quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ROLLS ROYCE 2010

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A ÂNCORA ARADO BPN

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Vai haver eleições para Presidente da República. Não estamos e estamos em campanha eleitoral mas, seja o que for, é uma bacoquice inenarrável, com figuras de quarta categoria, como esse tal Defensor que ainda não sei se defende Moura ou se é defesa central chamado Moura, e as mentes eleitorais esgotaram. Não há nada a fazer. Esgotaram.
Então, surgiu aquela coisa de que falava eu ontem: a âncora! Os candidatos lançaram o ferro e fundearam no pântano chamado BPN. E dali já não saem até ao dia de reflexão pré-eleitoral. Que grande mote deu Cavaco aos concorrentes cuja imaginação tinha secado, qual fonte na canícula. Abençoado BPN!

O mais alegre, é Alegre. Ganhou novo fôlego o vate, exausto que estava depois de meses a fio a debitar banalidades e ridicularias. Agora tem tema, coisa que não havia ainda encontrado. E tornou-se incisivo e contundente o poeta: tal como o governo justifica o corte nos salários dos funcionários com o interesse público, Alegre considera de igual interesse  saber a quem Cavaco vendeu as acções do BPN. Assim, exactamente!

Não imaginava Oliveira e Costa e a camarilha acompanhante que iriam prestar tão importante serviço a tanta gente. Mas prestaram e a recuperação do BPN está, eventualmente, a servir de instrumento para beneficiar alguém, inclusive a Caixa Geral de Depósitos e os socialistas, segundo Fernando Ulrich. De acordo com o banqueiro, o problema do banco falido poderia já estar resolvido e quem deveria ser ouvido era Sócrates e Teixeira dos Santos. Aliás, Lobo Xavier já tinha insinuado o mesmo no programa “Quadratura do Círculo”.

Mas serve este post de aviso aos leitores: preparem os pavilhões auriculares para, daqui até ao dia 21 de Janeiro de 2011, não ouvir falar de outra coisa que não a âncora/filão BPN, genuinamente uma âncora arado para cavar a sepultura das candidaturas todas.

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IMAGENS DE 2010

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Estados Unidos: num C-17, a caminho do Afeganistão
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China
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Hohenstein-Ernstthal, Alemanha
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.Vietnam
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Nova Iorque
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West Point
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

SOPHIA LOREN POR ALFRED EISENSTAEDT

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PRESIDENTES NABOS PULGÔES E OUTRAS PRAGAS

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O candidato independente Fernando Nobre está descontente com o rumo da campanha presidencial porque os ataques pessoais tomaram o lugar do debate de ideias. Para tomar o lugar de alguma coisa, é preciso que alguma coisa exista antes e debate de ideias nunca existiu; digo eu. Mas Nobre, em quem provavelmente vou votar à falta de melhor para “cumprir o dever cívico”, sempre foi acrescentando que «Cavaco Silva devia nesta fase explicar a quem comprou e a quem vendeu as acções do BPN, com 145% de lucro». Eh, eh, eh... Não gosta de ataques pessoais, mas vai deitando “Cavacos” no lume para não se apagar.

Cavaco levantou a lebre para entupir Alegre, e quem ficou entupido foi ele. Não foi brilhante a ideia de lembrar o BPN, não senhor. Cavaco Silva é sério e presumo que sabe alguma coisa de Finanças e Economia. Digo presumo e digo bem: as credenciais académicas deixaram de me impressionar. Mas ser sério já é bastante bom em Portugal. Politicamente, é um nabo. Como nabo genuíno, está a ser atacado por pulgões, prontes. Li algures que se trata isso com sulfato de nicotina: estranho sulfato este!...
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COTOS DE AMPUTAÇÃO

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Curia, Dezembro 2010
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A ARTE DE FUNDEAR OU LANÇAR FERRO

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A âncora é um instrumento náutico com utilidade específica e conceito que encerra conteúdos  numerosos: o lugar comum é a âncora do discurso, o amor pela terra é a âncora que mantém o agricultor agarrado à arte de empobrecer alegremente, a paixão impossível é o sentimento que prende o solteirão ao celibato, blá, blá, blá... Usada na literatura, seja prosa, seja verso, é objecto de decoração e símbolo dos que fazem a vida no mar.

