sábado, 12 de março de 2011

CASCAIS 2011

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QUEM NÃO QUER SER LOBO...

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Josef Pröll é Ministro das Finanças da Áustria e, como bom austríaco, acha que é o “maior” e os portugueses são um atraso de vida. Deve ter razão mas, ainda assim, não tenho pachorra para esse tipo de gente que habita na Europa acima dos 45 graus de latitude Norte. Então, ontem soprou na trombeta e disse ex-cathedra:
Não é uma questão de nações boas no Norte e nações más no Sul. É, isso sim, uma crise da dívida soberana de alguns países. Os mercados não acreditam na vontade ou na competência dos políticos de alguns membros e, portanto, precisamos de mais disciplina. Os governos da Zona Euro não podem obrigar Portugal a aceitar ajuda do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), estando o país a financiar-se nos mercados - embora a juros incomportáveis. Mas o meu conselho é que Portugal olhe para a Grécia e  Irlanda: não se atrasem. Decidam depressa: sim ou não. Se os números de Portugal dizem que não pode financiar-se nos próximos anos sem a ajuda do FEEF, devem beneficiar imediatamente dele. Mas, como disse, não podemos obrigá-los; é a realidade.
Para quem, como eu, aturar indígenas para além do paralelo 45 é penoso, ouvir isto é ainda mais. Excessivo, diria mesmo. Mas quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, é verdade. E quem me vestiu esta linda pele, quem foi?
Exactamente!... Como adivinharam?
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PALMA DE MAIORCA 2006

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Catedral
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OS PEDITÓRIOS DE SÓCRATES

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O Governo deu à luz mais um PEC, o quarto, em colaboração com o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, segundo diz o “Correio da Manhã”.  Sócrates foi para Bruxelas  contentíssimo a contar com mais este balão de oxigénio para sobreviver e amolar agora os reformados. Tão contente que até se esqueceu de dar conhecimento do aborto ao Presidente da República.
Aparentemente, o tiro está a sair-lhe pela culatra: Passos Coelho, que já deu para o peditório de Sócrates uma ou duas vezes, disse-lhe que desta não pode ser. Que não tem trocos. Está com total falta de liquidez para lhe satisfazer o desejo.
Com outro manjerico menos rasca, para usar o termo na ordem do dia, é provável que este PREC 4, claramente uma provocação, fosse manobra para preparar a retirada de cena e descalçar a bota. Planos para congelar pensões de miséria durante dois ou três anos, sem uma palavra sobre as obras públicas faraónicas, os institutos, as fundações, as empresas municipais e não só, os ordenados pornográficos dos gestores públicos, blá, blá, blá, só pode ser provocação! Mas, com um jagodes do calibre em apreço, suspeito que era de facto outra tentativa de refrescar a carreira de governante e embrulhar novamente o PSD. Recorde-se que ainda há bem poucos dias declarava, sobre as portagens nas SCUT, que elas se deviam aos sociais-democratas, manifestando natureza típica de ingrato marido da cabra.  
Não sei o que se segue, mas gostava de saber: quanto mais  ouço e leio, menos enxergo saída para a situação brilhante em que nos encontramos. Uma lástima!
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sexta-feira, 11 de março de 2011

PALERMO 2006

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Catedral
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PELO CANO, JÁ

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A economia e as finanças de Portugal começaram a patinar perigosamente depois da adesão à então CEE, embora tudo parecesse um mar de rosas na altura. Com Guterres, as coisas agravaram-se - embora já não viessem brilhantes do reinado de Cavaco –  e o janota percebeu a tempo e raspou-se: para evitar o pântano, disse. Nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, não aqueceram nem arrefeceram porque não tiveram tempo para trocas térmicas. Com Sócrates chegou a calamidade. Provinciano ambicioso, inculto e primário, sem preocupações com coisas menores como escrúpulos, tomou o poder em que já ninguém válido queria pegar e largou à vara larga. Uma personagem assim pode durar algum tempo, eventualmente mais do que se esperava por falta de concorrência competente e interessada, mas tem os dias contados na precisa hora em que toma posse.
Neste momento, parece assistir-se ao estertor da patética figura, que se desdobra em abraços a Chávez,  a dar graxa aos chineses, a fazer eventualmente figuras com ditadores árabes de que é melhor nem tomar conhecimento, a prestar vassalagem à Senhora Merkel que o trata como a um moço de recados, e a apertar o pescoço aos portugueses para mostrar serviço aos parceiros europeus, numa tentativa de sobreviver. Sobreviver ele, que não o País. Esse está de gatas: depois do PEC 1, PEC 2 e PEC 3, hoje de manhã, horas antes de se iniciar uma cimeira em Bruxelas, anunciou o PEC 4 a fim de mostrar serviço. Chegou ao ponto de ignorar a desgraça que vai semeando para mostrar o tal serviço, e chegará ao PEC 295 que é o número de dias que faltam para acabar o ano. O Presidente avisou, no discurso da posse, que há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadão, mas ele não quer saber - quer só sobreviver.
Olhando para trás e para o lado, faço votos de que saia da maneira que merece: pelo cano abaixo à frente da descarga do autoclismo, a caminho da ETAR mais próxima.
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O TSUNAMI DO JAPÃO

