segunda-feira, 13 de setembro de 2010

BARBUDAS E BARBUDINHAS


As câmaras de Lisboa e do Porto transferiram para as nove empresas municipais que detêm na totalidade, em 2009, quase 32 milhões de euros para cobrir os resultados negativos dessas empresas.
Ainda assim, as empresas dos dois municipios registaram perdas de 5,49 milhões de euros. Este valor representa mais do dobro do apurado em 2008, quando os prejuízos ascenderam a cerca de dois milhões de euros. Nos últimos cinco anos, as empresas detidas pelas autarquias de Lisboa e Porto acumularam perdas de 42,7 milhões de euros. Só quatro empresas detidas a 100% pela Câmara Municipal de Lisboa - Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), Gestão dos Bairros Municipais (GEBALIS) e Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Ocidental - têm um passivo acumulado que ultrapassa os 285 milhões de euros, incluindo dívida à banca e a fornecedores, segundo os relatórios e contas das empresas e da autarquia.
Os resultados negativos das empresas municipais "são irrelevantes, peanuts, quando comparados com outras empresas do sector empresarial do Estado como a REFER ou a TAP", explica Artur Trindade, secretário-geral da Associação Nacional de Municípios (ANMP) e membro do conselho consultivo do grupo de trabalho que vai estudar as empresas municipais.
O deputado Altino Bessa do CDS, diz: "Há excessivo número de empresas municipais mas também excessivo número de administradores nessas empresas, para encaixar pessoas que não conseguiam entrar nas câmaras".
Como na TAP, REFER, e por aí adiante, é uma barbuda, a "barbudinha" dos municípios não interessa! Ou comem todos, ou não há moralidade.
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Adaptado do Jornal "i"
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