domingo, 10 de dezembro de 2017

WILIAM TURNER

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CAVALOS

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E SE NÃO HOUVESSE LUA ?

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E se não houvesse Lua?
Era um prejuízo para os poetas, os namorados e os guarda-nocturnos. Só isso? — claro que não!
Sabia que a Terra, quando "nasceu" e não havia Lua, tinha dias e noites de apenas 10 horas? Já viu o que seria dormir 7 ou 8 horas e chegar ao emprego, "picar o ponto", tomar o café antes de começar a trabalhar, comentar o jogo de futebol da véspera, dizer umas graças à menina Ermelinda, almoçar, esperar pela hora de abalar, "picar o ponto" de saída, aguentar algumas horas nos engarrafamentos, jantar, ouvir o Presidente Marcelo na TV a discursar, António Costa a aldrabar e Pinto da Costa a baratinar, tudo em 12 ou 13 horas, e ir nanar outra vez?
Pois seria assim, se não houvesse Lua, veja lá!
Então o que faz a Lua? Em colaboração com o Sol, faz as marés; e o movimento das águas de um lado para o outro trava a Terra e atrasa-a as 4 horas suplementares que desfruta. A Física explica isso, mas O Dolicocéfalo não, porque não existe para seringar 
 mas podem acreditar.
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O FUTURO PARA ALÉM DA GERINGONÇA

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Andrómeda é a galáxia mais próxima da nossa, a Via Láctea. Dentro de 4 mil milhões de anos, as duas galáxias vão "chocar". Mas chocar é expressão exagerada — por isso vai entre aspas — porque, dada a distância entre os corpos celestes existentes em ambas, a probabilidade de colisões é quase nula. Vai ocorrer uma integração mútua pacífica e o Sistema Solar nem "vai dar por isso".
Desaparecerá a vista da faixa da Via Láctea à noite, para ser substituída por uma imagem mais ovalar. Pouco se notará, se ainda houver vida na Terra, do que duvido.

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I AM A DREAMER

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(Com colaboração de J. Castro Brito)
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MAIS RARA QUE RARÍSSIMAS

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Há por aí uma organização, alegadamente benfeitora, chamada "Raríssimas" e presidida por uma senhora de sua graça Paula Brito Costa, que terá metido a mão no saco das "esmolas" em benefício próprio, benefício que não terá sido pequeno. O fenómeno foi revelado numa reportagem da TVI que os interessados — literalmente interessados, acrescente-se — dizem que contem "acusações insidiosas" e que "os documentos apresentados estão descontextualizados". As "descontextualizações", segundo a TVI, atingem muitos milhares de euros e incluíam "descontextualizações" para a presidente, para o marido e para um filho.
Já tinha ouvido chamar muitas coisas ao fenómeno; mas descontextualização é a primeira vez, o que prova a criatividade da senhora presidente da "Raríssimas", com imaginação mais rara ainda, a confirmarem-se os indícios.
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SÃO FOLHAS, SENHOR, SÃO FOLHAS

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sábado, 9 de dezembro de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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NO VAZIO DA ONDA

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SÍRIA

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Quem ganhou esta guerra?
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PARABÉNS

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Hoje, faz 63 anos Jean Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia.
O Dolicocéfalo envia-lhe parabéns e votos de saúde "de ferro".
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A FÉNIX

A ave mítica que renasce das cinzas do fracasso e da ignomínia até à náusea.
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(Reproduzido do "The Times" sem autorização)
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PENSO RÁPIDO

Há um papagaio que escreve, periódica ou esporadicamente (?), no Jornal Económico e a quem disseram que tinha graça. Hoje, por exemplo, escreve uma chachada sobre o Infarmed, mas isso não interessa, como não interessa tudo que escreve.
O que me intriga é o facto de as outras crónicas virem encabeçadas por fotografias dos autores e as dele, inexplicavelmente, trazerem um desenho do que parece ser a cabeça de van Gogh. O homem assina Hemp Lastro, mas devia antes usar o pseudónimo de Fralda Descartável. Fica a sugestão.
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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PARA PENSAR AMANHÃ: O CUSTO DA ELECTRICIDADE

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Neste país de clima temperado, há gente que morre de frio para poupar na conta da luz. 

