quarta-feira, 7 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Eugenios Eugenides"
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O "Eugenios Eugenides" foi construído em 1929 e recebeu o nome de "Sunbeam II", sendo um navio de turismo particular. Foi depois comprado por suecos e baptizado de “Flying Clipper”. Em 1965, a Marinha Grega comprou-o e deu-lhe o actual nome. É navio de treino. Tem 59,74 m de comprimento, 9,14 m de boca, 6,32 m de calado, desloca 759 toneladas e tem 12,700 m2 de pano.
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A GRAÇA SUBTIL DE DICKENS

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O que segue é o excerto da descrição duma viagem de comboio nos Estados Unidos feita por Charles Dickens, no livro “American Notes” (1842).
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 [...] Qualquer fala consigo ou com quem quer que lhe desperte simpatia. Se você é inglês, espera que o caminho de ferro seja parecido com o inglês. Se lhe diz “não”, ele diz “sim?” (interrogativamente) e pergunta qual é a diferença. Você enumera as principais diferenças uma por uma e ele diz “sim?” outra vez a cada uma (ainda interrogativamente). Então, calcula que você não viaja mais rapidamente em Inglaterra; e quando lhe responde, diz “sim?” (ainda interrogativamente), e é evidente que não acredita. Depois de longa pausa comenta, parcialmente para si, parcialmente para o cabo da bengala, que os ianques também são considerados gente voltada para a frente; e quando lhe diz “sim”, ele diz “sim” (agora afirmativamente); e, depois de olhar pela janela, esclarece que por trás daquela colina e a três milhas da próxima estação, há uma cidade interessante, numa localização excelente, que espera seja o seu destino. A resposta negativa, naturalmente, leva a mais perguntas sobre o seu itinerário; e, qualquer que seja o destino, invariavelmente fica a saber que não consegue lá chegar sem imensa dificuldade e perigo, e que todas as grandes vistas são noutro lugar qualquer. [...]
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ACORDO

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Redassão

O mano


Cu ando meu mano nas ser, vai chamarce Herrar, porque o pai dis que Herrar é o mano.

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(Recebido de Fernando Pena de Sousa)
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A HISTÓRIA NARRADA PELOS SEUS CONTEMPORÂNEOS

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META-INDUÇÃO PESSIMISTA

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Já houve quem afirmasse que a Terra era plana. E também que o Sol girava à volta da Terra. E que os corpos com massa diferente caiam com acelerações diferentes. E muitas outras coisas em que as pessoas acreditaram; incluindo sumidades científicas da época, cuja opinião era indiscutível, embora errada. É a vida, como diria António Guterres.
Mas isso são coisas do passado! Graças a Deus, temos a felicidade de ter nascido no momento em que a ciência atingiu o clímax, pensamos nós. Harry Levin, crítico literário inspirado, escreveu um dia: “O hábito de considerar a nossa idade o apogeu da civilização, a nossa cidade o eixo do Universo, e o nosso horizonte o limite do conhecimento, é inexplicavelmente frequente”. 
No mínimo, consideramos o produto da ciência como matéria cumulativa que se vai adicionando ao produto herdado, caminhando sempre na via da cada vez melhor compreensão do mundo. O adquirido, achamos, é para ficar; completado eventualmente no futuro com novas aquisições. Posição perigosa esta: se fôssemos prudentes, olharíamos para a história da ciência, onde se encontram razões para ter medo de tal posição.
Mostra essa história que muita ciência, ou o que na sua época era ciência, colapsou de todo, sendo impossível adicionar-lhe fosse o que fosse, ou corrigi-la de alguma forma. Sofria de doença congénita incurável e fatal. Esta visão caracteriza a corrente da Filosofia Científica chamada  de meta-indução, ou meta-indução pessimista, que procura chamar os cientistas à realidade. A ideia é que todas as teorias são fundamentalmente provisórias e eventualmente erradas. E tal não representa nenhum menosprezo ou ameaça à investigação e ao estudo científico. Pelo contrário, é factor de controlo do seu produto final. Nunca a atenção ao contraditório foi perniciosa ao saber. Os bons cientistas percebem isso. Sabem que são instrumentos de aproximação ao conhecimento e que constroem apenas modelos. Modelos que, às vezes, estão muito próximos da realidade. Mas só isso.
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2 - 0

