sábado, 15 de agosto de 2015

UNIFORMES

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'EVASION MAPS'

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Os mapas de evasão, também chamados mapas de seda (silk maps), foram feitos durante a II Guerra para militares dos aliados capturados pelas tropas do Eixo ou para as tripulações de aviões abatidos em território inimigo. Permitiram a fuga de muitos ingleses e americanos.
Eram estampados em tecido fino e podiam ser escondidos no calçado, no forro do fardamento, até num maço de cigarros. Não faziam ruído ao serem palpados, serviam para substituir material de penso e eram resistentes bastante para usar como garrote em feridos. Adicionalmente, os militares podiam assoar-se com eles!
Como curiosidade, a imagem mostra um Evasion Map com o Norte de Portugal e Espanha.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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ARS QUBICA

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No ensaio The Study Of Mathematics, Bertrand Russell escreveu: "A Matemática, quando bem vista, é detentora não só da verdade, mas também da beleza". A partir desta ideia, o animador espanhol Cristóbal Vila realizou o vídeo que se pode ver em cima, onde manipulando padrões e usando música, mostra como fazer arte com "esqueletos geométricos".
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AVIAÇÂO NA II GUERRA

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C-47's
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NÃO CANTOU A TEMPO

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Edgar Mitchell é um respeitável ancião americano, não só porque tem 84 anos de idade, mas também porque é reformado da NASA, tem os impostos todos liquidados em tempo e ainda porque foi o sexto Homo sapiens a pisar a Lua, onde permaneceu 9 horas, 22 minutos e 31 segundos, nos dias 6 e 7 de Fevereiro de 1971. É doutorado em Ciências pelo Massachusetts Institute of Technology, foi oficial da Marinha dos Estados Unidos e pilotou o módulo lunar na Missão Apollo 14. Um grande currículo, portanto, e não estou a ser irónico, nem me atrevia a isso, com a personalidade em apreço.
Mas Mitchell, já há alguns anos, tem uma particularidade endocraniana importante, qual é a de acreditar que há extraterrestres e que eles andam por aí, como Santana Lopes anda no PSD. O astronauta acredita, e afirmou-o há três dias ao jornal "TheMirror", que um povo extraterrestre esteve por cá a fim de evitar uma guerra nuclear.
Aliás, já afirmou publicamente a convicção—com 90% de probabilidade de estar certo—que muitos dos milhares de OVNIS avistados desde a década de 1940 eram de visitantes de outros planetas; OVNIS que teriam sido objecto de desinformação pelos governos, de maneira a desviar a atenção dos povos em geral e criar confusão para evitar que a verdade viesse à tona.
Longe de mim contrariar Mitchell sobre tal fé. Mas uma dúvida assalta-me ao ler estas coisas: será que quando vestiu o fato espacial com que foi à Lua terá apertado bem todos os botões e não deixou alguma abertura por onde lhe entraram eflúvios lunáticos para o encéfalo?
O facto é que a NASA nunca corroborou a conversa de Mitchell e os seus responsáveis já devem ter pensado que Mitchell foi à Lua porque não cantou a tempo. 
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VERDE-RUBRO

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DE QUE RIA ESTE JOVEM ?

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Ao contrário do que acontecia no tempo das negociações da Grécia com o Eurogrupo, Tsipras parece agora não rir irresponsavelmente, como se mostrou algumas vezes neste blog com  surpresa: (1) (2) (3).
É bom sinal? Provavelmente, sim. Significa uma visão realista e comportamento mais adulto perante o drama helénico.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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MORRA A INVEJA. PIM !

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Quado se encontra alguém com maior sucesso que nós numa qualquer actividade, pode isso não originar nenhum sentimento especial, provocar admiração, ou causar inveja. A admiração é considerada reacção nobre e manifestação de humildade, também ela digna de admiração. A inveja, ao contrário, é vista como inerentemente má, sensação de mortificação e mal-estar ocasionada pela observação de situações superiores ou vantagens possuídas por outrem.
Bertrand Russell escreveu que para o invejoso pode ser tão gratificante privar o outro dessas vantagens como consegui-las para ele.
Richard Smith, psicólogo da Universidade de Kentucky e estudioso do fenómeno da inveja, diz que há duas condições para ela nascer. A primeira é que a actividade que a provoca, seja  próxima da do invejoso. Uma bailarina inspirada não desperta nenhuma inveja numa advogada de sucesso, ou vice-versa. Depois disso, é preciso que os envolvidos não estejam muito afastados na escala do génio, se ele existir. O editor d'"O Dolicocéfalo" nunca pode ter inveja de Eça de Queirós, por exemplo, embora gostasse de a poder ter.
Mostra a experiência que a admiração inspira e melhora o desempenho. A inveja, pelo contrário, é um incómodo para os outros e um tormento para o invejoso.
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SERÁ VERDADE ?

