terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

FEITO AO BIFE

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REINO DO ALGARVE

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É A VIDA!...

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Darwin chegou à conclusão que as novas espécies surgem a partir de outras espécies, por mutações do ADN e adaptação ao meio. Pasteur foi mais longe quando disse que a vida resulta sempre doutra vida – não há geração espontânea em Biologia. Mas tal é verdade só agora; porque a vida teve um início, antes do qual não existia. Esse é um dos fascinantes aspectos da ciência actual.
Há várias perspectivas sobre isso. Para simplificar, falaremos da mais provável, qual é a de que tudo começou com a química chamada pré-biótica, ou seja, com a síntese dos compostos orgânicos que formam os organismos vivos e não existiam. Tais processos requeriam alguns compostos inorgânicos, energia e catalisadores - substâncias que promovem e aceleram as reacções químicas.
A clássica experiência de Stanley Miller permite admitir que isso não teria sido muito difícil. Fazendo passar uma corrente eléctrica através de mistura de vapor de água, amónia, metano e hidrogénio, Miller gerava uma série de moléculas orgânicas, incluindo aminoácidos, as “pedras” de que são feitas as proteínas. Além disso, formavam-se compostos intermediários necessários para a síntese das bases do ADN. A corrente eléctrica pode na experiência desempenhar o papel dos relâmpagos de trovoada, que existiam. O que não sabemos é se havia na atmosfera os gases da experiência, ou outra mistura equivalente, eventualmente mais eficaz.
A função dos catalisadores podia ser desempenhada a este nível bioquímico por metais como o ferro, o magnésio, o zinco, o cobre, o cobalto, o níquel e por aí fora.
A fase química pré-biótica não é muito difícil de admitir. O mais complicado é perceber como, com a presença de compostos necessários à vida, eles se organizaram para formar os primeiros seres, necessariamente muito simples e rudimentares. A verdade é que a vida tinha à sua frente milhões de anos para tentar a sua sorte. E esta surgiu, como está à vista.
Não está excluída a possibilidade de alguns passos terem sido facilitados pela chegada de material de outros planetas, em meteoritos. Há mesmo quem admita que a vida chegou já pronta a servir, vinda do espaço. Tal teoria, a ser correcta, não explica muito porque fica por compreender como se formou a vida noutro astro.
Com a química pré-biótica em fase avançada, logo que o ADN surgiu, podemos dizer que a vida estava no papo. Na realidade, o que caracteriza a vida é a capacidade de reprodução. E para esta ocorrer só com ADN, veículo das características das espécies ou, provavelmente neste caso, da espécie.
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A figura em cima e à direita mostra a experiência de Miller.
A figura da esquerda é um fóssil de micro-organismo de uma só célula, com 580 milhões da anos, encontrado em Doushantuo, na China.
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O EVOLUCIONISMO DE DARWIN

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Adelaar"
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O “Adelaar” é uma escuna construída em 1902, nos estaleiros Staadskanal Shipyards, na Holanda. Originalmente um cargueiro, navegou entre Inglaterra, Suécia, Noruega e Rússia. É agora um navio de turismo, com completa modenização do interior. Tem 38 m de comprimento, 5,4 m de boca, 2,4 m de calado e bandeira holandesa.
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A ESTRANHA E INESPERADA "POWER LAW"

