quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CUIDADO COM A CABEÇA!

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No dia 30 de Junho de 1908, um asteróide explodiu a 10 km de altitude sobre a floresta em Tunguska, na Sibéria, arrasando árvores na área de 1.600 km2. Se tivesse chegado 4 horas e 47 minutos depois, teria atingido S. Petersburgo. A ocorrer uma coisa assim em Nova Iorque, causaria 3,2 milhões de mortos e 3,76 milhões de feridos. 
Nos Estados Unidos, alguns carros têm sido atingidos por pequenos meteoritos; na Venezuela, uma vaca foi abatida por um corpo vindo do espaço; e, recentemente, uma casa em Paris foi atingida por um corpo do tamanho de um ovo mas não houve vítimas porque não estava ninguém na casa.
O número de acidentes deste tipo é relativamente escasso. Surpreendentemente, o "National Research Council" dos Estados Unidos estima haver 91 mortes por ano causadas pelo impacto de asteróides. Então, em que ficamos? Ficamos na história do frango e da estatística. Tu comes um frango e eu não como nenhum e, estatisticamente, cada um de nós comeu meio frango. O número 91 é o meio frango da anedota, ou seja, é a estatística de muitos anos em que em alguns há uma grande catástrofe e muitas mortes pelo impacto de asteróides, e em outros não acontece nada.
Assim, em termos práticos, a hipótese de ser morto por um asteróide é a mesma de morrer numa viagem de 5 km de carro; e muito inferior à de morrer num passeio de moto de 90 km.
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CEU AZUL

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(23-02-2012)
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OS CRUZADOS

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Há dias, alguns pataratas que também são soldados americanos, queimaram na sua base exemplares do Corão, não sei se ostensivamente provocatórios, ou simplesmente para efeitos de arrumação e limpesa da base. Tal bastou para incendiar os ânimos locais e, além do esperado protesto, vieram as acções mais violentas e o incentivo à barbárie.
A imprensa nacional e internacional narra os factos como se fossem naturais, por vezes mesmo considerando-os justificados. É o politicamente correcto na sua melhor forma de esquerdismo oligifrénico. Imagine-se o contrário, com bíblias queimadas por mouros e ataques de retaliação dos “cruzados” cristãos. Uma náusea!
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Alexandra"
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O “Alexandra” era um cargueiro construído em 1884 por Mordaunt & Co., em Southampton. Quando entrou em serviço era o maior navio à vela a operar a partir do Tamisa – tinha 92,8 m de comprimento, 12,6 m de boca, 7,7 m de calado e 2521 toneladas. Em 1890, foi vendido,  recebeu novo nome – “Claverdon” – e passou a ter base em S. Francisco. Em 1893 e em 1902, quase naufragou ao passar no Cabo da Boa Esperança. Vendido a italianos em 1920, acabou abatido em 1923.
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AS GRANDES ÁRVORES DE WARTER


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David Hockney
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O CROMO DOS CROMOS

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ASAS DE PORTUGAL

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MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

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A pergunta é: vai o sexo masculino humano desaparecer? Ou seja, vão os homens extinguir-se? Matéria preocupante para a mulher!...
A maior parte das células humanas tem 23 pares de cromossomas, sendo um desses pares constituído pelos chamados cromossomas sexuais - na mulher dois cromossomas X e no homem um cromossoma X e outro Y. É este que tem o gene responsável pelo desenvolvimento do testículo e da secreção das hormonas masculinas.

A Professora Jennifer Graves, da Universidade Nacional Australiana, disse há tempos que, considerando o ritmo com que estão a desaparecer genes do cromossoma Y, é possível que este venha a desaparecer no curto prazo de 5 milhões de anos. Mais tarde, em 2003, o Professor Brian Sykes escreveu, num livro sugestivamente intitulado  “A Carreira de Adão”, que o prazo era ligeiramente mais curto: apenas 100.000 anos.
Estávamos nesta inquietação quando a Professora Jennifer Hughes e seus colaboradores, do Whitehead Institute, em Cambridge, Massachusetts, veio sossegar-nos. Na realidade, parece que afinal os homens não perderam nenhum gene no cromossoma Y nos últimos seis milhões de anos e, mesmo considerando os últimos 25 milhões de anos, a perda foi só de um gene.
Naturalmente, ficámos todos mais descansados.
Mais descansados, apesar de se desconhecer o que seria sem o cromossoma Y. Os ratos do campo, no Japão, não têm cromossoma Y e continuam a reproduzir-se e a viver saudavelmente. Talvez outros genes tenham tomado em mãos o trabalho do gene SRY, o tal que promove as características masculinas. A ser assim, ficamos duplamente tranquilos: não há-de ser nada de cuidado e, se for, prontes, talvez não esteja tudo perdido.
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GAIVOTAS EM TERRA

