobres. Mas, justamente devido ao facto de não ter sido passada em silêncio, trata-se de uma disparidade que não durará sempre. Seja o que for que sobreviva do mundo que hoje conhecemos no ano 2000, nesse plano as coisas serão diferentes. Uma vez que o processo que permite enriquecer se tornou conhecido, como hoje acontece, o mundo não pode sobreviver numa metade de ricos e numa metade de pobres. É impossível. [...]

E, mais adiante, acrescenta: 

[...] Os seres humanos já não estão em condições de esperarem pelo que virá depois de períodos  que excedam a vida de um indivíduo. [...]

Estamos em 2012 e, relendo Snow, temos a sensação que o homem era iluminado. Tal e qual! A Índia entrou no banquete do planeta, a China também, e o Brasil e a Rússia idem aspas - por enquanto...: outros virão a seguir. Snow falou quando eu tinha 20 anos, ainda estou vivo e as coisas são o que se vê: China rica, Brasil rico, Índia e Rússia a caminho e Europa e Estados Unidos a endividarem-se e a arruinarem-se para manter um status claramente acima das suas possibilidades.
Fome na Europa e nos Estados Unidos? Claramente, não. Mas apertar o cinto, de certeza. Mesmo aqueles que agora aceleram a degradação para encherem os bolsos de dinheirinho. Fá-lo-ão só até ao dia em que verificarem que dinheiro é papel e não se pode comer.
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GOLFO-TANGO-TANGO

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A imagem é de uma curiosa curta metragem portuguesa submetida a concurso internacional. Um controlador aéreo isolado, na Ilha do Corvo, vive momentos complicados com um avião perdido e sem combustível.
Neste momento ocupa a 25ª posição. Os três primeiros classificados terão financiamento para realizar um filme. Todos podemos votar, uma vez por dia. A imagem é o link onde pode clicar para ver o vídeo e votar. Vamos dar uma ajuda porque merece.
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(Colaboração de António Pedro Fonseca)
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Star Clipper"
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(Ao fundo vê-se a escuna "Glória")
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JUBILEU

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PODES DIZÊ-LO

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É SÓ FÓSFORO!!!

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Relvas tem currículo académico de cair de cauda: matriculado na Universidade Livre, em Direito, fez uma cadeira; na mesma Universidade, em História, não fez cadeira nenhuma; na Universidade Lusíada, em Relações Internacionais,  fez o mesmo, ou seja, nada; na Universidade Lusófona, foi admitido em 2006 e concluiu o curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais em 2007, recebendo o diploma de licenciatura em Dezembro desse ano.
Levou tempo a arrancar, mas depois foi um foguete. Ganda Relvas!
Narana Coissoró, homem que não sabe apreciar o mérito do Relvas, diz que não conhece licenciaturas honoris causa. Graça de mau gosto...  Antes, Relvas não se dedicava ao estudo, pronto. Mas em 2006 passou-lhe uma coisa pela cabeça e foi o que se viu: licenciatura em menos de um ano!
E não apertem com ele. Se o homem percebe que há incrédulos, faz o doutoramento em dois meses na Universidade do Zezito, em Paris. Isso faz, digo-vos eu que tenho estudado o potencial  dele. Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, da Comunicação Social, do Desporto, da Investigação do Moto Contínuo e Descontínuo, da Pólvora sem Fumo e com Fumo,  da Fuga dos Chatos para o Egipto, das Ciência Ocultas e outras coisas mais, o que é um doutoramento para ele? Só não fez a licenciatura num mês porque os professores tiveram medo que tanto fósforo incendiasse a Universidade Lusófona.
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NÃO SERÁ PRECISO TANTO!!!

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CÉU GERALMENTE POUCO NUBLADO

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CONJUGAR O VERBO ARREPIAR

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É A VIDA!

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A metade inferior desta imagem mostra as cores do esquilo, segundo a visão humana. A metade superior ilustra como o mesmo esquilo se vê ao espelho. Os nossos olhos têm três tipos de fotorreceptores, enquanto o esquilo só tem dois.
Muitas aves têm quatro tipos, o que lhes permite ver a radiação ultravioleta e perceberem a realidade de forma bastante diferente da nossa. Não estamos preocupados com isso, da mesma forma que o esquilo também não está. É a vida!  

