sábado, 11 de março de 2017

É O FUNDO DO POÇO, É O FIM DO CAMINHO


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As aparências iludem — é velha a afirmação. Mas não deve ser esquecida por quem tem por dever interpretar observações, por exemplo, astronómicas. A imagem de cima é de Marte e mostra uma estrutura que pode ser uma saliência ou uma depressão. Sei que o leitor não tem dúvidas que é uma elevação mas está errado. É a Cratera Victoria, com 800 metros de diãmetro e até se vêm as marca deixadas pelo rover Opportunity da NASA que lá andou. 
Mas sabe uma coisa? Quase todos se enganam com esta laracha: é que a escolha entre cratera e elevação depende do lado de onde vem a luz. Se invertermos a imagem, com a luz a vir de cima e da esquerda, como está em baixo, vê-se bem que é uma cratera. 
Ele há coisas!...

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Aliás, não é preciso "ir" a Marte para constatar o fenómeno. Se vir as imagens em baixo, da cratera aberta pelo meteoro Barrinter, no Arizona,  acontece a mesma coisa: em cima, com a luz a vir da direita, parece uma elevação; e em baixo, com a luz da esquerda vê-se que é um buraco.


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COISAS QUE ME DESLUMBRAM NA TV

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VERDADE JUDICIAL - UMA VERDADE À PARTE

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O processo da "Operação Marquês" está em vias de terminar e tudo leva a crer que serão feitas várias acusações; uma, ou mais, a José Sócrates, suspeito de ter recebido milhões indevidamente em troca de decisões tomadas quando era Primeiro-Ministro, decisões que terão favorecido os seus corruptores. Pode dizer-se que, neste momento, só Sócrates sabe com certeza, se é culpado ou não nessas suspeitas.
SERÁ ASSIM??!
Pergunto isto porque o facto tem-me dado que pensar. E não é a primeira vez que o faço, incluindo muitos outros processos judiciais. Estou a pensar, naturalmente, nos advogados.
A pergunta é: Se Sócrates cometeu todos aqueles crimes, contou a verdade, nua e crua, aos advogados? É isto que me deixa intrigado.
Não parece razoável que uma pessoa na situação de Sócrates tente defender-se enganando os próprios advogados. Seria um passo arriscadíssimo, pois estes poderiam ser confrontados em tribunal com provas que não esperavam, atirando a defesa para o caixote do lixo. Sócrates teve de contar tudo aos seus defensores, mesmo que seja uma colossal borrada! E era aqui que queria chegar.
Deduzo que os seus advogados, pelo exposto, conhecem as artes malabares de Sócrates e têm que o defender. Defender como? Arranjando maneira de "formalmente" — na situação, diria antes "burocraticamente" — anular as provas por falta de cumprimento de qualquer exigência judicial, mínima que seja? Se é assim, têm consciência que estão a impedir que se faça justiça. Não há ética profissional na advocacia?
Ou vão tentar apenas minimizar os factos em busca de uma sentença mais leve? Ou são uns aldrabões e vão inventar factos nebulosos e suspeitas insuspeitas para baralhar, confundir, criar fumaça, protelar e arrastar o processo até às calendas gregas? Repito: não há ética profissional na dvocacia?
Não sei, mas é isto que dá força à chamada "Justiça na praça pública" ou "Justiça popular". É que o povão chega a uma certa altura em que fica farto. Ou seja, não há pachorra. 
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sexta-feira, 10 de março de 2017

ANDY WARHOL

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AS DITADURAS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM

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Podíamos tomar as demonstrativas demissões de Nicolae Ceaușescu, na Roménia, de Saddam Hussein, no Iraque, ou mais recentemente, de Fidel Castro em Cuba, embora esta ligeiramente diferente, como indicadores de que os dias dos ditadores estão a chegar ao fim. Infelizmente, não: o autoritarismo está de volta. 
É verdade que os novos autoritários  —  Vladimir Putin na Rússia, Recep Tayyıp Erdoğan na Turquia, ou Viktor Orbán na  Hungria  — são diferentes. Num poema recente, Adam Zagajewski deixou ao novo governo da Polónia a receita de como ser um autoritário moderno:

a) Todos os professores de Direito Constitucional devem ser presos perpetuamente;

b) Os poetas podem ser deixados em liberdade — de qualquer forma, ninguém os lê;

c) São precisos campos de "isolamento", mas de forma a que não irritem as Nações Unidas;

d) Muitos jornalistas devem ser enviados para Madagáscar.