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Em 1906, Vilfredo Pareto, economista italiano, verificou que 80% da terra em Itália era propriedade de 20% da população e que, no seu jardim, 20% das vagens tinham 80% das ervilhas. É extraordinário, mas veio a verificar-se que esta relação de 80 para 20 se verificava em número inesperado de situações. No comércio, 80% das vendas são feitas a 20% dos clientes; nos Estados Unidos, 20% da população tem 80% do rendimento; a Microsoft constatou que se conseguisse eliminar 20% dos “bugs” acabava com 80% dos erros informáticos; nas empresas, 80% das reclamações vêm de 20% dos clientes; 80% das vendas são feitas por 20% dos vendedores; blá, blá, blá.
Joseph Juran, um consultor de gestão, chamou a isto princípio e propôs o nome de Princípio de Pareto, que ficou.
Perguntar-se-á como se explica tão estranho princípio, aplicável às coisas mais diversas. Na verdade, não se explica, mas percebeu-se que é um aspecto particular duma lei mais genérica ainda, e aplicável a imensas coisas: a Power Law, traduzível talvez por Lei da Potência (potência matemática, naturalmente), mas não sei se é assim porque toda a gente usa a expressão anglo-saxónica.
A Power Law é coisa mais fina matematicamente, complicada e, sobretudo, intelectualmente indigesta. Aplica-se a coisas como a frequência das palavras num texto, por exemplo. Em 1930, o linguista George Zipf constatou que em obras literárias a segunda palavra mais usada o é metade das vezes da primeira e que a terceira ocorre três vezes menos que a primeira. Extraordinário  que uma coisa tão fluida como a linguagem possa obedecer inconscientemente a tais regras.
Mas há mais, muito mais. A lei aplica-se à frequência de terramotos e às suas proporções; às deslocações diárias das pessoas na cidade; ao número de páginas em cada website; ao ranking dos desportistas profissionais; à diversidade da exportações de diferentes países; blá, blá, blá.
Dá que pensar isto. Temos do mundo em que vivemos ideias completamente incompletas. Não é só no espaço que existe matéria negra e energia negra, de que toda a gente fala e ninguém sabe o que é. O Universo é todo ele matéria negra e energia negra. Especialmente as nossas cabeças. Voilà!
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UMA IDA AOS FIORDES

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Fiorde na Noruega e o navio de cruzeiro "Braemer"
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O AVIÃO QUE NASCEU COMIGO

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Durante a II Guerra Mundial, uma das lacunas da força aérea alemã (Luftwaffe) foi a escassez de operações realizadas por bombardeiros pesados de longo alcance. Diz-se que os planos aeronáuticos alemães não previram a necessidade de tais aeronaves. Na verdade, tal não é certo.
O Estado Maior germânico havia encomendado à Heinkel um tal tipo de avião, mas com tais exigências nas características que o fabricante não pôde  satisfazer a encomenda com prontidão. Em todo o caso, tendo a guerra começado com a invasão da Polónia em 1 de Setembro de 1939, o primeiro protótipo do Heinkel 177 levantou voo pela primeira vez em19 de Novembro daquele ano. E aqui está a razão porque falo disto: o primeiro protótipo do bombardeiro estreou-se no dia em que nasci.
Só voou 12 minutos porque os motores aqueceram demasiado e teve de regressar à base. Mas outros protótipos vieram até chegar ao definitivo e operacional Heinkel 177.
Foram fabricados cerca de mil durante a guerra, mas menos de 200 foram usados em operações por razões que não ficaram claras. Quando as hostilidades acabaram, os aliados encontraram na Alemanha cerca de 900 aeronaves deste tipo, muitas delas completamente novas por nunca terem operado. Foi tudo enviado para a sucata!
A imagem de cima mostra o avião que nasceu comigo e a outra a versão final do modelo.
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TERRA DE FÉ E DE MARINHEIROS

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HÁ IR E FICAR

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Ontem,  o Godo do Sporting disse que  o lugar do treinador do clube não estava em causa e que Domingos Paciência estava para ficar. Hoje, Domingos Paciência foi sumariamente despedido e substituído por Ricardo Sá Pinto. Qual é, afinal, o papel do Godo? Provavelmente papel A4 de 80 gramas, como o do anúncio publicitário. Ou será papel da Renova?
Como podem os sócios do Sporting eleger uma nulidade assim? Porque é despedido Paciência e o Godo fica? E qual é dignidade do Godo para ficar, depois de tudo isto acontecer?
Na qualidade de “lampião”, devia estar satisfeito com a continuação do Godo. Na verdade, não estou. É que bater em mortos não tem mérito nenhum, prontes.
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OS BONS VELHOS TEMPOS

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No sentido dos ponteiros do relógio, "Mauretania", o primeiro grande transatlântico, o "City of New-York", que teve o recorde de travessia do Atlântico, o "Queen Mary" de 1936, e "SS Imperator", da carreira Hamburgo-New-York.
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(Agradeço ao Prof. Poiares Baptista que me enviou as imagens)
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"HMS Active" (1869)
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A TEORIA DA EVOLUÇÃO E O "TIKTAALIK"



