terça-feira, 9 de julho de 2013

ENERGIA DO FUTURO

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Este é o esquema da central eléctrica do futuro. Tão simples como isto! O deutério, isómero do hidrogénio com um protão e um neutrão no núcleo (o hidrogénio só tem o protão), é aquecido juntamente com o trítio, outro isómero do hidrogénio com um protão e dois neutrões no núcleo, até à temperatura de 50 milhões de graus, o que provoca a fusão do deutério com o trítio, formando-se um átomo de hélio, com dois protões e dois neutrões. Liberta-se quantidade enorme de energia—parecido com o que ocorre no Sol—e sobra um neutrão que é usado para "bombardear" um átomo de lítio, libertando-se mais energia, um átomo de hélio e um átomo de trítio, recuperado para a fase inicial da fusão. Doze miligramas da mistura 50/50 de deutério e trítio podem produzir energia equivalente a uma tonelada de TNT. Não há carbono, resíduos nucleares e essa cangalhada toda. É obra!
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MANSARDAS

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Cascais, 10-06-2013
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UM FETICHE CHAMADO LIVRO

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Fetiche, do francês fétiche, por sua vez do português feitiço, do latim facticius, é uma imagem ou objecto simbólico com várias acepções, desde sexuais a culturais e religiosas. Vem isto a propósito de um artigo publicado na revista "The New Yorker", que acabo de ler, sobre o livro em papel, o livro electrónico e o livro como fetiche.
Há aqueles para quem o livro clássico, em papel encadernado, é um fetiche literário incontornável, sendo o prazer da leitura resultado de mistura em doses variáveis do gosto pelo livro objecto e apreço pelo seu conteúdo. São o cheiro da tinta mesclado com o do papel, as propriedades físicas deste—havendo gostos para todo o tipo—a forma e dimensão dos tomos, a capa dura e a capa mole e por aí fora, que se juntam em proporções variáveis conforme o cidadão leitor, com o estilo do autor e a natureza da matéria tratada na palavra.
Compreendo os amantes do livro fetiche e sou dos que consideram serem os livros ornamentais e não haver imagem mais ilustrativa da cultura, do saber e da actividade intelectual do homem que a fotografia de uma grande e bela biblioteca, como a do Vaticano, por exemplo. Mas também gosto de caleças e tipóias e não me desloco a Cascais sentado no banco duma charrete, com as rédeas na mão a governar uma parelha de cavalgaduras.
Tudo tem seu tempo e lugardigo eue não renuncio à facilidade e comodidade de consultar excertos dos livros na Net, com o rabo confortavelmente sentado na almofada, podendo comprá-los em segundos com um clique e lê-los de empreitada durante a noite que se segue. E de libertar o espaço físico que ocupariam em casa. E de os levar comigo para qualquer lado sem carregar mais que o peso do aparelho que permite a sua leitura.
Eça de Queirós não gostaria que só apreciássemos o seu brilhante estilo quando embrulhado em edição mais ou menos requintada do "Círculo dos Leitores". Os estilos de Eça, de Vieira, de Camilo, de Ramalho, valem por si, sejam transmitidos impressos em papiro, por alfabeto Morse, em Braille, ou através de bits ou bytes, ou uma cangalhada dessas.
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MANSARDAS

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Cascais, 10-06-2013
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O VIÉS ANTROPOCÊNTRICO