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Espaço reaberto, temporária e condicionalmente, em função da performance futura.
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terça-feira, 6 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Fair Jeanne"
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O “Fair Jeanne”, com casco de aço,  foi construído em Otava, entre 1979 e 1982. É um brigue, o que quer dizer que tem dois mastros e só um com velas redondas. Começou por ser iate particular, passando depois a estar ao serviço duma instituição humanitária que organiza viagens de treino para jovens. Tem 125,5 toneladas, 34 m de comprimento, 7,5 m de boca, 1,7 m de calado e 420 m2 de velas.
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DIREITO LUNAR

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Em Julho, faz 43 anos que o homem pôs o pé pela primeira vez na Lua. E a última vez que lá voltou foi em Dezembro de 1972, faz antes do próximo Natal 40 anos. Voltará? É mais que provável.
A companhia americana Space Adventures está a procurar milionários aventureiros para financiar uma missão lunar cujo fim é circum-navegar o nosso satélite. E a China fala de lá construir uma base permanente. E há mais!
Mesmo que só pequena parte desses projectos tenha realização, os problemas que se levantam são enormes. Em primeiro lugar, de quem é a Lua? Os primeiros astronautas que lá foram disseram que a entregavam à humanidade. Mas que título tinham para poder fazer tal oferta, isto é, a Lua era deles? O facto de serem os primeiros a chegar tornou-os proprietários, como os antigos europeus ficaram proprietários das terras onde chegaram através do mar? Não creio que seja legítimo nos tempos actuais tal raciocínio.
A Antárctida não é de ninguém. Mas existe um tratado, assinado pelas nações mais poderosas do mundo, onde isso está escrito. E não são lá permitidas algumas actividades, como operações militares, exploração de recursos e coisas do tipo. Só actividades de investigação científica. Mas sobre a Lua, a Rússia ou a China não assinaram nada. A Lua está à mercê da vontade desses países e, eventualmente de outros. Vai haver o cuidado de preservar vestígios históricos de valor inenarrável como a primeira pegada do homem fora da Terra, ou os restos do material científico que os astronautas deixaram para trás? Com o provável turismo, será o vandalismo, tal como se verificou na Terra com as amostras de rocha lunar distribuídas a todas as nações e cuja maioria está em parte incerta, depois de terem sido roubadas.
É agora o tempo de começar a pensar no Direito da Lua. Antes de começar a alarvice. A experiência já demonstrou que é sempre assim. Pelo menos desta vez, aja-se a tempo.
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A ARTE NA NATUREZA

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O DESACORDO ORTOGRÁFICO

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[...] Ou o acordo é útil e deve ser cumprido, embora a sua maior vulnerabilidade seja precisamente a de se não ver nele utilidade, ou mais vale abandoná-lo de vez. Um acordo pensado para unir e que só provoca desunião, não apenas no nível interno, mas no quadro da lusofonia, não serve a Língua nem os estados envolvidos. Se é para recuar, pondo Portugal a ridículo, mais vale, então, recuar de vez e cada país continuar a escrever como bem entenda. É o que sucede com outras línguas partilhadas, como o todo-poderoso inglês, sem que daí venha mal ao mundo.
Fernando Madrinha in "Expresso"
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AVES DO ESTUÁRIO DO TEJO

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Corvo marinho
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"GEDANKENEXPERIMENT"!