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SPLIT 2008

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Estátua do Bispo Grgur Ninski (Gregório de Nin para nós)
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DUBROVNIK 2008

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A guarda do castelo no ritual de render postos de sentinela
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A MANIFESTAÇÂO DE 12 DE MARÇO

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[...] Se os cleptocratas, africanos, asiáticos, sul-americanos, etc., fossem eleitos por votos considerados livres (!?) e continuassem a roubar o seu povo, a delapidar as riquezas naturais, a atentar contra os direitos humanos, etc., já estariam desculpados e passavam a respeitáveis? [...]
[...] Vem tudo isto a propósito das projectadas manifestações do dia 12 de Março.
Pensei apoiá-las e participar.
Passei, entretanto, a pensar se o deveria fazer. [...]
[...] Aconteceu, porém, o inevitável: o PCP e o BE vão tentar cavalgar a onda, independentemente de ter partido deles ou não, a iniciativa. Talvez o SIS saiba, mas duvido.
Ora isto, a acontecer, estraga tudo, por três razões: primeiro porque a participação de partidos numa manifestação deste tipo afasta o comum dos cidadãos – pretende-se uma manifestação “inteira”, não “partida”; depois porque os partidos são parte do problema, não são parte da solução, e é por causa do modo como funcionam que chegámos ao que chegámos. Finalmente porque o exercício e a prática dos citados partidos tanto em Portugal como nos seus congéneres estrangeiros são responsáveis por resultados dos mais estarrecedores na história dos povos. [...]
[...] Os partidos do “arco do poder”estão, também, todos coloridos por esta gente. E pior foram infiltrados pelas diversas “maçonarias” existentes e grupos de interesses ligados a negócios. Tudo virou, aliás, negócio, daí serem falhos de princípios, de ideologia e de patriotismo. [...]
[...] Fomo-nos autodestruindo e passámos a viver a prazo e de crédito.
Como pano de fundo de tudo isto implantou-se um sistema político/partidário que vive em guerra civil permanente (ainda sem tiros), encimado por um regime semi-presidencialista, que não é carne nem peixe. Está bloqueado e não se recomenda.
Numa palavra, desqualificámo-nos e ninguém nos leva a sério. Nem nós próprios. [...]
Estes são excertos de um artigo do ten-cor Brandão Ferreira a propósito da manifestação marcada para amanhã pela geração "à rasca". Seja qual for a opinião sobre o autor, leia-se o artigo e reflicta-se. Pode encontrá-lo clicando aqui.
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quinta-feira, 10 de março de 2011

PELE DE ELEFANTE

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CALÚNIA OU CARNE FRACA?

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Diz o jornal “Le Monde” que, depois da França ter reconhecido os rebeldes da  Líbia como únicos representantes do seu País, o regime de Kadafi anunciou, através da agência oficial de notícias, que irá revelar um segredo, relacionado com o financiamento da campanha eleitoral de Sarkosy, que vai condicionar a queda deste.
Cheira a bluff o labéu, sem provas para o confirmar, mas enquanto o pau vai e vem, Kadafi ganha tempo e enfraquece a França na posição intransigente contra o ditador. Vivemos num mundo em que estas acusações deixam dúvidas em muitos, se não em todos, porque há antecedentes históricos de emporcalhamento de poderosos que criaram receptividade para tais campanhas. A bola fica do lado do acusado e o ónus da prova cabe ao putativo inocente. Complicado...
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EX-LÍBRIS DE KADAFI