Começou por ser tosca, com forma de enormes calhaus descartáveis, por impossibilidade de serem içados depois de lançados ao fundo, evoluiu, e a sua concepção e fabrico transformou-se em ciência e arte exigente para a imaginação e criatividade, o que se traduziu ao longo dos séculos em múltiplas formas e técnicas de conceber o efeito “âncora”, ou para dizer melhor, de “fundear”, como os marinheiros chamam ao lançamento da âncora, também conhecida por “ferro”.

A que vemos nesta fotografia, à porta de um restaurante como objecto decorativo, é do tipo ordinário ou “Almirantado” e é das mais comuns. Mas outras existem com propriedades diferentes, adaptadas ao tipo de embarcação, ao fundo onde opera, à perícia dos mareantes, etc.
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DA MINHA JANELA

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Cascais
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COISAS QUE CIRCULAM NA NET

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Este diploma circula na Net e é, alegadamente, o diploma passado pela Universidade Independente a José Sócrates. Tem um pequeno problema, a ser genuíno: a data é de 26/08/1996 e, no rodapé do impresso da Universidade, o telefone já tem o indicativo de Lisboa (21), coisa que só começou em 1999, e o código postal tem 7 algarismos (1800-255), o que só entrou em vigor em 1998!

(Colaboração de Fernando Pena de Sousa)
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POIARES BAPTISTA

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Sur le Chemin de l'Hôpital St. Louis
(Canal St. Martin)
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"MALHAR" NA MERCKEL

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Hoje é Terça-Feira e dia, graças a Deus, de ler o Dr. Soares no "Diário de Notícias", o que preenche a minha semana em termos de alimentação intelectual.

Como é indispensável, esperado por todos, e tão regular como um relógio suíço, lá vem "malhar" nos «dirigentes conservadores da Alemanha e da França», com particular desvelo na Senhora Merckel, personagem que deve povoar os pesadelos do Dr. Soares. E, natural e óbviamente, fala dos "mercados" e diz: «Os mercados, uma vez perdida a ilusão da especulação com o euro, sobretudo nos países mais visados, a Grécia e a Irlanda, ou param ou continuam. A continuar, o "nervosismo" dos mercados (como se diz, para evitar a palavra especulação), os próximos seriam Portugal, Espanha e talvez a Bélgica.»
Curiosamente, li isto pouco depois de ler António Barreto - e peço desculpa a António Barreto por misturar os seus escritos com a conversa do Dr. Soares. Escreve Barreto: «Adiar as decisões difíceis, pensar sempre a curto prazo, prometer o impossível, recorrer à demagogia como regra da política, comprometer o futuro e culpar os outros (os mercados internacionais, os banqueiros, os países europeus, os americanos, as multinacionais, os ambiciosos, os especuladores...) parecem ser hábitos da política portuguesa.»

É verdade, Dr. Soares, a culpa é nossa, não da Senhora Merckel, que não pode sobrecarregar os contribuintes alemães para socorrer gente que não se governa. Nem está disposta a aturar patetas que não cumprem aquilo com que se comprometeram e ambicionam viver à custa do erário público germânico, em nome da solidariedade europeia.

O fragmento citado de António Barreto vem na sequência de outro onde diz: «Numa reflexão sobre as eventuais consequências sociais e políticas da adesão de Portugal ao Euro, escrevi então que uma das vantagens residia na necessária disciplina financeira a que os governos portugueses, nessas novas circunstâncias, se deveriam submeter. Pressionados e vigiados pelas instituições europeias, pelos governos e pelos mercados, os políticos portugueses teriam, pensava eu, um enorme cuidado na sua gestão financeira e económica, evitariam disparates e refreariam a sua atávica inclinação para a demagogia. Reconheço hoje que se tratou de optimismo não fundamentado. Na verdade, passados estes anos, verifico que essa disciplina não foi eficaz. Por várias razões de ordem interna (a que não são estranhos termos como demagogia, irresponsabilidade e incompetência), as autoridades portuguesas e os vários governos que se sucederam desde 1998 persistiram nas políticas de despesa pública excessiva, de apoio à expansão desregrada de crédito e de fomento exagerado do consumo público e privado. Sem esquecerem as grandes obras majestáticas e os compromissos tomados a longo prazo que hipotecam o futuro das novas gerações.»

