quinta-feira, 17 de março de 2011

KADAFI E A PRIMAVERA ÁRABE

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Os povos da Tunísia e Egipto libertaram-se de regimes repressivos com um mínimo de violência e perdas de vidas. Se Kadafi consegue manter-se agarrado ao poder através da  violência generalizada e da força militar, a chamada “Primavera Árabe” pode resultar num banho de sangue.

Jamie M. Fly in "Foreign Policy"
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PORREIRO ZÉZITO!

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O SAQUE DO ESTADO DO SÍTIO

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quarta-feira, 16 de março de 2011

CASCAIS 2011

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TALIN, ESTÓNIA 2004

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Fachada da Escola de Teatro da Academia de Música da Estónia, em Talin, com homenagem ao seu fundador, Voldemar Panso.
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CITANDO عدی)

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Todas as árvores, menos o cipreste, produzem frutos.
Ora resplandecem, graças a esses frutos;
ora estão despojadas de folhas e lúgubres.
O cipreste, este não dá frutos,
mas é eternamente verde.
Eis o símbolo do homem livre.

 سعدی) (SAADI - 1184?-1290?) O Jardim das Rosas

Tradução de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
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Nota - Dá frutos, como não podia deixar de ser; e se não os desse, não poderia ser símbolo do homem livre. Liberdades poéticas!
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É A CREDIBILIDADE, ESTÚPIDO!


O Ministro Teixeira dos Santos diz que a decisão da Moody’s de reduzir a classificação da dívida portuguesa em dois níveis, para A3 com perspectiva negativa, não considera que «a execução orçamental do subsector Estado, nos meses de Janeiro e Fevereiro, aponta de forma clara para uma redução substancial do défice orçamental».
Há dois aspectos impressionantes na atitude de Teixeira dos Santos: o primeiro é só se ter preocupado verdadeiramente com a execução orçamental nos últimos dois meses, quando os sinos já tocavam a rebate há meses ou anos; e o segundo é não perceber que o actual governo, particularmente ele e o Primeiro-Ministro, já não tem nenhuma credibilidade no País ou no estrangeiro. Alguém acredita neles e nas intenções que anunciam? Ninguém. Absolutamente! Porque iria a Moody’s acreditar?
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CORES QUE A NATUREZA TEM

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A BATALHA DA CONFIANÇA ESTÁ GANHA

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A agência de notação financeira Moody's cortou ontem a avaliação da dívida nacional em dois níveis, de A1 para A3, quatro dias depois de o Governo de José Sócrates anunciar uma nova vaga de austeridade.
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VEM AÍ A "DIREITA"!!!

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Almerindo Marques renuncia a cargo ocupado desde Novembro de 2007. O gestor deixa a presidência da Estradas de Portugal no final do mês, antecipando em dois anos o fim do novo mandato.
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terça-feira, 15 de março de 2011

BANCO DE VERSOS

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CROÁCIA - CATEDRAL DE KORCULA

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(2008)
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PRETO & BRANCO

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TEMPO É DINHEIRO

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Comboio entre Pequim e Guangzhou, com passagem por 30 estações. Tanta paragem significaria perda de tempo e consumo de muita energia. O sistema mostrado neste filme contorna o problema. Há uma carruagem à espera em cada estação, com os passageiros previamente embarcados, que é apanhada pelo comboio em movimento, mais lento que a marcha normal. A última carruagem, onde estão os passageiros para desembarcar, é largada na estação e substituída pela que entrou na composição, deslocada para a rectaguarda: ficará na próxima estação.
(Colaboração de Arnaldo Valente)
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A TRAGÉDIA DO JAPÃO EM IMAGENS FASCINANTES

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A imagem de cima mostra uma página do site norueguês "VG.Nett". Lá se pode ver o aspecto das mesmas áreas de povoações japonesas, antes e depois da calamidade recente, como mostra a imagem do meio. Mas o mais interessante é poder "passar a desgraça" sobre a mesma área deslocando transversalmente o cursor. Visite o site, clicando aqui.
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(Colaboração de António Pedro Fonseca)
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OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO

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O ZÉZITO ESTÁ À RASCA

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Neste preciso momento, o papagaio está a falar na SIC. A imagem é de há 5 minutos atrás e o janota está como a geração que o contesta: "À RASCA". Desdobra-se em explicações, ontem, hoje e amanhã, e já ninguém pode ouvi-lo. Entrou na ponta final e espero que vá pelo cano abaixo rapidamente. O buraco negro está quase a engoli-lo, graças a Deus.
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'"O LEPTOPRÓSOPO'

Porque tenho muito que fazer, ainda não tinha tido tempo de ler esse must das terças-feiras, qual é a crónica do Dr. Soares no “Diário de Notícias”. Para ser sincero, tenho andado preocupado com a possibilidade de se ter esquecido de alguma coisa. Mas não!... Acabo de a ler e está lá tudo.
Diz a dado momento:
Tento reagir, com realismo, como é meu dever, com a maior isenção e preocupado acima de tudo com o nosso país. Mas não é fácil, dado o clima de incerteza quanto ao futuro da União, a sobranceria do Governo alemão, que parece querer "germanizar" a Europa, e o facto de não haver comparação possível entre a generalidade dos grandes líderes europeus do passado e o egoísmo nacionalista dos de hoje.
Merkel levou a dose semanal e a matéria ficou arrumada.
Depois, mais adiante, lê-se:
O capitalismo especulativo, sem valores éticos - que a crise financeira revelou, no seu pior -, está desacreditado, como os mercados especulativos, que só pensam no lucro, ignoram a crise, as pessoas, e põem Estados muitas vezes seculares, como o português, em tremendas dificuldades.
Mercados KO!
Para cumprir o resto da missão:
Os actuais dirigentes europeus, e, em especial, os alemães e os franceses, que os seguem, obedientemente, negam-se a compreender que as receitas economicistas que impõem a certos Estados membros, longe de lhes resolverem as dificuldades, as complicam, até porque os conduzem, necessariamente, à recessão: mais desemprego, mais precariedade do trabalho, menos investimentos, crescimento zero e, em vez de progresso, regressão...
Falta de solidariedade, em resumo.
A crónica resultou perfeita. Agora pergunto eu: quem diz a este “senador” da República que a idade não perdoa e ficamos todos senis? Quem o aconselha a sair da ribalta por manifesta bacoquice? Uns fazem blogs, coisa que era óptima para o Dr. Soares. Desde já, daqui lhe sugiro um título: “O Leptoprósopo”. É uma ideia brilhante.
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segunda-feira, 14 de março de 2011

TERÁ SIDO MESMO ASSIM?

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Ou agora toda a gente bate neles?
No tempo do obscurantismo contava-se esta história: Um fulano no cinema foi ordinário com a senhora que estava ao lado e esta primeiro, e depois o marido, deram-lhe umas bofetadas. Acenderam-se as luzes e um tipo das galerias foi lá abaixo e também deu bofetadas. Interrogado porque tinha feito aquilo, justificou-se: vi toda a gente a bater no homem e julguei que era um agente da PIDE e que isto tinha virado. Então, fui também dar-lhe uns estalos. O governo de Sócrates já entrou na fase do risco de levar bofetões, até por engano.
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PARA O DR. SOARES COM AMOR

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Angela Merkel
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MONSTRO AÉREO

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MALEMA

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(2011)
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'RESTE'

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Sophie Milman
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PALHAÇO POBRE

Numa declaração ao país esta noite, o Primeiro-Ministro afirmou que as medidas adicionais do PEC permitiram a "vitória" de Portugal na cimeira da zona euro.
De "vitória" em "vitória" até à derrota final.