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PINGOS DE LISBOA

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CHINFRIM

A Revista da Ordem dos Médicos publicou em Janeiro um artigo de opinião da autoria do colega William Clode onde, com o direito que lhe assiste, diz o que pensa sobre os homossexuais. A Rede Ex-aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros,  simpatizantes e “ofícios correlativos"  – não gostou, o que também é seu direito. Escreveu uma carta aberta ao Presidente do Conselho Nacional Executivo da Ordem, vulgo Bastonário, pedindo a condenação do artigo, também direito indiscutível. O Bastonário disse-lhes ser a sua opinião sobre o artigo irrelevante e impensável fazer censura na revista, seu direito e obrigação. Chegados aqui, permito-me recordar duas passagens transcritas recentemente neste blog e que se aplicam ao caso em apreço, dispensando mais conversa.
A primeira é de autor desconhecido para mim e diz: Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal. Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.

A segunda é da autoria desse “notório fascista” Alberto Gonçalves, cronista do “Diário de Notícias”: Com vasta ingenuidade, eu julgava que a liberdade de expressão protegia sobretudo a possibilidade de se dizer o que outros não gostam de ouvir. Por muito que eu ache retardado o sujeito que elogia Hitler, Lenine, "Che" Guevara, o estrangulador de Boston, a Irmandade Muçulmana ou o Topo Gigio, ele tem, ou deveria ter, o direito de o fazer. E eu tenho, ou deveria ter, o direito a achá-lo retardado. O mesmo vale, ou deveria valer, para as ofensas genéricas a pretos, brancos, homossexuais, heterossexuais, diabéticos ou manetas, hoje escrutinadas por multidões de intolerantes em nome da tolerância.

Fim da conversa.
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MURALHA

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quarta-feira, 9 de março de 2011

ISABEL

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CAVACO EM ITÁLICO

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Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas.
Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.
Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI.
Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.
É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.
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INITA, A MÉDICA DA LETÓNIA

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MOHAMED REI 'DOS OUROS'

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O rei Mohamed VI de Marrocos, também dos rei gatunos, filho do gabirú que nunca aparecia em público duas vezes com o mesmo fato, corrupto coroado, está com as barbas a arder. Saltou para o palácio alguma faúlha da Líbia ou da Tunísia, talvez. Então, três semanas depois das manifestações de protesto do povão, o janota olhou para o lado, reflectiu e, como tem cu,  reconsiderou o lema do reino. Era “Deus, Pátria e Rei” na constituição e “Rei, Família e Amigos”  na realidade. Agora irá ser  “Rei e Família” apenas, para ser menos pesado à Pátria.
É preciso lata tipo Sócrates para não ter pudor de fazer estas figuras. O sacripanta saqueia o erário público  e, quando percebe que as coisas estão a ficar pretas, reforma a constituição,  diminui os seus poderes, deixa de nomear o primeiro-ministro qualquer que fosse o resultado das eleições, aumenta as liberdades individuais e colectivas, blá, blá, blá. Lá como cá, o que interessa é sobreviver, flutuar, manter o nariz fora da água. Tudo serve, desde que possa continuar a ser rei dos “ouros”.
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SÃO AOS MILHARES!

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LER OS CLÁSSICOS

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Polónio, conselheiro do Rei Cláudio, pai de Ofélia e Laertes, personagem secundária no "Hamlet" de Shakespeare, diz a páginas tantas a Laertes, no primeiro acto: Neither a borrower nor a lender be; /For loan oft loses both itself and friend, / And borrowing dulls the edge of husbandry. / This above all: to thine own self be true, / blá, blá, blá.

Ou seja, toscamente: não peças emprestado nem emprestes,  porque quem empresta frequentemente perde e perde o amigo, e quem pede prejudica a economia. Acima de tudo, sê tu próprio, blá, blá, blá.
Este excerto do "Hamlet" devia ser afixado em todas as paredes do Ministério das Finanças, porque não deve ser lá conhecido. Os investidores nas dívidas públicas da Grécia, Irlanda e Portugal, gente avisada, há muito que o fizeram na casa deles. Ao contrário do que pensa o Dr. Soares, a maior parte não é constituída por facínoras e especuladores. É gente que lê os clássicos e procura seguir Polónio: For loan oft loses both itself and friend. Eh, eh, eh...
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terça-feira, 8 de março de 2011

