sábado, 23 de julho de 2011

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

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SEQUE-SE O LEITE!

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Chegou a hora do governo mostrar o que vale, depois do regabofe socialista, e não só. É o momento de nomear gestores para cerca de 40 empresas públicas e 1.211 dirigentes superiores da Administração do Estado. Perante tal prova, o povo treme, cansado da pouca-vergonha na manjedoura do poder. Aguarda ansiosamente um sinal de transparência, critério honesto, ausência de nepotismo, e opção pela competência.
Pedro Rebelo de Sousa diz que o essencial é estabelecer critérios para ocupação destes cargos, assegurando que todos os cidadãos beneficiem de igualdade de oportunidades. Já ouvimos isto noutro lado e noutras ocasiões e o que vemos? Circula na Net um texto com nomes de quadros de empresas públicas onde se encontra uma plétora de filhos de personalidades cimeiras do regime, incluindo um ex-Presidente da República e um ex-Primeiro-Ministro, ex-ministros, deputados, e outra tropa do mesmo jaez. Nepotismo ignóbil, em resumo.
Diz-se que o governo está a contactar empresas de recrutamento para encontrar perfis adequados aos lugares. Acho óptimo, mas não bastante: é de todo indispensável que a razão das escolhas seja pública – as empresas também são permeáveis ao compadrio. E cada ministro deve reportar ao Primeiro-Ministro as nomeações que faz, qual o critério, e quais e quantas são as baseadas em razões de confiança pessoal, excluindo absolutamente neste caso os familiares.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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"Mare Frisium"
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O “Mare Frisium” foi lançado à água em 1916, como pesqueiro. Quando se tornou obsoleto para a pesca, passou a cargueiro, em 1940. Em 1960, sofreu obras e aumentou as dimensões. Em 1995, foi convertido numa escuna de três mastros para realizar viagens de recreio, ao serviço da companhia Tall Ship Company. Desloca 210 t, tem 49 m de comprimento, 6,70 m de boca, 3,3 m de calado, 634 m2 de velas e atinge a velocidade de 9 nós.
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PAINEL PUBLICITÁRIO

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REPÓRTER DA CIDADE

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A POLÍTICA E A CULTURA

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Já falámos que ao princípio era o desvio colossal. Depois de outros colossos inenarráveis de inoportunidade, face à situação pré-agónica da Pátria, o colosso passou ao esquecimento. Mas não morreu!!!
Surge agora novamente, na versão vídeo, com transmissão nos noticiários da TV, onde alegadamente se prova que colosso era o trabalho para tapar o buraco nas contas públicas e não o desvio nas ditas. Temos assim uma nova figura: o trabalho colosso. Aí está!
Já tínhamos o trabalho infantil, o trabalho temporário, o trabalho de parto, o trabalho manual; agora temos o trabalho colosso. É a primeira grande contribuição deste governo para a “implementação” da cultura em Portugal. Foi-se embora a Dr.ª Gabriela Canavilhas, pessoa da música, e veio o Dr. Francisco José Viegas, homem das letras. E, enquanto com a Dr.ª Canavilhas nunca se criou uma semi-colcheia que fosse, com o Dr. Viegas, em escassos dias, já temos uma imagem literária de primeira água. Na cultura, o governo PSD/CDS dá provas!
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

TSUNAMI JAPONÊS FILMADO DO INTERIOR DE UMA VIATURA

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(Vídeo recebido de Francisco Carvalho)
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PEIXE FORA DA ÁGUA

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O QUE O MUNÍCIPE 'TEM DIREITO'

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Já me tenho referido ao modo como os municípios gastam dinheiro, sempre muito e de forma discutível. Há um critério globalmente saloio na forma de gerir muitas, talvez muitíssimas, autarquias, o que não será estranho ao endividamento público global. Não tenho dados - só palpites - mas suspeito que muita da dívida vem desse lado e das regiões autónomas.
Vem isto a propósito do estudo realizado por técnicos do ISEG sobre o verdadeiro universo das empresas municipais, revelador de factos importantes. Apesar de só pouco mais de metade dos municípios (55%) ter tal tipo de empresas, o número total será muito superior aos 281 oficiais, estimando-se em cerca de 400. E digo estimando-se porque algumas foram extintas recentemente. O passivo dessas empresas é de 2,7 mil milhões de euros e os activos são mil milhões. Quanto a funcionários foram até agora identificados 14 mil, sendo provavelmente este o único dado positivo de tais empresas, por criar postos de trabalho, só ensombrado pelo facto de terem globalmente 1.200 administradores cujo mérito, necessidade e critério de recrutamento, dado o observado neste e outros sectores, se receia sejam deploráveis.
Autarquias com recursos, empreendedoras e viradas para aquilo a que os portugueses têm direito”, é óptimo, ninguém contesta. Mas se tal se faz de forma desligada da realidade, com visão exclusivamente paroquial dos problemas, sem sentido de solidariedade nacional, consumindo recursos de forma a contribuir para a crise de insolvência do País, é inaceitável. Infelizmente, muitos dos nossos autarcas têm um perfil assim.
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REPÓRTER DA CIDADE

