Há 7 anos, quando João Marcelino foi convidado para director do "Diário de Notícias", o jornal vendia em média 37.256 exemplares por dia. Quando Marcelino foi afastado e substituído por André Macedo, há cerca de um mês, aquele número ia em 17.420.
Uma das aquisições de
Marcelino—há 7 anos—foi o inefável Baptista Bastos (BB), mais a sua prosa
barroca, rococó e rebuscada, a tresandar a PREC e outros maus cheiros. Hoje
leio na crónica de BB que o puseram em cima de uns patins em linha e lhe deram
um empurrão.
BB lamenta: "Fui
posto fora, mas não das palavras. Vou com elas, velhas amantes, para aonde haja
um jornal que as queira e admita a indignação e a cólera como elementos de
afecto, e sinais de esperança, de coragem e de tenacidade."
Espera-se que leve as palavras todas. Incluindo as que escreveu sobre Goethe
e Chopin no jornal da Mocidade Portuguesa e na reportagem sobre a Murtosa
premiada nos jogos florais da mesma Mocidade, em 1950. Vera Lagoa escreveu: "Muitos
foram forçados a pertencer. BB colaborava..."
Ah ganda antifassista!
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