domingo, 15 de setembro de 2019

------------------------------------------------- SER POLÍTICO ----------------------------

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Em Santa Comba, a imagem da campa rasa de Salazar tem uma clara leitura política: morreu pobre o homem que esteve 40 anos no centro do poder em Portugal. E mais não consegue ler quem não é assinante do jornal em causa ― o “Observador” ― onde Helena Matos escreve o citado.
Porquê esta conversa, no Ano da Graça de 2019? Porque, acrescento, o lembrete de Helena Matos é inspirado pelo contraste flagrante entre o ditador asceta de Santa Comba e os actuais “democratas”, mergulhados na plutocracia até à ponta do mais longo cabelo que lhes povoa a cabeça.
Conte-se o acréscimo de valor social, profissional e patrimonial que a condição de ex-político permite e acarreta, em bom número de casos, a autênticas nulidades. Salvo louváveis excepções, ser ex-presidente da câmara, ex-deputado, ex-ministro, ex-secretário de estado, rebabá, vale mais que ser contemplado com a “Taluda” do Natal da Santa Casa.

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