Acreditará o palhaço nas coisas que diz? 
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FUKUSHIMA

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Penso que o terramoto, o tsunami e a situação nos nossos reactores nucleares constituem a pior crise em 65 anos, desde a guerra.
Naoto Kan, Primeiro-Ministro do Japão
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Até à Sexta-Feira passada, o lóbi nuclear nos Estados Unidos atravessava um momento de euforia. Sob pressão das consequências ambientais e económicas da dependência dos combustíveis fósseis, havia-se gerado consenso alargado de que a energia nuclear era alternativa aceitável. Tal consenso envolvia o Presidente Obama,  a maioria dos membros democratas e republicanos do Congresso, e até importantes movimentos ambientalistas. A ideia de que, com excepção da ausência de solução satisfatória para o destino a dar ao lixo atómico das centrais, a energia nuclear seria a mais eficaz das alternativas aos combustíveis fósseis, com riscos diminutos, ia fazendo carreira. A técnica evoluiu muito desde o desastre de Three Mile Island há mais de 30 anos, e os sistemas de segurança, levados até à redundância, incluindo situações sísmicas, eram tranquilizadores.
A verdade é que no Japão, País tecnicamente exemplar, uma central cheia de redundância na segurança, incluindo o tal risco sísmico, explodiu e lançou no ambiente material radioactivo, obrigando à evacuação de muitas dezenas de milhares de pessoas, estando ainda por conhecer as consequências do acidente no presente e no futuro.  
Obama incluiu no orçamento dos Estados Unidos 36 mil milhões de dólares para a construção de centrais nucleares, com o raciocínio de que não é possível conseguir solução aceitável para as consequências do consumo de energia actual se o nuclear não for considerado. Isto é, estamos entre a espada e a parede; ou melhor ainda, estamos entre o mau e o péssimo.
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BÓSNIA 2008

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DIGAM-ME O QUE FAZER

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O governo socialista levou seis anos a acabar de enterrar o País: quando pegou nele ainda tinha a cabeça de fora. Era pouco, mas era alguma coisa. Sócrates e o seu núcleo duro de politicos de segunda classe convenceram-se que iam “fazer obra”, sem consciência do que isso é num país latino sem capacidade mínima de disciplina e sem tradição de civismo colectivo. Tinham receitas primárias tiradas de manuais elementares e mais nada.
Naturalmente, o fiasco foi rotundo. Pessoa sensata e com escrúpulos já teria admitido isso e retirado em boa ordem; diminuído, mas com cara ainda apresentável. Agarrado ao poder, insistindo na asneira e confundindo à sua sobrevivência política com a sobrevivência da Nação, é como aqueles nadadores salvadores que agarram o náufrago com tal falta de competência que morrem os dois afogados.
Hoje, o Ministro das Finanças veio pedir sugestões à oposição, «em vez de declarações de negação». É o inenarrável: quero governar, mas digam-me o que fazer!

domingo, 13 de março de 2011

CASCAIS - PRAIA DA RAINHA

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MENTES DELIRANTES

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Os mercados já pedem a Portugal uma absurda taxa de 8% por juros a 5 anos, porque não acreditam que o País consiga pagar as contas. E visto de uma forma crua o mercado tem razão. Um País em recessão com uma dívida pública real próxima de 115% do PIB (inclui dívida do Estado, das empresas públicas, custos assumidos das parcerias público-privadas) não consegue honrar os compromissos.
Isto escreve hoje Armando Esteves Pereira no “Correio da Manhã”. Recorde-se que ainda recentemente o governo falava em grandes obras públicas para combater o desemprego e o Primeiro-Ministro repetia-o até à náusea em comícios, manifestações, visitas a hospitais, inaugurações de fontanários e urinóis: aeroporto, TGV, terceira travessia do Tejo e outros delírios. Há uma semana, ou coisa parecida, o genial Ministro das Obras Públicas ainda ameaçava no Parlamento com obras no valor de 12 mil milhões de euros nos próximos dois ou três anos. Acho que são casos patológicos estes.
A Dr.ª Ferreira Leite advertia há muito tempo, sob o olhar trocista dos membros do governo e dos papagaios da comunicação social, que Portugal estava no caminho de se tornar em país inviável. Recordo-me de a ouvir dizer que as SCUT eram uma desgraça e que o Primeiro-Ministro ainda haveria de cobrar portagens. Que a dimensão da dívida e a sua evolução iriam conduzir ao que conduziram. Que os impostos iriam esmagar os portugueses, como já esmagam e irão esmagar ainda mais. Ninguém a quis ouvir e até perdeu uma eleição por falar assim.
Hoje está claro que tinha razão. E o mais extraordinário é que pessoas agora defensoras do senso e do comedimento, eram advogadas da despesa incontrolada. O engenheiro Cravinho, por exemplo, tão sensato hoje, foi o pai das parcerias público-privadas e grande adepto de um novo e grande aeroporto para Lisboa: era o tal que dizia ser necessário o aeroporto porque até tinha vergonha do que tínhamos – e teremos agora até à consumação dos séculos depois desta administração.
Acho que os políticos, na sua maioria, são casos delirantes propulsionados pela comunicação social, a navegar sobre a grande onda do irrealismo. É preciso cuidado com eles.
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SAGRADA FAMÍLIA DE GAUDI 2006