Ciência é o uso da evidência para obter explicações comprováveis e previsão de fenómenos naturais, bem como todo o saber gerado por tal processo.
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A teoria da gravitação de Newton permitia prever qual o comportamento dos homens na Lua no que se refere à facilidade de saltar, por exemplo. A massa da Lua é menor que a da Terra e, portanto, a força da gravidade ali é seis vezes inferior. Isto sabia-se antes dos astronautas lá chegarem porque uma das características da ciência é permitir prever fenómenos através das teorias estabelecidas seguindo métodos correctos.
Falo nisto porque ainda hoje se contesta a verdade científica da teoria evolutiva de Darwin. Pode tal teoria prever fenómenos biológicos? Pode e há exemplos.
Observações paleontológicas previam há mais de um século que a vida animal na terra teve origem a partir de espécies que emergiram dos oceanos e foram as antecessoras dos anfíbios, répteis, dinossauros, aves e mamíferos. Tal teria ocorrido há 375 milhões da anos. Partindo daqui, cientistas investigaram uma região no Norte do Canada onde existem rochas sedimentares com aquela idade, localizadas em área de múltiplos canais. E ao fim de quatro anos de pesquisa, em 2004, viriam a encontrar fósseis de seres que representam a fase de transição do peixe para um animal terrestre a que chamaram Tiktaalik, grande peixe de água doce no dialecto local.
Os fósseis revelam um ser com guelras, escamas e barbatanas, com características de passar a maior parte do tempo na água. Mas também com pulmões rudimentares, pescoço flexível, e robusto esqueleto nas barbatanas que permitia suportar o peso do corpo em águas baixas ou em terra (ver Figura). Estava encontrado um exemplar de transição do peixe para o mamífero, incluindo o homem, e confirmada a natureza científica da Teoria da Evolução.
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CRUZ DE CRISTO

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O GODO DO SPORTING

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O Sporting perdeu ontem com o Marítimo e, à chegada a Lisboa, a equipa foi recebida com apupos e insultos. O clube está agora a 16 pontos do primeiro e a 8 pontos do terceiro lugar da classificação, que dá acesso à eliminatória de apuramento para a Liga dos Campeões.
O inefável Presidente do Sporting, Godinho Lopes, disse hoje que o lugar do treinador não está em causa e que Domingos Paciência está para ficar. Também acho que sim. Embora pense que Godinho Lopes é que não está.
Godinho Lopes foi um achado em matéria de falta de vocação para dirigir um clube desportivo como o Sporting. Deve ter sido difícil encontrá-lo, porque pior não devia haver. Acabo agora mesmo de o ouvir dizer na rádio que o importante é o projecto que tem. Só que ninguém percebeu bem qual é o projecto. Se não ganha à Académica na final da Taça de Portugal, deve ser ir dar uma volta ao bilhar grande.
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MAR SALGADO

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Fragata holandesa em águas difíceis
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sábado, 11 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Abraham Rydberg"
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O “Abraham Rydberg” foi construído na Suécia e lançado em 1912 para servir como navio escola da Marinha Sueca. Em 1942, foi comprado pela Marinha dos Estados Unidos. Abatido ao efectivo em 1944. Tinha 51 m de comprimento, 8,38 m de boca, 3,7 m de calado e deslocava 430 toneladas.
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AI JESUS!