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MARIE COLVIN

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Dois jornalistas foram ontem mortos na Síria pela tropa dessa besta chamada Bassar al-Assad: a americana Marie Colvin e o fotojornalista francês Remi Ochlik.
Habituado a ler reportagens de Marie Colvin, a notícia chocou-me. 
A jornalista, nascida em Nova Iorque, tinha 55 anos e trabalhava há anos para o Sunday Times. Escreveu reportagens de múltiplos locais em guerra, desde o Kosovo à Chechénia, incluindo muitos países árabes. Em 2001, foi ferida no Sri Lanca, perdendo o olho esquerdo.
Em 2010, ano em que recebeu o "Foreign Reporter of the Year Award", dos "British Press Awards", disse: “A nossa missão é descrever todos os horrores da guerra, com rigor e sem preconceito. Mas devemos sempre interrogar-nos se a história vale o nível de risco". Neste caso, claramente não valia, porque já todos percebemos quem é Bassar al-Assad. 


SHELL DE DOIS

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(21-02-2012)
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Aldebaran"
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Construído em 1869, com o nome de “Concordia”, viria a ser vendido em 1897 a J.N. Rodbertus que lhe chamou “Aldebaran”. Tinha 46 m de comprimento, 8,3 m de boca e 4,8 m de calado. Não há muita informação sobre isso, mas foi cargueiro nalgumas fases da sua vida.
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APOTEMNOFILIA

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Há coisas extraordinárias que nos passam ao lado, mesmo aos que, em princípio, deviam conhecê-las. Acontece em todas as áreas científicas. Por exemplo, um síndrome neurológico chamado apotemnofilia. O nome é esquisito mas, mesmo assim, não suficientemente esquisito para a coisa que é.
Consiste a enfermidade em ter o desejo persistente de ver uma parte dum membro amputada. Por exemplo, o doente chega à consulta e diz convictamente ao médico: quero que me corte o braço esquerdo por aqui; e aponta com o dedo a linha acima do cotovelo onde quer que seja feita a amputação. E, se voltar ao fim de anos à consulta, repete o pedido e indica com enorme precisão a mesma linha que tinha indicado anteriormente.
Naturalmente que tais doentes frequentam quase todos consultas de Psiquiatria, rotulados de doentes mentais. O problema é que, como dizia no princípio, a doença passa ao lado, da maior parte dos psiquiatras. O Dr. Ramachandran, do Departamento de Psicologia e Neurociências da Universidade da Califórnia, conta a história dum proeminente reitor duma escola de Engenharia que, depois de reformado, pedia a amputação do braço e acrescentava que não o tinha feito antes porque não queria ser considerado louco na universidade.
A situação tem tido explicações freudianas e coisas assim, mas no Departamento do Dr. Ramachandran verificou-se que tem base fisiopatológica. Os doentes têm uma deficiência que é oposta, ou simétrica do síndrome do membro fantasma. Neste caso, depois duma amputação, o cidadão continua a sentir o membro amputado como se ele ainda lá estivesse. Na apotemnofilia, o cérebro é incapaz de reconhecer a parte do membro que os doentes querem amputar. Através de registos de imagiologia, verificaram os investigadores que, com estímulos acima da linha de amputação que os doentes indicam, há actividade cerebral normal. Abaixo da referida linha, nada se passa na imagiologia. E isso é motivo de enorme perturbação para a pessoa. De tal modo que, em regra, acabam todos amputados. Se têm recursos financeiros, vão a países do terceiro mundo onde, a troco de bom pagamento, lhes fazem a vontade.
Para terminar, segundo o Dr. Ramachandran, a doença tem incidência familiar significativa e não é tão rara como se pensa. Acontece é não ser referida por ser considerada uma doença mental sem interesse.
Ele há coisas!...
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CATEDRAL DE FLORENÇA

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(2005)
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O TEMPO ANTES DO "ANTES"