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O vice-primeiro ministro norte-coreano, Choe Yong-Gon, foi executado por ter expressado frustração sobre as políticas do líder do país, Kim Jong-Un, divulgou na quarta-feira a agência noticiosa estatal sul-coreana, Yonhap, citando uma fonte anónima.

A morte de Choe Yong-Gon, a confirmar-se, será a segunda de um alto responsável do país reportada este ano após, em Abril, ter sido confirmada a execução do General Hyon Yong-Chol, anterior ministro da Defesa norte-coreano, por uma bateria antiaérea, com base numa acusação de insubordinação e por se ter deixado dormir durante uma cerimónia de apresentação de formalidades militares.

O referido lê-se na imprensa. Será possível um país com 25 milhões de habitantes estar entregue a um jovem que se permite coisas destas? Ou não é ele o responsável e outros escondem-se por trás da sua figura? Ou é mentira dos sul-coreanos?
É tudo tão anormal para um país com a história da Coreia, que custa a acreditar. 
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D. BRANCA VEZES TRÊS

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Lê-se no jornal que o presidente de uma empresa com sede nas Bahamas terá burlado mais de 1,8 milhões de pessoas em cerca de mil milhões de euros. 

Em Portugal também há vítimas. Algumas delas, que se queixaram na DECO, disseram que a empresa prometia um serviço remunerado a 350% ao ano, quase o triplo da "D. Branca".

A respeito, Armando Esteves Pereira dizia ontem no "Correio da Manhã": "Quem acredita que pode ganhar 350%, ou quer burlar ou está a pedir para ser burlado".
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DUAS RODAS

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A TERCEIRA IDADE DO UNIVERSO

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A maior parte da energia actual do universo surgiu com o Big-Bang. Mas posteriormente, muita da massa então criada originou mais energia através da fusão do hidrogénio nas estrelas, formando hélio.
Recentemente, uma equipa de astrónomos mediu a energia produzida em mais de 200 mil galáxias, incluindo 21 comprimentos de onda, desde o ultravioleta ao infravermelho. De acordo com os dados obtidos, a energia será agora cerca de metade da que existia há 2 mil milhões de anos, significando isso que o universo, com 13,7 mil milhões aproximadamente, está a morrer de morte lenta. 
Entrou na terceira idade, segundo parece. Sentou-se no sofá, pôs a manta nos joelhos e assiste tranquilamente à novela protagonizada pelos astros. O seu canal preferido, dizem, é emitido do planeta Terra, com produção e realização do Homo sapiens.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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AVIAÇÃO NA II GUERRA

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OS FOGOS DE VERÃO VIERAM PARA FICAR


Um dos factos preocupantes da época de Verão é o número de incêndios florestais que ocorrem por todo o lado. De acordo com as informações divulgadas, este ano já se registaram 10.340 fogos em florestas de Portugal—é muito fogo, convenhamos.
Naturalmente, tal número resulta de múltiplas causas, incluindo actos criminosos. 
Segundo a Polícia Judiciária, desde Janeiro já foram constituídos arguidos 60 homens e 5 mulheres, tendo hoje sido "caçados" mais 2. Considerando o número total de fogos (mais de 10 mil), é bem provável que os incendiários de má fé sejam muitos mais. Mas mesmo que o número seja 10 vezes superior, ainda ficam milhares de incêndios com outras origens. E a pergunta é: porque se incendeiam tantas florestas?
No site da Autoridade Nacional da Protecção Civil, lê-se que as causas são muito variadas, a maioria de origem humana, quer por negligência, como queimadas, queima de lixos, lançamento de foguetes, cigarros mal apagados e por aí fora, quer intencionalmente. Os incêndios por causas naturais, como as trovoadas, são excepcionais.
Portanto, embora haja muitos bandidos e tarados a atear incêndios, a causa mais importante parece ser a burrice. Significa isso que Portugal é uma terra de burros? Talvez seja, mas não se pode afirmá-lo usando o fenómeno dos incêndios estivais como demonstração. Digo isto porque em quase todo o mundo, se não mesmo em todo, acontece a mesma coisa.
Acho que o comum dos mortais não se apercebe do perigo que certos actos e práticas têm no deflagrar dos fogos—é o cigarro atirado pela janela do automóvel em marcha, o churrasco feito no local do piquenique, a utilização de máquinas agrícolas cujos escapes lançam faúlhas e mais um incontável conjunto de factos que se julgam inócuos.
Reconhece-se que é muito difícil inocular tal noção em todos os encéfalos da população e devemos estar preparados para o drama de que os incêndios florestais no Verão vieram para ficar por muitos anos. É quase garantido.
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GUARDA NACIONAL REPUBLICANA

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QUEM É SAMPAIO DA NÓVOA ?