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O VIL METAL

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O dinheiro existe. É um facto. As pessoas gostam de o ter. Se possível, muito. Gostam tanto que são capazes de praticar o mal para lhe chegar. É tão popular que não há quem não saiba o que é,
embora às vezes o conheça mal e só de vista. Mas pouca gente se lembra de perguntar como apareceu o mafarrico, questão fundamental onde está ancorada toda a teoria da moderna finança.
O comércio será provavelmente a mais antiga actividade económica do Homo sapiens. Se eu tenho vinte ovos de codorniz e não tenho nenhuma galinha e ele tem quatro galinhas e nenhum ovo, podemos chegar a um acordo em que lhe dou dez ovos e ele me dá uma galinha. Tudo bem. Troco uma coisa de que não preciso e ele sim, por uma coisa que preciso e ele tem de mais. Mas isto é um exemplo escolhido “à maneira”, porque eu posso precisar da galinha e só ter coisas que não interessam a ele, ficando a transacção sem efeito. O resto está bem de ver: em cada comunidade foi-se gradualmente estabelecendo um ou dois bens padrão para fazer o comércio. Tinha de ser, naturalmente, um bem ou bens que toda a gente queria sempre, por exemplo peles de animal para fazer vestuário quente, ou ovinos para comer, ou  outra coisa qualquer do género. Podia mesmo haver mais do que uma moeda, porque de moeda se tratava já.
É claro que a moeda era diferente de tribo para tribo, ou de local para local – não havia ainda bancos centrais emissores de moeda, nem Zona Euro. As trocas entre zonas diferentes, com sistemas monetários também diferentes, faziam-se pacificamente porque o câmbio estava estabelecido pela experiência e uso.
Serve isto para dizer que o dinheiro não é fruto de nenhuma elaboração mental sofisticada, mas que surgiu na sociedade naturalmente ou, melhor dizendo, espontaneamente. Tudo correu bem até ao dia em que começou a elaboração mental, surgiram os bancos centrais e a moeda material foi substituída pela moeda convencional. Em tal dia ficou aberta a porta a essa coisa das finanças e, pior ainda, da engenharia financeira que nos consome. Enquanto no sistema tradicional as finanças estavam solidamente assentes na economia, hoje são apenas números escritos nos livros dos banqueiros. O dinheiro já foi riqueza. Hoje é apenas papel. E, cada vez mais, papel de embrulho.
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O REPÓRTER DA CIDADE

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O ORÁCULO

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Não sei exactamente quem é Pedro Marques Lopes. Ouço-o na TSF, numa coisa chamada Bloco Central que devia chamar-se Bloco de Parte Incerta, e às vezes no Eixo do Mal, da SIC Notícias. Ignoro donde veio, qual o seu currículo, e como ganha a vida. Mas é uma personalidade que me fascina.
E porque me fascina Pedro Marques Lopes? Porque não há ninguém em Portugal que tenha tão definitivamente a certeza do que está bem, do que está mal, e porque estão as coisas bem e mal. E não é só o conteúdo que deslumbra: é sobretudo a forma assertiva, definitiva,  conclusiva. Pedro Marques Lopes devia estar sentado à direita do Secretário-Geral das Nações Unidas,  proibido de se ausentar por períodos superiores a três minutos, tempo necessário para o xixi.
Pergunto eu duas coisas: o que faz Pedro Marques Lopes num programa chamado Bloco Central, em que contracena com um socialista; e que faz Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal? Presumo que não representa ali nenhuma cor política porque descasca indiscriminadamente em toda a gente. Presumo que foi contratado porque era inaceitável privar os portugueses de tamanha erudição, clarividência e senso político. Mas acho a forma de rentabilizar uma genialidade assim lastimavelmente infeliz. Pedro Marques Lopes devia ter um tempo matinal a solo, simultâneo em todos os media audiovisuais, bem cedo, para que todos os lusitanos abordassem cada dia com a alma confortada e o espírito esclarecido. A Bem da Nação.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Dar Mlodziezy"
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O “Dar Mlodziezy” é um navio escola polaco, construído nos estaleiros navais de Gdansk em 1982. Tem 108 m de comprimento, 14 m de boca , 6,3 m de calado e 3.015 m2 de velas. Atinge a velocidade de 16 nós e a tripulação é de 40 homens. Pode receber 136 instruendos.
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"ON DUTY"

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OS GRANDES PINTORES - RENOIR

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"Ao Piano"
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"Dança em Bougival" e "Os Guarda-Chuvas"
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A carreira de Renoir não foi fácil. Os seus trabalhos eram mal recebidos pelo meio artístico, até ridicularizados.
Em 1868, começou a trabalhar com Monet. Pintavam juntos perto de Paris, na casa de Monet, local de encontro de jovens pintores, também eles rejeitados. Em 1874, Renoir, Monet, Sisley, Berthe Morisot e outros organizam uma exposição que foi um insucesso. Foram ridicularizados com o título de “impressionistas”.
O reconhecimento da obra do pintor só viria em 1892, quando o governo grancês comprou a obra “Ao Piano”.
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MALEMA PAINTINGS

