Correu o pano. António Costa ganhou o PS com uma maioria confortável e os socráticos às cavalitas. Prometeu na noite do apeamento de Seguro que há-de reconduzir o povo socialista ao poder, saudado à volta por gente de punho erguido à maneira antiga.
Com uma frase
estudada, para consumo mediático, advertiu: “Este é o primeiro dia de uma nova
maioria de governo. É o primeiro dia dos últimos dias deste Governo”. Depois,
falou sem grandeza de alma, nem uma palavra ao adversário vencido. Ficou tudo
dito sobre a unificação do PS.
Antes, num painel
organizado pela RTP, perante um frouxo Nuno Morais Sarmento, viu-se José
Sócrates compor a pose de comentador para dizer o contrário do que pensava: que
a vitória cabia por inteiro ao mérito de Costa, sem que ele - e os históricos -
tivessem contribuído para isso. Não se esqueceu, contudo, de enfatizar que
votara nele.
Foi o prelúdio.
Desfilariam, depois, nos vários espaços televisivos, eufóricos, alguns dos seus
antigos e mais dilectos colaboradores no Governo. Desejosos de saírem da
sombra.
Ao conquistar o
poder partidário, António Costa trouxe Sócrates agarrado à lapela. Não adianta
escamoteá-lo, como se verá em breve. [...]
Assim começa uma peça de Diniz de Abreu no jornal "SOL", esta semana. Merece ser lida na íntegra. Pode fazê-lo clicando aqui.
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(Com colaboração de Carolina Castanho)
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