domingo, 13 de outubro de 2013

HÖGERTRAFIKOMLÄGGNINGEN

.
.
O título deste post significa qualquer coisa como "mudança do trânsito para a direita"; e a fotografia em cima é do primeiro dia em que tal aconteceu na Suécia, 3 de Setembro de 1967.
Óh égua!... 
..
(Com colaboração de J. Castro Brito)
.

ASSASSINOS FORA DE MÃO

.

Falava há dias da "tragédia dos comuns" e da metáfora "Terra Salva-Vidas", de Garrett Hardin, relacionada—entre outras coisas—com os movimentos migratórios e a impossibilidade da Europa ter portas abertas à imigração. Haverá algum excesso de zelo no controlo da entrada no Velho Continente, mas a verdade é que este não tem capacidade para acolher a África em peso, sob pena de naufragar. Como dizia Hardin, seria a justiça completa e o desastre total, igual ao da metáfora.
Volto a isto porque João Pereira Coutinho escreve hoje sobre a matéria, muito a propósito,  depois de mais um desastre horrível no Mediterrâneo relacionado com a imigração ilegal, e diz coisas sensatas quanto a mim. Refere a recepção agressiva e com insultos a Durão Barroso, quando este visitou Lampedusa, em representação da União Europeia, para homenagear as vítimas. E pergunta se a culpa é só da Europa e das suas restrições aos emigrantes. Ou se quem começa a matá-los não são os governos corruptos que, pela fome ou pela catana, os enfiam em barcos medonhos. E também porque tanta gente arrisca a vida daquela maneira para chegar à Europa.
Na realidade, o Dr. Durão Barroso está mais à mão e é mais cómodo e expedito chamar-lhe assassino. Mas aos governantes dos países donde vêm aqueles infelizes e aos responsáveis por esses governantes serem os que são, quem é que lhes chama assassinos. Ninguém! Além de ser politicamente incorrecto, esses assassinos estão um bocado fora de mão.
.

FRASES

.


Passos até para Salazar perde: é que pior do que um ditador só mesmo um ditador incompetente.

Magalhães e Silva in "Correio da Manhã"

FANTASIA

.
.

DISTRIBUIR O MAL PELAS ALDEIAS

.

Ontem, Marques Mendes disse algumas coisas importantes, embora não seja necessário um laureado com o Prémio Nobel para ver que os factos são como referiu. Sobre os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014, lamentou que vá atingir alguns contribuintes, nomeadamente servidores e ex-servidores do Estado, e deixe incólumes as grandes empresas, Parcerias Público-Privadas e sistema financeiro. É urgente taxar essas instituições, como já se fez para o sector energético, em conformidade com os outros contribuintes, se não mais ainda. E também rever as pensões vitalícias dos políticos e as reformas dos membros do Tribunal Constitucional, sobretudo por questões de equidade.
Mete-se pelos olhos—até fechados—que isto é ser forte com os fracos e fraco blá, blá, blá. Mas não é bastante para explicar o fenómeno aberrante. Naturalmente, também se mete pelos olhos—até fechados—que há defesa de interesses instalados, capazes de influenciar as decisões tomadas, interesses verdadeiramente teratogénicos, capazes de provocar o aborto parido. Tal e qual!
Mas a parte mais delirante deste Orçamento é a que diz respeito à televisão. Fala-se em aumentar a taxa do audiovisual para subvencionar uma trampa na RTP que implica a criação de mais quatro canais. A RTP é conhecida pelo preço inaceitável que nos custa; e, em fase de cortes nos vencimentos e nas pensões, aumentam-se as taxas para a financiar. Que tal encolher a RTP?
.

AMARELA

.
.
(Não sei o nome)
.
Já sei o nome: Papoila californiana [Escscholzia californica (papaveraceae)] 

Ver comentário em baixo.
.

CADEIA COM ELES !

.