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(Clique no título do post para visitar o blog "Malema Paintings")
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CIÊNCIA QUASE OCULTA

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Há anos que os astrónomos se admiram com os “clarões” emitidos periodicamente por um buraco negro gigante chamado Sagitarius A, situado no centro da Via Láctea. Até agora, tal fenómeno não era compreendido. Especialistas da Universidade de Leicester encontraram a explicação através da análise de dados obtidos pelo satélite Chandra, da NASA.
Segundo os autores, a enorme força gravítica do buraco atrai todos os asteróides que passam a menos de 160 milhões de quilómetros e vaporiza as suas rochas, fenómeno que provoca os “clarões”. Só asteróides com mais de 20 quilómetros de diâmetro são visíveis, o que significa que são engolidos muitos mais asteróides do que o número de “clarões” observados. O Sagitarius A tem um apetite devorador!
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WORLD PRESS PHOTO AWARD 2012

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O fotógrafo espanhol Samuel Aranda (em cima), do The New York Times, foi este ano contemplado com o Prémio World Press Photo com esta fotografia feita no Iémen.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Caroline"
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O “Caroline”, construído por Duck and Co., Stockton,  foi lançado à água em 5 de Outubro de 1891, com o nome de MUSKOKA e bandeira do Canadá. Em 1909 foi vendido a franceses que o baptizaram de “Caroline”, servindo como cargueiro. Em 1920 incendiou-se em Autofagasta, no Chile, e teve de ser encalhado. Os danos foram muito grandes e foi declarado perdido. Pena porque era muito bonito! Tinha 98,56 m de comprimento, 12,8 m de boca e 7,48 m de calado.
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CIÊNCIA QUASE OCULTA

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As zebras têm as cores do pêlo dispostas às listas, como é do conhecimento geral. É um mistério que tem intrigado os evolucionistas porque uma coisa assim é com certeza consequência da selecção natural: as zebras listadas eram seguramente mais aptas
para sobreviver, preusumindo-se que as não listadas terão existido e foram eliminadas pelo meio. Não se percebe é porque as listas tiveram importância.
Chega agora a notícia do Journal of Experimental Biology, num artigo de investigadores húngaros e suecos, de que as listas tornam os animais muito menos atractivos para a mosca do cavalo, muito abundante em África.
Os autores demonstraram experimentalmente que os mamíferos de cor castanha e preta reflectem a luz de forma polarizada, isto é, propagando-se apenas num plano – o que fazem, por exemplo, as lentes polarizantes de alguns óculos de sol, como os “Polaroid”. Tal radiação polarizada atrai as moscas. Pelo contrário, os mamíferos brancos reflectem a luz de forma não polarizada que atrai muito menos as moscas. E os listados, apesar de combinarem ambos os tipos de reflexão, mostraram-se ainda menos atractivos que os brancos por razões ainda não completamente compreendidas.
Não é provável que essa tenha sido a única razão para a sobrevivência das zebras listadas, mas é possível que tenha tido algum papel. Step by step, a natureza vai sendo explicada!
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FLORENÇA

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(2004)
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A CALINADA NA ORDEM DO DIA

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Martin Schulz, socialista e Presidente do Parlamento Europeu, declarou recentemente numa reunião, a propósito da viagem de Passos Coelho a Angola, que o destino de Portugal é o declínio. Naturalmente, a coisa caiu mal e Martin Schulz apressou-se a vir a terreno limpar-se e dizer que não disse o que disse. Mas disse, se o que vi na televisão estava bem traduzido.
Vai sendo frequente esta cena. Os políticos falam muito e dizem asneiras, ou pelo menos coisas inconvenientes, e depois vêm remendar o discurso.
É assim: se a asneira não vem dum político, como acontece com D. Januário Torgal Ferreira, a coisa fica para a posteridade, arquivada no almanaque das calinadas e morre ali; se vem dum político, é preciso remediar, emendar, ou atamancar. Assistimos a tal recentemente, com Cavaco Silva, Passos Coelho -este especialista-mor em ditos infelizes - e com o Ministro da Defesa.
Será que os políticos foram sempre assim, ou o mal é novo? Suspeito que é fruto do tempo. É tudo feito sobre o joelho, incluindo as declarações públicas sobre matérias sérias.
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CCB