COISAS BONITAS

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PARTÍCULA DE HIGGS

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Dizem as notícias de hoje que os investigadores do CERN encontraram sinais de nova partícula subatómica, com grande probabilidade de ser a partícula de Higgs. É a coisa mais importante dos jornais deste dia, depois da crónica de Baptista Bastos no "Diário de Notícias".
Recapitulando, a partícula - não a crónica! - dá massa à matéria do universo que, de outra forma, seria uma "sopa" de partículas semelhante à que existiu fugazmente a seguir ao Big Bang, chamada plasma de quarks e gluões. A figura em baixo mostra esquematicamente a cangalhada de partículas que terá saído desse Bang dito Big.
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Logo a seguir, começaram a formar-se novas partículas - os protões e os neutrões - por associação das partículas anteriormente referidas. Com elas formou-se depois o núcleo de átomos e depois os átomos leves, as estrelas, os átomos pesados - nessas estrelas por fusão nuclear - com núcleo e leptões à volta (os electrões -ver figuras em baixo), a Terra, a vida, blá, blá, blá.
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Chegados aqui, pergunta-se onde entra a partícula de Higgs. É que toda a conversa anterior não era possível se não houvesse uma força que mantivesse as partículas agrupadas nas várias estruturas referidas. Higgs, físico teórico, como são todos os físicos atómicos, disse que tinha de haver uma força que impedisse as partícula de se afastarem umas das outras à velocidade da luz, diluindo o plasma de quarks e gluões sem que se formasse coisa alguma: nem o governo de Passos Coelho, nem nós, nem o Baptista Bastos, nem Higgs, nem o Cristiano Ronaldo.
Imaginemos uma sala cheia de cientistas onde, às tantas, entra um sábio importante. Correm todos a rodeá-lo e a fazer perguntas. O homem não pode mexer-se. O sábio é uma partícula, o que o impede de fugir é o campo de Higgs e aquela malta chata é o bosão de Higgs. 

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O campo de Higgs é como a neve alta onde enterramos os pés e não conseguimos correr para fugir. Só com ele temos massa - não me refiro a euros, bem entendido, porque isso nem com a partícula de Deus.
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A DÍVIDA EM RESUMO

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A personagem da imagem em cima é deputado europeu pelo Reino Unido. Em 11 de Maio do ano passado fez uma intervenção com considerações sobre a dívida dos países falidos. Veja o vídeo clicando na imagem.

(Colaboração oportuna de António Pedro Fonseca).
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terça-feira, 3 de julho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Meander"
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O "Meander" é uma escuna, actualmente privada, construída em 1949, na Alemanha. Tem 25,16 m de comprimento, 6,2 m de boca, 3,18 m de calado e 350 m2 de velas.
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BLÁ BLÁ BLÁ

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É difícil dizer exactamente o que é um dialecto. De forma simples, diremos que é variedade de uma língua e dizemos bem. Mas perguntar-se-á, por exemplo, se um sotaque muito cerrado como o madeirense ou açoriano faz um dialecto. É consensual que não. O dialecto, independentemente de ter ou não pronúncia diferente, caracteriza-se por vocabulário, ou algum vocabulário, sintaxe e expressões comuns diferentes da língua materna.
Com o tempo, o dialecto pode transformar-se em língua, ou não. Por vezes é difícil dizer-se  quando isso aconteceu e se aconteceu. Ninguém tem dúvidas que o francês, o italiano, o espanhol , o português, primitivamente dialectos do latim, são hoje línguas. Mas casos há em que ficam dúvidas, ou porque as diferenças com a língua de origem são discretas, ou  porque a população que o fala usa também a língua mãe com igual destreza, ou por razões políticas, quando os governos não reconhecem autonomia ao dialecto.
Seja como for, o dialecto exprime alguma diferença de identidade, após períodos longos de isolamento de comunidades dos povos. Com a globalização, estão condenados à extinção, seguindo a regra observada em todo o mundo de que língua de uso restrito é língua em estado agónico. Mais tarde ou mais cedo, ninguém falará mirandês, galego, catalão ou outras trapalhadas assim. Felizmente, digo eu,  com escândalo de muita gente. Dialecto é peça de museu, expressão bacoca de clubismo sócio-político,  coisa a cheirar a bafio.
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MODOS DE VIDA

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QUEM LHES EXPLICA?