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Aristóteles afirmava que, no vácuo, objectos com massa diferente caem com aceleração diferente. De facto, Aristóteles não sabia – era um mero palpite porque não experimentou coisa nenhuma. Seria materialmente difícil para Aristóteles experimentar? Sim senhor e, por isso, a sua autoridade fazia doutrina, mesmo não sendo necessário experimentar nada para saber que estava errado. Ou melhor, experimentar no sentido material, porque há outra, ou outras formas de experimentar.
Mais tarde, diz-se que Galileu engendrou uma experiência muito tosca na Torre de Pisa, com dois calhaus de massas diferentes, deixados cair do cimo da torre. É claro que Galileu não tinha capacidade de medir com precisão o tempo que levavam a chegar ao solo e os resultados da experiência teriam sido pior que péssimos.
Na realidade, a este problema aplica-se aquilo a que Einstein chamava gedankenexperiment ou, em linguagem acessível, experiência mental; e foi o que Galileu fez, de acordo com o escrito no Discorsi e Dimostrazioni Matemache, numa conversa entre Salviati e Simplicio. Resumidamente, foi assim:
Se unirmos as duas pedras por um fio de massa desprezível, e se caíssem com aceleração diferente, a de menor massa desacelerava a de maior massa e o contrário também acontecia. De qualquer forma, nunca podem cair com maior aceleração do que quando a maior cai individualmente. Pelo contrário, cairão sempre com menor aceleração que a maior isolada.
Se reduzirmos o comprimento do fio a zero, as duas pedras funcionam como um corpo único cuja massa corresponde à soma das massas das duas; e, então, deveriam cair com maior aceleração, o que é um absurdo porque são exactamente as mesmas pedras e a mesma massa da experimentação anterior.
A experiência mental não é uma laracha de almanaque, ao contrário do que parece. Em boa verdade a gedankenexperiment é a base da ciência moderna, aplicada na Física Quântica pelos físicos teóricos, por exemplo. Higgs usou-a para deduzir a existência da partícula que tem o seu nome e carece ainda de demonstração material. O mesmo fizeram grandes físicos, como Schrödinger com a radioactividade, Maxwell com a termodinâmica e muitos outros. E Einstein serviu-se da experimentação mental para formular a teoria da relatividade que, nas suas linhas gerais, é um produto tipicamente teórico, baseado na experiência mental.
E todos nós, e era aqui que queria chegar, devemos ter permanentemente à mão a gedankenexperiment na vida quotidiana. Aplica-se a quase tudo; e não assistiríamos a tanta asneirada, cavalada, jericada e burrada se fosse instilada desde a infância nas cabecinhas dos petizes.
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A "TORRE DOS PILOTOS" DE LISBOA

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CHEIRA A ESTURRO!!!

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O Primeiro-Ministro de Israel disse ontem que o tempo de parar o programa atómico do Irão está a ser ultrapassado e Israel determinado a evitar que o Irão tenha armas nucleares. Falando para 13.000 delegados do American-Israel Public Affairs Committee, Netanhyahu disse que não pode deixar o povo israelita viver na sombra da aniquilação. 
A programação da Força Aérea de Israel é há anos feita para a eventualidade de uma acção de longo curso. Os judeus compraram 125 aviões F-151 e F-161 muito avançados e equipados com aviónica israelita especial para o efeito e tanques de combustível adicionais. Compraram também munições para ataque a bunkers de enorme espessura e desenvolveram aeronaves não tripuladas preparadas para uma missão desse tipo. E a maior parte do treino dos pilotos tem sido no sentido de uma operação como um ataque ao Irão.
Uma acção desse tipo pode ter consequências internacionais medonhas. Conhecendo os líderes iranianos e a determinação dos israelitas, é de recear o pior.

segunda-feira, 5 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"HMS Donegal"
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Com o nome inicial de “Barra”, o navio pertencia à famosa classe Teméraire da Marinha Francesa, armado com 74 canhões. Em 1795 mudou o nome para “Pégase” e, em 1797, para “Hoche”. Em 1798, foi apresado pela Royal Navy e recebeu o nome com que morreu – “HMS Donegal”. Tinha 55,87 m de comprimento, 14,90 m de boca, 7,26 m de calado, 2.900 toneladas e 2.485 m2 de pano. A tripulação era de 3 oficiais mais 690 homens. Foi abatido em 1845.
A imagem em baixo é da batalha travada em 6 de Fevereiro de 1805, ao largo de S. Domingo. O “HMS Donegal” é o navio mais à esquerda.
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ANGELINA JOLIE E OUTRAS ESTRELAS

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No centro da nossa galáxia – Via Láctea – situa-se um buraco negro famoso, porque é nosso, chamado Sagitário A. Tem 2,7 milhões de vezes a massa do Sol, num volume com diâmetro de 10 minutos luz, muito pequeno portanto. Como em todos os buracos negros, a gravidade é colossal, comparável à do buraco que Sócrates deixou nas finanças; por isso é colossal, para usar linguagem de Passos Coelho. E, com tal gravidade, a velocidade de escape dessa massa é superior à da luz e nada sai de lá, nem a dita luz.
Em volta dele gravita uma estrela quase tão famosa como a Angelina Jolie, mas com nome mais simples, a S2. Com massa 15 vezes maior que o Sol, viaja à velocidade de 5.000 km por segudo (!), 200 vezes mais rápida que a Terra, sem se perceber qual é a pressa. O facto é que resiste à atracção do buraco, mesmo passando perto dele numa fase da sua órbita que dura 15 anos da Terra.
Na imagem do vídeo em cima vê-se muito bem a estrela no seu caminho elíptico, enquanto há outras personagens cósmicas a cruzar os ares. Um espanto!
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HAJA DEUS!