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PINGOS DE HISTÓRIA MILITAR

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A mobilidade dos exércitos foi sempre um dos maiores problemas postos aos generais através da História. Não basta deslocar forças dum local para outro com a rapidez exigida: é necessário manter a tropa alimentada, saudável e operacional. A história da invasão da Rússia por Napoleão, em 1812, é um belo documento sobre a matéria. Com um exército de 400.000 homens, moralizado por uma série de êxitos fulminantes, a máquina de guerra napoleónica parecia imbatível.
Mas ao contrário do que havia acontecido nas campanhas na Europa Ocidental, em que os abastecimentos para o sustento dos militares eram obtidos por aquisição local, ou simplesmente pelo saque, na Rússia Napoleão sabia que tinha de levar os mantimentos consigo, o que representava uma operação logística colossal a exigir a participação de 26 batalhões de manutenção, 8 dos quais com 600 carros ligeiros cada, e cada um dos outros 18 com 250 carros tirados por quatro cavalos e capazes de transportar 1,6 toneladas, o que fazia um total de 9.300 carros. O número de cavalos para puxar carros e servir a cavalaria era de 250.000.
Apesar do impressionante destes números, a verdade é que eram insuficientes. Se chegasse a Moscovo em dois meses só com metade dos homens, Napoleão teria ainda necessidade de 16.330 toneladas de abastecimentos, o dobro da capacidade dos seus carros da manutenção. Confiante numa operação fulminante, tinha rações para apenas 24 dias.
Os russos haviam retirado, evitado os confrontos e destruído tudo que deixaram para trás. A “Grande Armée” perdia 5.000 homens por dia, por deserção, doença e suicídio, e os cavalos morriam ao ritmo de 50 por quilómetro, principalmente por comerem em pastos impróprios.
Napoleão chegou a Moscovo em Setembro apenas com um quarto das forças iniciais. Mas com a indisponibilidade do Czar Alexandre I para assinar a paz, e com o estado das tropas francesas resultante da táctica de terra queimada do Czar, não havia muito por onde escolher: a retirada era inevitável.
O panorama na retirada era de pesadelo com cadáveres de soldados e cavalos por todo o lado, alguns esquartejados para alimentação, os fogos e o ar cheio de fumo, os destroços dos carros e dos canhões, tudo constituía cenário poucas vezes visto na História.
Mas para complicar mais surgiu novo problema: as ferraduras dos cavalos eram de Verão, sem os pitões necessários no Inverno para poderem puxar na neve e no gelo. Os animais eram incapazes de subir uma encosta, ou descê-la. As fracturas dos membros ocorriam constantemente.
Afligida pela fome, pelo frio, e pela cavalaria russa, a “Grande Armée” desmoronava-se. Quando Napoleão a deixou, na Polónia, tinha menos de 10.000 efectivos. Pode dizer-se que o trágico da retirada foi provocado em grande parte pelas ferraduras dos cavalos, o que mostra a importância da logística na guerra. Por isso, a substituição das viaturas de tracção animal pelas motorizadas, feita pelos americanos na II Guerra Mundial, constituiu enorme progresso nas artes marciais.
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CATEDRAL GÓTICA DE FLORENÇA

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(2004)
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CIÊNCIA QUASE OCULTA