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O Presidente da Comissão Parlamentar de Defesa manifestou indignação, em reunião daquele órgão, porque factos abordados numa reunião anterior à porta fechada, em que foi ouvido o Director do SIED, terão vindo escarrapachados no jornal "Público".  Fez mesmo considerações pouco abonatórias sobre as pessoas que bufam coisas cá para fora, sabe-se lá com que interesse.
Todos os presentes, entre os quais se encontrava o culpado, ou os culpados, concordaram e abanaram as orelhas em sinal de aprovação. Mas, por unanimidade, reconheceram que evitar as fugas de informação não é tarefa fácil.
Não é isto uma ternura? São os responsáveis pelas fugas,  estão preocupados com elas, mas reconhecem que não é fácil impedir tal chaga. Caso para dizer que a carne é fraca! É carne de representantes do povo da melhor criação, apurada pela selecção quase darwiniana que é a selecção eleitoral, alimentada com as melhores rações do erário público, mas ainda assim é fraca.  
Ao ler a notícia recordei-me da anedota do cliente do banco que discutia com o funcionário da instituição sobre a necessidade de assinar determinado documento. Não obstante as explicações detalhadas do bancário, ele insistia em não assinar. O cliente atrás dele, farto de esperar, a dado momento ameaçou-o de lhe dar dois bofetões se não assinasse o papel de imediato.  O homem olhou espantado e disse para o funcionário, ao mesmo tempo que começava a assinar: está a ver?,  você não sabe explicar.
Alguém terá de explicar à  rapaziada da Comissão Parlamentar de Defesa que é preciso manter o sigilo sobre o que lá se passa.
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QUALIDADE DE VIDA

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A PARTÍCULA DE DEUS FINALMENTE?


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Amanhã, 4 de Julho de 2012, o CERN tem prometido um encontro para anunciar novidades. Até agora, não disse do que se tratava. Sabendo nós que o CERN procura afanosamente encontrar a partícula de Higgs,  sobre a qual investiga há anos, o mais provável é que vá revelar dados sobre a chamada "Partícula de Deus", como é conhecida.
Há indicações de que será assim, como o facto de Higgs, ele mesmo, ter sido convidado para estar presente, bem como outros físicos com papel de relevo na teorização daquela partícula. Efectivamente, a partícula é uma identidade indispensável para completar a explicação da estrutura da matéria, o chamado Modelo Padrão, mas até agora não pôde ser confirmada a sua real existência.
Não se espera que os interventores tragam um retrato da partícula mas, provavelmente, teremos acesso a dados que mostram a sua impressão digital na formação da matéria.
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A imagem mostra o cabeçalho do post sobre este assunto no blog "Not Even Wrong", editado por Peter Woit, "estrela" da blogosfera em matéria de Física.
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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Batalha de Camperdown
11 de Outubro de 1797
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ALTO DO MOINHO VELHO

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Cascais
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EL PROBLEMA

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(Colaboração de António Pedro Fonseca)
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VIDA DE CÃO

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Quando o cão se deita a dormitar no chão da sala, está a pensar nalguma coisa? Stanley Coren, da Universidade da British Columbia, há décadas que se dedica a investigar os fenómenos psíquicos que determinam o comportamento dos cães.
Os nossos amigos caninos têm estruturas cerebrais do mesmo tipo das que no homem produzem as emoções e também as mesmas hormonas e fenómenos bioquícos que ocorrem no nosso cérebro durante os estados emocionais.  Têm, inclusivamente, a hormona oxitocina, importante no afecto. É, por isso, muito provável que tenham emoções semelhantes às nossas.
Mas pouco mais do que isso e, mesmo em matéria de emoções, a actividade é rudimentar. Como uma criança de 2 anos, têm emoções básicas de alegria, medo, pânico, contentamento e mesmo amor; mas não emoções mais complexas como culpa, orgulho, ou vergonha. Deitado ao lado do dono, não está arrependido ou envergonhado por ter roubado o bife na cozinha sem ninguém ver, ou ter roído a franja do tapete. E, em matéria de raciocínio também não vai além da criança de 2 anos.
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MATERNIDADE CELESTIAL