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Teleologia é um palavrão filosófico com pés de barro porque não resiste a uma análise sumária. É composto a partir das raízes gregas telos, que significa fim, ou objectivo, e logos—estudo, teoria ou conhecimento. Assim, teleologia refere-se ao estudo, teoria ou conhecimento do fim das coisas, ou seja, para que servem. Quando digo que a vassoura serve para varrer e o penico para fazer xixi, estou a emitir um parecer teleológico.  
Falo nisto porque o homem tem um viés mental teleológico. Por exemplo, diz que as pernas servem para andar, ou que o nariz é para cheirar. E não é isto verdade? Não é. O homem anda da forma que anda porque tem pernas e cheira porque tem receptores do olfacto no nariz.
Curiosamente, tal viés não se aplica a tudo. Ninguém pergunta, por exemplo, para que serve uma estrela. É uma questão irrelevante: a estrela existe porque existe, porque está lá e pronto. O Sol não existe para aquecer e iluminar a Terra. O Sol existe tout court e aquece e ilumina a Terra. Também ninguém pergunta para que serve o ácido sulfúrico. Aceita-se que existe e usa-se quando dá jeito.
Mas, quando começamos a avançar em direcção a nós, o viés agrava-se. Com outros seres vivos, mesmo os mais simples, começamos a asnear. Dizemos que as bactéria flageladas têm flagelos "para" se deslocarem e não que se deslocam porque têm flagelos; ou que os símios sobem bem às árvores porque fazem oponência nos pés, subentendendo que o pé é assim "para" subirem às árvores. Darwin explicou bem como foi.
Quando chegamos a nós, o exagero é uma lástima, a ponto de se ter considerado durante séculos que a actividade mental nos foi dada como bem ontológico, sem relação com o corpo. Isto é, a alma serviria para pensar e observar os preceitos religiosos. Era o dualismo de Descartes oriundo da Filosofia grega (a alma capitão do navio corpo).Só em tempo relativamente recente se admitiu que a actividade psíquica é um produto do encéfalo—pelo menos—e a alma uma qualidade ontológica, diferente do psiquismo, que existe para os crentes e não existe para os outros.
O viés do homem em relação a si próprio é uma manifestação flagrante de antropocentrismo. Ainda não nos libertámos da ideia de que tudo foi feito para nós e para o nosso bem e de que somos o centro e razão de ser do universo. Não digo que não seja assim. Ninguém pode demonstrar que não é. Mas o inverso também é verdade. 
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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"Henry B. Hyde"
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Construído para serviço de carga em 1884, deslocava 2.463 toneladas e tinha 81 m de comprimento. No dia 11 de Fevereiro de 1904, encalhou ao largo da Virgínia e acabou aí a sua carreira.
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PRAIA DO RECIFE

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(2006)
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TEMPO PARA AMANHÃ

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Ando a mastigar o tempo—não o tempo que agora nos assa em lume forte, mas o tempo propriamente dito, esse do latim tempus fugit que os relojoeiros tanto gostam de escrever nos mostradores. E dizia há dias que um relógio actual é capaz de se adiantar ou atrasar pequeníssima fracção do segundo em milhões de anos, o que é mentira, pela singela razão de que uma máquina dessas dura relativamente pouco. Na melhor das hipóteses, um relógio de césio chega aos 20 anos, com grande probabilidade de não o conseguir. Um relógio de pulso decente dura muito mais—tenho um, mecânico, comprado em Timor, com 46 anos e de aparente boa saúde.
Mas quanto maiores são as exigências de precisão dos relojoeiros actuais, se podemos chamar assim a uns tantos físicos quânticos que se interessam pela medição e pelo registo do tempo, mais problemas se lhes deparam. Por exemplo, esta coisa psicadélica de que o tempo varia com a velocidade e com a gravidade.  Assim, considerando que a aceleração da gravidade é de 9,80 m/s2 no cume do Everest e de 9,83 m/s2 ao nível do mar, esses relógios extraordinários, no alto do monte, adiantam-se 30 microssegundos por ano em relação aos colocados ao nível do mar.
Estou a ver o leitor a pensar que estou maluco por dizer uma irrelevância destas; mas a maluqueira não é minha é dos referidos relojoeiros. E o problema é que têm razão. Há actualmente extensa série de cangalhadas científicas que exigem essa precisão na medição do tempo—desde o GPS,  de que já falei, até aos aceleradores de partículas, como o LHC de Genebra. Sendo assim, combinamos uma coisa: os sábios espremem as meninges para medir o tempo correctamente e nós estamos autorizados a orientar-nos pela altura do Sol. Catita!
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ESBOÇO

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VEM NOS JORNAIS !

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Podemos discordar da oportunidade da demissão de Portas ou discutir quem beneficiou da remodelação governativa que resultou desta crise política. Mas, a haver algo de positivo na instabilidade política que se viveu, seria a percepção generalizada de que o cenário de eleições antecipadas, que tanto assombrou o debate político e que desta vez esteve iminente, é afinal mais amargo do que muitos julgavam. Que seja, também aí, uma mudança de ciclo.