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Eduardo Oliveira e Silva, o anterior director do jornal "i" e um dos jornalistas que prezo na imprensa portuguesa, escreve hoje no mesmo periódico sobre Sampaio da Nóvoa—pessoa por quem não nutro nenhuma simpatia, como já se percebeu—o transcrito a seguir. Cito-o porque me parece uma análise muito bem feita. Pode ler-se o texto completo aqui.

 [...] Sampaio da Nóvoa não atinge patamares mínimos de mobilização da sociedade civil e muito menos no PS, onde em vez de unir divide ainda mais um partido que está, manifestamente, à beira de uma crise de nervos e de uma subsequente depressão, dada a catastrófica pré-campanha eleitoral e os magros resultados de sondagens. Eanes, Soares e Sampaio de pouco ou nada valem face ao pandemónio no PS e à forma como ele afecta a marcha do antigo reitor da Universidade de Lisboa.
Sampaio da Nóvoa dificilmente conseguirá recuperar o fulgor inicial. A pujança primordial desapareceu. A ideia de que daria um grande Presidente esvaiu-se. A análise da sua imagem e do seu percurso não lhe dá necessariamente o estofo de Presidente. Até a sua especialidade académica é algo imperceptível, ainda que não se a discuta em termos de mérito e qualidade. A sua vida, as suas posições políticas não são conhecidas como eram as dos seus antecessores e são as dos seus eventuais opositores. É mesmo de esquerda? É comunista? É bloquista? É Syriza ou é PASOK? É Podemos, Ciudadanos ou PSOE? É ateu ou agnóstico? Alguma coisa o distinguiu antes do 25 de Abril?
Quem é, afinal, este cidadão de quem pouco ou nada se sabe quanto a vida familiar? E a sua candidatura é fruto da perseguição de um ideal ou o cumprimento de uma ambição pessoal fortíssima que soube “vender” primeiro a personalidades e depois a organizações partidárias ou parte delas?
Nóvoa é ainda um desconhecido apesar de ser para se projectar que avançou, queimando etapas depois de obtido um acordo tácito e implícito com António Costa. Sendo simpático e afável, não é comunicativo nem empolgante. Em rigor, não tem imagem pública. [...]
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'ADVENTURE OF THE SEAS'

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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SPAM

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SPAM era um tipo de carne de porco enlatada para a qual um grupo de humoristas criou mensagens publicitárias com que era "bombardeado" o público americano nos anos 30. Posteriormente e por isso, passou a referir-se a toda a publicidade enviada em massa. Actualmente, o termo usa-se quase exclusivamente para as mensagens publicitárias em e-mails que constituem uma das pragas da Net. Por esse motivo, há quem diga que SPAM significa Stupid Pointless Annoying Messages (mensagens estúpidas inúteis e Irritantes).
Quem usa o correio electrónico—quase toda a gente—sabe o horror que é abrir a pasta das entradas e assistir ao chorrilho de lixo que entra de imediato, a anunciar shampoo para carecas, comprimidos para impotentes, companhias femininas para homens sós, heranças de milionárias falecidas na Nigéria, prémios da lotaria do Tanganica e por aí fora. O problema é que a irritação daí decorrente leva muitas vezes a eliminar correio importante à mistura.
Mas hoje temos boas notícias. Enquanto o SPAM chegou a constituir noventa e tal por cento do correio em 2008, começou a decrescer depois disso e anda agora pelos 50%, com tendência para diminuir.
É provável que passe a receber menos heranças da Nigéria, menos pedidos de capitães americanos no Afeganistão para lhes guardar as poupanças, menos prémios na lotaria do Casaquistão, ou menos soluções de crédito, mas vai ter mais sossego. A menos que os partidos políticos comecem a enviar-nos propaganda eleitoral. Espero bem que não: antes o shampoo para carecas!
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PORTA 27 ( ALCOCHETE )

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(Com colaboração de Pedro Masson)
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NASCE O SOL NO 'FAR WEST'

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O astronauta Scott Kelly, actualmente na Estação Espacial Internacional, onde vai permanecer durante um ano (!), fez há 3 dias, dia 8, esta fotografia do nascer do Sol no Far West americano.
A Estação e a sua tripulação "navegavam" a mais de 350 km de altitude, à velocidade de 28 mil km por hora, o que lhes permite dar uma volta à Terra em 92 minutos e ver 16 nascentes e 16 poentes por dia.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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OS PRIMÓRDIOS DAS REDES SOCIAIS

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(Com colaboração de Fernando Pena de Sousa)
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SOU BENFIQUISTA MAS . . .