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A imagem em cima é da região do espaço celeste chamada "Simeis 188", uma "maternidade" de estrelas. O nascimento das estrelas é um caso sério de pandemónio. As áreas vermelhas correspondem a nebulosas de hidrogénio, o primeiro e  mais abundante elemento do universo, com apenas um protão no núcleo e um electrão a gravitar à volta, e a partir do qual todos os outros átomos se formam por fusão nuclear. Cerca de 90% de todos os átomos do  mundo são de hidrogénio, o que representa 3/4 da massa do universo. As áreas azuis são nebulosas de reflexão da radiação emitida pelas estrelas, formadas pelo que os astrónomos chamam  poeira interestelar, composta por partículas com átomos de carbono, sílica e oxigénio e menos de 1/1000 milímetros de diâmetro. As regiões escuras, nebulosas de absorção, são igualmente constituídas por poeira da mesma natureza.
As primeiras estrelas a formar-se explodem em regra, modificam o "berço" e tornam-no numa coisa medonha. Só com dezenas de milhões de anos o gás e a poeira se afastam, deixando finalmente as coisas acalmar e as estrelas "recém-nascidas" em paz.
Este desassossego da Simeis 188 está "só"  a 4.000 anos/luz de nós.
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COELHO É INJUSTO

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José Manuel Coelho, Presidente do PTP-M e ex-candidato à Presidência  da República Portuguesa em quem tive a honra de votar, foi ontem, digamos, evacuado da sessão onde decorriam as cerimónias solenes comemorativas do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses.
Coelho - muito bem - levantou-se a páginas tantas e pediu a palavra, enquanto deputado eleito pelo povo madeirense. Não lhe foi dada a dita, o que se nos afigura mal porque Coelho tem sempre coisas importantes para comunicar e sabe fazê-lo de forma inspirada. Pelo contrário, o Presidente da Assembleia pediu à Polícia que retirasse Coelho da sala.
O deputado declarou depois ter sido expulso como um cachorro e humilhado por uma Polícia que devia estar ao serviço dos portugueses. Aí não concordo com ele porque não foi expulso como um cachorro nem humilhado. Diria até que foi tratado com carinho, como pode ver-se na fotografia em cima, ao colinho dum agente da PSP. Só falta o biberão para a imagem ser enternecedora.
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domingo, 1 de julho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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USS "Ontário"
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O USS "Ontário" lidera a esquadra Decatur (1815)
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D. FERNANDO II E GLÓRIA

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SONHO DE UMA NOITE DE INVERNO

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MEMES

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Em 1976, Richard Dawkins criou o termo "meme" para aplicar a figuras, factos, fenómenos, doutrinas, movimentos, aparelhos e por aí fora, que se transformaram em unidades de informação universalmente compreendidas e, por isso, frequentemente usadas em metáforas. Hoje, no "Diário de Notícias", Paulo Baldaia escreve: Num momento em que muitos cidadãos comem o pão que o diabo amassou, quem governa tem de dar um exemplo de lisura acima de qualquer suspeita.  Lá está o meme "pão que o diabo amassou" na metáfora. Os exemplos possíveis são dezenas, centenas, milhares, muitos milhares a caminho dos milhões.
O meme é nacional e muitas vezes internacional, de tal modo que o cidadão de Moscovo percebe na perfeição o que o interlocutor da Patagónia quer dizer se fala em "fumar o cachimbo da paz", em "007", "extraterrestre", dívidas e preços "astronómicos". Em muitos casos o utilizador do meme usa-o apropriadamente porque sabe para que serve, mas não tem a mais pálida ideia do que é de facto. Por exemplo, "buraco negro" é algo que devora tudo à sua volta, fazendo-o desaparecer definitivamente; mas quantas pessoas usam a expressão com acerto e não sabem  o que é um buraco negro? Ou uma galáxia? Ou as guerras de Alecrim e Manjerona?
O conceito de meme  foi muito apurado por Dawkins que analisou o seu papel na actividade mental, nomeadamente na memória e no raciocínio. Há quem pense só com memes, ou quase. Por exemplo os políticos batem recordes. E quais são os memes mais queridos dos políticos, quais são? Claro, é isso mesmo: o fascismo, o rapaz Hitler, o nazismo, Stalin e o stalinismo e, curiosamente,  o rapaz Mussolini não - está tudo estudado e confirmado.
Meme é uma muleta mental, a maior parte das vezes um lugar comum mais rasca que os de Arménio Carlos. Mas quem estiver isento do pecado atire a primeira pedra.
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FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