O Universo que conhecemos começou com o Big Bang há mais de 13 mil milhões de anos, a partir dum corpo mais pequeno que uma partícula sub-atómica. E antes desse corpo?
Santo Agostinho, há 16 séculos, explicou: o tempo foi parte da criação do Universo e não existia antes dele. Logo, não havia “antes”, antes da criação, segundo o teólogo!
No Século XX, Einstein chegou a conclusão semelhante com a teoria da relatividade. A massa tem influência no tempo. Na superfície dum grande planeta, com enorme massa, o tempo passa mais lentamente que num satélite desse planeta com menor massa. A diferença é mínima, mas existe. No momento do Big Bang toda a massa do Universo estava numa partícula de dimensão sub-atómica, isto é, colossalmente inimaginável. Com tão grande massa, o tempo estava parado. Logo, a pergunta do que existia antes do Big Bang não faz sentido porque nesse momento não havia tempo. A noção de “antes” e “depois” não fazia sentido.
Estamos tão habituados ao tempo, dimensão com que vivemos desde o berço, que não concebemos o Universo sem ele, como não concebemos a ausência simultânea de espaço, vácuo, das outras dimensões, e da massa. Em linguagem popular, temos a cabeça feita!
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CATEDRAL GÓTICA DE FLORENÇA

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"HMS Active"
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A fragata “HMS Active”, lançada à água em 1799, tinha 45,7 m de comprimento, 12,5 m de boca, 1058 toneladas e 38 canhões.
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PARA QUE SERVE O PRINCÍPIO ANTRÓPICO?

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A natureza parece perfeitamente vocacionada para suportar a vida. Podemos até dizer que parece completamente vocacionada para suportar a vida do homem. Uma pequena diferença nas condições do Universo, por exemplo a variação da distância da Terra ao Sol, poderia tornar a vida, tal como ela existe, impossível, incluindo a do homem. Esta é a teoria antrópica forte que alguns dizem ser prova muito importante da existência de Deus.
Mas há outra teoria antrópica segundo a qual as condições actuais são as ideais para suportar a vida como a conhecemos, incluindo o homem. Se as condições fossem outras, a vida seria diferente e os seres existentes estariam admirados com o modo como o Universo era vocacionado para os suportar, como se conheciam. É o princípio antrópico fraco.
A conclusão possível parece ser a de que a vocação para suportar a vida e o homem é resultado dum fenómeno natural e não uma estranha coincidência.
Naturalmente, algumas alterações das condições físicas do Universo poderiam impedir a existência da vida, homem incluído, e até das estrelas e planetas. E o facto de isso não acontecer pode ser encarado como prova da existência de Deus. Mas também, e simplesmente, como uma grande sorte!
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CANDEIA QUE VAI À FRENTE...

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ARRE BURRO!

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Durante a Primeira Guerra Mundial, mais de sessenta navios suecos foram afundados por minas e submarinos alemães no Mar Báltico, entre a Suécia e a Finlândia. Peter Lindberg, sueco especializado em procurar e recuperar destroços de navios, diz que alguns deles transportavam grandes cargas de bebidas alcoólicas. A sua empresa tem quatro projectos “alcoólicos” e espera recuperar 1.680 garrafas de champagne “Louis Roederer”.
Recuperar champagne a 60 metros de profundidade custa entre 10.000 e 15.000 euros por dia de trabalho, incluindo a busca, o mergulho e a extracção. Mas o Senhor Lindberg já tem experiência da venda de champagne “afogado”. Em 1998 vendeu, num leilão organizado pela Christie’s, 2.200 garrafas que encontrou na escuna sueca “Jonkoping”: algumas ao preço unitário de 3.500 euros. A receita total foi de 600.000 euros.
Há pataratas para tudo, até para comprar garrafas de champagne, mais que provavelmente marado, a 3.500 euros por garrafa. A saloiada é uma fatalidade no Homo sapiens, já sabíamos; mas tudo tem um limite!
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