Numa entrevista publicada hoje, Mário Soares acusa membros do Governo de serem delinquentes. Diz mesmo que devem ser julgados quando saírem do executivo. O labéu é forte e, naturalmente, carece de comprovação.
O Governo, ou pede explicações e procede em conformidade, ou engole e cala. Calar—dizem—é consentir e, nesta circunstância, é assumir a afirmação do Dr. Soares como boa, facto preocupante. Mas há outro aspecto do caso, também a avaliar: é o Dr. Soares imputável em relação ao que diz?
Se avaliarmos pela audição que tem nos media, é imputável. Assim, ficamos expectantes quanto à reacção do Governo. Se calar, como penso vai acontecer, ficamos esclarecidos. Bué baril!...
.

sábado, 12 de outubro de 2013

OS GRANDES VELEIROS

.
.
Batalha de Camperdown (1797)
A pintura mostra o navio-almirante britânico "Venerable" 
em combate com o navio-almirante holandês "Vrijheid" 
.

FRASES

.


Celebridade é o que é conhecido por muitas pessoas que ele adora não conhecer.

Lord Byron

PRAIA DONA ANA

.
.
(Lagos, 29-06-2013)
.

ENVIADO OU SACANA ?

.

De forma pateticamente megalómana, na última entrevista de Passos Coelho na televisão—evento a cheirar aos velhos combates de luta livre no Parque Mayer, onde tudo estava combinado—a individualidade teve esta grande tirada:  "Se eu falhar a minha missão, é o País que falha." Coisa a cheirar a Shakespeare!
Não sei que mais disse, pois tive o prazer de não assistir, mas estou informado pela comunicação social quanto baste para me felicitar por não ter visto nem ouvido. Queria, contudo,  comentar a citada frase, pelo que informa sobre a personalidade do Primeiro-Ministro. Quem assim fala sente-se enviado da Providência a cumprir tarefa quase sobrenatural, ou lá perto, o que é preocupante.  O homem tem uma missão e o País está dependente da sua mestria para se salvar. Tal e qual!
Pacheco Pereira, que é maldoso e não embarca em conversas de embalar, é mais prosaico e tem outra explicação. Hoje, no "Público", escreve assim a propósito:

[...] Toda esta exibição de “o meu fracasso é o fracasso de Portugal” pode não passar de incutir medo, pressionar o Tribunal Constitucional ou de, pura e simplesmente, preparar uma saída baixa vitimizada caso o Tribunal não deixe passar qualquer lei com incidência orçamental.
Suspeito aliás, e não é de agora, que este plano de enviar legislação claramente inconstitucional para o Tribunal e receber o respectivo “não”, se destina a atirar para o Tribunal o ónus do falhanço próprio e preparar uma demissão do Governo. [...]

Não está mal visto, não senhor. Isto é, ou o homem se sente um enviado, ou o homem é um sacana. Pensando bem, vou mais para a teoria de Pacheco Pereira.
.

CANITO

 .
.
(Lisboa, 30-10-2012)
.

DISCURSO DIRECTO

.
[...] Os eleitores perderam a confiança nas promessas (como não podia deixar de ser) e percebem estar perante um modelo político e social que se desmorona aos poucos. Reagir com sucesso requereria a reforma do Estado que Portas disse que faria mas não faz e a reforma da política, que nenhum partido verdadeiramente pretende, talvez por medo de perder a posiçãozinha que, ainda assim, consegue. [...]

Henrique Monteiro in "Expresso"

BRUMA

.
.
(Lisboa, 31-01-2013)
.

SENHOR LADRÃO, POR FAVOR NÃO ROUBE O MEU CARRO—ROUBE OUTRO

.
 Manuel Alegre—lê-se nos jornais—classifica a intenção do Governo de cortar nas subvenções vitalícias dos ex-políticos como uma manobra contra os políticos e acusa o PSD, e sobretudo o CDS, de estarem a embarcar numa onda populista. Alegre é um dos 400 beneficiários desta subvenção. 
E acrescenta que se trata de uma manobra de diversão para desviar as atenções sobre a responsabilidade do PSD e do CDS nos cortes nos salários da Função Pública, nas pensões de reforma e, sobretudo, nas pensões de sobrevivência, o que é verdade.
Mas, chegados aqui, pergunta-se ao deputado socialista: depois dos cortes anunciados nos ordenados da função pública e nas pensões, acha bem que não se toque nas subvenções dos políticos? Aí reside o problema base. Parece muito mais justo cortar em tais subvenções, que não resultaram de nenhuma carreira contributiva, do que cortar nos funcionários e nos pensionistas. Ou não?
É nítido que o Governo, depois da cegada dos cortes inaceitáveis anunciados, não pode poupar os políticos "reformados" a martelo—só faltava isso! E, ao não poupar, pratica uma manobra de diversão. Mas tal manobra é imperativa à luz da mais elementar justiça. Injusto era esbulhar o cidadão comum e deixar políticos de fora, como parece que o senhor Alegre quer. O resto é conversa de encher chouriços.
.

