terça-feira, 23 de setembro de 2014

O ZÉ ESTÁ LÁ E OLHA POR NÓS


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Ontem houve inundações em Lisboa, inundações que afectaram muita gente, eu incuído. A água caía do céu a cântaros, passava pelas sarjetas como cão por vinha vindimada e arrastava pessoas, lixo, caixotes, automóveis até. Costa não teve possibilidade de se ocupar do problema, ocupado que está com outro problema mais importante—está desculpado.
Soube-se hoje que a culpa foi do agora pindericamente chamado Instituto do Mar e da Atmosfera porque não avisou a Câmara Municipal há dois meses que ontem ia chover tanto depois do almoço. Sendo assim, a edilidade não pôde limpar e desentupir bueiros e sumidouros em 10 segundos, está bom de ver.
Está tudo dentro do expectável: já estamos habituados e não tem importância nenhuma—estejam à vontade. Aliás, os residentes em Lisboa têm quem olhe pelos seus interesses: o Zé que faz (ou fazia) falta. Desde o Paleolítico Superior que o Zé é o recordista inultrapassável de processos judiciais contra a Câmara Municipal sempre que esta não acautela os interesses do povão da capital. Por isso, já saboreamos todos o amargo de boca que os edis vão ter quando o Zé os processar e forem obrigados a indemnizar proprietários de automóveis, lojistas, habitantes de caves e sub-caves, parques de automóveis e por aí fora. Por mim, só peço umas botas novas—se possível umas galochas—e um fatinho à medida porque o que usava ontem encolheu.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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HMS "Queen"
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INTERMEZZO

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Carnaval Romano (Berlioz)
The YouTube Symphony Orchestra 2011

TRAQUETE E MEZENA

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A FÍSICA EXPLICA

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Dentro de pouco mais de 4 horas, às 02H29 de 23 de Setembro, ocorre o Equinócio do Outono e este começa. Teoricamente, o dia é igual à noite porque o eixo da Terra não tem inclinação para o lado do Sol. Na realidade, há cerca de 6 minutos mais de dia que de noite, ou seja, o Sol nasce 3 minutos antes do esperado e põe-se também 3 minutos depois, números redondos.
E porquê?
A razão deve-se a um fenómeno físico de refracção da luz, produzida pela atmosfera, que torna o astro visível antes de nascer e permite vê-lo ainda depois de se pôr. A maior duração do dia é parcialmente ilusória.
A figura em cima explica claramente porque se "vê" o Sol abaixo da linha do horizonte.
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MUNDO CÃO

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O jovem na imagem tem 17 anos, é iraquiano e chama-se Khidir. No dia 15 de Agosto, a sua povoação foi tomada por militantes do Estado Islâmico e ele e mais 20 homens foram levados numa carrinha para a montanha próxima, colocados de joelhos, vendados e, seguidamente, metralhados pelas costas por tipos mascarados. Uma bala roçou-lhe o pescoço tangencialmente e ele deixou-se cair como se tivesse sido abatido. Esteve assim horas, findas as quais fugiu. Está vivo e de boa saúde, apenas com um pequeno penso no pescoço, como se vê.
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VIESES COGNITIVOS E MEDOS

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Pormenor da "Neve dos Loucos", em exibição no Louvre

Spinoza dizia que o cão é o animal que ladra e o homem a besta que pensa. Parece agora a muitos estudiosos da mente do H. sapiens que Spinoza era um nadinha optimista. Temos, segundo parece, circuitos mentais com enorme tendência para a asneira. Hugo Mercier e Dan Sperber, autores do livro "Why Do Humans Reason?", acham que as nossas faculdades mentais evoluíram não para chegar à verdade mas para ganhar discussões, disputas e coisa do tipo Benfica vs Sporting. O nosso cérebro será uma mistura de vieses cognitivos e medos—a que alguns chamam o pecado original cientificizado.
Estudos recentes apontam preocupantemente nesse sentido. Podia dar muitos exemplos, mas vou apenas usar um, adaptado do artigo de onde tirei estas ideias—que digo no fim qual foi. Imagine este perfil de mulher:

Maria é solteira, tem 31 anos, personalidade forte e é brilhante. É licenciada em Filosofia. Como estudante, preocupou-se com problemas de discriminação e justiça social e participou em manifestações contra a energia nuclear.
A pergunta é—qual das seguintes afirmações tem mais probabilidade de ser verdadeira:

1. Maria é funcionária bancária.
2. Maria é funcionária bancária e activista de um movimento feminista.

Embora pareça estranho, quase todos dizemos que é a 2.—uma bacoquice. Matematicamente, está na cara que a 1. é muito menos exigente e tem muito mais probabilidade de ser verdadeira; enquanto a 2.—mais exigente—corre sério risco de falhar. É o viés mental, criado pela experiência de muitas Marias intelectuais e activistas—feministas, pró-aborto, pró-casamento gay e rebabá—que nos faz meter a pata na poça.
A nossa vida intelectual é toda isto, seja relativamente à Maria funcionária bancária, ao aquecimento global antropogénico, ao socialismo, ao liberalismo, ao Tozé, ao Costa do Castelo, à Maria de Lurdes Rodrigues, ao Ricardo Salgado, ou ao Miguel Sousa Tavares que não se contém a defendê-lo.