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A CAUSA DAS COISAS

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

TORRE EIFFEL

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O HOMEM NA LUA

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Neste dia, em 1969, Neil Armstrong desceu de uma nave espacial e pisou solo da Lua, seguido pouco depois por Edwin Aldrin, enquanto Michael Collins permanecia no módulo de comando a aguardá-los para regressar à Terra. Era a primeira vez que o homem realizava tal feito. Um acontecimento histórico que merece destaque no dia do quadragésimo segundo aniversário.
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AMBIENTE DE TERMAS

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EVOLUÇÃO DO 'HOMO SAPIENS'

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A evolução é a forma como a natureza corrige as espécies e, consequentemente, os seres que as integram, eliminando os maus e poupando os bons. A maldade e a estupidez são características prejudiciais à humanidade e, como tal, condenadas à extinção.  A amizade e a inteligência são positivas, importantes para a sobrevivência e, por isso, serão mais frequentes na sociedade que sobrevive. O raciocínio aplica-se, em princípio, a todas as qualidades e defeitos. Logo o caminho da humanidade é previsível: o mundo actual é melhor que o antigo, e no futuro será cada vez melhor. Há dúvidas? Há.
A teoria é demasiado simples. Parte do princípio de que a história biológica é um fluxo suave, sem acidentes, sem interferências entre espécies e sem fim. A principal dificuldade decorre de não sabermos se o homem sobrevive o suficiente para atingir graus de perfeição muito superiores aos actuais. A maior parte das espécies que existiram têm-se extinguido. Não há razão para pensar que o mesmo não sucederá à humanidade. Quanto durará esta? É a grande questão. O Homo sapiens tem cerca de 150 mil anos. Progrediu muito. Dominou muitos aspectos do meio ambiente e aperfeiçoou-se sociologicamente. Tal deu-lhe também a possibilidade de arruinar o habitat e se auto-destruir. Face a isto, é legítimo perguntar: durará mais 150 mil anos? Não sabemos.
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DEUTSCHLAND UBER ALLES

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Numa altura em que até os alemães mais sensatos parecem inebriados pelo “regresso às origens”, convém recordar-lhes uma coisa: nos últimos dois séculos sempre que actuaram “sozinhos” a coisa deu para o torto (um eufemismo). É exagero lembrar isto agora? Não. Os alemães têm grandes virtudes (frequentemente elogiadas nesta coluna), mas têm um grande defeito: sozinhos não sabem usar a sua “força”. Para quê destruir um projecto que melhor serviu os seus interesses... e os do resto da Europa?
Camilo Lourenço in “Negócios Online”
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NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO

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Suspender o Acordo Ortográfico (que, de resto, não pode considerar-se em vigor) e promover a sua revisão não é apenas uma questão de bom senso. É um imperativo nacional no tocante à defesa da língua e da cultura do nosso país. E essa hoje é uma das grandes responsabilidades de Nuno Crato.

Vasco Graça Moura in "Diário de Notícias"
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BIODIVERSIDADE ESPONTÂNEA

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terça-feira, 19 de julho de 2011

UMA CAMPANHA TRISTE

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Em 1986, Freitas do Amaral candidatou-se à Presidência da República, contra Mário Soares, apoiado pelo PSD e pelo CDS: teve 48,8% dos votos, perdeu. Ficou com uma dívida substancial correspondente às despesas da campanha eleitoral e os dois partidos que o apoiaram deram alguma coisa, mas não o suficiente para regularizar as contas. Pagou o resto do seu bolso, pontualmente.
Agora, Manuel Alegre, apoiado pelo BE e pelo PS, também perdeu nas últimas eleições contra Cavaco Silva e, dizem os jornais, a receita para a campanha foi escassa e as despesas muitas. Em resumo, está encravado, sem dinheiro e muitas dívidas para pagar. O título no jornal é “Alegre falido. PS e BE não pagam prejuízo de milhares de euros das presidenciais.”
E agora? Agora os responsáveis pela campanha tentam angariar mais verba de donativos para pagar os calotes. Alegre foi um bluff desde o princípio. Como escrevia ontem Alberto Gonçalves, no seu estilo contundente e cruel, foi um expoente da retórica oca. O poeta já tem idade para não perceber que o tempo passou e o seu estilo já ninguém compra. Por isso, não é responsável pela completa calamidade que foi a campanha e o resultado. Mas o círculo que o meteu naquilo tem culpa. É gente que, na impossibilidade de reparar outros danos, tinha no mínimo obrigação de reparar o descalabro financeiro. Mas não paga porque é tudo boa rapaziada.
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PÓDIO DA BANCARROTA

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