quarta-feira, 26 de setembro de 2012

AINDA CHEIRA A ENXOFRE !

Está a decorrer a 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Em tal encontro, e também no Conselho de Segurança, tem acontecido de tudo um pouco ao longo da história da organização.
Em 1957, durante a discussão do problema de Caxemira no Conselho de Segurança, o delegado da União Indiana falou durante oito horas, ao fim da quais teve um colapso físico por exaustão. Menon, de seu nome, foi assistido num hospital, mas voltou e continuou a falar durante mais uma hora com assistência dum médico que controlava a pressão arterial. O recorde de Menon ainda não foi batido.


Em 1960, Fidel de Castro fez a estreia na reunião e, embora sem jogar no campeonato de Menon, falou quatro horas e meia, o maior discurso na Assembleia Geral até hoje. Nele disse a Kennedy que, se não fosse milionário, iletrado e ignorante, sabia que não se pode lutar contra os camponeses.
Em 1969, quando falava o delegado das Filipinas na Assembleia a atacar a União Soviética, Krushchev gritou: "Senhor Presidente, chame esse bajulador dos americanos à ordem", depois do que tirou um sapato e se manteve a martelar o tampo da bancada  com ele para não deixar ouvir o filipino.
Em 1960, quando se discutia o abate dum avião U2 sobre o território soviético, o embaixador americano Cabot Lodge exibiu um escudo dos Estados Unidos, oferecido pela "Soviet-American Friendship Society" à embaixada americana em Moscovo, donde retirou com uma pinça um minúsculo microfone escondido debaixo do bico da águia.
Em 2006, no dia seguinte à intervenção de Bush, Hugo Chavez, quando subiu ao púlpito, disse: "Ontem esteve aqui o demónio e ainda cheira a enxofre!"


E, em 2009, Kadafi propôs que o Conselho de Segurança fosse chamado Conselho do Terror. Nesse mesmo ano, protagonizou várias peripécias caricatas para montar uma tenda de beduíno em Nova Iorque, sendo repetidamente escorraçado, até conseguir fazê-lo no quintal de Donald Trump.
. .

MULHER TROMPETE

.
.
Grande blue por Denise Reis!
.
(Agradeço a Fernando Pena de Sousa que me pôs na pista desta cantora)
.

COM A MOLA NO NARIZ

.

O Governo, na senda da actuação com luva de veludo quando há certos interesses semi-ocultos envolvidos, extinguiu 4 fundações—incluindo essa vergonha de Guimarães, Graças a Deus— e recomendou o encerramento de 13 entidades ligadas a instituições de ensino superior e 21 outras ligadas a autarquias. É pouco! Muito pouco! Escandalosamente pouco! A montanha pariu um rato, digo eu e digo bem.
E quem mais diz o mesmo? O mesmo diz Zorrinho, líder parlamentar do PS. É preciso ter lata na cara, cara de lata, ou lata tout court. As fundações que aí estão foram  paridas, na sua maioria, em tempos de governos PS. Como dizia hoje um secretário de Estado, nos últimos governos do Zezito proliferaram como cogumelos.  Zorrinho, cujo nome significa raposinho, animal conhecido por cheirar mal, diz que o cheiro do Coelho é insuportável. Coelho não cheira muito bem, é verdade, mas o fedor vem de Zorrinho, do Zezito, do PS, da Maçonaria, instituição que tutela socialistas e não só.
O PS não é um partido destituído de memória—o PS é um partido destituído de vergonha. Assim é que é. Hoje Manuel Maria Carrilho dizia na SIC que o mal de Portugal não é a dívida. E acrescentava que, se Portugal pagasse os juros que a Alemanha paga, não havia problemas. Os especuladores é que arruínam Portugal, segundo ele. Esta alma não tem vergonha de omitir que chegámos a este estado de sujeição aos especuladores porque governos do PS, geridos por essa nulidade feita Primeiro-Ministro chamada Zezito, passaram a dívida, em seis anos, de 90 mil milhões, para 160 mil milhões, a construir SCUTs, a estafar dinheiro em caricaturas de ensino como as novas oportunidades—com minúsculas—a alimentar gabinetes de estudos de amigos com projectos como o da OTA, da terceira travessia do Tejo, das linhas de TGV e, claro, a financiar fundações de amigos e correligionários, como essa inutilidade de luxo que é a Fundação Mário Soares.
Por favor, peço eu, alguém ilumine os portugueses para não se deixarem embrulhar por tais trampolineiros que metem os pés pelas mãos, agarrados ao acessório para ocultar o essencial.  
.