BONITO DE SE VER

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VERY LARGE TELESCOPE

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Conhecer o Universo é saber quem somos, como começámos, onde vivemos, e o que espera o nosso habitat no futuro longínquo. Alargar o horizonte cósmico é a prática mais eficaz para consciencializar a nossa dimensão. Além de que é intelectualmente fascinante, mesmo quando tratamos de coisas elementares.
Por exemplo, a estrela "Próxima do Centauro", assim chamada porque é a estrela mais próxima do Sol, e consequentemente de nós a seguir ao Sol, e porque está na constelação do Centauro, a 4,2 anos-luz. Descoberta em 1894 pelo astrónomo escocês Robert Ayton Innes, faz parte dum sistema estelar de três estrelas, sendo sistema estelar um conjunto de estrelas que orbitam em volta umas das outras.
Estrela de muito pouca massa, é sete vezes mais pequena que o Sol. Tem tão insignificante massa que por pouco não era suficiente para fazer a fusão do hidrogénio no seu interior. A temperatura na superfície é "apenas" de 3.000 graus, cerca de metade da do Sol. Por isso é muito menos brilhante: 1/150 quando comparada com ele.
Com 15% da massa do Sol, muito prequena consequentemente, pertence à categoria M das estrelas anãs brancas. Com metade da massa presente, seria já um objecto sub-estelar, ou seja, sem massa suficiente para fazer a fusão do hidrogénio em hélio, a que chamam os astrónomos uma anã castanha. Está na fronteira entre as anãs brancas e as anãs castanhas, ou seja, a caminhar para a morte, coisa de que os cientistas gostam muito pela quantidade de informação que retiram da observação destas situações.
Tudo isto é extraordinário e mais extraordinário é ter conseguido saber tais coisas e muito mais. O conhecimento astronómico actual é completamente de cair de cauda; e é minha convicção de que poucos imaginam o avanço feito nos últimos anos nesta área. Consegue-se, por exemplo, datar corpos celestes a muitos anos luz de distância, através do cáculo do decaimento do carbono feito aqui, nesta Terra onde moramos! Se não visse isto escrito em publicações sérias, não acreditava! Garanto!
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INVICTA

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TRECHOS QUE VALE A PENA CITAR

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A respeito do documento, assinado por 30 personalidades, sobre a situação da Grécia:

[...] Um cidadão incauto tenderia a achar que os gregos, pelo menos os transtornados gregos da "rua" local, precisam de juízo e, com frequência, da cadeia.
As "personalidades" em causa discordam. Nas suas doutas opiniões, a violência em Atenas é uma "luta" contra o "cortejo de sacrifícios". A alternativa aos sacrifícios é uma "Europa solidária aos problemas sociais e aos direitos das pessoas". Dito com franqueza, o pandemónio grego justifica-se até que os países ricos da União voltem a patrocinar incondicionalmente as idiossincrasias laborais dos indígenas. Nas entrelinhas, adivinha-se idêntica receita para Portugal, cuja população deve irromper em fúria a fim de estimular a solidariedade dos contribuintes alemães.
Não se percebe porque é que os contribuintes alemães se hão-de maçar demasiado com, no limite, a destruição do Partenon ou dos Jerónimos. Percebe-se que as "personalidades" citadas não se prendam com trivialidades. De Vasco Lourenço a Boaventura Sousa Santos, passando por D. Januário Torgal e Carvalho da Silva, nunca qualquer dos 30 subscritores se notabilizou pela lucidez. A excepção é o primeiro subscritor, de sua graça Mário Soares, em tempos conhecido como o pai da democracia e hoje misteriosamente empenhado em ser o respectivo coveiro.

Alberto Gonçalves in “Diário de Notícias”
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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“HMS Agincourt”
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O “HMS Agincourt”, construído em 1796 nos estaleiros Blackwall Yard, era um navio de 64 canhões, a que chamavam na altura third-rate ship of the line. Tinha 52,63 m de comprimento, 13,21 m de boca, e 1.439 toneladas. Deixou o serviço activo em 1809. Foi convertido em navio prisão em 1812 e desmantelado em 1814.
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ARSENE WENGER

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Alguém sabe explicar como este fulano foi considerado o segundo melhor treinador do Século XXI, depois de Alex Ferguson e à frente de Mourinho?

FLAUTA DE PAN

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SOMOS OS MAIORES!...

