quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MARQUÊS DOMADOR DE LEÕES

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Ontem, no debate quinzenal com o Governo na Assembleia da República, interrogado por Assunção Cristas se mantinha a confiança no Ministro da Defesa depois do acontecido com o armamento roubado em Tancos, provavelmente para ser vendido em mercados ilegais, António Costa respondeu-lhe “não ser da responsabilidade de um ministro estar à porta de um paiol a guardá-lo para que não seja assaltado”.
Tal desculpa, ou explicação ― mais atrapalhação que explicação ― é uma saída de cabo de esquadra, sem ofensa para o cabo de esquadra. Isto é, se uma cidade está cheia de lixo até aos colarinhos, a culpa não é dos responsáveis da autarquia pela limpeza, mas sim dos varredores que não varrem; e se os assaltos se sucedem numa sequência anormal, a culpa não é do serviço de segurança pública, é dos gatunos que são mais do que previsto nas leis municipais; e se temos um Primeiro-Ministro a dizer coisas destas, a culpa não é dele, é de quem votou nele, em vez de votar no Marquês de Pombal.
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