Voilá! Isto é a realidade portuguesa. O resto é conversa, ou de cigano, ou de demagogo, ou de socialista – provavelmente as três coisas em conjunto.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

KODACHROME

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Na passada Quinta-Feira, 30 de Dezembro de 2010, foi revelado o último rolo fotográfico Kodachrome, criado em 1935 e conhecido pela qualidade da cor. Na fotografia em cima, Leopold Godowsky Jr. e Damrosch Mannes, os inventores da película Kodachrome.
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ENTRE ASPAS

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[...] «Apesar da pose inicial de estadista reformador, Sócrates viu-se logo envolvido num espectacular ardil para fugir da solene promessa eleitoral de não aumentar impostos. A surpresa indignada perante o que todos sabiam, o nível do défice, e a comissão técnica justificativa da cambalhota foram criações magistrais no género.

Este foi apenas o primeiro episódio de longa novela de ficções e patranhas. As questões financeiras permaneceram tema favorito, até ao rosário de PEC de 2010. A descarada desorçamentação e contabilidade criativa para sustentar projectos favoritos, como energias renováveis, distribuição de computadores e outros devaneios, escondem pesadíssimos compromissos sobre o futuro. Sobretudo as parcerias público-privadas, em que se apostou como nenhum governo do mundo, representam uma bomba de relógio fiscal que ultrapassa toda a nossa multissecular história de desregramento.

Nem só de dinheiros viveu a aldrabice. Todos os campos da vida nacional estiveram, mais ou menos, debaixo da sombra da falsidade. Das graves acusações na sua vida pessoal às supostas reformas corajosas que não mudavam nada, foram cinco anos de encenações, enredos e miragens. Claro que se tomaram medidas importante e foram feitas mudanças estruturais. Mas até essas tinham de vir sempre envolvidas em pretensões exageradas e roupagens fantásticas.» [...]
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João César das Neves in "Diário de Notícias"
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FRANZ SCHUBERT

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Impromptu op 142 nº 3
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Valentina Lisitsa toca num piano "Imperial Bosendörfer", cujo som é excelente, mesmo para quem tem ouvido duro.
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PIOR QUE UM ATAQUE DE OBSTIPAÇÃO

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Cavaco Silva, Presidente da República e candidato ao mesmo, disse hoje na Madeira:

"Há uma coisa que quero deixar bem claro aos portugueses e, em particular, aos madeirenses: exercerei uma magistratura activa para que Portugal encontre o rumo do futuro, que abra uma janela de esperança para aqueles que enfrentam situações difíceis causadas pela actual crise”.

Muito bem. Não queríamos ouvir melhor. Assim, sim!

Apenas uma questão assalta o espírito dos portugueses: porque não o fez já Cavaco Silva, de modo a não cairmos no buraco em que estamos?

Talvez porque exige um esforço ciclópico, como diria Marcelo Caetano. Olhem para a cara do Presidente na fotografia do “Diário de Notícias” e percebem que vai ser de "rebenta canelas".
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OPPENHEIMER POR EINSENSTAEDT

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Este é Julius Robert Oppenheimer, professor de Física na Universidade da Califórnia, mas mais conhecido por ter sido Director do Projecto Manhattan, que desenvolveu as bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Além doutras razões, que são muitas, para estar aqui e em diversos lugares, acontece que esta fantástica fotografia é de Alfred Einsenstaedt, famoso fotógrafo da revista LIFE que fotografou todo o mundo importante, ele também uma celebridade.
A imagem é de 1947, Oppenheimer tinha apenas 43 anos, mas era já um nome para figurar em lugar de destaque na História Universal. Curiosamente, parece ainda mais novo na fotografía.
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UM ESPANTO!

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Onda quase quase hertziana
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ALGÉS

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Av. Marginal
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SUCH A ROBBERY!!