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Numa das muitas declarações que gosta de fazer para se manter na ribalta, Mário Soares disse hoje que “os membros da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) não podem ser encarados como aliados”. "A 'troika' é usurária e está aqui para cobrar juros altíssimos", acrescentou.
Só não disse Soares, porque se esqueceu, que se os usurários da ‘troika’ não nos emprestassem dinheiro, ninguém mais emprestava; e aqueles que agora passam mal, não seriam um ou dois milhões, mas dez milhões. E também se esqueceu de dizer que, se chegámos a esta situação, foi porque vários governos socialistas a criaram, em nome da solidariedade social mal entendida. E ainda que foram esses que chamaram a ‘troika’ e fizeram a borrada de o fazer em situação de desespero, já com a corda na garganta e sem condições para negociar o que quer que fosse.
Porque não se cala este insensato, ou porque não o calam?

AS TEIAS DA MUSICA

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Um investigador japonês fez cordas de violino com a seda com que as aranhas tecem as teias e, dizem os músicos, o timbre do instrumento melhorou. O Dr. Osaki enrolou 3 a 5 mil fios na mesma direcção para fazer feixes que, depois, foram por sua vez enrolados em grupos de três na direcção contrária para fabricar uma corda. No total, isto representa muitos milhares de fios por corda.
O estudo de cortes transversais das cordas por microscopia electrónica mostra que não ficam espaços entre os fios e feixes e será essa a razão da qualidade do timbre. Agora parece ainda ser preciso melhorar a resistência do produto final para não ocorrerem fífias de cordas partidas a meio dos concertos.
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LAURA WATT

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SOMOS PÓ

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Fleuve, de Augustin Pajou (Louvre)
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Falávamos em 23 de Fevereiro do Princípio de Copérnico que tirou a Terra do centro do Universo, e do moderno Princípio da Mediocridade que reduziu o homem à dimensão de complexo molecular regido pelas leis da natureza. Copérnico ajudou-nos a perceber que não estamos no princípio de nada, nem no fim de coisa nenhuma. E, muito mais tarde, o astrofísico Richard Grott veio dizer-nos que, embora observadores inteligentes, não ocupamos nenhum lugar especial no tempo. A palestra do Prof. Cortella reproduzida abaixo é um bom exemplo da visão cientificamente humilde que o homem actual tem de si mesmo. Considero genial o facto de, quando alguém lhe pergunta se sabe com quem está a falar, ele dizer: você tem tempo? 
Mas não desesperemos. Tanto quanto se sabe, somos o único ser que conhece o seu lugar no Universo; e, embora o lugar seja humilde, isso faz com que não sejamos assim tão insignificantes!                                                                                                                                   .

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

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(Vídeo enviado por J. Castro Brito) 
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A CULTURA DA CHAPELADA


Stanislav Govorukhin,  chefe da campanha eleitoral de Putin, que ganhou as eleições presidenciais na Rússia, declarou urbi et orbi que nunca houve eleição mais limpa no País. Lê-se que se realizaram votações em carrossel, com povão transportado em autocarros a fazer peregrinações pelas assembleias eleitorais e a votar repetidamente em Putin, que há vídeos de gente a pagar a outra gente para votar no ex-KGB, mas Govorukhin deve estar certo: todas as eleições anteriores tiveram práticas inspiradas no regime soviético, grande especialista em “chapeladas” nas urnas. A “chapelada” nas eleições constituiu-se em património cultural russo e já ninguém liga a isso. Os russos só pedem que a pouca vergonha não seja muita, como o empregado de restaurante que estranhava o meu protesto contra a conta aldrabada, uma vez que a aldrabice era só de 100 escudos.
Assim, Putin ganhou bem. E pode permanecer na presidência até 2024. Isto, claro, se não voltar a ser primeiro-ministro durante seis anos, para voltar em 2030 e ir até 2042!

domingo, 4 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Eye of the Wind"
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O “Eye of the Wind” foi construído em 1911, com casco de aço, pela C Lühring of Brake, na Alemanha; recebeu o nome de “Friedrich” e começou a fazer viagens comerciais para a América do Sul. Em 1923, foi comprado por suecos e passou a operar no Mar Báltico e Mar do Norte, com o nome de “Merry”. Em 1969, já sem mastros e a motor, sofreu um incêndio e ficou gravemente danificado. Em 1973, um grupo de entusiastas de veleiros promoveu o seu restauro e deu-lhe o actual nome, inspirado no livro de Peter Scott. Tem 40 m de comprimento, 7 m de boca e 750 m2 de velas.
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ELBMARSCH

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O "Elbmarsch" chega a Lisboa com mais uma carga de dívida
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TOPOLOGIA!