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VAI UM TIRINHO FREGUÊS?

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O jornal “Daily Telegraph” de hoje conta uma história absolutamente extraordinária – chamo-lhe assim porque não encontro melhor termo, embora pressinta que há melhor. Numa base britânica do Afeganistão foram colocados dois snipers em Agosto de 2009: o sargento Tom Potter e o soldado Mark Osmond. O trabalho deles, como o nome da especialidade indica, é atingir inimigos à distância. Em 40 dias, os dois cometeram a proeza de matar 75 talibãs, cujas mortes foram confirmadas por patrulhas enviadas pelos britânicos.  Potter abateu 31 e Osmond 44. Num belo dia, mataram 8 talibãs no espaço de duas horas. A maior parte dos tiros foram disparados a 1.200 metros de distância, com espingardas de 7,62 mm. Usam silenciadores mas, de qualquer forma, como a velocidade da bala é três vezes superior à do som, os atingidos morrem antes de ouvir o tiro pois são atingidos na cabeça. De acordo com as conversas dos talibãs interceptadas pelos militares, eles estão convencidos que são atingidos a partir do ar, de helicópteros ou aviões. O tiro mais “brilhante” foi de Potter, que atingiu um inimigo a 1.430 metros. Mas o mais falado é o de Osmond que, em 12 de Setembro de 2009, a 196 metros, matou dois rebeldes com um único projéctil. Deslocavam-se num motociclo e a bala disparada pelo soldado atravessou o crânio de um e foi alojar-se no crânio do outro.
Osmond tem recusado a hipótese de ser promovido com receio de deixar tão atraente actividade. O comandante da unidade diz que são óptimos militares, calmos, conscientes e bons camaradas. De ficar de boca aberta com tudo isto!
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À esquerda, em cima, uma patrulha confirma a morte dos dois talibãs mortos com uma bala e, em baixo, os populares removem os seus corpos.
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MONSTRO MARINHO

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Sulcando as águas do Mediterrâneo
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UMA TRAGÉDIA PORTUGUESA

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JAPÃO - A TRAGÉDIA

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'MARE NOSTRUM'

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A Líbia faz diariamente cabeçalhos nos jornais de todo o mundo. Útil e interessante falar do seu passado e do antigo colonizador. Eis alguns pingos de História sob a forma de clichês.
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No princípio do Século XX, milhares de colonos italianos instalaram-se na  Líbia, facto justificado com razões remontando à História de Roma. Aqui vemos, a desembarcar em Tripoli, alguns dos 20 mil italianos que ali chegaram depois da Primeira Guerra Mundial.
Em 1923, Mussolini, Primeiro-Ministro,  assinou o Tratado de Lausana que formalizou a administração da Líbia pela Itália. Na foto, Mussolini, o segundo a contar da esquerda, numa visita à colónia ouve o discurso de homenagem de um líder muçulmano.
A doutrina política de Mussolini atravessou o Mediterrâneo. Na imagem vê-se um grupo de jovens de uma organização fascista a desfilar numa rua de Tripoli, em 1935.
Em 1935, Mussolini invadiu a Etiópia, desencadeando a Segunda Guerra Italo-Abissínia. Em cima, um navio italiano com tropas, rodeado de embarcações locais, atravessa o Canal de Suez a caminho da Etiópia.
A Guarda Imperial da Abissínia tentou enfrentar a Itália mas, em 1935, o Imperador  Hailé Selassié, recebido muitos anos depois por Salazar em Lisboa, numa operação de charme com os futuros adversários do colonialismo de Portugal, abandonou o País e as tropas italianas instalaram-se  em Adis-Abeba. Em cima, etíopes disparam uma arma anti-aérea contra aviões italianos (1936).
Em 1936, Mussolini anunciou ao mundo a criação do Império Italiano Oriental de África, envolvendo Eritreia, Somália e Etiópia, e acrescentou aos títulos do Rei Victor Emanuel da Itália o de Imperador da Etiópia. Na imagem, nativos etíopes saúdam um retrato de Mussolini, em 1935.
Ao contrário de outros países europeus, a Itália deixou muito poucas marcas culturais nas colónias, com excepção da arquitectura. Nesta fotografia de 1985, mulheres militares líbias formam em frente da Catedral de Tripoli, construída pelos italianos.
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A DOMESTICAÇÃO