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PANORAMA

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JORNALISMO ENVIESADO

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Faz hoje quatro dias que a jornalista Fernanda Câncio publicou uma crónica no DN sobre a condenação da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Câncio não se poupa a esforços para demonstrar, com argumentação "elaborada",  que a Justiça em Portugal cavalga o que chama uma "onda do momento". Resumindo, Câncio acha que os políticos estão a ser perseguidos e isso vai-se tornando uma moda perigosa, segundo ela.
Estou de acordo com a jornalista apenas sobre o facto de que se trata de moda perigosa. Perigosa para os políticos, acrescente-se. Ou Câncio acha que a contratação de Pedroso pela agora condenada foi um acto de gestão correcto? Naturalmente, tudo aquilo foi uma fífia tosca de amiguismo e compadrio, como diz a sentença. Talvez Maria de Lurdes Rodrigues tenha sido "embrulhada", mas a ministra era ela e, consequentemente, a responsável.
Há em Câncio um viés avinagrado contra tudo que belisque o Partido Socialista. Não se lhe vislumbra preocupação semelhante quando é a direita que está em causa. Câncio é parcial e jornalismo assim é papel sujo. Além do mais, a parcialidade e o viés de Câncio crescem em progressão geométrica com o aperto do cerco em volta do Zezito. É nítido.
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domingo, 21 de setembro de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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 "Elise"
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ENTRE ASPAS

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VELA EM SECO LENHO

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PINGOS DE 'MEDIA'

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António foi ao supermercado comprar lâmpadas. Reparou que tinham subido ligeiramente de preço e perguntou o que se tinha passado.
“Não sabe? Agora os equipamentos de iluminação trazem uma taxa para a EDP, pois quem compra lâmpadas vai gastar eletricidade. E, se assim é, deve pagar um pouco logo à partida. Aliás, nas torneiras é igual: quem as compra vai gastar água, pelo que não faz mal nenhum dar um contributo para a EPAL. [...]

João Garcia, "COBRAR A LUZ NO PREÇO DA LÂMPADA", in "Expresso"sobre a Lei da Cópia Privada


[...] A ideia da lei em causa é justamente a presunção de que o comprador de um iPhone se prepara para piratear obras avulsas. E o apogeu cómico é presumir que as obras são as dos "artistas" presentes no Prós e Contras: Carlos Alberto Moniz, Tozé Brito, Paulo de Carvalho, o rapaz dos Delfins, dois Vitorinos (o alentejano e o maestro da bengala), etc. [...]

Alberto Gonçalves, "A ARTE DE ROUBAR", in "Diário de Notícias"sobre o mesmo tema


[...] Um dia alguém há-de escrever a história desta inimaginável destruição de valor, que num mês e meio conseguiu reduzir a quase nada tudo o que um banco com um século e meio de existência tinha de bom: o seu capital de confiança, a sua carteira de clientes e respectivos depósitos, o mercado das empresas e os seus melhores quadros, em fuga acelerada para a concorrência. [...]


Miguel Sousa Tavares, "O VERÃO JÁ FICOU MESMO PARA TRÁS", in "Expresso", sobre o BES (Por qué no te callas?—pergunto eu).
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PESCA DESPORTIVA

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Concurso de pesca do Clube de Campismo de Lisboa
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PORTUGAL DOS PEQUENINOS

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Há quem tenha olhos para ver a desgraça em que Portugal caiu. Enterrado até aos colarinhos em dívida e  gerido por pessoal medíocre e sem cultura de nenhuma espécie—não falo de cultura política, histórica, financeira ou o que quer que seja; falo de toda a cultura—não sairá tão cedo do buraco. Hoje, no "Expresso", Ricardo Costa escreve assim:

[...] Com uma ou outra nuance, no PS o défice é um problema circunstancial e a dívida uma coisa que teve origem no capitalismo desenfreado e que alguém há de aligeirar um dia. Com todo o respeito, esse discurso não apresenta uma alternativa credível a Passos Coelho pela simples razão de que não é realista. O discurso de Passos, que acima de tudo tem o óbvio defeito da resignação a um destino de sofrimento, assenta em factos e números. Não tem uma pinga de esperança ou sonho, mas bate certo. O dos candidatos do PS apela à mudança e dá votos, mas não resiste ao primeiro Orçamento do Estado.
O que o PS ainda não percebeu é isto. E, pelo andar da carruagem, só vai perceber quando entrar para o Governo e encontrar as gavetas vazias.

Há muito que não lia coisa que tão bem definisse o dilema que os portugueses enfrentam: o de fazer a escolha que nos tire do pântano—o de Guterres e o dos outros que lhe sucederam e o precederam. Digam-me Vossas Excelências em quem pode um português votar na actual conjuntura. Em Passos Coelho—com Portas ou sem Portas—em Tozé ou Costa, em Marinho e Pinto, em Garcia Pereira, em José Manuel Coelho?
A conversa de todos estes janotas é só isso mesmo: conversa. E a de Costa ou Seguro não vale muito mais que a de José Manuel Coelho. Quem enxerga um nadinha de esperança em tais personalidades?
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FICÇÃO CIENTÍFICA

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A nave SpaceX's Dragon, transportada por um foguetão Falcon 9, quando partia espectacularmente esta madrugada  de Cape Canaveral com mais de duas toneladas de material para observações meteorológicas a bordo da Estação Espacial Internacional.
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BORDA D'ÁGUA

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Diz-se que o Outono começa hoje. Não é verdade. Exactamente, começa só depois de amanhã, na madrugada do dia 23—ou seja, às 02H29. É o momento em que o eixo da Terra, com inclinação de cerca de 23 graus, não tem nenhum dos seus extremos a apontar na direcção do Sol. Por esse motivo, a duração do dia e da noite são iguais. O fenómeno é chamado de equinócio—neste caso de Outono—sendo a palavra formada a partir do latim aequus (igual) e nox (noite).  Quando a Terra ocupa a posição oposta na sua órbita em volta do Sol, ocorre o mesmo—é equinócio da Primavera, quando os dias começam a "crescer".
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sábado, 20 de setembro de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Republic"
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PERFIL

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ANEXIM

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