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Cultura é um termo com várias acepções. Uma delas relaciona-se com o conjunto de características duma população, como a língua, religião, hábitos, história, memória colectiva, valorização do espaço, preservação do ambiente e por aí fora. Neste sentido, a cultura não é estática – sofre evolução permanente, sob a influência de múltiplos factores cada vez mais actuantes em consequência da pressão crescente dos meios de comunicação. O fenómeno é objecto de estudo da chamada Dinâmica Cultural, ramo que agrupa sociólogos, antropólogos, politólogos, economistas, historiadores e muitos outros.
Ou seja, é ciência tipicamente pluridisciplinar, dada a complexidade das forças em jogo. Recorde-se que nas sociedades animais, de outros primatas por exemplo, também existe um perfil bem claro equivalente à nossa cultura – modo de ocupação do espaço comum, acasalamento, cuidado dos filhos, hábitos alimentares, etc. Só que tais sociedades são quase estáticas, ao contrário das humanas. Passam a “cultura” intacta de geração em geração, verificando-se apenas alguma evolução quando lhes é imposta mudança de habitat. O homem muda, e muda constantemente. Mas não tanto como se possa imaginar. Na realidade, pode dizer-se que apenas faz variações em mi menor, de acordo com o ponto de vista dos topologistas.
Topologia (topo, do grego topos que significa lugar e logia de logos que significa estudo) é uma corrente engraçada. Para abreviar o esclarecimento do que é, recorramos a um exemplo, o da chávena de café e do donut. Em que é que estes dois objectos são equivalentes? Para um topologista, são equivalentes porque ambos têm um buraco: o donut no meio e a chávena na asa! De acordo com os topologistas, se a chávena fosse moldável podia-se modificá-la, deixando o buraco da asa e colocando o resto da chávena em volta dele, dando-lhe a forma de donut! Sem tirar nada e sem acrescentar nada, um adquire a forma do outro. Será assim que funciona a dinâmica cultural, fenómeno social estudado pela Dinâmica Cultural. Isto é, mudamos o património colectivo, respeitando os buracos, sem tirar nem pôr nada – variações, portanto.
Chegado a este ponto, acho que os topologistas são uns desmancha-prazeres. Afinal, não saímos da cepa torta, ao contrário do que presumimos! O melhor é não tomar conhecimento. Topologistas?!!! Pfff!...
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JOANINHAS

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(Do blog "Malema Paintings")
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VILLAS-BOAS SACKED BY CHELSEA

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André Villas-Boas foi despedido do Chelsea, como era evidente que iria acontecer. Não é fácil para um treinador de 34 anos controlar um balneário de veteranos pouco mais novos, que já deu água pela barba a vários intelectuais do futebol. 
As coisas estiveram bem com Mourinho, no Chelsea de 2004 a 2007. Ganhou a Liga ao fim de 50 anos de “jejum”, a FA Cup e duas Carling Cups. Foi o treinador de maior sucesso na história do clube, porque é o Special One: o terceiro treinador do mundo a ganhar a “Champions” duas vezes com clubes de nações diferentes e em vias de ser o único Homo sapiens capaz de ganhar a Liga em Inglaterra, Itália e Espanha.
Mas as coisas mostraram a Villas-Boas como é complicado o Chelsea. De Mourinho a Villas-Boas, foram “trucidados” Avram Grant, Luiz Felipe Scolari , Guus Hiddink e Carlo Ancelotti. O único que esteve mais de um ano foi Ancelotti!
Villas-Boas deu o passo errado ao meter-se naquela embrulhada. A carreira de um treinador tem de ser feita step by step – os passos de gigante são só para special ones.