RENÉ BERTHOLO

.
.
René Bertholo

Uma vida de secretária (1965)
Colecção Manuel de Brito
(Fotografia de 31-01-2013)
.

UM ANIMAL FERIDO

.

Pior que um animal feroz é um animal ferido. O feroz, como se auto intitulou José Sócrates, agia por impulsos, achava-se o único dono da razão e nunca admitia o erro. Conhecemos os resultados. O ferido, situação em que se encontra agora Passos Coelho, como já nada mais tem a perder, age em desespero, esbraceja aleatória e automaticamente apenas para tentar sobreviver. Não sabemos o que fará a seguir e temos de temer o pior. [...]

Assim começa a primeira parte de artigo de Filomena Martins no "Diário de Notícias" de hoje. É uma peça bem escrita e objectivamente lúcida que aconselho a ler. Pode fazê-lo aqui.
.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

OS GRANDES VELEIROS

.
.
"Thor Heyerdahl "

 Escuna de três mastros, com 49,83 m de comprimento, 
6,52 m de largura máxima, 2,55 m de calado e 830 m2 de velas.
.

ABSTRACTA

.
.

FRASES

.



Como todos sabem, Cristóvão Colombo ficou na História porque foi o último homem a descobrir a América.


James Joyce
.

OUTONO

.
.
John Joseph Enneking
.

VENHAM OS TERÇOS

.
Dizem os jornais que o corte nos salários da função pública e nas pensões poderão ser compensados no futuro. É baril a notícia porque ficamos muito mais tranquilos. Não é preciso muito para os pensionistas e funcionários serem ressarcidos. Vejam lá que só é necessário, em dois anos seguidos, o PIB ter crescimento nominal anual igual ou superior a 3% e o saldo orçamental ser inferior a - 0,5% do PIB nos mesmos dois anos!
Mas alto lá, que as coisas também não podem ser assim tão simples. Se, por obra e graça de Deus, aqueles dois factos ocorrerem, a compensação não vem logo de repente. Isso, não. No ano a seguir dão um terço, outro terço no ano segundo e mais um terço no ano terceiro. Só não está claro no anúncio do Governo se o terço é uma fracção do vencimento/pensão, ou um Terço do Rosário.
É fundamental esclarecer este ponto, pois a indústria de artigos religiosos tem de se preparar a tempo e horas. E, dado que  o crescimento do PIB de 3%—e até mais!...—está  quase a rebentar, não sobra muito tempo para começar a fazer contas—contas do rosário e não aritméticas, está bom de ver. É que são três anos a distribuir terços! Muita conta!
Ah ganda Lapin!...
.

ESBOÇO

 .
.

DISCURSO DIRECTO

.


[...] Cortar as pensões de sobrevivência vale 100 milhões de euros ao Orçamento do Estado. Montante igual seria facilmente conseguível com uma subida no escalão mais elevado do IRS ou a abolição completa das subvenções vitalícias dos antigos políticos. A vantagem disto é que provocaria muito menos sofrimento humano e seria no sentido certo: o da convergência entre quem tem e quem precisa.

José Diogo Madeira in jornal "i"

LETÓNIA


.

RÉ MAIOR

.