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Se tentamos saltar de modo a sair da Terra e entrar no espaço celeste, não conseguimos porque a força da gravidade é suficientemente forte para nos travar e fazer voltar atrás. Para ir ao espaço precisamos de entrar num foguetão capaz de atingir a velocidade suficiente para escapar à gravidade: é a velocidade de escape.
Na Lua, com muito menor massa que a Terra, a gravidade é 1/6 daquela a que estamos sujeitos no nosso planeta e, consequentemente, a velocidade de escape é muito menor. Imaginemos agora um planeta com tanta massa e gravidade que a velocidade de escape é superior à da luz. Como não se pode atingir velocidade superior à da luz, é impossível sair de tal planeta. Nem mesmo a luz sai. É um buraco negro. O buraco negro é um corpo com força gravitacional tão forte que nem a luz pode escapar e chama-se horizonte de eventos o local em volta do buraco negro a partir do qual a luz não pode escapar à sua atracção. Tudo que passa o horizonte de eventos é engolido pelo buraco negro, luz incluída.
Simplificadamente, o buraco negro forma-se a partir de estrelas “mortas”. A estrelas “vivas” fazem a fusão de pares de átomos do hidrogénio, convertendo-os em hélio e libertando enorme energia. O hélio pode depois originar elementos mais pesados como o ferro e o níquel e por aí vir a dar um buraco negro, com colossal massa e gravidade.
O que observam os astrónomos quando “vêem” um buraco negro? Na realidade, não vêem os buracos negros, mas sim os seus efeitos. O espaço está cheio de “lixo” que não forma astros: são gases e poeira. Quando esse material passa no campo gravitacional do buraco negro, é atraído a grande velocidade, tão grande que ioniza os seus átomos fazendo com que emitam luz - observada da Terra e satélites pelos sábios. Quando o material ionizado ultrapassa horizonte de eventos, a luz não escapa à atracção do buraco negro e os astrónomos deixam de a ver. No fundo, vêem o buraco a alimentar-se do lixo espacial. Como há nuvens interestelares gigantes também atraídas, por vezes encobrem os fenómenos descritos. Por exemplo, na fotografia reproduzida em cima - um buraco negro da galáxia NGC 6251 - tais nuvens ainda deixam ver a luz do material ionizado antes de ser engolido.
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CATEDRAL GÓTICA DE FLORENÇA

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(2004)
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BISPO "AVERMELHADO"

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D. Januário Torgal Ferreira é Bispo de Lisboa e Bispo das Forças Armadas. Para além destes atributos, D. Januário é um bispo que gosta de falar. Sobretudo, é um bispo que gosta de ser ouvido. Especialmente, de ser ouvido como voz crítica das maleitas sociais. Assim como versão a traço grosso do antigo “Bispo Vermelho” de Setúbal, D. Manuel Martins.
D. Januário, no seu voluntarismo social, faz a delícia dos jornalistas que temos, gente sem critério sobre o valor do que citam e ávida de qualquer coisa sensacionalista que faça títulos apelativos. Ontem, o “Bispo Avermelhado” de Lisboa disse coisas.
Na qualidade de Bispo das Forças Armadas, referiu-se à guerra verbal entre o Ministro da Defesa e o Presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas e, como não podia deixar de ser, disse asneiras. D. Januário, pior que demagogo, é insensato e, entre várias banalidades a propósito da citada guerra de Alecrim e Manjerona e da situação social do País, disse esta pérola: “Começa a sentir-se o cheiro à queda do regime”.
Não sei se D. Januário pensa mesmo isso e dou-lhe o benefício da dúvida. Se pensa, sendo parte das Força Armadas, devia ficar calado; porque palpites assim podem incendiar juízos perigosos. Se não pensa, pode limpar as mãos à parede com o papelão que fez.
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CAPA DO DIA

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Belem"
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O “Belem” foi construído em 1896 (!) nos estaleiros Chantiers Adolphe Dubigeon, em Nantes, e começou por ser cargueiro com bandeira francesa. Foi depois vendido, em 1914, ao Duque de Westminster que o transformou em iate de luxo. Posteriormente passou por várias mãos, incluindo o magnata da cerveja Ernest Guinness. Actualmente é navio de treino, novamente com bandeira francesa. Tem 58 m de comprimento, 8,8 m de boca e 3,6 m de calado. Desloca 534 toneladas.
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OS GRANDES VELEIROS

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NRP "Sagres"
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A "Sagres" é uma barca construída em 1937 em Hamburgo, nos Estaleiros Blohm & Voss.

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Entrou ao serviço da Armada Portuguesa em 8 de Fevereiro de 1962, faz hoje 50 anos.

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No 50º aniversário da sua entrada ao serviço de Portugal, O DOLICOCÉFALO deixa aqui a homenagem ao navio que mostrou a bandeira nacional em todo o mundo.
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