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Uma das clássicas interrogações humanas prende-se com a existência de vida fora da Terra. É caso para dizer que é dos livros, e dos livros mais antigos, muito anteriores ao “rascunho da Bíblia”.
Primeiro, constata-se que existem muitos corpos celestes a orbitar estrelas semelhantes ao Sol, os chamados exoplanetas, sósias da Terra. Depois, é admissível, até provável, que as leis da Física e da Química nesses locais sejam as mesmas que nos regem na Via Láctea. Finalmente, o facto de a vida ter surgido entre nós tão cedo após a formação do planeta, é indício de que a biogénese é uma tendência natural do Universo, quando estão preenchidas as condições para a sua existência. Portanto, e concluindo um nadinha apressadamente, é quase certo que existe vida extra-terrestre.
Mas há vida e vida. Há a vida tout court e a vida inteligente: a do bacilo de Kock e a das mentes capazes de transformar materiais em instrumentos, ferramentas e aparelhos; e é nesta que se pensa habitualmente quando se fala de vida fora do Sistema Solar. Neste ponto surgem interrogações sem resposta.
Sabemos que a vida inteligente é fruto de longa, complicada e tortuosa evolução condicionada pelo ambiente. Seguramente, em nenhum planeta pode ter surgido um ser ab initio inteligente. Assim, a pergunta é: há exoplanetas com meio ambiente propício ao apuramento de seres inteligentes? Não sabemos. Mas, mesmo havendo, nada nos diz que, nessas condições, é só esperar pacientemente porque uma criatura inteligente acabará por aparecer. Isto é, não está demonstrado que a vocação da vida é a produção de seres pensantes como nós.
Admitindo que se formou outra vida inteligente além da nossa, qual é a probabilidade de virmos a contactar com ela? É praticamente nula! Fisicamente, não há velocidades superiores à da luz. A distância a astros onde teoricamente se pode admitir a existência de vida mede-se em milhares de anos luz. Então, blá, blá, blá.
É minha convicção que somos únicos no Universo. Nessa condição não somos o centro do Sistema Solar, como queria Ptolomeu, mas verdadeiramente, o centro do mundo, a mais importante centralidade cósmica que Ptolomeu nem sonhava.
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NRP SAGITÁRIO

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O “NRP Sagitário” é uma das quatro lanchas da classe Centauro, construídas nos Estaleiros navais de Mondego e no Arsenal do Alfeite. Com estrutura inovadora, de alumínio naval resistente à corrosão e custos de manutenção reduzidos, entrou ao serviço em 2001.
Tem tripulação de um oficial, um sargento e oito praças e pertence à Esquadrilha de Navios Patrulhas que fazem a patrulha costeira do Continente e, esporadicamente, da Madeira.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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“A.G. Ropes”
O “A.G. Ropes” foi construído em 1884, em Bath, Maine, Estados Unidos para servir como cargueiro. Tinha 78,7 m de comprimento, 13,6 m de boca, e 8,7 m de calado. Naufragou em 26 de Dezembro de 1913..

"DEEP TIME" AND THE FAR FUTURE

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O nosso Sol tem 4,5 mil milhões de anos e uma perspectiva de vida à frente de 6 mil milhões mais – ainda nem chegou à meia idade! Na Terra, a biosfera tem evoluído sempre, desde que começou a formar-se, há 4 mil milhões de anos. O homem é, ou considera-se, o ser mais diferenciado do planeta. Tão diferenciado que estima representar o cume da evolução. Independentemente das convicções religiosas, julgamos que a natureza chegou aqui e parou. Possivelmente porque consideramos não ser possível haver melhor!
Como se infiltrou esta ideia na nossa cabeça? Os seres vivos, homem incluído, evoluíram sempre durante 4 mil milhões de anos e agora há um que atingiu a perfeição e, para não estragar a obra de arte que se julga, cristalizou a perfeição! De gargalhada!
Darwin já tinha dito que nenhuma espécie viva conservará as suas características até um futuro distante. E o futuro distante do tempo de Darwin era muito mais distante que o do tempo actual, se se pode assim falar. Quer dizer-se que a probabilidade de ocorrerem mutações genéticas é agora bastante maior, e que a selecção imposta pela mais que provável luta para enfrentar meios hostis fora do nosso planeta irá condicionar e pressionar alterações morfológicas e funcionais no Homo sapiens. Se tudo vai mudar, incluindo o próprio Sol, poque ficaria ele igual?
Como é isto considerado do ponto de vista teológico, é matéria sobre a qual será agora prematuro especular. Já temos o problema da aquisição da alma no período evolutivo entre o chimpanzé e o homem. Com novas formas morfológicas e funcionais deste, antevêem-se outras polémicas teológico-filosóficas. A menos que o novo homem se revele um ser sem capacidade de polemicar.
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Este texto foi sugerido pela leitura do capítulo "Deep Time" and the Far Future, de Martin Rees, no livro This Will Make You Smarter, que recomendo vivamente a quem puder ler. Pode ser comprado on-line, na Amazon, por cerca de 10 dólares.
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URZE