Armando Esteves Pereira in "Correio da Manhã"

EH... EH... EH...

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SERÁ MESMO ASSIM ?

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(Com colaboração de J. Castro Brito)
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O KEPLER

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O Telescópio Espacial Kepler, da NASA, lançado em 2009, já identificou mais de 150.000 estrelas e, pela primeira vez, observou planetas fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas.  Os astrónomos acreditam agora que há, pelo menos, um planeta para cada estrela, em média. Adicionalmente, o telescópio tem recolhido dados de supernovas e investigado outros fenómenos cósmicos. 
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TEMOS QUE OS ATURAR !

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UNDULATUS ASPERATUS

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O vídeo mostra um tipo de nuvens conhecidas por asperitas. Simulam a superfície de um mar agitado vista da profundidade — ou uma fantasia assim. E porque tem o vídeo a honra de figurar n'O Dolicocéfalo? Figura porque as asperitas foram, finalmente, reconhecidas pela Organização Meteorológica Mundial como um tipo novo no seu "Atlas Internacional de Nuvens". Parabéns asperitas!
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DÁ-ME MÚSICA FURACÃO

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Em 2017, ocorreram vários furacões com grande poder destrutivo. Conhecer as características dos furacões e a sua provável evolução pode permitir tomar medidas para limitar destruições. Todos os dados devem ser explorados e um desses dados é a "música" do furacão, assim chamada de forma inesperada.
A ideia de "sonificar" os furacões partiu de dois professores de Penn State — um de Meteorologia e outro de Tecnologia Musical — e consiste em transformar os dados meteorológicos em sons, de acordo com critério adequado que ambos estudaram e criaram.
O facto importante no meio disto tudo é que o resultado da sonificação, quando devidamente analisado, permite prever algumas das características do comportamento do furacão.
É uma orquestra sem maestro identificado, a tocar uma peça "ortorrômbica", em  que só  
a crítica interessa.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

GEORGES BRAQUE

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O BANQUETE

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UM RETRATO PARA HOJE

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"ERRARE HUMANUM EST"

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(Mas não abusem...)
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REENMADEIRAR EM CARVALHO

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Dame Judi Dench é uma jarreta que vive algures no Surrey, na Grã-Bretanha, e tem, ou tinha, um jardim enorme com mais de 120 mil metros quadrados. 
Tinha jardim porque agora não tem, mas antes uma 
floresta, ou a caminho disso. Cada vez que morre um amigo, Dame planta uma árvore no local e dá-lhe o nome do falecido para o manter vivo à superfície deste mundo que é o nosso.
Segundo a senhora, cada árvore materializa o defunto com nova roupagem e integra-o na comunidade vegetal do sítio. E, tanto quanto se percebe da notícia, é possível ouvir o convívio humano-florestal. Pelo menos, como se vê na fotografia em cima, Dame escuta-os com um funil semelhante ao do Vasquinho.
Para tranquilidade de quem, eventualmente, leia o lavrado atrás, sempre acrescento que Dame Judi Dench termina o seu discurso dizendo-nos que a sua vida agora é feita só árvores e champagne 
— cantou a tempo!... 
Mas a cantiga vem no The Times e foi objecto de um documentário da BBC One, a ser transmitido em 20 de Dezembro, com o título Judi Dench: A Passion for Trees!
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BOOM

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Este é o "Boom", novo avião supersónico mais avançado que o Concorde, capaz de fazer S. Francisco -Tóquio em 5H30, com tarifas mais baratas.

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DAVID DAVIS?!!!... DAVID QUEM?...

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David Davis, segundo se suspeita, é o ministro inglês responsável pelas negociações do Brexit. Até ver, tais negociações só pariram ratos e tais ratos nasceram por geração espontânea, sem que se conheça qualquer acto fecundador por parte de Davis. Parafraseando Almada Negreiros, Davis em génio nunca chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum! É caso para perguntar o que faz Davis na superfície terráquea?
A coisa é tão chocante que o jornalista Matt Chorley escreve hoje um artigo no "The Times" em que pergunta se Davis existe, com o título em baixo.