O jornal "Público" noticia hoje que o maestro Miguel Graça Moura viu confirmada pelo Tribunal da Relação a pena a que foi condenado pelos excessivos gastos pessoais feitos por conta da Orquestra Metropolitana de Lisboa, enquanto esteve à frente dessa instituição. Não comento o comportamento, nem julgo o maestro—isso compete aos tribunais—mas, a ser verdade o que se diz no artigo, o caso é verdadeiramente extraordinário.  
Mais extraordinário ainda é o facto do maestro, de acordo com a notícia, colaborar regularmente no "Diário de Notícias", com crónicas com títulos como "Incitamento assumido à revolta" onde se insurge contra gastos "com os salários e mordomias dos altos cargos públicos", "offshores",  "alguns salários de topo verdadeiramente pornográficos que deveriam envergonhar os seus detentores”, rebabá...
Dando como certo o que consta no jornal, é tudo de ficar de boca aberta. Ali se diz adicionalmente, ter incluído nas contas da Orquestra, entre outras coisas, a desbaratização da sua residência, a construção de uma piscina para uso pessoal e também um "vestido com padrões felinos"!
.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

OS GRANDES VELEIROS

.
.
"Admirable of Bideford"

Brigue inglês (1865)
.

SAN MIGUEL DE ALLENDE

.
.

VELAS AMAINADAS

.
.
(Lisboa, Setembro de 2013)
.

OS VASCOS DA GAMA DO SÉCULO XXI

.

O navio que se vê em cima chama-se "Nordic  Orion", tem 225 metros de comprimento e 75.000 toneladas. Aparece aqui porque chegou hoje à Finlândia com um carregamento de 15.000 toneladas de carvão, vindo de Vancouver, no Canadá, depois de ter passado pela passagem Noroeste do Árctico. É o primeiro navio desta dimensão a fazer a travessia daquela passagem. (ver o mapa em baixo e o percurso do navio marcada a ponteado vermelho)
Se tivesse feito a rota normal pelo Canal do Panamá, navegaria 1.000 milhas náuticas adicionais e gastaria mais 80.000 dólares em combustível. É obra! Mas nem tudo são rosas com a navegabilidade daquela passagem durante o Verão, depois do degelo provocado pelo aumento da temperatura do planeta. A navegação é perigosíssima, exigindo tecnologia e tripulações especiais, os seguros são muito caros e o tempo de viagem é imprevisível.
É possível que no futuro sejam organizados comboios para fazer a travessia assistida por quebra-gelos, pilotos locais dedicados àquela navegação e, pelo menos, um porto de apoio no meio do trajecto.

.
(Com colaboração de Pedro Masson)
.

RETRATOS

.
.
(Lisboa, Setembro de 2013)
.

D. AFONSO E AS SUBVENÇÕES VITALÍCIAS

.


O Governo quer cortar nas subvenções vitalícias dos políticos que ainda as recebem. O PS apoia, e muito bem. Interrogado o ainda líder parlamentar socialista Carlos Zorrinho se não acha que a medida é retroactiva, declarou ele que "poderá conter um pouco esse princípio".
Ficámos a saber que há medidas pouco retroactivas, medianamente retroactivas, muito retroactivas  e bué retroactivas. Estas últimas são as eventualmente aplicadas às subvenções auferidas por  D. Afonso Henriques, fundador da nacionalidade e pensionista da Caixa Geral de Aposentações per omnia saecula saeculorum. Baril!
.

CAROCHA

.
.

DISCURSO DIRECTO

.
[...] Quem é que, a não ser por tenacidade militante ou por insondáveis mistérios de fé partidária, poderá acreditar no que dizem certos governantes? Quem poderá acreditar nas suas promessas e garantias quando mentir já se tornou corriqueiro? As pessoas ouvem, com espanto e descrença, que hoje se diz uma coisa e amanhã o seu contrário, com a mesma cara e como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. [...]

[...] No estado de desconfiança geral em que estamos, é imperioso e urgente um acto de elementar higiene intelectual e moral. É absolutamente imprescindível termos à frente do país gente de coluna direita e que diga a verdade. Sempre. Meias verdades não servem. [...]


João Pedro Marques in jornal "i"
.

OS CORVOS

.
.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

OS GRANDES VELEIROS

.
.
"Tamar"
.

FRASES

.



Das guerras os homens querem conhecer as consequências, não as causas.


Seneca

FOTOGRAFIA

.

A TRAGÉDIA DOS COMUNS

.