CLICHÊS DO MEU BAIRRO

.
.

O CONQUISTADOR

.

[...] A erudição lançou para o campo das lendas os episódios tradicionais do tempo de Afonso Henriques; mas a história não pode desprezar esses traços pitorescos com que o povo retrata, infiel mas tipicamente, as tendências e os costumes. Sabe-se a história do bispo negro de S. Cruz de Coimbra; e os monumentos remotos contam o que Afonso Henriques, se não fez, poderia ter feito ao legado que veio de Roma excomungá-lo por se ter levantado contra a mãe, pela ter metido a ferros e não a querer soltar—segundo reza a crónica. Era homem «muy bravo de grande coraçom» o príncipe a quem a rebeldia do clero irritava. Foi esperar o legado ao Vimieiro, chegou-se a ele, travou-lhe do cabeção, sacou da espada e quisera cortar-lhe a cabeça. Os cavaleiros do rei acudiram: «Dirão em Roma que sois herege!» O cardeal tremia de medo, o rei de cólera, mas baixou a espada e voltou: «Pois quero que Portugal não seja excomungado em todos os meus dias e que não leveis daqui ouro, nem prata, nem bestas, senão três!» E prosseguia exigindo uma carta de Roma garantindo a posse «d'isto (Portugal) ca eu o ganhei com esta minha espada.» O sobrinho do cardeal ficaria em refém: teria a cabeça cortada se a carta não viesse em quatro meses. O cardeal, diz-se, prometeu, anuindo a tudo; e o leitor sabe, pelo modo como lhe contámos os pactos de Zamora, qual é a verdade que esta cena pitoresca exprime. O rei que «em sua mancebia foi muito bravo e esquivo,» prossegue a lenda, feitas as pazes, disse ao cardeal: «Agora vede como sou herege!» E despindo-se, mostrou-lhe as feridas de todo o corpo, contando-lhe as batalhas em que as tinha havido. Resolvida a contenda, satisfeita a cobiça, aplacada a cólera, aparecia depois do guerreiro violento o homem tímido e crente, com a visão do inferno e o terror da excomunhão. [...]

Oliveira Martins in "História de Portugal"

NUNO GONÇALVES

.
.
.

É CRISE

.
.
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
é peroba do campo, é o nó da madeira
cainga, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo
é o queira ou não queira
é o vento ventando, é o fim da ladeira
é a viga, é o vão, festa da cumeeira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das águas de Março, é o fim da canseira
é o pé, é o chão, é a marcha estradeira
passarinho na mão, pedra de atiradeira
...
É peixe que não pica!!!!...
.

WORLD ANTI-DOPING AGENCY

.
.

PROSADOR HÁ SÓ UM, O BB E MAIS NENHUM



Baptista Bastos (BB)—não posso deixar de falar nele quase semanalmente porque me fascina—verte hoje mais algumas ideias novas e originais no "Diário de Notícias", a não perder. Por exemplo, esta verdadeira joia referente a Passos "Lapin":

[...] Ele demonstra que não possui ideias de seu: funciona na base de registos nunca garantidos pelas ciências sociais e, até, negados pela História recente. O ultraneoliberalismo de que se faz eco encaminha-nos para uma situação irremediável, de que os últimos acontecimentos são resultado e prova [...].

E mais adiante, sobre o Governo: 

[...] O lado oculto, sombrio e inquietante deste Governo encontrou, na net, respostas demolidoras, colocando, sob a luz da razão e do entusiasmo crítico, a sua índole criptofascista [...].

É verdade—grandes arrincanços estes! É a senda da exploração criativa do pronome possessivo ("não possui ideias de seu"); do advérbio a lembrar Camões dos "mares nunca dantes navegados" ("registos nunca garantidos pelas ciências sociais"); e, sobretudo—e aí BB é pródigo—do adjectivo sonante ("lado oculto, sombrio e inquietante deste Governo"; " respostas demolidoras"; "índole criptofascista").  E o substantivo grandiloquente—para usar expressão seguramente do agrado de BB—"ultraneoliberalismo". Não é liberalismo, não senhor; não é neoliberalismo também; é ultraneoliberalismo! De rebenta canelas!
Alberto Gonçalves, notório fascista e colega de BB no "Diário de Notícias", diz que a oposição acusa o governo de liberalismo e acrescenta: ou, para os semiletrados, de "neoliberalismo". BB vai mais longe que os semiletrados e chega ao ultraneoliberalismo—humildemente confesso que não sei construir a palavra que define metade do semiletrado que BB é.
Mas BB põe o dedo na ferida, quando ainda na mesma crónica diz: 

[...] É impressionante a qualidade literária e jornalística de muitos blogues, e as fraquezas do texto de quase todos os jornais. A democracia de superfície provoca a aparição de uma Imprensa superficial. [...]