Mas os novos homens fortes parecem mais moderados, claramente menos brutais que Stalin ou Hitler. Segundo o historiador austríaco Hans Rauscher, a violência aberta contra cidadãos, pelo menos na Europa e redondezas, não existe... desde que os Putins, os Erdoğans, e os Orbáns possam governar sem serem importunados pelo povo.
O ditador de meados do Século XX, era um pai exigente. Quando Mustafa Kemal Atartuk falou aos soldados turcos antes do ataque a Gallipoli, "atirou-lhes": "Não estou a pedir-vos que combatam. Estou a ordenar-vos que morram". E Stalin dizia com jactância que no Exército Vermelho era preciso ter mais coragem para recuar do que para avançar.
O autoritarismo actual, ao contrário, espera pouco dos seus "filhos". Não procura transformá-los ou moldá-los num ideal. Pode aconselhá-los a deixar de fumar ou beber (Erdoğan), ou a ter mais filhos (Orbán), mas não os envia para campos de concentração. 
Claro que algumas coisas são proibidas: tentar formar feudos alternativos, preparar "golpes", atraiçoar  um "círculo" próximo e coisas do mesmo género. Experimentá-lo  é aprender que a antiga escola da tirania ainda tem espaço. 
Este é o resumo do início de um artigo de Holly Case, professor de História na Universidade de Brown, Estados Unidos, com o título "Os Novos Autoritários". É uma peça comprida que vale a pena ler na íntegra. Pode fazê-lo aqui.
As ditaduras já não são o que eram, mas estão aí para mostrar que não desaparecem facilmente. Mudam-se os tempos, mudam-se as ditaduras — mas ditadura não morre; faz parte do genoma humano e a selecção natural não se mostra capaz de a eliminar.
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MONTANHA NA SOMBRA

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"Montanha na Sombra" é uma meditação poética sobre a integração do homem na paisagem, da autoria do artista e realizador espanhol Lois Patiño. Filmando do alto, com tons monocromáticos fortes que quase parecem negativos de filme, transforma os esquiadores em figuras do outro mundo a moverem-se na imensidão estática da montanha. O resultado é estranho, impressionante e sublime.
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BORRASCA

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"Anthem Of The Seas"


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Clique na imagem para ver uma tempestade no mar da janela de um camarote no 3º andar de um grande navio de cruzeiro!
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DEBANDADA DE GOLFINHOS

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"Debandada dos Golfinhos" é o título de um vídeo filmado pelo Capitão Dave Anderson, usando um drone controlado a partir do seu pequeno barco insuflável, em Dana Point, Califórnia. Podem ver-se milhares de golfinhos em debandada, três baleias cinzentas a acompanhá-los e, se vir até ao fim (5 minutos), uma baleia jubarte (ou corcunda) recém-nascida a brincar com a mãe, enquanto outra faz escolta na proximidade.
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SOCIALISMO BOLIVARIANO

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SER HONESTO

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Falava, ontem à noite, do desembargador Rui Rangel, um verdadeiro "caso" para mim. Hoje vou falar de outro caso — também ele verdadeiro, mas sem aspas — ocorrido com um advogado da Madeira e contado pelo seu filho, igualmente advogado. Reconheço que recentemente, tenho andado um nadinha enrodilhado com assuntos da Justiça, quiçá porque leio jornais em excesso e, na imprensa, a Justiça é diariamente "prato do dia"; passe a tautologia, estatutariamente autorizada neste local.
Então, o advogado/pai teve em tempos entre mãos um processo relacionado com uma qualquer disputa jurídica  — cuja natureza não interessa agora — no "Reino de Jardim". Realizadas as audiências necessárias, foi lavrada sentença favorável à cliente do causídico e esta apressou-se a comparecer no seu escritório para saldar contas. 
Depois de ter colocado um pacote de notas em cima da mesa, perfazendo os honorários, acrescentou outro — volumoso — ao lado. Como o causídico estranhasse, apressou-se a explicar: a) o primeiro era para pagar o serviço; b) o segundo era compensação por o advogado não ter recebido igual quantia da outra parte para se deixar subornar e perder a causa!
Sócrates — o genuíno!... — dizia: "Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, seria honesto ao menos por ser desonesto". Mas Sócrates estava a ser cínico. Ainda há muita boa alma honesta por convicção, como a do caso agora contado.
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PALÍNDROMO