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....TENHO FAIR PLAY E SENTIDO DE HUMOR

. .(Com colaboração de outro benfiquista também com sentido de humor)
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COMEÇAR DE NOVO

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 O Editorial do "Público" de ontem tratava da dívida—não da pública ou das empresas, mas da pessoal e das famílias em Portugal e dizia muito acertadamente o seguinte:

[...] Antes da crise, os apelos ao consumo e ao endividamento espalharam-se como fogo na palha. Muitos milhares de pessoas, atraídas por tais apelos, compraram o que na altura pensavam que poderiam pagar. Mas, com o desemprego ou a diminuição de outros rendimentos, isso tornou-se impossível. E os credores recorreram a empresas de cobrança, a advogados, a tribunais, e dívidas que eram relativamente baixas engordaram como bolas de neve, num efeito sem retorno. Para milhares de portugueses este pesadelo mantém-se ainda hoje, com contas bancárias congeladas, salários parcialmente absorvidos em prestações de dívidas. Um pesadelo. [...]

Um pesadelo, de facto e o texto conta a seguir o que foi feito na Croácia, País com problema idêntico:

[...] O que fez a Croácia, face a um problema que só ameaça agravar-se e sem solução? Abriu um processo de “perdão” de dívidas até 5 mil euros aos cidadãos mais pobres, os que por isso tivessem contas penhoradas, um rendimento quase nulo e como único horizonte o abismo. [...]

E acrescenta:

[...] A ideia deste pioneiro programa croata, que terminou na passada sexta-feira e permitiu perdoar dívidas a uns 16 mil cidadãos (5% do total de devedores), é “começar de novo”, como se intitulou o programa, não é errar de novo. Se o sobre-endividamento continuar depois desta operação de “limpeza”, todos sairão a perder: os cidadãos e a economia do seu país. Pelo contrário, se tal acto permitir relançar as economias familiares e global em bases saudáveis, todos sairão a ganhar. [...]

Até aqui, está tudo certo. Tenho a certeza que nos países escandinavos, por exemplo,  o programa fazia faísca e dava bom resultado. Na Croácia, não sei porque não tenho informação bastante. Em Portugal, tenho dúvidas.
Talvez porque o perdão não é muito grande, abrangendo apenas dívidas até 5 mil euros, um universo de pessoas sem hábitos de consumo dispendiosos, é possível que tivesse sucesso. Na realidade, o problema maior do endividamento das pessoas e das famílias no nosso país penso que diz respeito a dívidas mais volumosas decorrentes da aquisição—além da habitação—de coisas não essenciais, como automóveis, electrodomésticos, viagens e por aí fora. Esse tipo de devedor português não tem cura. Pelo menos, o prognóstico é reservado. Mas também não interessa.
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domingo, 9 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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LUA-CHEIA

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FOI O PORTAS !

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O PS garantiu que os cartazes da propaganda pífia do desemprego não eram da autoria de Athayde. Fontes da direcção, por outro lado,  dizem que foi Vítor Tito, publicitário portuense. Mas Tito afirma que nada tem que ver com os cartazes. O mistério adensa-se. Afinal, quem pariu a brilhante ideia ?—perguntar-se-á.
"O Dolicocéfalo" investigou e ouviu fontes de informação fidedignas. Foi o Portas.
Portas, o maior especialista europeu em  submarinos, concebeu os outdoors e mandou uma equipa de submarinistas afixá-los pela calada da noite. Quando Costa acordou, até achou bem. Mas o processo estava armadilhado e rebentou-lhe nas mãos. Malandrice!... Ganda Portas!
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CHICAGO ANOS 30 ?!

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É A URBANIZAÇÃO CONTRA-NATURA ?