Tal e qual, digo eu. Só a democracia de Cuba, da defunta União Soviética, quiçá da Coreia do Norte, provoca a aparição de imprensa profunda, especialmente com prosadores inspirados como BB, autêntico Vieira do Século XXI, não se desse a tragédia de Vieira estar ao serviço da reacção. 
.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

.
.
"Linden"
.
A escuna "Linden", com bandeira da Islândia, construída em 1990, é uma linda réplica de outra com o mesmo nome. Tem 49 m de comprimento e 8 m de boca.
 ...

EU TIVE UM SONHO

.
.

DICIONÁRIO DO DIABO

.
BENEDITINO s. m.—Ordem de monges também conhecidos por frades negros.

She thought it a crow, but it turn out to be
A monk of St. Benedict croaking a text.
"Here's one of an order of cooks," said she—
"Black friars in this world, fried black in the next"

"The Devil On Earth" (London, 1712)

[Ela pensou tratar-se dum corvo, mas era
Um monge de S. Benedito coaxando um texto.
Aqui está uma ordem de cozinheiros, disse ela—
"Frades negros neste mundo, amaldiçoados* no outro".]

*Em inglês a expressão é "fried black" (literalmente, pretos fritos), usada a fazer pendant com "black friars".

Nota—Bierce chama frades negros aos beneditinos, mas suponho estar a confundir com dominicanos, esses sim conhecidos por "black friars". Há vários lugares no mundo com nome de Balckfriars porque lá existiram conventos dominicanos: por exemplo a Blackfriars Station, terminal de caminho de ferro e do metropolitano de Londres.
.

PARA JAPONÊS VER

.
.
Com pompa e circunstância, a Marinha da China começou a operar com um porta-aviões. É um navio velho que a Ucrânia vendeu em segunda-mão, em 1998, e foi "retocado" pelos chineses—só farronca e basófia: a China não tem aviões nem pilotos capazes da aterrar no porta-aviões! ... eh... eh ...eh...
.

NÃO ESTÁ FÁCIL MANIFESTAR-SE EM ESPANHA

.
.
A "Banda" da polícia toca sem "Dó"
.

TAP

.
.

VÍTOR GASPAR E O FI

UM, VÍRGULA, SEIS, UM, OITO—sabe seguramente o que é: é o número mágico! Recorda-se bem de, quando leu o "Código Da Vinci", Langdon, logo no início, recordar a conversa da relação da distância entre o alto da cabeça e o solo e a distância entre o umbigo e o solo ser igual a 1,618, o número mágico. Nunca é, mas faz-se de conta...
O número entrou na tradição de quase tudo, desde especuladores da bolsa, até artistas, astrónomos, jogadores de pocker, blá, blá, blá.  Procure um nadinha na Net e vai ver a quantidade de coisas em que o número mágico é usado. Chegados aqui, pergunta-se: donde veio essa criatura, representada pela letra grega (lê-se Fi)?
Foi Euclides de Alexandria que deu fama ao 1,618. Euclides gostava muito de pentágonos regulares—também dava um jeito nos irregulares, mas a fé era mesmo nos regulares—e observou coisas fascinantes na figura geométrica.
Por exemplo, se unirmos dois vértices não contíguos dum pentágono, a linha de união é igual ao lado vezes 1,618. E se fizermos isso com todos os vértices, temos muitos triângulos—e até outro pentágono mais pequeno—e a relação entre lados menores  e  maiores é sempre de 1 para 1,618. 
Euclides verificou que, se quisesse dividir uma tábua em duas mais pequenas,  de modo a que a relação entre a tábua inteira e o bocado maior fosse igual à relação entre o bocado maior e o mais pequeno, bastava dividir o comprimento da tábua inteira por 1,618 para saber qual devia ser o comprimento do bocado maior e, por exclusão de partes, do menor. Também podia confirmar dividindo o tamanho do maior por 1,618.
O número mágico tornou-se em mito que chegou até ao Século XXI e há-de chegar mais longe ainda. Uma coisa é certa: já arruinou muita gente, a começar por jogadores da bolsa, de pocker, de futebol, de bisca lambida, da lotaria, e a acabar em gestores, aviadores, blá, blá, blá e políticos—sobretudo ministros das Finanças. O Dr. Vítor Gaspar Gaspar, pelas minhas contas, também deve ter fé no Fi. Se é esse o caso, prepare-se porque para o ano vai pagar o IRS deste ano multiplicado por 1,618—faça já as contas.
.