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quinta-feira, 9 de março de 2017

EGON SCHIELE

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A NUVEM QUE FOI RATO

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UM PENSAMENTO PARA AMANHÃ

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O pensamento é uma doença de alguns que, a propagar-se, ocasionaria rapidamente o fim da espécie.
Anatole France
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GRANDE "PEDRADA" !...

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Embora consumidor de cocaína, Hitler preferia as anfetaminas, especialmente para fazer discursos e tratar dos assuntos relacionados com a guerra. A metanfetamina, comercializada com o nome de Pervitin, era distribuída aos soldados da Wehmacht, o que lhes conferia muito mais speed que os aliados.
Foi recentemente publicado um livro, intitulado Blitzed: Drugs in the Third Reich (Pedrados: A Droga no Terceiro Reich) que descreve em pormenor o German Reich e as suas drogas de guerra.
No vídeo em cima, pode ver-se Hitler com comportamento típico de intoxicação pelas anfetaminas. Linda figura!
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JULGAR VS INJUSTIÇAR

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No passado dia 2, deu entrada no Tribunal da Relação de Lisboa novo recurso de José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês, que foi distribuído no dia 13 ao juiz Rui Rangel
O Ministério Público pediu o afastamento do juiz da apreciação desse recurso, alegando “desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado”. 
O Ministério Público escreveu — preto no branco! — que não confia na imparcialidade do juiz desembargador Rui Rangel para decidir, seja o que for, no caso em que Zezito está envolvido. Isto é, o Ministério Público declara, urbi et orbi, que Rui Rangel é capaz de tomar decisões não conformes com a Justiça, ou seja, sem rectidão e independência de critérios subjectivos — sejam políticos, pessoais, clubísticos, religiosos, filosóficos, metafísicos, tribais e por aí fora. Para o Ministério Público, no caso em apreço do Zezito, o juiz Rangel, recentemente, não fez justiça. Rangel injustiçou.
Excluído do processo, em que — pelo visto — nem devia ter tocado, Rangel recorreu  da decisão para o Supremo. Este afastou-o definitivamente. E agora? Tem Rangel condições para continuar a julgar? Ou vai continuar a injustiçar alegremente?
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FECHADURA DE 1680: ESPERTOS ! ! !...

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Clique na imagem 

Não  só a fechadura esconde segredos vários — como baixar o chapéu do rapaz para activar o mecanismo —, como tem um contador que regista quantas vezes foi aberta, de forma a saber se alguém estranho andou a mexer; contador que pode ser "refrescado" quando chega ao fim. 
A inscrição na porta diz, mais ou menos, em estilo do Século XVII, o seguinte: Posso dizer, sem me enganar, quem és tu que vens mexer no meu património. Um aviso oportuno à navegação.
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RESILIÊNCIA ECOLÓGICA

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A imagem em cima é a reconstituição da planta Umaltolepis que terá existido há 100 milhões de anos, ainda havia dinossauros. Ao contrário destes, resistiu às consequências do impacto de um enorme asteróide que embateu na Terra. A sua resistência à hostilidade do meio ambiente é reconhecida — bastante melhor que a dos dinossauros.
Hoje existe uma descendente, muito utilizada na medicina popular: a Ginkgo biloba (na imagem em baixo), com a qual se fazem chás e outras mezinhas. Também esta já demonstrou resiliência invulgar: foi a primeira planta a crescer  na região de Hiroshima depois do bombardeamento atómico.
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CUSPIR NA CARA É PROVA DE INTELIGÊNCIA ! ***