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A humanidade na sua origem vivia dispersa em espaços imensos, agrupada em pequenos núcleos. Durante a maior parte da sua existência, o homem não se encontrava com mais de poucas dúzias de pessoas, havendo situações frequentes de quase total solidão. Aparentemente, isso fazia parte  da sua natureza.
Contudo, nos últimos séculos assistiu-se à urbanização progressiva, com organização de concentrações maciças de gente. Tornou-se comum viver em locais onde nos cruzamos diariamente com dezenas ou centenas de pessoas que nunca vimos e não conhecemos.
Naturalmente, o fenómeno da urbanização tem explicação fácil. Há razões óbvias, de natureza económica e social, para que ocorra. Mas a pergunta é se não se trata de comportamento contra-natura; ou seja, não estamos a contrariar um comportamento individual instintivo em nome de algumas vantagens sociais?
É óbvio que a pergunta é complicada e a resposta muito mais. O que faz suspeitar da eventual inaceitabilidade do fenómeno do ponto de vista da psicologia individual é a velocidade com que a urbanização se desenvolveu. Depois de milénios de pequenos núcleos populacionais, em poucos séculos nasceram urbes com populações de milhões de habitantes. Consultando o Google (sempre ele!), pode constatar-se que há uma dúzia de cidades no planeta albergando mais de 10 milhões de habitantes, com Xangai à cabeça, quase com 20 milhões.
É isto natural? Não é, seguramente. Do exclusivo ponto de vista biológico, é uma violência imposta ao Homo sapiens que colide com a sua condição original de caçador recolector, sacrificada pelo crescimento populacional. Começou com a agricultura e acabou na situação protagonizada por Charles Chaplin no filme "Tempos Modernos", situação em que ainda vivemos.
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ESTRADA DE BENFICA

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Sabor a filme português do Século passado
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UMA PERDA IRREPARÁVEL

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sábado, 8 de agosto de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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UMA IMAGEM PARA HOJE

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RETRATO

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@ NET E O MUNDO @CTUAL

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Há não muitos anos, no tempo de vida de muitos como eu, a carta e o telefone eram os únicos meios de comunicar à distância disponíveis para o cidadão comum. Dentro do mesmo país, uma carta escrita a um familiar ou amigo podia ter resposta, se as coisas corressem bem, numa semana aproximadamente. Os computadores e a Internet mudaram tudo e revolucionaram a sociedade duma forma de que as pessoas raramente se lembram. Não falo dos jovens que já nasceram com um computador na mesa de cabeceira, mas dos jovens do meu tempo.
Quando duas pessoas em lados opostos da Terra comunicam pelo Skype, não só ouvindo-se mas vendo-se uma à outra, estamos perante uma coisa parecida com um milagre. A vida mudou à velocidade da luz. Comparadas com isto, as viagens de avião a jacto têm sabor a corrida de tartarugas, e são adicionalmente chatas e caras.
O poder da Internet expandiu o campo de acção pessoal até aos antípodas e deu-nos acesso a ilimitado meio de informação, colocando o universo ao nosso dispor num pequeno monitor em casa, na rua, nos transportes ou na praia.
O Google é o fiel depositário de tudo quanto é conhecimento, desde o horário dos comboios, às farmácias de serviço, à Teoria Geral da Relatividade de Einstein e aos discursos do Nóvoa.
Depois disto, para melhor, só falta a transferência electrónica do corpo humano daqui para a Patagónia para visitar os pinguins de manhã e vir à tarde almoçar ao Tavares Rico.

Nota—o post em cima é uma laracha sobre um tema sério e foi inspirado por um texto publicado no "AEON Ideas" que pode e deve ler aqui.
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UMA VIDA LITERALMENTE NUM TÚNEL

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COMPULSÃO RODOVIÁRIA

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Dizem os jornais que as auto-estradas construídas a Sul do Tejo, nos anos de ouro dos fundos comunitários, não registam tráfego suficiente para justificar a sua existência. O número de viaturas que as percorre diariamente não chega para suportar a manutenção.
A conclusão baseia-se num  estudo feito por Jorge Paulino Pereira, professor de Vias de Comunicação no Instituto Superior Técnico e Ana Guerreiro, engenheira civil com actividade na área das infra-estruturas viárias. Os autores do estudo opinam que a construção foi baseada em previsões optimistas de tráfego e também na vontade dos políticos em fazerem obra.
E aqui é que a porca torce o rabo porque fica por explicar o que é a "vontade de fazer obra" dos políticos. Dizem os dicionários, entre outras coisas, que vontade é a faculdade comum ao homem e a outros animais pela qual o espírito se inclina a uma acção. Portanto, o espírito dos políticos inclina-se à acção de fazer autoestradas, inclinação inesperada.
O que os leva a fazer autoestradas e não colheres de pau, renda de bilros ou chupa-chupas? Seguramente uma compulsão psíquica mal esclarecida, a merecer melhor atenção das autoridades sanitárias. É que a dependência da construção de autoestradas e outras obras públicas começa a constituir um problema complicado para o erário público e, se calha, até tem tratamento médico. Quem sabe?
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ARTE RUPESTRE

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