MUSEU DA ELECTRICIDADE

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TRECHOS QUE VALE A PENA CITAR

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[...] É engraçado reparar na presciência de alguns dos nossos media face às manifestações em Espanha. Não só conseguem ver um "povo" inteiro em "luta" contra o Governo que esse exacto povo acabou de eleger como classificam de violentos os ténues esforços da polícia para conter os selvagens, perdão, os "estudantes" que arrasam tudo o que lhes surge pela frente.
Os "estudantes" que protestam nas ruas de Valência, Barcelona e etc. exigem "menos cortes, mais educação". Até certo ponto, compreende-se a exigência e louva-se a franqueza: a fúria destruidora revelada pelas hordas demonstra que sucederam por ali terríveis lacunas educativas. Infelizmente, não se consegue mensurar a desmesurada verba necessária para suprir as lacunas, isto considerando que ainda há hipótese de o fazer.
Eu julgo que não há: na senda do Maio de 68, que tantos gandulos inspira, a rapaziada limita-se a ser razoável e a pedir o impossível. Se aqueles bandos de delinquentes pouco asseados são representativos da escola espanhola, convém esquecer a escola e passar ao instrumento de aculturação seguinte, da brutalidade policial de facto à camisa-de-forças, passando, claro, pelo sabão. Muito sabão. [...] 
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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NECROLOGIA

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Este espaço também está temporariamente encerrado por óbito de aspirações excessivas
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sábado, 3 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Dione"
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O “Dione”, navio mercante, foi construído em 1905 por Rijkée & Co. Roterdão, e foi assim chamado até 1912. Mudou de nome três vezes, após vendas sucessivas: em 1912 (“Pelikan”), em 1923 (“Bellco”) e em 1926 (“Ignazio Novoretto”). Foi abatido em 1927. Tinha 82,68 m de comprimento, 12,22 m de boca e 7,03 m de calado.

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ADIVINHEM QUEM ESTÁ DE VOLTA

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O SONO DOS DEVEDORES


O sono é o juro que temos de pagar pelo capital que liquidamos ao morrer; e quanto maior é  a taxa do juro, e mais regularmente ele é pago, mais a data da redenção é adiada.
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Isto escreveu Schopenhauer - provavelmente, digo eu - uma noite antes de ir para a cama. A ideia de comparar o sono, a vida e a morte com um movimento financeiro é, no mínimo, inesperada. Diz, quem penso que sabe o que diz, o seguinte sobre a tirada do autor: quando nascemos, recebemos uma dose de consciência e luz emprestada pelo vazio, deixando nele um buraco que cresce diariamente. À noite, quando dormimos, na escuridão do sono, preenchemos parte do buraco e evitamos que cresça sem controlo. No fim, temos de pagar o capital, encher de novo o buraco e devolver a vida que nos foi emprestada. O sono é a petite mort!
Sei que estão a olhar para mim com dúvidas. Mas não inventei nada. E nem sequer conheci Schopenhauer!
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FAZENDO PELA VIDA

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O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO

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Essa coisa colossal que se vê aí em cima é o Hotel Ryungyong, com 105 andares e 330 metros de altura, situado em Pyongyang, capital dessa colossal nação da Coreia do Norte, chefiada pelo colossal génio Kim Jong un. Planeado para ter 3.000 quartos, 7 restaurantes giratórios,  vários bares, salas de desporto e um casino, a obra faraónica começou a ser construído em 1987 e é uma modesta homenagem ao “Presidente para a Eternidade”, Kim Il-sung, na passagem do 100º aniversário do seu nascimento, em 15 de Abril.
Entretanto, noticiam os jornais que o berço de Kim Il-sun, a nação que Bernardino Soares tem dúvidas se é uma democracia, recebeu dos Estados Unidos, a troco de suspender os ensaios nucleares e de mísseis de longo alcance, a ajuda de 240.000 toneladas de alimentos para matar a fome da sua população. E sujeitou-se à humilhação de assinar um compromisso de que tal ajuda não será desviada para o colossal exército de um milhão de homens em armas e irá toda, completa e integralmente, para a fominha do povão. Abaixo a exploração do homem pelo homem!
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O REPÓRTER DA CIDADE

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ONOMEQUEDIZTUDO
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sexta-feira, 2 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"USS Devonshire"
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O “USS Devonshire” foi construído em Nova Iorque em 1848 por Jacob A. Westervelt & William Mackey para a Black X Line, de paquetes que faziam carreira entre Nova Iorque e Londres. A sua viagem transoceânica mais curta durou 19 dias e a mais longa 41 dias. Foi abatido nos anos 1870. Tinha 52 m de comprimento, 11,5 m de boca, 6,5 m de calado e 1.150 toneladas.