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A vida começou na água e, nessa época longínqua, não havia jantares secos — só "molhados". Com o tempo, os animais aquáticos desenvolveram pernas a partir das barbatanas e tornaram-se terrestres. O Toxotes jaculatrix, chamado em inglês archerfish, que suponho seja uma espécie de arenque cujo nome em português desconheço, achou uma solução de compromisso — tipo "geringonça" — entre as duas situações. Continuou a viver na água, mas passou a caçar em terra!
Então, o archerfish especializou-se numa coisa em que Bruno de Carvalho também é especialista; ou seja, a liquidar as presas cuspindo-lhes (naquele tempo, em que o Toxotes jaculatrix fazia a evolução darwiniana, ainda não havia cigarros electrónicos).
O Toxotes jaculatrix, tal como o Presidente do Sporting, adquiriu enorme presteza e pontaria com o cuspo. Emite um jacto de água com enorme pressão e pontaria, atingindo as incautas presas que descansam "em seco" nos mais variados lugares da terra próxima, especialmente galhos de vegetação. Ao caírem na água, passam a fazer parte do cardápio do peixe.
É muito inteligente o facínora. Tem sido objecto de vários estudos que mostram ser capaz de reconhecer rostos humanos. Perguntará o leitor: E daí?!... 
Daí que o homem é considerado o único bicho capaz de reconhecer rostos humanos. Mas o Toxotes jaculatrix já demonstrou que também o faz. Se durante algum tempo lhe mostrarem uma fotografia de um janota qualquer e se, quando ele lhe cospe, for premiado com uma mosca ou outro insecto de que goste, da próxima vez que lhe mostrem várias fotografias diferentes — Marcelo incluído — ele só cospe na que conhece e dá prémios. Malandro!!!...
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Nota - o vídeo, que pode ver em cima com legendas em inglês, explica tudo muito melhor que eu.
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*** À atenção de Bruno de Carvalho.
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quarta-feira, 8 de março de 2017

EDGAR DEGAS

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BALEIA CANORA

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As baleias jubartes, ou corcundas, podem ter 16 metros de comprimento e pesar 36 toneladas. Têm longas barbatanas peitorais, com quase 1/3 do comprimento do corpo, razão porque são conhecidas por Megaptera novaeangliae, o que significa "grandes asas de New England".
A despeito do seu tamanho, são acrobatas, batendo de forma espectacular com as barbatanas na superfície da água. Vivem em vários oceanos e fazem grandes migrações de mais de 8 mil quilómetros, até às águas polares, onde permanecem no Verão só a comer! Não comem no Inverno, quando vivem da gordura acumulada no Verão.
Vocalizam vários sons que têm sido muito estudados, inclusivamente por musicólogos. Chegam a "cantar" meia hora seguida, o que repetem várias vezes ao dia. Pensa-se que pode ser, entre outras coisas, uma forma de navegação, através do contacto com outros exemplares noutras paragens. Os "cânticos" são audíveis por eles (só os machos cantam) a muitos quilómetros de distância.
Vivem entre 45 e 50 anos e o homem e as orcas são os seus únicos predadores.
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EMOÇÕES FORTES: PERSEGUIÇÃO POLICIAL

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QUANDO O ANEL VIRA VENTOÍNHA

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Porque traz sempre a Rainha de Inglaterra uma carteira Launer no braço? Em primeiro lugar, evidentemente, para transportar objectos de que precisa: um espelho, o batom, uma caneta, algumas pastilhas de hortelã e os óculos de leitura. Mas não só. A carteira é o instrumento que usa para enviar mensagens encriptadas ao seu staff.
Quando algum "Marcelo" se "pendura" tempo em excesso a conversar, a rainha troca a mala de braço. Imediatamente os funcionários acorrem e dizem ao "Marcelo" em causa qualquer coisa como: "Senhor, o Arcebispo de Canterbury gostaria muito de conhecê-lo".
Se, num jantar, a pousa em cima da mesa, está a dar sinal que quer zarpar em menos de 5 minutos. Mas, se for no chão, a situação é urgente: a dama de companhia tem de ligar o pirilampo rotativo e a sirene para ir resgatá-la tout de suite.
Mas, pior que tudo, não é qualquer um dos sinais de mala: é o sinal do anel! Se Her Majesty roda o anel no dedo, tem de sair mais depressa que um rocket Saturn V de Cape Canaveral. Provavelmente, para ir ao water closet!
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"LE JONGLEUR"

