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Regimento de Infantaria 3
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Quando lhe bateram à porta do quarto no posto de comando do quartel de Beja, às 2h15 da madrugada do primeiro dia do ano de 1962, o major Calapez vestiu o capote e empunhou a sua pistola Savage pronta a disparar. Nas vésperas, o coronel Stadlin Baptista, 1.º comandante do Regimento de Infantaria 3 na capital do Baixo Alentejo, passara-lhe o comando da unidade (para gozar licença) e tinha recebido informação, via telefone, do ministro do Exército, de que estaria a ser preparado um assalto ao quartel. Alerta até de madrugada da noite da passagem do ano, na ausência de movimentações, o 2.º comandante do Regimento recolheu ao quarto no primeiro andar do quartel, mas não sem antes dar instruções precisas: passe-se o que se passar, comuniquem por telefone e em caso algum venham ao meu quarto sem prévia autorização ou ordem expressa.
Por isso, quando ouviu aquelas três pancadas na porta do quarto e as movimentações do lado de fora, o major Calapez pôs-se em guarda: estava em marcha o assalto ao quartel de Beja.
Assim começa a descrição do assalto ao Quartel de Infantaria 3, em Beja, no primeiro dia de 1962, feita por Mário Ramires no jornal “SOL” de ontem. É um acontecimento acerca do qual nunca se soube muito. Daí o interesse desta versão.
Não tenho a mais pálida ideia sobre a genuidade do narrado, mas fica-se à espera da resposta, ou das respostas, de quem estiver melhor informado. Para já, a bola está do lado dos que incensaram o comportamento dos assaltantes.
Para ler o original online, clique aqui.
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