SOMOS PÓ DE ESTRELA

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De onde vimos? Acho a explicação, de que fomos feitos em estrelas, profunda, elegante e um encanto. Admite que cada átomo do nosso corpo foi construído com partículas mais pequenas produzidas na fogueira de estrelas há muito desaparecidas. Somos subprodutos da fusão nuclear. A enorme pressão e temperatura desses fornos gigantes fizeram compactar nuvens de insignificantes partículas elementares em partículas mais pesadas que, uma vez fundidas, foram sopradas para o espaço à medida que os fornos morriam. Os pesados átomos dos nossos ossos podem ter exigido mais do que um ciclo para ganhar corpo suficiente.
Número incontável de átomos arrefeceram num planeta e o desequilíbrio estranho chamado vida varreu esses átomos para os nossos corpos mortais. Somos todos agregados de poeira estelar. E, por uma transformação elegante e notável, essa poeira é capaz de olhar o céu e aperceber-se do brilho doutras estrelas. Parecem remotas e distantes, mas estamos realmente muito próximos delas; não interessa a quantos anos luz. Tudo que vemos nos outros e eles vêem em nós nasceu numa estrela. Quanto encanto tem isso?


Em minha opinião, esta prosa é uma peça inteligente, com encanto e lucidez, apesar da medíocre tradução que fiz. Foi escrita por Kevin Kelly, editor e fundador da revista “Wired” e autor do livro de sucesso “Out of Control: The New Biology of Machines, Social Systems, and the Economic World”. Respondia à pergunta "What is your favorite deep, elegant, or beautiful explanation?".
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2 - 3

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Por razões imprevistas, este espaço encontra-se temporariamente encerrado.
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OS PREDADORES

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(Vídeo recebido de J. Castro Brito)
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MUSEU DA ELECTRICIDADE

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QUEM ESCORREGA TAMBÉM CAI

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Qual é a divisão mais perigosa da casa? Embora se pense quase sempre na cozinha, com o fogão, água a ferver, facas afiadas, máquinas accionadas por corrente eléctrica forte, aparelhos a gás e por aí fora, o local mais perigoso é a casa de banho. Nos Estados Unidos, segundo o "Centers for Disease Control and Prevention" de Atlanta, todos os anos uma média de 235.000 pessoas com mais de 15 anos recorrem a serviços de urgência hospitalar por acidentes na casa de banho; e 14% são internados.
Um terço ou mais dos acidentes ocorrem na banheira ou no chuveiro, e são mais frequentes nas idades entre os 15 e 24 anos. A partir dos 85, são muito mais raros. Este grupo etário, com mais de 85, sofre mais de metade dos acidentes na sanita, ou perto dela. Aliás, acima dos 65, os acidentes ao sentar ou levantar da sanita são muito frequentes, recomendando vivamente os epidemiologistas de Atlanta a instalação de barras metálicas para apoio dos utilizadores.
Na banheira, ou no chuveiro, 2,2% das lesões verificam-se ao entrar e 9,8% na saída.
Curiosamente, as mulheres têm mais 72% de acidentes na casa de banho que os homens, o que pode ser devido a menor actividade física, menos força muscular, menor massa óssea, ou menos cuidado!

OS PEQUENOS VELEIROS

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COMO NÃO HÁ GULAG...


Uns tantos guardas da GNR, e talvez alguns sargentos, manifestaram-se junto do Ministério da Administração Interna e tentaram forçar a entrada  no edifício, sendo impedidos de o fazer por agentes da PSP.
Não sei o que se passa na GNR e quais são os motivos dos protestos, mas presumo que serão coisas equivalentes ao que se passa com a generalidade dos portugueses, todos a atravessar momentos difíceis decorrentes de sucessivas governações incompetentes e demagógicas, com muita desonestidade à mistura. Mas os elementos da GNR não podem comportar-se assim. Gostem ou não, são militares e militares não são, ou não devem ser, rufias.
Estes janotas são gente manipulada por políticos admiradores incondicionais do antigo regime soviético, onde polícia que se comportasse desta forma recebia do Gulag o bilhete só de ida para um campo de educação e refrescamento mental.
É extraordinário como tais políticos ainda conseguem fazer carreira, o que não abona nada sobre o nível intelectual da maior parte do povão.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Daylight"
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O “Daylight”, uma barca de quatro mastros e casco de aço, foi construído em 1902 por Russell & Co., Port Glasgow, ao preço de 270.000 dólares. Era um grande cargueiro com 107,10 m de comprimento, 14,95 m de boca, 8,58 m de calado e 3.756 toneladas - o maior veleiro construído até então. Em 1942 recebeu novo figurino de velas, mudou de nome para “Tangara” e foi equipado com 2 motores diesel. Foi abatido em 1954.