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ESCADA

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terça-feira, 7 de março de 2017

FRANZ MARC

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"Estábulos"
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AZUL CELESTE

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O céu não é azul.
O azul é que é cor do céu.

DESCOMPLIQUEMOS

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Mensagem enviada pelos novos relógios só com um ponteiro e 24 horas no mostrador. Em boa verdade, na maior parte do dia, só interessa a hora. Talvez nem isso... Minutos e segundos para quê? Descompliquemos... 

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UM ANJO DA GUARDA JAPONÊS

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Com cerca de 70 suicídios por dia, o Japão tem uma das mais altas taxas de suicídio do mundo desenvolvido. Em Tojinbo, conhecida pelos seus "penhascos suicidas", onde muita gente já perdeu a vida,  o polícia reformado Yukio Shige  assumiu como obrigação enfrentar o drama. Juntamente  com os colaboradores do seu Nonprofit Organisation Support Center, patrulha as rochas em busca de quem tem comportamentos suspeitos, que convida para um café próximo onde lhes oferece uma refeição, a  oportunidade de falar sobre os seus problemas e de planear apoio a longo prazo, se necessário. 
Nos últimos 12 anos, a organização de Shige salvou 550 vidas, apesar das visitas ao local terem aumentado muito pela macabra razão deste se ter transformado num destino turístico mórbido.
Veja um filme com óptimas imagens e muito interessante, apesar do tema.
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LISBOA — BURAQUEIRA PAROXÍSTICA PRÉ-ELEITORAL

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POLITICAMENTE CORRECTO

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William Deresiewicz é um autor, crítico literário e ensaísta americano que ensinou Inglês durante dez anos  na Universidade de Yale. O seu blog "All Points" apareceu no site American Scholar de 2011 a 2013. Agora, colabora esporadicamente no site. Ontem publicou um post intitulado On Political Correctness de que se traduz a seguir um extracto (Deresiewicz me perdoe) — traduttore traditore é expressão que não esqueço — espero não ter feito isso a Deresiewicz. De qualquer maneira, pode ler o original na íntegra aqui.

Diz a páginas tantas Deresiewicz:

A bactéria do politicamente correcto, que parasita sobretudo o tecido cerebral e é endémica nas elites dos campus universitários, revela a sua verdadeira virulência, não em surtos epidémicos nacionais, mas numa miríade de casos banais do dia a dia de que raramente se fala.
Antes de continuar, é necessária uma clarificação. O politicamente correcto em causa não é o da direita, da adesão a normas básicas de decência, como o de evitar epítetos depreciativos. É antes a velha acepção, ou seja, a tentativa permanente de eliminar a menção de convicções não bem-vindas de crenças e ideias. O caso de uma jovem de família Americano-Chinesa católica, por exemplo, que dizia ter aprendido a não se manifestar na Universidade sobre a as suas convicções religiosas e não feministas porque já conhecia as reacções a tais convicções. Ou o do professor que repreendia os alunos se usavam expressões como "ideias loucas" porque isso era estigmatizar os doentes mentais. Exemplos assim há muitos, por todos os lados, infelizmente — na política, no futebol, nos transportes, nos cafés, nos ginásios, no supermercado e por aí fora.
As coisas já estão no ponto de haver pessoas identificadas com os sentimentos do politicamente correcto que se abstêm de os manifestar por acharem que as coisas chegaram longe de mais. A situação é indubitavelmente melhor nuns sítios que noutros. Por exemplo, bastante menos sufocantes na universidade em geral que nas faculdades de arte em particular, fenómeno que deve merecer atenção.
O politicamente correcto tem, na base, uma posição mental que não se formou espontaneamente no encéfalo do seu cultor; antes, foi subtilmente inoculada por outrem, fosse uma educação religiosa, ou uma família de fortes convicções políticas, sociológicas, éticas, ou sem convicções de todo, ou até com as piores das convicções. É sobre esse alicerce que se constrói a personalidade onde "mora" o "politicamente correcto" de cada um. A sua maior ou menor expressão tem fases no tempo — há modas. Actualmente, são os media os seus principais gestores.