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(Do blog "Horta à Porta")
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ALECRIM E MANJERONA

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- Major, segundo os serviços de informação, eles vão tentar infiltrar-se esta noite no nosso flanco Sul. Vamos deslocar para lá mais uma companhia do seu batalhão e pôr a unidade mais próxima de prevenção.
- Sim, meu coronel. Mas para que horas está prevista a ofensiva deles?
- Não sei, major. Provavelmente será depois de anoitecer.
- Meu coronel, isso é complicado porque nessa altura já é tempo de horas extraordinárias e os meus homens estão com dois meses em atraso. Não vai ser fácil deslocá-los para operações à noite.
- Major, temos que reforçar o flanco Sul, custe o que custar. Desenrasque-se.
- O meu coronel sabe que na 2ª companhia está o Vitorino, Presidente da Associação de Sargentos. O gajo tem o pessoal na mão e vai fazer com que eles se recusem a partir, por causa dessa chatice dos pagamentos em atraso.

Sempre que ouço os dirigentes das associações e sindicatos das forças armadas e da polícia, ocorrem-me cenas do tipo desta, que inventei agora mesmo. Chegamos a uma situação de opereta, digna
duma rábula do Solnado. O bem falante que preside à associação nacional de sargentos, e o inefável presidente da associação dos oficiais das forças armadas valem quanto pesam. Personagens de histórias aos quadradinhos de ficção, onde também entra Otelo e Vasco Lourenço.
Perguntar-se-á para que servem as associações. Em boa verdade, tal como existem, servem de forma de infiltração dos partidos de esquerda nas forças armadas e na polícia. O papel de instituições de apoio social aos militares e polícias, de formação cultural e profissional, de promoção de actividades lúdicas e recreativas e coisas do género, que deviam ser a sua vocação, nunca existiu ou, se existiu, ardeu, foi pelo cano, esfumou-se.
Hoje as associações estão concentradas em discussões de matérias técnicas que dizem respeito às chefias, em reivindicações sindicais que não fazem parte do seu pelouro, e em actividade política que não devia ser permitida, antes sancionada.
Não estou certo do que vou dizer, mas suspeito que as associações militares e policiais foram uma criação dos socialistas, na tentativa de controlar as forças armadas. Todo aquele pessoal cheira a esturro socialista: muita verborreia e acção zero. O presidente dos sargentos tem mesmo carinha de quem nunca deu um tiro.
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ICE CREAM

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A Estação de Vostok, um dos mais inóspitos lugares da Terra, com temperaturas que chegam aos 80 graus negativos.
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Nos últimos dias, tem-se falado muito nos media do facto dos russos terem conseguido chegar ao lago sub-glacial de Vostok, na Antárctida.  No continente gelado existem mais de 350 lagos sub-glaciais, uns com ligações entre eles, outros isolados, como o Vostok.
A água destes lagos mantém-se no estado líquido por efeito da pressão do gelo suprajacente  e do calor da Terra por baixo. Essa água é renovada, em ciclos muito longos, pelo congelamento e descongelamento da parte superior. No lago Vostok, a reciclagem de toda a água levará cerca de 10.000 a 15.000 anos. Contudo, pensa-se que na maior profundidade, a cerca de 800 metros da superfície, a água pode estar estagnada há milhões de anos. É um local excelente para procurar fósseis de mico-organismos desse tempo, bem conservados pela baixa temperatura.
E qual é o interesse disso? É claro que o interesse é de várias ordens, mas a maior importância decorre do facto dos cientistas pensarem que os lagos sub-glaciares da Antárctida são semelhantes aos que se pensa existirem por baixo da superfície de planetas satélites do Sistema Solar, como o Europa de Júpiter e o Enceladus de Saturno. Ao encontrar vestígios de vida com tal idade, e podendo estudá-los em profundidade com os recursos técnicos e científicos actuais, dá-se provavelmente um grande passo na compreensão do modo como a vida surgiu na Terra, eventualmente noutros planetas, e como terá evoluído. Não é exagero o facto do responsável pela exploração russa ter afirmado que, em matéria científica, obter amostras do lago de Vostok é tão importante como ter ido à Lua.
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JÁ VEJO TERRAS DE ESPANHA, AREIAS DE PORTUGAL

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"af Chapman"
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Construído em 1888, teve o nome de “Dunboyne” até 1915, quando passou a ser  “D.G. Kennedy”. Fazia viagens entre a Europa e a Austrália e costa Oeste da América. Em 1923, foi comprado pela Marinha da Suécia e, com o nome de “af Chapman”, serviu de navio escola. Fez a última viagem em 1934. Está agora atracado em Estocolmo,  transformado num hostel para jovens.
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QUEM TE MANDOU A TI...

