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No passado dia 2, deu
entrada no Tribunal da Relação de Lisboa novo recurso de José Sócrates, no
âmbito da Operação Marquês, que foi distribuído no dia 13 ao juiz Rui Rangel
O Ministério Público
pediu o afastamento do juiz da apreciação desse recurso, alegando “desconfiança
sobre a imparcialidade do magistrado”.
O Ministério Público escreveu — preto no branco! — que não confia
na imparcialidade do juiz desembargador Rui Rangel para decidir, seja o que
for, no caso em que Zezito está envolvido. Isto é, o Ministério Público declara,
urbi et orbi, que Rui Rangel é capaz
de tomar decisões não conformes com a Justiça, ou seja, sem rectidão e independência de critérios
subjectivos — sejam políticos, pessoais, clubísticos, religiosos, filosóficos,
metafísicos, tribais e por aí fora. Para o Ministério Público, no caso em
apreço do Zezito, o juiz Rangel, recentemente, não fez justiça. Rangel
injustiçou.
Excluído do processo, em que — pelo visto — nem devia ter tocado,
Rangel recorreu da decisão para o Supremo.
Este afastou-o definitivamente. E agora? Tem Rangel condições para continuar a
julgar? Ou vai continuar a injustiçar alegremente?
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