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Em minha modesta opinião, o problema não é só de Davis, nem sequer principalmente de Davis. O problema é de um conjunto de cromos, com Boris Johnson à cabeça, com ideias mais aparvalhadas que o penteado que usa.
E May? Essa é uma boa pergunta. E quem é May? Já ouvi falar, mas não sei o que faz.
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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UM PENSAMENTO PARA ONTEM

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O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo por aqueles que o não têm.
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Georges Courteline
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EXPLIQUEM-ME PORQUÊ

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FRASES

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O Natal ficou sem Menino Jesus e 

tornou-se a festa do cone iluminado.

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Helena Matos in "Observador"

INTERMEZZO

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NÃO ESTÁ FÁCIL !

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MORREU UMA MATA HARI

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Com 75 anos, morreu Christine Keeler, protagonista de uma história de espionagem soviética no Reino Unido, em 1963. Christine era "acompanhante de luxo", envolvida com o Ministro da Defesa Britânico Profumo, e passava informação ao adido naval soviético na Inglaterra, um tal Ivanov. Coisas de filme de espionagem, cuja história completa pode ser lida aqui.

GEORGE SEURAT

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

SHOAL WAY

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UMA POSE MICROBIOLÓGICA

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A Listeria monocytogenes é uma bactéria que pode causar doença no homem e outros animais (listeriose), mas isso não interessa agora. Usa uma rede de filamentos para se deslocar entre as células epiteliais e posa como a Mona Lisa, como se vê nesta fotografia (a vermelho).
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KEEP CALM

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O provável aquecimento da atmosfera, entre outras coisas, estará a derreter o gelo polar, com libertação de enormes quantidades de água. Todos os anos, a Gronelândia "perde" 270 mil milhões de toneladas de gelo, o que contribui para a subida do nível dos oceanos, segundo se pensa. Contudo, as coisas não serão tão lineares — é que grande parte dessa água é retida no local.
O aquecimento não produz efeitos uniformes no gelo. Há locais em que, pela instalação de alguma flora na superfície, por exemplo, a absorção da radiação solar é maior e o degelo mais acentuado, criando-se leitos para verdadeiros novos lagos (ver figura). Tais lagos recebem água de locais de maior altitude e impedem que drene de imediato para o mar, apesar de constituírem nascentes para pequenos rios que correm para jusante.
Adicionalmente, por razões físicas complicadas envolvidas no degelo, este pode criar cavidades na profundidade, cavidades que absorvem água infiltrada por fissuras e criam reservatórios abaixo da superfície, quase como poços em terra. Rebabá e por aí fora, é provável que o degelo não afecte tanto o nível dos mares e oceanos como se pensa e teme.
O mundo chegou até agora — sendo o Big-Bang há 13,7 mil milhões de anos e tendo passado por enormes provações — porque tem "na manga" soluções para quase tudo, ou mesmo tudo. Suspeito que as traquinices e burrices do homem o preocupam pouco. Não será a conversa dos ecologistas pura basófia do Homo sapiens, pergunto eu? Who knows?
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CRISTO REDENTOR DO CORCOVADO

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O REBOLA CAIXOTES



MAMÃE EU QUERO

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[...] Em final de mandato, já é certo que Eduardo Catroga não vai continuar como chairman (da EDP) [...]

[...] Catroga pediu um parecer a uma sociedade de advogados para saber se não poderia mesmo continuar como chairman. [...]

[...] ... há pelo menos um factor de atracção: em 2016, Catroga ganhou 550 mil euros brutos em salário fixo, segundo o relatório e contas da EDP. [...]

[...] dois candidatos fortes ao lugar: Luís Amado, ex-ministro, atual vice-presidente do Conselho Geral e de Supervisão e um homem do bloco central, e Diogo Lacerda Machado, advogado, antigo membro deste conselho geral da EDP, um homem muito próximo dos chineses e, como se sabe, o melhor amigo do primeiro-ministro, António Costa. [...]

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SIGA O ENTERRO

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

IRENE SHERI

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ÍNTERIM

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SOL MAIOR

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COSTA TIC TAC

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Uma criança deita fora o brinquedo preferido, fica perplexa com a sua ausência, vai buscá-lo novamente e a cena repete-se muitas vezes. Freud, que assiste ao episódio, explica que é um exemplo de compulsão repetitiva — as pessoas criam hábitos de recriar acontecimentos traumáticos, na tentativa de os resolver com mais satisfação na próxima vez.
Isto é contado pela jornalista Clare Foges e, ao contrário de outras "conversas" de Freud que me deixam de pé atrás — com o devido respeito —, esta está bem achada.


