terça-feira, 22 de junho de 2010

IRLANDA

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BARBAS DE MOLHO, BARBAS ENXUTAS, E OUTRAS BARBAS


[...] Em 1640, quiseram reaparecer as barbas.
O nosso D. Francisco Manuel não gostava da moda; nos Apólogos Dialogais motejou dos que a adoptaram para se darem ares de compostura e respeitabilidade.
D. João IV não gostava também.
Tosquiou-se, e ordenou que ninguém deixasse de entrar tosquiado no paço.
Desobedeceu-lhe o conde de Vila-Flor.
Acusaram-no; censurou-o o rei.
O conde respondeu que os seus cabelos lhe haviam nascido em Flandres e no Brasil entre a pólvora e a bala, e que não ousava pôr-lhe mão sacrílega.
Assim foi que o conde tornou notáveis as suas barbas.
Ainda assim, outras mais célebres há, por exemplo — as de Luís VII, de França.
Quando ele, que a História denominou o Moço, posto que as tribulações o devessem envelhecer muito cedo, lançou fogo aos 3.500 camponeses refugiados na igreja de Vitry, sentiu enlear-se-lhe no coração a víbora do remorso.
O bispo de Paris, Pedro Lombardo, para serenar as justas angústias da consciência real, impôs ao rei o sacrifício da própria barba.
Luiz VII achou leve a pena, e o bispo meteu tesouras á barba do príncipe, e deitou-lha por terra.
Tudo ia bem, porque o remorso havia desaparecido com a barba, mas a rainha D. Leonor de Guienna, que tinha antipatia pelas barbas rapadas, e por poucas mais coisas, encerrou-se na sua câmara sem querer falar ao rei, nem vê-lo sequer.
Boa rainha, e melhor esposa!
Houve grandes desgostos no paço.
O rei triste sem a esposa e as barbas; a rainha exasperada, sem as barbas do marido, o que era tudo, e sem o próprio marido, o que era pouco. . .
Tão pouco, que requereu e obteve divórcio.
Mas aquela amargura era grande: a rainha, para atordoar a saudade das barbas maritais, deu a mão de esposa a Henrique, duque de Normandia.
O duque, subindo ao trono de Inglaterra, declara guerra á França, por veleidade de Leonor, provavelmente para reaver as barbas de Luiz VII.
Muito sangue: barbas, nunca mais.
A tristeza da rainha!
Também os reis sofrem; que se aguentem. . . [...]
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Alberto Pimentel in "Portugal de Cabeleira" (1875)
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PARA MAIS TARDE RECORDAR

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

FLORENÇA

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Ponte Vecchio
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HISTORIADOR E PROSADOR

