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Quiseram convencer os portugueses que a actual situação era o resultado do que se passa a nível internacional, mas a verdade é que os problemas do País são apenas dois: o descontrolo das finanças públicas e a competitividade da nossa economia. A situação das finanças públicas foi uma baralhada e, se é difícil explicar como Portugal chegou ao ponto em que se encontra, ainda é mais difícil explicar o que se passou este ano.
Depois de um PEC-1 que não serviu, foi apresentado um PEC-2 e assegurado que era suficiente. Se a qualidade das finanças for a mesma, precisaremos de um PEC-4.
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Isto disse, mais ou menos, João Salgueiro na RTP1. Não quero ser impertinente, mas Salgueiro devia dizer que este é o governo “PEC-N”, em que N varia de 1 até ao infinito. Os indígenas lusitanos devem estar preparados para apanhar com um PEC pelos queixos semanalmente.
Para ter a noção de com quem estamos metidos, hoje o Primeiro-Ministro afirmava que a redução dos administradores públicos agora vai ser um facto. Quer dizer, até aqui não era. Mentiroso compulsivo e cara de pau.
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