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Cavaco Silva tinha uma visita programada para hoje à Escola António Arroio. À última hora soube que o esperava uma manifestação hostil dos alunos, com base numa ou duas das muitas palavras-chave da CGTP. Meteu o rabo entre as pernas e mandou anunciar que um “impedimento” impossibilitava a visita.
De acordo com o Diário de Notícias, em 17 de Janeiro de 2011, Cavaco terá dito num comício: "Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil". E o jornal Expresso: "Cavaco Silva incentiva alunos do privado a manifestarem-se". Os tempos mudaram!
É claro que a recepção preparada para hoje era uma total, completa e acabada manipulação da esquerda popularucha e demagógica; mas tal nem interessa porque é puro folclore. O significativo é haver agora espaço para a esquerda do quanto pior melhor preparar uma coisa como a planeada para hoje.
Cavaco nunca foi grande espingarda: é um anacrónico fusil de repetição; provavelmente de pederneira. É daquelas personagens que ganham imenso quando estão caladas e podem fazer grandes carreiras se souberem remeter-se ao silêncio. Mas Cavaco às vezes fala, quase sempre muito mal. Ao longo da sua carreira política, tem dito bastantes asneiras; só que em situações menos difíceis e o tempo se encarregou de as desvalorizar. Agora a conjuntura é complicada de mais para tão pouca chispa. Por isso já levou uma ensaboadela em Guimarães e hoje esteve a minutos de levar outra. A inércia que mantinha a esquerda em respeito acabou. A esquerdalhada espreitou o momento, quebrou a inércia e vai continuar a flagelar Cavaco em crescendo. Quem te mandou a ti, sapateiro, tocar rabecão?
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"E.N. MADEIRENSE"

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 O "E.N. Madeirense" chega a Lisboa esta manhã
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A CORRENTE ELÉCTRICA CORRENTE

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Falámos ontem de electricidade e da sua produção em centrais térmicas e de fontes alternativas. Perguntar-se-á agora: mas afinal que é isso da electricidade? Em boa verdade, toda a gente sabe; mas interessará relembrar alguns conceitos.
Começamos por recordar o que já referimos muitas vezes: a matéria é constituída por átomos que têm um núcleo onde estão arrumados protões, com carga positiva, e neutrões, sem carga eléctrica. À volta desta estrutura gravitam electrões, com carga negativa, em órbitas com a característica de se localizarem no espaço como se deslizassem sobre a superfície duma esfera. O número de protões é igual ao número de electrões, de tal forma que o átomo é neutro, sem carga eléctrica.
Quando o átomo perde um electrão, surgem duas entidades muito instáveis, porque fora da arquitectura normal da matéria: o ião, neste caso positivo; e o electrão isolado. Se o electrão encontra um ião positivo novo, instala-se nele. E se o ião encontra um electrão, capta-o e integra-o em si. Pode fazê-lo “roubando-o” a outro átomo.
Chegados aqui, diremos que a corrente eléctrica consiste numa sucessão de fenómenos deste tipo: ião positivo capta electrão, originando outro ião positivo que capta novo electrão, formando outro ião positivo que capta novo electrão, blá, blá, blá (ver Figura). A corrente eléctrica consiste na sucessão destes fenómenos ao longo dum condutor. Na realidade e, em síntese, consiste num fluxo de electrões ao longo do condutor.
Quando o número de iões positivos no início do condutor é muito grande, diz-se que a carga eléctrica é muito grande, podendo originar uma corrente forte. Quando o número é pequeno, blá, blá, blá.
A geração de electricidade consiste em criar iões positivos e electrões livres num corpo. Consegue-se, por exemplo, friccionando um pano de lã num metal, ou fazendo girar um íman no interior duma bobine de fios condutores.
Se uma matéria tem átomos difíceis de ionizar, como acontece com a borracha, o plástico e o ar seco, é má condutora, o mesmo que dizer que tem muita resistência. Se é fácil de ionizar, como o cobre, o alumínio e o aço, é boa condutora e tem pouca resistência.
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NEURO-FISIOPATOLOGIA VIVA