ONDE ESTÃO OS BARIÕES ?

.
.
Esta ilustração, feita com base em dados do "Chandra X-ray Observatory" da NASA, mostra um enorme halo de gás—a azul—em volta da Via Láctea. Vêem-se também, para baixo e para a esquerda, as galáxias Grande Nuvem de Magalhães e Pequena Nuvem de Magalhães, nossas pequenas vizinhas. O halo de gás tem cerca de 300.000 anos/luz de diâmetro, embora possa estender-se bastante mais.
A massa do gás é equivalente à massa da Via Láctea o que, a confirmar-se, poderá explicar o mistério dos bariões em falta. O barião é uma partícula sub-atómica constituída por três quarks, formada em grande quantidade no Big Bang. Acontece que, na actualidade, nem metade dos bariões se encontra e não se sabe onde está o resto—poderão fazer parte destes halos  gasosos das galáxias. Matéria negra?
.

LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO

- Alô? Quem tá falando?
- Aqui é o ladrão.
- Desculpe, a telefonista deve ter se enganado, eu não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?
- Não, os funcionário tá tudo refém.
- Há, eu entendo. Afinal, eles trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil... Mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?
- Impossível. Eles tá tudo amordaçado.
- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?
- Claro que não mermão. Quanta inguinorânça! O chefe tá na cadeia, que é o lugar mais seguro pra se comandar assalto!
- Bom... Sabe o que é? Eu tenho uma conta...
- Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero!
- Não, isso eu já sabia. Eu sou professor! O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.
- Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um sequestro.. Pra saber de juro é melhor tu ligá pra Lisboa.
- Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia... Mas , será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.
- Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!
- Longe de mim pensar que o senhor está de brincadeira! Que é um assalto eu sei perfeitamente; ninguém no mundo cobra os juros que cobram em Portugal. Mas queria saber o número preciso: seis por cento, sete por cento?
- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?
-Ah, já tava esperando. Você vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?
- Não... Já falei... Eu sou... Peraí bacana... Hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho.
(...um minuto depois)
- Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.
- Puxa, que incrível!
- Incrive por quê? Tu achava que era menos?
- Não, achava que era mais ou menos isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, eu consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço pelo telefone em menos de meia hora .....
- Quer saber? Fui com a tua cara. Acabei de dar umas bordoadas no
gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?
- Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco?
- Nadica de nada, já tá tudo acertado!
- Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa...
(de repente, ouvem-se tiros e gritos)
- Ih, sujou! Puliça!
- Polícia? Que polícia? Alô? Alô?
(sinal de ocupado...)
- Droga! Maldito Estado: quando o negócio começa a funcionar, entra o Governo e estraga tudo!
.

' SAGRES '

.
,
NRP "Sagres"
.

UMA QUESTÃO SEMÂNTICA


O primeiro-ministro anunciou que vai devolver uma parte dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas. É uma boa notícia porque corresponde a coisa justa.
Mas uma interrogação paira no ar—o Primeiro-Ministro tem dicionário? É que, às vezes, penso que não tem, ou que o dicionário dele não é igual ao meu, ou faltam-lhe algumas folhas.
O meu é o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa cuja única nódoa é ter sido coordenado pelo professor Malaca Casteleiro, grande dinamizador desse aborto que dá pelo nome de Acordo Ortográfico. Nele se diz que devolver é mandar de volta ou tornar a dar o que tinha sido entregue, emprestado, dado, enviado... depois de o ter aceitado, recebido ou de o ter em seu poder. 
Reparem que o professor Malaca Casteleiro pôs ali umas reticências para não ofender ninguém, mas o que lá falta é "roubado"—tal e qual!
Portanto, o Primeiro-Ministro deve esclarecer-nos com urgência o que é devolver no dicionário dele. É voltar a pagar e ficar com o roubado, ou é voltar a pagar e dar de volta o que foi apropriado indevidamente?
A Nação aguarda com expectativa a informação de qual é o dicionário do Primeiro-Ministro.
.