sábado, 11 de outubro de 2014

A GRANDE ILUSÃO

.
Correu o pano. António Costa ganhou o PS com uma maioria confortável e os socráticos às cavalitas. Prometeu na noite do apeamento de Seguro que há-de reconduzir o povo socialista ao poder, saudado à volta por gente de punho erguido à maneira antiga.
Com uma frase estudada, para consumo mediático, advertiu: “Este é o primeiro dia de uma nova maioria de governo. É o primeiro dia dos últimos dias deste Governo”. Depois, falou sem grandeza de alma, nem uma palavra ao adversário vencido. Ficou tudo dito sobre a unificação do PS.
Antes, num painel organizado pela RTP, perante um frouxo Nuno Morais Sarmento, viu-se José Sócrates compor a pose de comentador para dizer o contrário do que pensava: que a vitória cabia por inteiro ao mérito de Costa, sem que ele - e os históricos - tivessem contribuído para isso. Não se esqueceu, contudo, de enfatizar que votara nele.
Foi o prelúdio. Desfilariam, depois, nos vários espaços televisivos, eufóricos, alguns dos seus antigos e mais dilectos colaboradores no Governo. Desejosos de saírem da sombra.
Ao conquistar o poder partidário, António Costa trouxe Sócrates agarrado à lapela. Não adianta escamoteá-lo, como se verá em breve. [...]

Assim começa uma peça de Diniz de Abreu no jornal "SOL", esta semana. Merece ser lida na íntegra. Pode fazê-lo clicando aqui
.
(Com colaboração de Carolina Castanho)
.

Sem comentários:

Enviar um comentário