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DIZEM OS JORNAIS

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[...] O esforço que o País está a fazer, assumindo medidas de austeridade duríssimas, para consolidar as suas contas só continuará a ter o apoio da maioria dos portugueses se eles sentirem que nesta tarefa não há filhos e enteados. Num momento em que muitos cidadãos comem o pão que o diabo amassou, quem governa tem de dar um exemplo de lisura acima de qualquer suspeita. Em todo o momento o dinheiro público tem de ser gerido com o máximo de responsabilidade e em momentos de crise grave como o que vivemos não pode haver a mínima falha.
Olhemos para dois títulos da primeira página de ontem do Expresso: "Condenados do BPN gerem fundos do Estado" e "Ex-sócio de Moedas gere rendas sociais". Gente inibida de trabalhar em instituições financeiras, e que teve responsabilidade num buraco de milhares de milhões de euros que os contribuintes têm de pagar, foi escolhida para gerir o dinheiro desses contribuintes. Pode haver muitas e boas explicações, mas para o comum dos cidadãos isto é simplesmente inaceitável. No segundo caso é o amigo de um governante que foi escolhido pelos bancos para liderar um fundo de milhões que visa tornar um sucesso o mercado de arrendamento social para imóveis que estão parados nas mãos do sistema bancário. Podem apresentar-se todos os méritos do escolhido, mas para o comum dos cidadãos isto é traficância política e isso é inaceitável. [...]
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Paulo Baldaia in "Diário de Notícias"
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VELHO BAIRRO

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UM JARDIM INSULAR

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Ontem falava eu de constantes portuguesas, em tudo de constância superior às constantes físicas, incluindo a de Max Planck, e hoje encontro nas notícias uma das mais importantes novas desta Pátria a um tempo continental e a outro insular: uma das mais rigorosas constantes lusas, o ímpar Dr. Alberto João, falou.
Foi num almoço. Os jornais não informam se falou português ou escocês mas, dado o teor do discurso, vou para o lado de que terá sido escocês.
O líder insular, à entrada para o supracitado jantar, eructou um naco de filosofia política que arrasou os jornalista presentes primeiro e o mundo depois: "A Madeira não deve andar sujeita a imposições de outras pessoas. A Madeira, como qualquer cidadão livre no mundo e como é direito da comunidade internacional democrática, se houver dúvidas em Lisboa sobre isto, se não se chegar a acordo, acho que deve haver um referendo".  Descontando a sintaxe de cabo de esquadra, o pensamento é um brinco, só comparável aos brincos de Cavaco de Boliqueime.
Mas Alberto João disse mais!  "Entendemos que devem ficar cinco pontos que são competência da República: Direitos, Liberdades e Garantias, política externa, a defesa nacional e segurança interna, tribunais de recurso e regime de segurança social. Fora disto, entendemos que tudo tem que ser connosco". Tal e qual!
Não posso estar mais de acordo com a constante Alberto João.  O sexto ponto, qual é o de pagar as dívidas paridas pela autonomia, deixa assim de ser da nossa responsabilidade! Aplausos por favor. Os calotes de Alberto João passam a fazer parte do tudo que tem de ser com eles.
Alberto João é um iluminado, talvez o único representante vivo do Iluminismo. Portugal tem dever e obrigação de preservar, acarinhar e apaparicar um fóssil assim.
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