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O PS precipitou eleições, perdeu, melhor dizendo apanhou uma banhada, e Almeida Santos falou. Primeiro disse democraticamente que perder nunca é honroso, quando a derrota já estava à vista. Depois, António Costa, como bom cágado socialista, pôs o rabo de fora do partido na hora da desgraça e Almeida Santos disse diplomaticamente “temos que nos governar com o que temos”, ou seja Assis e Seguro.
Reina o caos anímico no Largo do Rato, está à vista, depois de tanto triunfalismo balofo. Almeida Santos é o representante credenciado da ala mumificada do PS e está absolvido: só diz bacoquices e nós entendemos que não está em estado de conservação para dizer outra coisa. Mas pergunto se há no PS alguém ou alguma coisa não mumificada; ou seja, quem é diferente, ou quem representa uma corrente sem Santos, Soares, Alegre, Arnault, Lello, ou Sampaio? Acho que só gente como o Zézito, Silva Pereira, Lacão e outras nulidades do mesmo jaez. Daí, por falta de alternativa, a aceitação destes cromos.
O PS é uma instituição em adiantado estado de putrefacção e não devia ser porque, à esquerda do PSD, não há verdadeiramente outra oposição digna desse nome: o PCP é uma panóplia do Século passado e o BE um clube de gente exótica à procura de entender o que lhe aconteceu em 5 de Junho – de forma estranha e incompreensível, pensaram representar qualquer coisa do ponto de vista social e político nesta ditosa Pátria! Como nação pretensamente civilizada, Portugal deve ter capacidade de alternância no poder e cabe ao PS fazer pendant com a direita. Mas este PS de Almeidas Santos, de Zézitos, de Assis, de Lellos, e de Anas Gomes é de susto. E não se compreende porque, em boa verdade, há gente socialista normal.
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