OS GRANDES VELEIROS

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"Juan Sebastián Elcano"
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O “Juan Sebastián Elcano” é uma escuna de quatro mastros, navio-escola da Marinha Real Espanhola. Construído em 1927 nos estaleiros de Cádiz, o casco foi desenhado por Echevarrieta y Larriñaga, servindo o desenho 25 anos mais tarde, para construir o navio-escola irmão da Marinha do Chile, “Esmeralda”. Com 113 m de comprimento, 13,11 m de boca, e 7 m de calado, é o terceiro maior veleiro do mundo. Desloca 3.673 t, tem 21 velas com 2.870 m2 de pano e atinge a velocidade de 17,5 nós.
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(Imagem facultada pelo Prof. Poiares Baptista)
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CALM MUSIC

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Fiona Joy Hawkins
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TRINTA E DOIS DENTES

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Londres a preto e branco (2005)

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FRANGO NO CHURRASCO

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"Entre vir ou não vir o FMI, há um país que perderia prestígio, além de perder também a dignidade de se apresentar ao mundo como um país que consegue resolver os seus problemas."
Esta tirada de amanuense pretensioso e semi-letrado é da autoria do Zézito. Passando por cima de tal estilo, digo-vos que o problema não é o da falta de dignidade do País. Com isso pode ele bem: quando ata o baraço ao pescoço para ir de romagem suplicar clemência à Senhora Merkel, ou quando tenta vender dívida soberana a Kadafi e
quejandos, coloca a Pátria em patamares bastante mais baixos de dignidade. O problema para o Zézito é ter a roda do leme na mão no dia em que o País se estampar no rochedo.
Zézito, ou retira pela porta das traseiras a tempo e descalça a bota que calçou, sofrendo o enxovalho de virar costas à luta - o que não calha com a personalidade de animal feroz, agora mais amestrado - ou morre como as árvores, em pé, e vai ser um urinol de cães rafeiros, humilhação última para canelas tão arrogantes.
Em boa verdade, entrou em rota de desgraça. Tem ainda a sorte da contestação da rua estar limitada a pindéricos “à rasca” pouco inspirados. Mas a oposição adoptou o pior caminho para ele: deixá-lo a assar em lume brando até ficar completamente esturricado. Está feito!
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CRUZEIRO DO ECLIPSE

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Navio de cruzeiro "Costa Fortuna", 105 mil toneladas  de conforto e diversão (± 3 x o Titanic).
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O anúncio da proximidade do eclipse total do Sol "descarrega" os passageiros (2.720) em massa nos decks.
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Uns bem equipados para a observação do fenómeno, outros melhor ainda
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O início da diminuição da luminosidade cria enorme expectativa, algures na proximidade de Chipre. Há mais navios à espera. O que se viu é o que não se vê na fotografia da direita.

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Menos de uma hora depois, já o "Costa Fortuna" levanta o ferro e zarpa para a Líbia
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MÁRIO SOARES: DE GARGALHADA!

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Para ser franco, vivo com alguma apreensão por receio que o Dr. Soares, “derivado” à idade, se esqueça de algum dos tópicos essenciais na sua crónica de Terça-Feira, no “Diário de Notícias”. Por isso, costumo lê-la logo de madrugada, apenas o número do jornal aparece online. Só assim durmo descansado. Felizmente o Dr. Soares, que deve ter uma excelente secretária no gabinete da sua Fundação, pago pelo pacote de mordomias da qualidade de ex-Presidente, não falha!
Hoje, por exemplo:
1)

No próximo dia 11 do corrente mês de Março reunir-se-á, em Bruxelas, uma Cimeira dos Estados da Zona Euro, a que Portugal pertence, para decidir quanto a uma política concertada de defesa do euro. É uma decisão que já devia ter sido tomada há muito. Se o tivesse sido, ter-se-ia evitado, em tempo próprio, a agressividade dos mercados puramente especulativos dos últimos meses.

Mercados especulativos arrumados...

2)

Mas não foi. As culpas cabem, em especial, à Alemanha, da chanceler Merkel, que parece querer "germanizar" a União Europeia, e à França, do Presidente Sarkozy, que, de reviravolta em reviravolta, segue agora à letra as opções da chanceler alemã, com evidente subserviência. Talvez por não ter o poder económico da sua parceira.

Merkel, totalitária hitleriana, e Sarkosy, seu caniche, arrumados...