segunda-feira, 6 de março de 2017

POIARES BAPTISTA

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Pedreira de Ançã
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SÓ PARA ADULTOS

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O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou à editora Gradiva a recolha dos exemplares do último livro de José António Saraiva, "Eu e os Políticos". Em causa estão dois parágrafos. Para o Tribunal, estes violam a intimidade da jornalista Fernanda Câncio.
Já li o livro e acho a decisão do tribunal uma lástima. Em resumo, conta-se lá que um namorado de Fernanda Câncio tinha o hábito de tirar fotografias dos "jogos sexuais" dos dois, fotografias que deixava espalhadas pela casa, à vista de várias pessoas, incluindo uma empregada doméstica. Cada um pensa sobre isto o que quer, mas ninguém nega a veracidade dos factos, o que é esclarecedor.
Mas tal não interessa, porque o problema põe-se assim: quem violava a intimidade de Câncio era ela própria e o namorado, com a referida prática fotográfica e a falta de recato — exibicionista — com os clichês assim paridos.
Além de que o imbróglio "câncio-judicial" foi a melhor coisa que aconteceu à editora. Duas semanas, tempo que o Tribunal deu para recolher todos os exemplares, são mais que suficientes para esgotar a edição completa depois da  publicidade que lhe fizeram os meritíssimos desembargadores do Tribunal da Relação. 
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RITA LEVI-MONTALCINI

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Excelente ilustração digital de Rita Levi-Montalcini, por Dalia Dirpach, motivo da inclusão "dolicocefálica" de Levi-Montalcini
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Rita Levi-Montalcini foi uma neurobiologista italiana laureada com o Nobel da Fisiologia e Medicina em 1986 — juntamente com Stanley Cohen — pela descoberta do factor de crescimento nervoso (NGF,  sigla do inglês nerve growth factor).
Ao lado, pode ver-se a fotografia de Rita Levi-Montalcini na juventude. Além de investigadora, de 2001 até à morte, serviu no Senado Italiano como senadora vitalícia. Foi o primeiro laureado com o Nobel a atingir a idade de 100 anos, em 2009. Morreu em 2012. 
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VITÓRIA, VITÓRIA...

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Entrevistas rápidas com uma astrónoma e três astrónomos sobre a recente descoberta de um sistema semelhante ao Sistema Solar, com um estrela central (TRAPPIST-1") orbitada por 7 planetas do tamanho aproximado da Terra, "apenas" a 40 anos-luz de nós. Esses exo-planetas poderão ter água e, pelo menos três, orbitam em zonas "habitáveis" em volta da estrela. 
Reina grande excitação no mundo astronómico — quase como com a eleição de Bruno de Carvalho! Espera-se que não venha agora um Vitória estragar a festa.
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(Clique na imagem)
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DOLICOCEFALICES TAUTOLÓGICAS

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VISITA GUIADA À "INTERNATIONAL SPACE STATION"

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Visita guiada pela Comandante Sunita Williams à Estação Espacial Internacional.
Documentário muito interessante que dá ideia do "xarope" que é viver naquela cangalhada sem gravidade, onde até lavar os dentes, ou fazer xixi, é complicado. 
Pode acompanhar com legendas em inglês e interromper a rapidez clicando no ícone para pausa mostrado em cima.
A Comandante Sunita Williams, cientista e piloto de aviões da US Navy, é uma veterana do espaço — de longe a mulher que mais tempo tem de permanência "extra-terrestre".
É quase meia hora bem passada.
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