Jornal "i"

A PSP da Amadora deteve, na tarde de sábado, um homem de 24 anos, em A-da-Beja,  por posse de arma proibida. O homem foi surpreendido pelos agentes quando carregava um cavalo morto numa grua. O equídeo tinha sido abatido a tiro minutos antes e seria servido no banquete de casamento de uma prima, o que já não veio a acontecer.
Aos agentes, o homem explicou que o animal estava doente – tinha um dente partido – e por isso já não havia muito a fazer. 

 "Correio da Manhã"

O Procurador do estado norte-americano do Missouri quer reinstaurar a câmara de gás para executar criminosos condenados à morte.

Idem

Restar-nos-ia o Presidente – não fosse o caso de a atual crise já ter provado, cruel verdade, que Cavaco está como o almirante Tomaz quando foi preciso substituir o inválido Salazar: "Tanta opinião diferente, meu Deus, que uma pessoa até fica tonta."

Ibidem

O Parque Nacional do Vale da Morte, na Califórnia, Estados Unidos, apelou aos visitantes para que parem de tentar estrelar ovos no chão para testar o calor da região. Os responsáveis dizem estar criado um problema ambiental com a quantidade de cascas e caixas de ovos deixadas naquela zona protegida.

"Sol"

Comentadores, jornalistas, ‘politólogos’, professores universitários, sindicalistas, ex-governantes invadiram os estúdios das televisões quais baratas tontas, dizendo as coisas mais desencontradas, baralhando os espíritos dos pobres telespectadores e aumentando brutalmente a confusão.
A intervenção mais sensata foi a de Guilherme d’Oliveira Martins que, no seu estilo pausado, aconselhou: «Nestas alturas, devemos falar pouco».

Idem

Árbitro esfaqueou um jogador que expulsara e acabou com o corpo esquartejado pelo público que assistia a um jogo de futebol...

"Expresso"
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PATÉTICO, CHOCANTE E DEPRIMENTE

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domingo, 7 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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MERCI DE NOUS FAIRE RÊVER

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Pierre Barthélémy edita um blog interessante no jornal francês "Le Monde", com o título "Passeur de Sciences". Hoje fala de pulsares, ou seja, como se formam as estrelas de neutrões, como estas podem originar pulsares que emitem ondas de rádio e por aí fora, e como se verifica que, em certos casos essa emissão tem a forma dum "arroto", para desaparecer depois—não interessa isso agora.
Serve a introdução para dizer que surpreende o número de pessoas não especialistas a fazer comentários, alguns bem informados, traduzindo um nível cultural que impressiona o parolo que sou.
Mas há de tudo como na botica. Por exemplo, um leitor deixa o seguinte registo: Je n’ai rien compris….à l’article et à la majorite des commentaires. Mais merci de nous faire rêver. Lembrei-me do cidadão que, saindo da missa do Domingo de Páscoa na aldeia, onde tinha ouvido um sermão encomendado a pregador da sede do diocese, tipo José Adelino Maltez, dizia a quem o queria ouvir: "Gostei muito: não percebi nada, mas gostei muito!" Poderia acrescentar: Merci de nous faire rêver...
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CHEIRA-ME A ESTURRO !

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MEÇO 1,72 SEGUNDOS/LUZ A DIVIDIR POR 299 792 458 !