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Eram já horas de ir dormir quando tropeço nesta fotografia. Ao contrário do que faço habitualmente com as imagens do janota, não mudei logo para outra janela. Algo me dizia haver qualquer coisa diferente; e, atentando melhor, verifiquei que o ar de animal feroz se foi. Como diria Louçã, o senhor Primeiro-Ministro está mais “manso”. Demos graças a Deus por isso, porque tanta ferocidade não lhe fazia bem: não era nada boa para a sua saúde.

sábado, 12 de março de 2011

MIRA PULCHRAQUE MEA, FLORIS LILAS

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O MATERIAL TEM SEMPRE RAZÃO

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(Colaboração de João Castro Brito)
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NÃO ESQUEÇAMOS FUKUSHIMA

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Vivemos num sociedade devoradora de quantidades inenarráveis de energia para satisfazer necessidades básicas e outras não tão básicas assim. Sabemos que a situação é insustentável por razões múltiplas, exempli gratia o carácter finito da maior parte das fontes dessa energia e as consequências que têm no meio que habitamos; mas, tal como o Estado português, fazemos de conta e vamos inventando hipóteses de solução, com fontes energéticas pouco eficientes, toscas e - era aqui que queria chegar - perigosas. Refiro-me à energia nuclear para fins pacíficos.
A indústria de construção de centrais nucleares tem uma dimensão brutal, em fase com a brutalidade da energia que produz. O lóbi nuclear é medonho e tenta convencer o pagode que a técnica é segura e que as reservas levantadas por muitos são manifestações primárias de obscurantismo. Não nos explica como se resolve o problema do lixo nuclear produzido nas centrais, nem gosta de ouvir falar dos acidentes que vão ocorrendo aqui e ali: que não, que tudo isso são coisas do passado, coisas de países sem classificação, como aconteceu em Chernobil, blá, blá, blá.
É verdade que não há nada 100% seguro e limpo em matéria de energia e até as turbinas eólicas e as barragens podem protagonizar acidentes. Mas há acidentes  e acidentes, e os acidentes com centrais nucleares têm contornos assustadores.  Por outro lado, vemos agora no Japão, País tecnicamente muito avançado, onde a disciplina industrial é prussiana, um gravíssimo acidente na central de Fukushima. E porque ocorreu tal acidente? Porque as forças da natureza, indomáveis e imprevisíveis, provocaram o colapso do sistema de arrefecimento do reactor. Só isso. Quantas vezes pode isso acontecer no futuro, neste ou noutro local? Ninguém sabe! O mal, verdadeiramente, é que as consequências são de meter medo: trinta e cinco anos depois do acidente em Chernobil, ainda anda gente pelo mundo a arrastar as consequências trágicas daquele acidente. Pensemos bem nisso, antes de emitir opiniões sobre o nuclear.
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ANTONI GAUDI

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Pormenor de banco decorado pessoalmente por Antoni Gaudi com fragmentos de cerâmica, no Parc Guell, em Barcelona.
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PIAZZOLLA

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Na cerimónia do casamento do Príncipe herdeiro holandês Guilherme com a argentina Máxima. Bonita homenagem ao grande compositor do seu País.
(Colaboração de António Pedro Fonseca)
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