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Portugal acaba de ser eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É bom? É mau?
À primeira vista, parece bom: é a maneira de um pequeno Estado ter voz nas grandes decisões da política internacional. É verdade.
Atrás disso vêm coisas menos éticas, mas aceites quase universalmente: a capacidade de influenciar problemas planetários traz vantagens materiais sob a forma de ajudas financeiras e não só. Estudos realizados pela Universidade de Nova Iorque mostram que os membros não permanentes do Conselho de Segurança recebem mais 59% de ajuda dos Estados Unidos que os não membros. Também que a ajuda do Fundo Monetário Internacional é mais pronta e mais duradoura, quando é precisa.
Mas..., há outros dados: normalmente os ex-membros não permanentes viram o crescimento económico baixar em média 3,5%. Para Portugal, nem é bom pensar nisso.
Também, embora não se possa dizer que a qualidade de membro é inimiga da democracia, no ranking do "Polity Project", que mede os níveis de democracia, todos baixaram, sendo a média da descida de 2 pontos. Muito mau para Portugal onde a democracia se esgota nalguns discursos inflamados.
Assim, é possível que no imediato a eleição tenha sido boa. Os que sobreviverem mais terão oportunidade de ver as consequência a médio e longo prazo. Desejo-lhes que corra tudo bem.
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