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Falávamos há dias da medição do tempo e hoje a ideia voltou-me à cabeça depois de ouvir Brian Greene, no vídeo da BBC aqui em baixo, a falar no tempo como grandeza que a Física não percebe muito bem. Troçava da preocupação dos cientistas com os relógios e a sua exactidão, a ponto do rigor já ir na 14ª casa decimal do segundo—o tal relógio que em toda a vida do universo (quase 14 mil milhões de anos) se atrasa menos de meio segundo—e os cientistas ainda não estarem satisfeitos.
Em boa verdade, têm razão para serem exigentes, pois o segundo é cada vez mais uma unidade fundamental no sistema internacional de pesos e medidas. Três, das seis unidades básicas, são hoje definidas em função do segundo. Parece parvoíce, mas a unidade de comprimento deixou de ser a distância que separa duas linhas numa barra de platina iridiada localizada em Paris no Museu Internacional de Pesos e Medidas, e que corresponde ao comprimento de um meridiano terrestre a dividir por 10.000.000, e passou a ser a distância percorrida pela luz na fracção do segundo que se indica a seguir: 1s/299 792 458. E a massa do quilograma pode ser estabelecida a partir da famosa equação de Einstein E = m x C^2, donde se tira que m = E/c^2 e, consequentemente, um quilograma será igual a determinada quantidade de energia a dividir pelo quadrado da velocidade da luz, sendo esta a distância percorrida pela luz num segundo, blá, blá, blá.
Isto é, melhorando a medição do segundo, melhora-se a medição de outras unidades fundamentais. E é assim tão importante medir coisas com tal rigor? Para comprar um metro de nastro, suponho que não será, como não será para medir o número de asneiras que o Governo faz por unidade de tempo. Mas, por exemplo, para o funcionamento do Global Positioning System  (GPS), é fundamental. Não exactamente aquele GPS que lhe diz como pode chegar à Rua dos Fanqueiros, mas para o GPS da navegação espacial, e mesmo da navegação aérea, e por aí fora.
Portanto, fique tranquilo, ou tranquila. O merceeiro não vai pesar as suas batatas com o relógio de pulso comprado ao senegalês e aplicar a fórmula de Einstein, nem a senhora da retrosaria vai medir o seu nastro com um relógio de césio. Mas deve estar infromado/a que a sua altura é, por exemplo, igual à distância percorrida pela luz em 1,7s/299 792 458. Isso é fundamental. E dá para pôr nos cartões de visita! 
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MONTENEGRO

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Kotor
(2008)
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ADIDOS E MAL PAGOS

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Portas não "bate" de forma completamente regular. Tem períodos e "luas". Na Segunda ou Terça-Feira, deixou o Governo de forma "irrevogável", o que significa definitiva, irreversível, sem voltar atrás. Agora, Portas não voltou ao Governo—Portas é o Governo!  
Alguém disse que ninguém pode voltar atrás e organizar de novo o princípio, mas que todos podem voltar e promover novo fim. Portas está nesta fase do processo—a organizar o próximo fim. É a nossa sina.
Ribeiro e Castro acha que tudo está nas mãos do Senhor Presidente da República—o imóvel—que avaliará a consistência da solução agora proposta. Ribeiro e Castro está iludido, apesar da experiência política que é a sua. Sabe lá o Senhor Presidente da República avaliar alguma coisa! Menos ainda, no actual enquadramento político.
Em boa verdade, as alternativas são só duas: mais Passos Coelho, mais Portas e mais Maria Luís Albuquerque, ou Tozé mais a rapaziada do Largo do Rato—não há muita escolha. A rapaziada do Rato está sedenta de poder e compadrio e Tozé adorava ser Primeiro-Ministro, como Coelho adorava, antes de provar. Mas já viram e ouviram bem Tozé? É de carregar pela boca como Coelho, ou pior ainda, e trará com ele outro Gaspar qualquer, que errou as previsões, perdeu a credibilidade e recolheu a penates saindo pela esquerda baixa, a caminho dum lugar internacional de renda pingue, qual Barroso, Constâncio, ou Guterres. Em verdade vos digo que estamos adidos e mal pagos, como se dizia na tropa do meu tempo.
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QUEM SOMOS, DE ONDE VIEMOS, PARA ONDE VAMOS

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Brian Greene é professor de Física e Matemática na Universidade americana de Columbia, especialista em "Teoria das Cordas" e autor de best-sellers de Física muito populares, como "A Realidade Oculta",  "O Universo Elegante" e "O Tecido do Universo", que tive oportunidade de ler. Nesta curta intervenção na BBC, diz coisas interessantes e fáceis de entender: o inglês é pausado, bem articulado e simples. Basta clicar na imagem para ver e ouvir.
Duas coisas são relevantes no pensamento de Greene. A primeira é que, em sua opinião, os fenómenos físicos a nível atómico e subatómico são os mesmos por que se regulam os astros e as galáxias—teoria unificada. A segunda é de que o tempo é a grande incógnita da Física e do mundo: como nasceu, donde veio e que significa.
Greene é um intelectual para ouvir, ler e reler.
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.................................... SOTHEBY'S—LEILÃO DE IMÓVEL ...............................................................