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ACORDO ORTOGRÁFICO

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Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Nãofalo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse? Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?


Assim começa o artigo publicado por João Pereira Coutinho na "Folha de S. Paulo". Leia o texto completo aqui.
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CCB

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ATEÍSMO, AGNOSTICISMO E DARWIN

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Ateu é o que não acredita na existência de Deus e pode mesmo, além de não acreditar, ter a certeza que Deus não existe. O termo tem outras implicações e usos que não têm agora interesse para o que se quer dizer e podem ser encontradas aqui. O agnóstico não acredita nem deixa de acreditar; simplesmente considera que Deus pode existir, mas tal não está provado e, portanto, não há razão para acreditar.
Vem isto a propósito da posição religiosa de vários nomes grandes da Ciência e, antes de todos, de Charles Darwin, provavelmente o que é objecto de mais ataques do povo religioso que o considera um perigoso ateu pela Teoria da Evolução das Espécies.
Era Darwin um ateu? Não creio. Na autobiografia, que não escreveu para publicação em vida, diz assim: Uma das fontes da convicção da existência de Deus... decorre da extrema dificuldade, ou até impossibilidade, de conceber este imenso e maravilhoso universo, incluindo o homem com a capacidade de olhar passado e futuro longínquos. Pensando assim, devo ser considerado um teísta.  
E no fim do livro On the Origin of Species, a respeito do papel de Deus como obreiro do Universo : Pode a mente humana que, como acredito, se desenvolveu a partir de uma mente tão elementar como a do mais simples animal, merecer o nosso crédito quando tira tão grande conclusão? Não pode ser isso o resultado da conexão entre causa e efeito que o nosso espírito considera necessária, mas provavelmente depende meramente da experiência herdada? E não devemos esquecer a possibilidade de que a permanente inculcação da crença em Deus nas mentes das crianças, produzindo um efeito enorme nos seus cérebros ainda não completamente desenvolvidos, torne tão difícil para elas libertarem-se da crença, como é para o macaco libertar-se do medo instintivo duma serpente.
Isto é, Darwin não afastava a existência de Deus, mas tinha dúvidas razoáveis. A melhor classificação das suas convicções religiosas será a do agnosticismo. Haverá poucas dúvidas de que Darwin era agnóstico.
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VASSILI, O ÚLTIMO IMIGRANTE



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(Agradeço ao colega Meneses Brandão o vídeo do YouTube)
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SAIUTE PÉCIMO

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O “Expresso” desta semana inclui, no caderno “Actual”, um excelente artigo sobre o Acordo Ortográfico; objectivo, com fundamento sólido e nada apaixonado, da autoria de António Guerreiro. Ali se encontram exemplos extraordinários que têm vindo a ser cuidadosamente mantidos no silêncio. Recorde-se que o dito Acordo tem como objectivo principal, a unificação da língua através de grafia única.
Assim, por exemplo, a respeito da facultatividade das consoantes mudas e da acentuação, cita coisas assim: confeccionámos, confeccionamos, confecionámos e confecionamos são tudo formas aceitáveis da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do verbo confeccionar e de muitos outros da primeira conjugação.
E, para a palavra Electrónica, o Acordo aceita ainda electrónica, Electrônica, electrônica, Eletrónica, Eletrônica, electrónica e eletrônica, ou seja, oito formas diferentes.
Na palavra recepção não há grafia alternativa, apesar do p ser consoante muda em Portugal: é que no Brasil não é e aí acabou a facultatividade recepcionista.
Aliás, ninguém respeita o Acordo escrupulosamente, como o próprio “Expresso” que, entusiasticamente, aderiu escrevendo espetador, mudando depois para espectador para não espetar ninguém.
Tudo isto soa a arbitrariedade e ligeireza, em que cada um escreve como lhe apetece e parece. No fundo, é a consagração da ortografia “Vodafone” usada pelos jovens nos SMS. Axo k kerem meterme nakilo k xamam bué de naice.
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O DAFUNDO CHEGA A BOM PORTO

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