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Em 2009, o endividamento das autarquias aumentou 23,3%: tinha sido de 2,85 mil milhões em 2008 e no ano passado foi de 3,5 mil milhões, segundo revela a Direcção-Geral das Autarquias Locais. Isto é, num ano em que a pressão da dívida pública já era enorme, e em que havia penalizações para a ultrapassagem do autorizado, alegremente os nossos autarcas fazem uma pessegada destas.A falta de solidariedade nacional, consequência de provincianismo irresponsável, e de esperteza saloia para mostrar obra, alimentar o ego e ganhar eleições dá este resultado; aliada à consciência da impunidade. Como pode o poder central impor regras ao poder local, quando é ele o primeiro a pilhar e saquear o erário público? E a tolerar a corrupção daqueles que metem a mão no saco do Tesouro?
Há séculos que Portugal é mais ou menos assim, mas o último foi de caixão à cova. Por isso, leio e releio as palavras desse reaccionário perigoso chamado Alberto Gonçalves: A 5 de Outubro de 2010, o regime em vigor festejou, com tiques devotos, o centenário desse encantador período. Humor negro? Quem dera. Os senhores que hoje mandam nisto celebram a ascensão da I República porque, em larga medida, essa é a sua ascensão.
De mestre!...
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