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O Tribunal de Contas fez mais uma auditoria ao Ministério da Saúde, Deus o abençoe! Desta vez foi ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH). E então? Pacho a echepelicar:

Em dois anos, três directores comerciais receberam 130 mil euros de prémios por objectivos que não foram atingidos. Não estou a inventar: o Tribunal é que o afirma.
Mais de 11 mil euros foram pagos a outros colaboradores e o trabalhador do ano [???!!!], já antes premiado, recebeu mais de 12 mil euros. Não estou a inventar... o Tribunal...
Foram pagas despesas de representação 14 vezes no ano o que é ilegal, e significa que os beneficiados nas férias e no Natal gastam o dobro em “representação”!!! Não estou a... o Tribunal...
25 viaturas foram distribuídas a administradores e colaboradores para fins não exclusivamente profissionais, com custo mensal em renda até 1.150 euros. Não estou... o Tribunal...
No meio disto tudo, o SUCH apresentou resultados líquidos negativos de 4,4 milhões de euros em 2008, e 5 milhões em 2009. Não... o Tribunal...

O serviço foi criado em 1965 para obter o melhor rendimento económico dos hospitais. Converteu-se, como se vê pela autópsia, perdão porque infelizmente ainda não morreu, pela auditoria do Tribunal de Contas, Deus o abençoe (ao Tribunal), num local de pilhagem do erário público que está a saque.
E porque está a saque o erário público, porquê? Porque ninguém controla nada e, se controla, finge que não vê por razões insondáveis, ou seja, razões onde não entra sonda nenhuma. E porque não entra sonda, porquê? Isso não posso echepelicar, mas também não é preciso porque já todos perceberam.
Este é o Serviço Nacional de Saúde universal e tendencialmente gratuito que enche a boca do Senhor Engenheiro Sócrates, e a boca, a faringe, o esófago, o estômago, o duodeno, o jejuno, o íleo, o cólon ascendente, o cólon transverso, o cólon descendente e a ansa sigmóide, até ao vazadouro, do candidato Alegre.
Palavras, palavras e mais palavras: mais nada: só palavras! Que fartura!
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domingo, 2 de janeiro de 2011

PRIMAVERA/VERÃO 2011

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Cores fortes
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RENÉ GUAU

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René Gruau desenhou este poster para a publicidade dos perfumes Dior
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FOTOGRAFIA DO DIA

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A preparar o salto
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FRÉDÉRIC CHOPIN

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Polonaise héroïque op 53
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As mãos de Valentina Lisitsa e o som que tiram do piano são o espectáculo para ouvir, ver e rever muitas vezes. Dá muito trabalho ter génio. 
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O DUARTE PACHECO DO SEC. XXI

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O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, afirmou hoje em Gondomar que estão a ser reavaliados todos os projectos em curso no país. “Temos de ter presentes as restrições actuais que o país atravessa”, acrescentou.

É uma ternurinha o António: Temos de ter presentes as restrições actuais que o país atravessa! Assim mesmo: as restrições actuais! Há pouco mais de um ano, quando tomou posse e falava de aeroporto, TGV e outros delírios, e ainda há menos tempo, quando assinou o contrato de construção dessa coisa da alta velocidade para ir de repente do Poceirão a Caia, não havia restrições financeiras. Não senhor! Era um país de sucesso, com finanças sólidas e gestão de encher a Suíça de inveja. Foi como se uma inesperada avalancha, que António não esperava, tivesse desabado sobre a Pátria. Ah ganda António!...
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O ANO COMEÇOU BEM

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Quebrou-se o enguiço.
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Eh, eh, eh...
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MAS NÃO CONTES A NINGUÉM

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IN HOC SIGNO VINCES OU HISTÓRIA ÀS GOTAS

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Flavius Valerius Aurelius Constantinus, mais conhecido por Constantino o Grande, foi imperador romano de 306 a 337. Nascido em Nis, na ex-Jugoslávia, filho de Constantius Chlorus, mais tarde Constantius I, e de Helena, futura Santa Helena, combateu com o pai na Bretanha, onde se tornou famoso entre a tropa que fez dele imperador depois da morte de Constantius. Fundador de Constantinopla, actual Istambul, fica na História por ter sido o primeiro imperador romano católico.