Vem a matéria a propósito, no texto de Clare Forges, do comportamento dos tories nas negociações do Brexit. Os conservadores ingleses prometeram o Brexit e conseguiram convencer os eleitores a votar favoravelmente num referendo, com conversa tosca, apelando a patriotismo fora de moda, do tempo da Rainha Vitória. Mas agora querem ficar na UE com um estatuto semelhante e outro nome, para saírem mais tarde  "com mais satisfação". E, depois?Depois, vira o disco e toca o mesmo. A compulsão repetitiva, como o nome diz, é como o pêndulo do grandfather clock — vai e vem, sem parar.
António Costa é outro exemplo de compulsão repetitiva — perdeu as eleições e fez uma aliança contra naturam à esquerda, numa iniciativa que envergonha os socialistas. Costa sabe que fez uma borrada e só se limpa — se isso alguma vez acontecer — quando a geringonça se desconjuntar. Mas tal só acontecerá por iniciativa dele e nunca dos seus compagnons de route. A "sobrevivência" da geringonça é a compulsão repetitiva de Costa, o brinquedo que a criança deita fora e vai depois buscar, a repetição diária de um acontecimento traumático na tentativa de o resolver de forma satisfatória um dia, talvez ganhando eleições com maioria e despachando Jerónimos e Catarinas para o raio que os parta. Até lá, gramamos o "Costa Clock" e a geringonça, está bom de ver.
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domingo, 3 de dezembro de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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A PROSA

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Em Coimbra, uma noite, noite macia de Abril ou Maio, atravessando lentamente com as minhas sebentas na algibeira o Largo da Feira, avistei sobre as escadarias da Sé Nova, romanticamente batidas pela lua, que nesses tempos ainda era romântica, um homem, de pé, que improvisava.
A sua face, a grenha densa e loura com lampejos fulvos, a barba de um ruivo mais escuro, frisada e aguda à maneira siríaca, reluziam, aureoladas. O braço inspirado mergulhava nas alturas como para as revolver. A capa, apenas presa por uma ponta, rojava por trás, largamente, negra nas lajes brancas, em pregas de imagem. E, sentados nos degraus da igreja, outros homens, embuçados, sombras imóveis sobre as cantarias claras, escutavam, em silêncio e enlevo, como discípulos.
Parei, seduzido, com a impressão que não era aquele um repentista picaresco ou amavioso, como os vates do antiquíssimo século XVIII - mas um bardo, um bardo dos tempos novos, despertando almas, anunciando verdades. O homem com efeito cantava o Céu, o Infinito, os mundos que rolam carregados de humanidades, a luz suprema habitada pela ideia pura, e
...os transcendentes recantos
Aonde o bom Deus se mete,
Sem fazer caso dos Santos
A conversar com Garrett!

Deslumbrado, toquei o cotovelo de um camarada, que murmurou, por entre os lábios abertos de gosto e pasmo:
- É o Antero!...
Deus conversava com Garrett. Depois, se bem me lembro, conversava com Platão e com Marco Aurélio. Todo o Céu era uma radiante academia. Os santos mais ilustres, os Agostinhos, os Ambrósios, os Jerónimos, permaneciam fora, pelos pátios divinos, sumidos numa névoa subalterna, como plebe imprópria a penetrar no concilio dos filósofos e dos poetas. Mas o escravo Epicteto aparecia, ainda coberto das cicatrizes do látego e dos ferros - e Deus estendia ao escravo Epitecto a sua vasta mão direita, donde se esfarelava o barro com que ele fabrica os astros...
Epicteto, meu amigo,
Quero ouvir o teu ditame
E aconselhar-me contigo...

Então, perante este Céu onde os escravos eram mais gloriosamente acolhidos que os doutores, destracei a capa, também me sentei num degrau, quase aos pés de Antero que improvisava, a escutar, num enlevo, como um discípulo. E para sempre assim me conservei na vida.[...]
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Eça de Queirós in "A Vida de Antero de Quental"
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