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A MORTE DE D. JOÃO VI
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S. M.. fora a Belém comer uma merenda. Era nos primeiros dias de Março. Quando voltou a palácio achou-se, à noute, mal — cãibras, sintomas de epilepsia. Vieram médicos: o barão de Alvaiázere e o valido cirurgião Aguiar. No dia seguinte o estado do enfermo piorou, e o rei decidiu-se a despir de si o pesado encargo do governo. A 7, a Gazeta publicava o decreto nomeando a regência, presidida pela infanta D. Isabel Maria cuja bondade merecia as graças particulares do infeliz pai. «Esta minha imperial e real determinação», afirmava o decreto do dia 6, «regulará também para o caso em que Deus seja servido chamar-me à sua santa glória, enquanto o legítimo herdeiro e sucessor desta coroa não der as suas providências. . . » Mas quem era esse legítimo herdeiro? D. Pedro, o brasileiro? D. Miguel, no seu desterro de Viena? Não o dizia o rei moribundo, que toda a vida se achara indeciso, e acabava como tinha existido, sem uma afirmação de vontade, entre flatos, na impotência de uma morte oportuna.
Em Lisboa corriam os boatos mais extravagantes. O velho imperador sem império, rei de dois mundos já reduzidos ao que ele chamava o seu canapé da Europa, massa humana estendida num leito, era como um valo ou barreira que represava a torrente de ambições e fúrias soltas ou mal contidas em 20, em 23, em 24. O caos de conflitos dinásticos, religiosos, politicos, que a fome universal acirrara, ia reaparecer à luz do dia— tão depressa o caixão do imperador-rei terminasse a viagem mortuária, do paço, a S. Vicente-de-Fora.
Logo que a noticia da doença se propagou, e, mais ainda, quando apareceu o decreto do dia 6, correu uma opinião forte. D. João VI tinha sido envenenado. A peçonha fora propinada nas laranjas da merenda de Belém; embora o dessem por vivo, era cadáver quando saiu o decreto. Conservavam-no para enganar, para preparar melhor os ânimos. Mas quem era o autor de tamanhos crimes? A rainha, diziam os constitucionais de então. Os constiticionais, diziam os absolutistas apostólicos. Entretanto a rainha era esbulhada da regência, e, se tramara o feito, saía-se duas vezes mal — por isto, e porque à indecisão do decreto responderam o consenso geral e os regentes proclamando rei o brasileiro.
No dia 10 pela tarde morreu o rei, oficial ou realmente. Houve sentimento e lágrimas, porque na sua moleza insípida era bom; sobretudo porque deixava depois de si um vácuo, uma sombra povoada de medos das inevitáveis catástrofes amontoadas e iminentes. Este susto agravava a maledicência geral. Ninguém já punha em dúvida a causa da morte do rei. Os boatos eram positivas certezas—de que o parecer dos médicos depois da autópsia concluira pelo envenenamento. Em tudo se achavam provas. Os absolutistas afirmavam cerradamente que o cozinheiro Caetano fora convidado pelos constitucionais, e que por se recusar morrera com o veneno destinado para o rei: com efeito o cozinheiro caiu de repente. Por outro lado, atribuíam-se confissões graves ao barão de Alvaiázere que também morrera logo; e o cirurgião Aguiar, sobre quem recaíam as acusações de ter propinado o veneno dos pedreiros-livres, o cirurgião valido que fora brindado com um posto na diplomacia, morria também, assassinado segundo uns, suicida na opinião dos mais—devorado pelos remorsos do crime praticado contra o seu benfeitor ! [...]
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Oliveira Martins in "Portugal Contemporâneo"

COM A COREIA É TUDO OU NADA!!

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CONCERTO PARA VUVUZELA Nº 4 EM MI BEMOL MAIOR

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Wolfgang Amadeus Mozart

EÇA, PORTUGAL, GRÉCIA E CONTRAFACÇÃO

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A Dr.ª Fernanda Sachse, grande amiga e generosa bastante para fazer a leitura crítica deste blog, enviou-me um comentário ao post em que Eça de Queirós é citado como tendo feito a comparação de Portugal com a Grécia, em 1872. Diz-me a Fernanda que não encontra no livro “Uma Campanha Alegre” a passagem correspondente à citação.
Confesso que havia lido o livro já há muitos anos e, por isso, não me lembrava se o texto era genuíno ou não. Havia-o encontrado no “Jornal de Negócios” online de 13 de Maio de 2010
- http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?id=425373&template=SHOWNEWS - em texto assinado por Celso Filipe, e não me passou pela cabeça que pudesse ser contrafacção. Entretanto, fui confirmar no livro a que tenho acesso, diferente da edição da Livros do Brasil indicada pelo jornalista e, em Janeiro de 1872, efectivamente, não consta nada parecido com aquilo. Até prova em contrário admito ter sido enganado e tomo nota para no futuro não transcrever mais prosa sem confirmação prévia, seja de jornais, revistas, ou livros.
Se estou errado, peço desculpa ao jornalista. Se estou certo, peço desculpa aos leitores e à Dr.ª Fernanda Sachse, a quem agradeço e mando um xicoração.
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IS THAT ENOUGH?...

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World Cup live: Portugal hit magnificent seven against North Korea
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That's all!...

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domingo, 20 de junho de 2010

RÉVE D'OSSIAN

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CASTILHO - A LEITURA E A RESPOSTA REPENTINA

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Em Outubro de 1853, Castilho tem conhecimento de um folheto anónimo em que é criticado o seu método de leitura repentina. Era na altura Comissário Geral de Instrução Primária e, indignado, publica um texto de mais de 50 páginas a que chama “A Tosquia d'um Camelo”, dirigido aos professores primários portugueses. É violento e tem génio. Transcrevo a seguir um excerto.