3)

Contudo, por enquanto, na União Europeia, o primado das preocupações centrou-se nos equilíbrios financeiros - que, obviamente, são importantes - menosprezando a economia real. Ora, essa posição, para países como Portugal e Espanha, mas não só, pode vir a ser fatal. Porquê? Porque as medidas de austeridade, a que os Estados mais fracos são obrigados, conduzem-nos, necessariamente, à recessão, visto que impedem o crescimento económico, reduzem os investimentos, fazendo crescer o desemprego e podem, mesmo, provocar revoltas sociais extremamente perigosas.
Falta de solidariedade escandalosa com parceiros da União, países de palavra, responsáveis, bem comportados, e cumpridores dos compromissos assumidos. Países de palavra ao ponto do Zézito se deslocar a Berlim, descalço e com um baraço no pescoço, pronto a dar a vida pela falta de cumprimento da dita (dita palavra; não dita vida).

De gargalhada!
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segunda-feira, 7 de março de 2011

OLÍMPIA 2006

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A primeira cidade olímpica
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CARTAGO 2006

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O OVO NO CU DA GALINHA

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Diz a imprensa que a Comissão Europeia está disponível para deixar Portugal adiar o empreendimento do TGV sem ser prejudicado no financiamento do projecto. Catita, acho eu. Mas há quem não ache. Desde logo, o ministro António Mendonça, o putativo Duarte Pacheco deste Século, porque morre na praia se tal acontece. Quando chegar a altura do País usufruir do dinheiro, se tal altura alguma vez se atingir, já Mendonça deve estar de molho. Ele, que ainda há dias anunciava com trombeta tonitruante o investimento de 12 mil milhões de euros em obras públicas até ao ano dois mil e qualquer coisa!
Mas há pior! Consta entre a ralé popularucha e não informada que as comissões das construtoras já estarão pagas. Os construtores ter-se-ão habituado a pagar o ovo ainda antes de sair do cu da galinha e agora é uma espiga. Maldita Comissão que decide sem ponderar a idiossincrasia lusitana. Vou para o lado de que se trata de mais uma manifestação de falta de solidariedade europeia.  Mas espero pelo artigo de amanhã do Dr. Soares para saber.
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CASA DO SINO

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Na noite de 6 para 7 de Dezembro de 1996, Luís Nandim de Carvalho e outros maçons tomaram pela força a Casa do Sino com recurso a uma empresa de segurança gerida por João Zoio, confiscaram os arquivos e assumiram o controlo da Associação Civil "GLRP - Grande Loja Regular de Portugal, da Maçonaria.
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TERMINAL DE CONTENTORES

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Neste local estava um mamarracho chamado Hotel Estoril Sol. Felizmente, foi arrasado para dar lugar a uma pérola arquitectónica do Século XXI.
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CHÁVEZ, KADAFI E OUTROS PÁSSAROS

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Hugo Chávez está preocupado com a “cabala internacional montada contra Kadafi". São grandes amigos e Kadafi já o agraciou com o Prémio Internacional dos Direitos Humanos, coisa que Costa Gomes também teve a honra de receber, enquanto Chávez lhe ofereceu a réplica da espada de Simon Bolívar, reservada a grandes libertadores. Por isso Huguito se preocupa com o arrepio que o irmão líbio está a ter. Mas não só por isso.
Margarita Lopez Maya, analista política na Venezuela, está convicta de que os planos de Chávez são permanecer no poder até à consumação dos séculos. E Hugo não aprecia ver ditadores de longa data com a fralda molhada. Por isso acompanha com tanto desvelo o irmão da Líbia: afinal, é com a História que devemos aprender e Chávez está com o caderno de apontamentos à mão para, qual treinador de futebol, ir anotando os pontos fracos e fortes do jogo. Amanhã será ele a desencadear a náusea do povo e não pode cometer os mesmos erros de Ben Ali, Mubarak e Kadafi – vai cometer outros.

