quinta-feira, 14 de outubro de 2010

LACÃO DE ESTADO

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O inefável, insubstituível e impagável Lacão, também chamado Ministro dos Assuntos Parlamentares, desceu do seu gabinete na Assembleia da República para se deixar fotografar em pose de Estado na passadeira vermelha da escadaria da dita, também elas de Estado (passadeira e escada). E, em entrevista de Estado, afirmou do alto da sua autoridade de Estado, que o PSD tem falta de maturidade (não disse se maturidade de Estado) e de ponderação daquilo que é verdadeiramente o interesse nacional à luz da problemática internacional em curso, o que representa vontade de caminhar à beira do abismo e é, do ponto de vista político, no mínimo estranho e incompreensível.
O homem de Estado Lacão, verdadeiro obreiro do estado a que chegou o Estado, subserviente e fiel factótum da socrática figura, disse mais, verbi gratia, que seria profundamente negativo para o país, de consequências imprevisíveis no plano económico, uma não aprovação do Orçamento. O problema – digo eu, com desculpas a Lacão por interromper - é que, os portugueses não sabem quais são as mais imprevisíveis consequências no plano económico: se uma não aprovação do Orçamento, se deixar a roda do leme na mão desse indigente político que chefia o governo em que Lacão é figura de Estado.
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