[...] Aconselhavam-me aqui alguns amigos que deixasse chafurdar o javardo no seu lodaçal sem lhe atirar. Não pode ser. Ponderavam-me que uma resposta era o que ele mais cobiçava, para vender o seu folheto e gloriar-se de ter obtido de mim alguns momentos de atenção. Seja muito embora assim: quero-lhe conceder esse proveito e essa honra; mas hei-de-lhe deixar a cachola e os colmilhos pregados, como faziam os caçadores da idade média, por cima do portão da minha vivenda literária. Objectam-me a dignidade do cargo com que me honraram a nação, e o seu governo. Entendamo-nos uma vez por todas neste ponto. O funcionário não é só funcionário. Impassível como o deve ser no exercício das suas funções, ao sair delas reassume todos os seus direitos, todos os seus deveres de homem. Pode e deve desagravar o seu decoro, pleitear a sua justiça, zelar o nome que grangeou com honradas lidas. Que varão de sentimentos nobres aceitaria cargo honorífico, se pelo facto de se investir nele, ficasse como os emplumados, amarrado a um poste coberto de mel e com as mãos presas atrás das costas, para não esmagar nem enxotar os insectos e sevandijas, que lhe viessem poisar em cima? A troco de tal suplício não aceitara eu impérios, quanto mais comissões de instrucção primária. [...]
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METRO DE ESTOCOLMO

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CRONÓMETRO MARÍTIMO


O primeiro calendário terá aparecido na Babilónia há 5.000 anos, baseado em fenómenos cíclicos da natureza, como as estações do ano, as fases da Lua e por aí fora. A medição do tempo durante um dia só foi feita cerca de mil anos depois pelos egípcios, com o relógio de sol: a posição da sombra do ramo horizontal de um instrumento em forma de T indicava a hora. Houve depois inúmeras variações deste princípio.
Há 3.500 anos, surgiram as clepsidras, em que o tempo era medido pela quantidade de líquido escoado através de pequeno orifício - coisa muito tosca ainda. Por essa altura usou-se também a duração de combustão do incenso, que arde de forma quase uniforme, e também as velas-relógio, graduadas com marcas equidistantes na superfície lateral, o que permitia ler o tempo aproximadamente, à medida que se gastavam.
Os relógios de areia, baseados no mesmo princípio da clepsidra, eram pouco melhores e foram usados do Século XIV ao Século XVIII. O grande progresso na cronometria, contudo, consistiu na invenção do relógio de pêndulo por Christiaan Huygens, em 1656. Tinha o inconveniente do grande volume e não ser portátil. Por isso, Huygens substituiu o pêndulo por outro regulador do movimento, um pequeno dispositivo em espiral que controla o balanço e regula o modo como a mola da “corda” se desenrola. Estava descoberto o relógio individual.
Entretanto, a navegação marítima vivia dificuldades pela impossibilidade de determinar correctamente a longitude. O relógio de Huygens permitia conhecer a hora de Greenwich ao meio dia solar do local onde estava a embarcação, e determinar a longitude, sabendo que cada hora de diferença corresponde a 15 graus. Mas os relógios de então não suportavam a vida do mar: as diferenças de temperatura, a humidade, o constante balanço, blá,blá, blá, davam cabo deles e não eram fiáveis. Foi então que o parlamento inglês, em 1714, promulgou a “Lei da Longitude”, prometendo volumosa recompensa a quem encontrasse solução para o problema.
Esta é a razão de toda a “palha” anterior – é que faz hoje 203 anos que morreu Ferdinand Berthoud, o homem que, com John Harrisson, ganhou o prémio. Criou um relógio com compensadores para a dilatação térmica e algumas peças foram substituídas por pedras preciosas, como a safira e o rubi, resistentes ao desgaste. Depois de exaustivos ensaios, foram fabricados milhares de exemplares para responder aos pedidos das frotas de todo o mundo e, em menos de um século, a totalidade dos mares foi coberta por cartas marítimas. Abençoado Berthoud!
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MACHINAS FALLANTES

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Casa Simplex, pois claro!
Bicyclettes, discos e machinas fallantes.
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BROWN SUMIU

. Have you seen this man?
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Gordon Brown deixou Downing Street e sumiu. Diz-se que está na casa de North Queensferry, na Escócia, círculo eleitoral por onde foi eleito deputado, mas ninguém o vê. Tem um carro da polícia sempre à porta, único sinal de presença. Não aparece no parlamento e ignora-se o que faz - mistério!... O staff do círculo eleitoral agradece as cartas de solidariedade, responde ao expediente do deputado e é tudo. Passou a homem invisível, ou anda disfarçado de corcunda de Notre Dame, prontes.
A população local acredita que ele está lá, mas é só fé. Aliás, gosta dele e faz-lhe os maiores elogios. Gostava de o ver em carne e osso, mas não vê, prontes.
Fica aqui o mapa com a localização da parvónia e uma fotografia da casa, para o caso de o quererem aguardar quando sair disfarçado de corcunda.
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SEM DÉFICE...!