Imagine-se um barco salva-vidas, com a lotação de 50 pessoas completa, no meio dum naufrágio e com a água em volta cheia com centenas de pessoas sem barco. Na melhor das hipóteses, o salva-vidas levará mais 10 pessoas, com muito risco. Que fazer?
Há, pelo menos, duas hipóteses. A primeira é não admitir mais ninguém, aumentando a hipótese de se salvarem as 50. A segunda  é deixar subir quem quiser para a embarcação até esta se afundar e morrerem todos. Justiça completa, desastre total.
A história original não é bem assim, mas esta é a essência e uma metáfora da autoria do ecologista Garrett Hardin chamada "O Salva-Vidas Terra". Como se torna evidente, Hardin compara a situação do naufrágio com o que se passa no mundo, nomeadamente no que respeita à imigração. Vem a propósito recordá-la, a seguir à tragédia—mais uma—de Lampedusa. Segundo ele, a entrada descontrolada de imigrantes na Europa, rapidamente afundaria uma população quase estagnada no continente, criando o quadro referido de justiça completa e desastre total.
Por outro lado, manter a Europa fechada como uma fortaleza seria por sua vez a injustiça total. No meio está a virtude mas, se há coisa difícil de atingir, essa coisa é o meio, no caso a imigração controlada. Mostra e ensina a experiência que os extremos se comportam como pólos magnéticos—é quase impossível resistir à atracção de um deles.  
Hardin era um pensador original e pouco ortodoxo. Dizia, por exemplo, que países pobres a receber  ajuda de países ricos criam cultura de dependência e nunca mais fazem o necessário para serem auto-suficientes. E também que o agricultor a cultivar a sua terra, trata-a bem e procura mantê-la fértil por muitos anos. Com a terra colectiva, o cuidado de evitar o  esgotamento desaparece e a produtividade morre. A este processo, que considerava inevitável, chamava "a tragédia dos comuns".  
.
.

JAGUAR

.
.

DE PÉ ATRÁS

.

O Governo anunciou que vai cortar nas chamadas pensões de sobrevivência. É isso muito importante para o Orçamento do Estado de 2014? Não é—poupança quase irrelevante.
E porque vem o Governo com esta medida destituída de sensibilidade social e com pouco impacto nas contas? Na realidade, ninguém percebe. Mas se é para desviar a atenção de outras coisas do referido Orçamento, bem mais importantes e também injustas, verbi gratia o corte nas pensões da Caixa Geral de Aposentações, a ideia é bem achada. Enquanto de discute uma proposta chocante, sem pés nem cabeça e fácil de suprimir, passa outra que não devia passar.
É isto confabulação? Talvez seja. Se for, é fruto da experiência anterior que já me deu volta ao miolo. Habituou-me o executivo de tal maneira  a estar sempre de pé atrás, que já não consigo pô-lo para a frente. Tenho a cabeça coxa.

LISBOA

.
.

OLHA PARA O QUE EU DIGO . . .

.

(O dedo em riste é típico)

O presidente do conferência episcopal polaca, arcebispo Jozef Michalik, afirmou hoje que os pais também são culpados em determinados casos de pedofilia, incluindo aqueles que envolvem elementos da Igreja Católica.
O comentário do representante eclesiástico surge após a denúncia de alegados actos de pedofilia envolvendo religiosos na Polónia, um dos países mais católicos da Europa.
Isto lê-se nos jornais. É possível que o arcebispo polaco tenha alguma razão, mas a pergunta é esta: não era melhor estar calado?
A pedofilia na Igreja é das coisas mais deprimentes para crentes e não crentes. Autêntico cenário de pesadelo. Podem existir milhares de causas de ordem sociológica e psicológica para ocorrer, mas nenhuma é tão repugnante e inadmissível como o papel dos elementos da própria Igreja na sua ocorrência. Estude o arcebispo todos os factores envolvidos na tara, mas cale a boca em relação a quem tem culpa. É uma questão de decência e pudor. Sobretudo de bom senso e humildade que Cristo apreciaria.
.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

OS GRANDES VELEIROS

.
.
HMS "Victory"
.

STAVENGER

.

FRASES

.


Se pensas em termos de um ano, semeia; em termos de dez anos, planta árvores; em termos de cem, ensina o povo.


Confúcio 

NÃO IDENTIFICADO

.
.