Diz-se que uma noite, na véspera de enfrentar em combate Maxentius, seu rival na Itália, sonhou que Cristo lhe apareceu dizendo para colocar as letras iniciais do seu nome nos escudos da tropa (XP em grego). No dia seguinte, Constantinus viu uma cruz sobreposta no Sol e as palavras in hoc signo vinces (com este sinal vencerás). Vitorioso sobre Maxentius na Batalha da Ponte Milvio, foi considerado salvador do povo de Roma pelo Senado e converteu-se ao Cristianismo, pondo fim às perseguições dos cristãos.
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sábado, 1 de janeiro de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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"Antigua"
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O “Antigua” foi construído em 1957, nos estaleiros de Thorne, Yorkshire (RU), para a pesca, mantendo-se em tal serviço por muito tempo. Entre 1993 e 1997, foi reconstruído e transformado num belo navio de cruzeiros à vela. Olhando para ele, com todo o conforto dos navios de cruzeiro, é difícil imaginá-lo na árdua tarefa da pesca. Tem 16 camarotes duplos e faz viagens no Mar Báltico e no Mar do Norte com bandeira holandesa.

O comprimento é 49,5 m, a largura 7,23 m, e o calado 3,3 m. Motor auxiliar de 400 hp e 750 m2 de pano. Velocidade máxima, só com vela, de 9 nós.
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LUDWIG VAN BEETHOVEN

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"Für Elise"
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Valentina Lisitsa, já aparecida aqui a tocar a "Serenata ao Luar", interpreta a peça "Para Elisa" - muito bonita (mais de um milhão de exibições no YouTube). Elise nunca foi identificada, mas suspeita-se ter sido uma paixão platónica e sigilosa de Beethoven.
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O PRAZER DE LER DARWIN

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O princípio da selecção é de suma importância – isto não é hipotético. É certo que muitos dos nossos eminentes criadores têm, mesmo no espaço de tempo de uma só vida, modificado relevantemente as suas raças de bois e ovelhas. De forma a compreendermos em pleno o que eles fazem, é praticamente imprescindível ler alguns dos vários tratados que existem sobre este assunto, e também observar atentamente os animais. Por norma, os criadores falam do organismo animal como algo plástico, que podem modelar praticamente conforme lhes aprouver. Se tivesse espaço, poderia citar numerosos exemplos, de autoridades altamente competentes, que ilustram estas afirmações. William Youatt, talvez a pessoa que melhor conheceu os trabalhos dos agricultores, e que também era excelente avaliador de animais, fala do princípio de selecção como "o que permite ao agricultor não só modificar o carácter do rebanho, mas também que o altere completamente. É a varinha mágica por meio da qual pode dar vida a qualquer forma ou modelo que lhe agrade". Lord Somerville, ao falar do que os criadores fizeram com as suas ovelhas, diz: "É como se tivessem rascunhado numa parede a forma perfeita, e depois lhe tivessem dado vida". Na Saxónia, a importância do princípio da selecção em relação à ovelha-merino é tão reconhecida que os homens o utilizam comercialmente: os carneiros são colocados numa mesa e depois são observados e estudados, como o especialista faria perante uma pintura; isto faz-se três vezes, com intervalos de meses, e em cada vez os animais são marcados e classificados, para que o seleccionado para efeitos de procriação seja mesmo o melhor.

O nível que os criadores ingleses atingiram prova-se pelos preços elevados dos animais que têm bom pedigree; e tais animais são exportados para quase todos os cantos do mundo. Estes melhoramentos não são normalmente conseguidos através do cruzamento de diferentes raças; aliás, os melhores criadores opõem-se vivamente a esta prática, abrindo apenas excepção para sub-raças afins. E quando se faz o cruzamento, a selecção rigorosa é ainda mais indispensável do que nos casos normais.

Se a selecção consistisse apenas em separar algumas variedades e raças muito distintas, usando-as depois para procriarem, o princípio de selecção seria tão óbvio que podia ser digno de menção, mas não de discussão. A sua importância reside no grande efeito produzido pela acumulação, num determinado sentido e ao longo de gerações sucessivas, de diferenças absolutamente imperceptíveis ao olho humano, a menos que muito treinado – diferenças que em vão tentei apreciar. São menos de um em mil, os homens que têm precisão no olhar e capacidade de discernimento suficientes para serem criadores de renome. Se alguém tiver estas qualidades, estudar o assunto durante alguns anos, e dedicar toda a sua vida à criação com uma perseverança invencível, então será bem sucedido, e poderá conseguir melhoramentos extraordinários nas crias; mas a falta de uma que seja destas qualidades é suficiente para que falhe. Poucos estarão dispostos a acreditar na importância da capacidade natural e de anos de prática como requisitos para alguém se tornar simplesmente um bom criador de pombos.