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(Clicar na seta em baixo à esquerda para começar com legendas em português)
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Jill Bolte Taylor é neuro-anatomista formada em Harvard e autora do best selling, editado pelo New York Times, My Stroke of Insight: A Brain Scientist's Personal Journey. Depois da conferência apresentada neste video, foi escolhida pela revista TIME como uma das 100 pessoas mais influentes no mundo, em 2008.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Linden"
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 O “Linden” é uma escuna construída em Mariehamn, na Finlândia, em 1992. Dedica-se a viagens de turismo e participa em regatas. Tem 48 m de comprimento, 8,6 m de boca, 2,8 m de calado e 632 m2 de velas.
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A BELA E O SENÃO

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 A produção de electricidade é a maior responsável  pela poluição do ar em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos, em 2007, 2,4 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono foram  produzidas pela combustão de carvão e gás em centrais térmicas. Tal representou 40% dos chamados gases com efeito estufa gerados nesse ano. A isto é preciso juntar a emissão de óxidos de azoto, dióxido de enxofre, e o consumo de água. Por isso, é importantíssimo o desenvolvimento da produção de electricidade a partir de fontes alternativas, nomeadamente as energias renováveis, assim chamadas porque nunca se esgotam - são eternas na perspectiva temporal humana.
Ditas as coisas assim, e habitualmente são ditas assim, insinua-se que a utilização das fontes alternativas de energia, ou seja, das energias renováveis, é imaculada ou impoluta. Não é verdade. São um bocado melhores, mas também têm inconvenientes.
Inconvenientes de duas ordens: efeitos nocivos do ciclo de vida e efeitos nocivos locais. Os primeiros dizem respeito a tudo que tem a ver com a produção, instalação e manutenção das centrais, coisa não despicienda. Desde a extracção dos materiais usados no fabrico de peças e estruturas, até à construção, transporte e conservação, tudo tem de ser contabilizado, para avaliar o que representa por ano de vida da central. Pense-se numa barragem hidroeléctrica e no cimento que é preciso fabricar e transportar, no ferro que é necessário preparar e levar para o local, na areia carregada, na actividade da construção ao longo de anos, blá, blá, blá. Problemas do mesmo tipo existem com as centrais eólicas, as centrais geotérmicas, especialmente com as fotovoltaicas, cujo fabrico é ambientalmente “sujíssimo”, e por aí fora.
Depois há os efeitos locais, de ordem ecológica, paisagística, cultural, religiosa e muitos outros. No Havai houve uma tremenda luta entre nativos e a companhia de electricidade que insistia em construir uma central geotérmica em área de caça dos indígenas, destruindo o habitat tradicional e mostrando completo desprezo pelo culto religioso local da actividade vulcânica. E que dizer do efeito das albufeiras das barragens e de paisagens de beleza natural esplêndida salpicadas de inestéticos moinhos de vento, armadilhas mortais para aves?
Em boa verdade, não há bela sem senão. É preciso cuidado! Há muitos a endeusar a beleza e a disfarçar o senão.
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CÁ TE ESPERO...

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'CURIOSITY'


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Em Novembro de 2011, o “Mars Science Laboratory” da NASA lançou um foguete com o rover "Curiosity", da base de Cabo Canaveral e apontado a Marte. Ainda em viagem neste momento, está previsto que chegue em Agosto à parte plana de uma grande cratera, depois da viagem de 254 dias. Destina-se a obter informação geológica sobre a superfície do planeta e averiguar se tem condições para suportar vida microbiana.
O vídeo aqui apresentado é uma animação muito interessante, realizada pelo Jet Propulsion Laboratory”, sobre a parte final da viagem para Marte, a aterragem e fase inicial do trabalho de investigação.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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“Leeuwin”
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O “Leeuwin” foi construído pela Australian Shipbuilding Industries Pty Ltd e lançado à água em 1986. Ém um navio de treino de jovens, propriedade da australiana Leeuwin Ocean Adventure Foundation”. Tem casco de aço, 55 m de comprimento, 9 m de boca e 810 m2 de pano.
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