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Capicua e viagem por um quarto de cêntimo!...
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A FESTA ACABOU


O desemprego de 20% em Espanha - com o dobro para jovens entre os 16 e os 25 anos – só é ultrapassado na Europa pela Lituânia. Mais de 4 milhões de trabalhadores perderam o emprego e cerca de 1 milhão de casas novas estão vazias porque ninguém as compra. Os funcionários públicos perderam 5% do vencimento, as leis laborais vão ser flexibilizadas para tornar os despedimentos mais fáceis, o "cheque bebé" de 2.700 euros abolido, a "bolsa de emancipação" (!), de 200 euros mensais para jovens que deixassem a casa paterna, extinta. Acredita-se que o País, a quinta maior economia da Europa, necessitará rapidamente de ajuda superior à da Grécia e recorrerá em breve ao fundo para “aflitos”, de 750 mil milhões de euros, da EU e do FMI. A situação está preta.
Nos anos dourados, a Espanha construiu mais que a França e a Grã-Bretanha juntas, os ordenados aumentaram 30% e o consumo subiu meteoricamente para o dobro da média europeia. Ao mesmo tempo, o separatismo criou impensável burocracia: 17 regiões autónomas com ministros, canais de televisão, políticas e, em muitos casos, polícias próprias.
Agora, Zapatero é considerado incompetente, pateticamente ridicularizado quando visto a dar conselhos a Cameron em Bruxelas, e acusado de não ter consciência das suas limitações, facto que os portugueses conhecem por experiência própria.
Há nos líderes ibéricos duas coisas semelhantes - uma é clássica na História e outra novidade: a primeira, é o episódio trivial e trágico-cómico de governos socialistas a desaguar na maior pelintrice do Estado; a outra é que os dois tentam, ainda que de forma inglória mas inédita, corrigir as asneiradas sem fugir do “pântano”, quiçá por não perceberem as limitações próprias.
Está catita isto!...
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sábado, 19 de junho de 2010

PUBLICIDADE DE PRIMEIRA

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Creme de dia "Adobe Photoshop", o segredo de Madonna
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FOTOGRAFIAS POUCO CONHECIDAS

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Hemingway e Gary Cooper caçam em Sun Valley, Idaho, em 1940

GOLFO DO MÉXICO

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Dezenas de milhares de barris de petróleo são lançadas diariamente na água do Golfo do México, calamidade sem precedentes na região. Não se espera solução da BP para a desgraça antes de Agosto. Que dizer? Que fazer?
Digo que é caso para ficar com a fralda molhada e Obama já anda com a fralda molhada enquanto fala grosso para a BP, sem adiantar nada com isso. E, quanto a fazer, é altura de pensar em soluções de desespero. Kennedy enfrentou a crise dos mísseis soviéticos em Cuba - não sei se molhou a fralda, mas enfrentou - e Obama está confrontado com uma alternativa quase com igual dificuldade. Dizem-lhe alguns especialistas que a detonação controlada de um engenho nuclear na proximidade do buraco provocaria calor bastante para fundir a rocha e pôr uma rolha no furo. É de cair de cauda!...
A radiação da explosão controlada terá muito menor duração que a de um acidente nuclear e a água é barreira muito eficaz. A União Soviética usou a arma nuclear em 1960 para fechar uma fuga de gás, mas diz-se que tomar a União Soviética como exemplo de cuidados ambientais é como ter lições de bailado com uma girafa.
Contudo, o problema maior é de ordem política. Já se viu o Presidente, com a melhor retórica anti-nuclear de sempre e do mundo, mandar rebentar a bomba atómica ali ao lado, no Golfo do México? Deus nos valha - o fim da picada!
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