Charles Darwin in “Variação Sob Domesticação” [A Origem das Espécies (1859)]
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ABEL SALAZAR

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No Luxemburgo
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VERMELHO

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BOA PERGUNTA!

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[...] Mas por favor expliquem-nos em que é que Portugal como Nação é inferior às outras nações. O que é que essas nações têm a mais do que a nossa? Pensemos na Holanda, com os seus 41.526 Km2; na Dinamarca, com 43.080 Km2; na Bélgica, com 30.518 Km2; na Suiça, com 39.770 Km2; no Luxemburgo, com 2586 Km2; na República da Irlanda, com 68.894,6 Km2; e perguntemo-nos a que se deve a prosperidade destas nações, comparando-as aos 92.391 Km2 de Portugal, com um lado banhado pelo Atlântico e outro funcionando como porta da Europa, com um Sol radioso e uma luminosidade exaltada pelos que nos visitam. Não esquecendo, para além disso, o facto importante de que alguns dos países aqui referidos como comparação, terem sido ocupados e esventrados pelas hordas nazis dum tal de Adolfo, ou quase todas não possuírem condições naturais nem de longe comparáveis às de Portugal.

Perante isto, como se poderá explicar a pobreza de que Portugal padece, como se de um anátema se tratasse?
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Luís Farinha in "O Descrédito da Classe Política" [Diário de Notícias]
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ITÁLIA RURAL

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"2010 FOI O PRINCÍPIO” – PARA MEDITAR


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As asneiras estão feitas - muitas, se não todas, em nome da demagogia e do eleitoralismo de partidos empenhados na conquista do poder e não no que é bom no médio/longo prazo – e não se pode voltar atrás. Mas é obrigatório recapitular e vermos onde estamos e como cá chegámos: leia-se o jornal “i” de hoje:

Como chegámos até aqui? Os anos 90 pareciam cumprir a promessa de aproximação ao pelotão da frente da Europa feita exactamente há 25 anos, aquando da entrada na CEE. Mas não demorou muito até o sonho se começar a estilhaçar. "Nos anos 90 sofremos um choque positivo da abertura ao exterior, com uma convergência nominal de rendimentos. Na década seguinte foi o contrário, com uma concorrência externa avassaladora. Portugal foi dos mais prejudicados com a abertura à China", explica Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI. "Saímos da década de 80 e 90 com certas esperanças que a abertura comercial não permitiu concretizar. As nossas elevadas expectativas de consumo só puderam ser concretizadas através do crédito."

A descida abrupta das taxas de juro conduziram a uma explosão da concessão de crédito, diminuição de poupança e mais endividamento. "Os juros tinham descido brutalmente, a subida da procura fez aumentar as receitas dos impostos e as grandes privatizações permitiram um grande encaixe financeiro. Entrou muito dinheiro", lembra Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças. Então o que falhou? O modelo de desenvolvimento e o investimento muito orientado para bens não transaccionáveis (banca, retalho e concessões) criando um tecido produtivo fraco. Os responsáveis políticos não foram capazes de resolver os problemas estruturais da economia, nomeadamente a fraca produtividade, a que se junta um desequilíbrio cada vez maior das contas públicas.

"Foi uma década falhada e perdida, que resultou de erros graves de política económica através da insistência num modelo que já apresentava sinais de cansaço", aponta Cantiga Esteves. Beleza concorda: "Basta olhar para os números e não encontro nada de positivo nesta década."

Podemos esperar que esta década seja de tira-teimas. Não só para Portugal, como para a zona euro. Portugal e outros periféricos serão afastados da união monetária? A Alemanha irá cansar-se de resgatar outras economias? Ou serão dados mais passos em torno de uma união fiscal? "Os próximos anos serão um teste à sustentabilidade da zona euro. Corremos de facto o risco de vivermos mais uma década perdida", conclui João Rodrigues.

Filipe Paiva Cardoso e Nuno Aguiar in “i”
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ADEPTOS COM LUGAR CATIVO

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O ANO NOVO NO MUNDO

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VOTOS D'O DOLICOCÉFALO

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