ABAIXO A REACÇÃO

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ESTADO SOCIAL, ESTADO DE SÍTIO E ESTADO DE COMA

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Há falta grave de materiais no hospital de Guimarães, desde oxigénio a paracetamol e “Betadine”, o que consequentemente leva ao adiamento de operações. De acordo com várias fontes, começam ainda a faltar fraldas, esponjas de limpeza, agulhas e compressas, entre outros materiais essenciais num estabelecimento de saúde.
Quase 125 mil portugueses perderam o abono de família em Janeiro face a Dezembro, o que representa uma quebra de 9 por cento. Segundo os dados da Segurança Social divulgados esta Segunda-Feira, em Janeiro de 2011 existiam menos 460 mil pessoas a receber esta prestação social em comparação com o mesmo mês de 2010, uma quebra próxima dos 27 por cento.
Industriais da panificação dizem que só há duas saídas: ou o preço do pão sobe ou mil padarias vão à falência.
O crédito malparado nos empréstimos às famílias e empresas aumentou em Janeiro 395 milhões de euros face a Dezembro.
A nova lei de condição de recursos também se aplica ao Rendimento Social de Inserção (RSI) e, aqui, o número de beneficiários tem vindo a cair.
A taxa de cobertura do subsídio de desemprego cai desde Agosto de 2009 e em Janeiro volta a atingir o valor mais baixo desde, pelo menos, 2004.
A taxa de juro das obrigações a 5 anos está a subir 17,4 pontos base para 7,584%, valor que supera a yield da dívida a 10 anos.
O governo pretende que os parceiros sociais se comprometam a aplicar “na globalidade” a resolução aprovada em Dezembro que, entre outras coisas, prevê a redução das indemnizações por despedimento.
A Europa tem a as próximas três semanas para salvar a Zona Euro, incluindo salvar países como Portugal dos juros incomportáveis e da dívida que consome toda a capacidade de investir e crescer.
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domingo, 6 de março de 2011

TRIPOLI 2006

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O palhaço omnipresente
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KOTOR - MONTENEGRO

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DEUTSCHLAND ÜBER ALLES

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A BBC realizou a sondagem habitual de cada ano em 27 países para averiguar o grau de popularidade de todas as nações. A vencedora foi a Alemanha, facto atribuído à economia próspera, sem os aspectos negativos de outras grandes potências económicas. Seguiu-se o Reino Unido, o Canadá em terceiro lugar, e depois, por esta ordem, o Japão, a França, o Brasil, os Estados Unidos, a China, a África do Sul, e a Índia.
O aspecto relevante é o modesto sétimo lugar dos americanos, a larga distância da Alemanha, apesar de Hitler, do nazismo, e do Dr. Soares não gostar da Senhora Merkel…
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A ALEGRIA DO SPORTING

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Hoje os lagartos vão dormir como se tivessem ganho a Liga dos Campeões!
...eh,eh.eh...
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CABO RASO

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AS CUECAS DE BRADLEY MANNING

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Bradley Manning é o soldado americano de 23 anos que, de forma escandalosamente fácil, teve acesso à correspondência diplomática dos Estados Unidos e a soprou para o WikiLeaks. Está preso, mas quem devia estar no lugar dele era a pessoa ou pessoas responsáveis pela segurança daquela correspondência.
Nos últimos oito meses, Bradley foi obrigado a passar as noites apenas em cuecas. Desde a última Quarta-Feira, passou a dormir nu. Dizem os responsáveis pela prisão que é para preservar a integridade do jovem e permitir levá-lo a julgamento. Têm receio de que se enforque com o elástico das cuecas! Dorme num colchão com almofada acoplada e tem apenas, como roupa de cama, um cobertor que não se pode enrolar nem rasgar.
Perante isto, pergunto se comerá com as mãos e terá direito a papel higiénico especial: sim, porque papel higiénico tem de certeza, uma vez que não pode limpar-se à fralda da camisa!
…eh,eh,eh…
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CABO DA ROCA

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Hoje, Domingo Gordo
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ENTRE ASPAS

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[...] «Com vasta ingenuidade, eu julgava que a liberdade de expressão protegia sobretudo a possibilidade de se dizer o que outros não gostam de ouvir. Por muito que eu ache retardado o sujeito que elogia Hitler, Lenine, "Che" Guevara, o estrangulador de Boston, a Irmandade Muçulmana ou o Topo Gigio, ele tem, ou deveria ter, o direito de o fazer. E eu tenho, ou deveria ter, o direito a achá-lo retardado. O mesmo vale, ou deveria valer, para as ofensas genéricas a pretos, brancos, homossexuais, heterossexuais, diabéticos ou manetas, hoje escrutinadas por multidões de intolerantes em nome da tolerância.» [...]
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[...] «Enquanto lhe permitirem, porém, o eng. Sócrates continuará no seu posto, a interpretar a recorrente rábula da austeridade, que em português significa saquear anónimos para dar aos conhecidos. Com a tenacidade dos eleitos, dá-se a fantásticos esforços e patranhas de modo a adiar a entrada do FMI, que consagraria o falhanço do Governo, e a prosseguir o saque, que consagra o falhanço do País, de longe menos importante. Um destes dias, o eng. Sócrates foi à Alemanha. Mas regressou logo a seguir, infelizmente para todos nós. Ou quase todos.»
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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