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As aparências iludem — é velha a afirmação. Mas não deve ser esquecida por quem tem por dever interpretar observações, por exemplo, astronómicas. A imagem de cima é de Marte e mostra uma estrutura que pode ser uma saliência ou uma depressão. Sei que o leitor não tem dúvidas que é uma elevação mas está errado. É a Cratera Victoria, com 800 metros de diãmetro e até se vêm as marca deixadas pelo rover Opportunity da NASA que lá andou.
Mas sabe uma coisa? Quase todos se enganam com esta laracha: é que a escolha entre cratera e elevação depende do lado de onde vem a luz. Se invertermos a imagem, com a luz a vir de cima e da esquerda, como está em baixo, vê-se bem que é uma cratera.
Ele há coisas!...
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Aliás, não é preciso "ir" a Marte para constatar o fenómeno. Se vir as imagens em baixo, da cratera aberta pelo meteoro Barrinter, no Arizona, acontece a mesma coisa: em cima, com a luz a vir da direita, parece uma elevação; e em baixo, com a luz da esquerda vê-se que é um buraco.
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