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[...] Ou seja, a fim de garantir uma reeleição relativamente pacata, o PR deixou o Governo à solta e os cidadãos à nora. Enquanto os apetites do eng. Sócrates apenas eram interrompidos por comiseração de Teixeira dos Santos e, em seguida, do eleitorado, a actividade do prof. Cavaco na altura não se distinguia da de um homem-estátua. Recentemente, passou a distinguir-se: o homem-estátua mexe-se mais.[...]

Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"

[...] Quando, enfim, Belém acordou, Portugal entrara em coma. E se, desde o princípio, o prof. Cavaco teve notório azar com os garotos, perdão, com os estadistas que lhe tocaram, nós não tivemos grande sorte com o prof. Cavaco que nos tocou. Ou tocaria, se acaso se movesse. [...]

Idem
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(Com colaboração de António-Pedro Fonseca)
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sábado, 6 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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.Brigue
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MUITO POPULAR

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eh... eh... eh...
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BARCELONA

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Avenida Diagonal
(2007)
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O INESPERADO !

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Hoje, o PCP deixou-me atónito: depois da comunicação de Passos Coelho sobre o acordo feito com o CDS, o PCP pediu a dissolução da Assembleia da República, a demissão do Governo e a realização de eleições antecipadas!
O PCP não é desses partidos que, ainda o último membro dum governo novo não guardou a caneta com que assinou o auto de posse, já está a pedir a sua demissão. Não senhor, não é. Essa conversa de novas políticas, de governos vendidos aos interesses do estrangeiro, do directório das grandes potências, do grande capital nacional e transnacional, da Constituição e correspondente e devido respeito, blá, blá, blá, não faz parte do discurso do PCP. O PCP é pela conservação da estabilidade, mesmo em prejuízo das suas legítimas ambições eleitorais. O PCP é realista e nunca pede a demissão dum governo por sistema, sendo até reaccionário nesse aspecto. Daí, a minha surpresa com o pedido hoje feito e acima referido, pelo inusitado, pelo inesperado e pelo desusado que o caracteriza. eh... eh... eh...
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GALÁXIAS E BURACOS NEGROS

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Galáxia NGC 3185, localizada a 80 milhões de anos/luz da Terra, na Constelação do Leão, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. A imagem mostra os seus braços espirais, desenrolando-se do centro para a periferia, onde encontram um disco brilhante azul.
No centro, observa-se o núcleo brilhante, correspondente a enorme buraco negro, com massa milhares de vezes superior à do Sol. Os buracos negros, como o nome indica, não se vêem porque nem as radiações, nomeadamente a luz, conseguem "fugir" à sua enorme gravidade. O que vemos são materiais incandescentes pelo atrito com a poeira e gás em que se deslocam a enorme velocidade, ao serem "sugados" pelo buraco negro. Logo que entram no campo gravitacional do buraco, deixam de ser visíveis.
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POR QUÉ NO TE CALLAS ?

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Freitas do Amaral é outra das figuras incontornáveis do regime político portuguêsa somar a Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e o Zezito. Além de outros predicados, ostenta no currículo a ordinarice de um comportamento inaceitável com Marcelo Caetano, coisa mais ou menos nauseante.
Hoje, ou ontem, terá dito que a Pátria está entregue a um grupo de irresponsáveis, no que acertou em cheio. Só que, para chegar a tal conclusão, não se revela necessário cursar qualquer disciplina no Sience Po de Paris—até a vendedeira de fruta no Mercado de Benfica sabe isso.
O que irrita na personagem é a falta de autoridade para emitir bitaites deste quilate. Um fabiano que aceita ser ministro num governo chefiado pelo Zezito, iliterato pouco mais que analfabeto, licenciado "à pressão" de forma enviesada e despudorada, vem declarar, urbi et orbi. que os actuais governantes são irresponsáveis. E dele, o que diz?
Já todos percebemos ao que anda o Dr. Freitas do Amaral. O Dr. Freitas do Amaral anda ao mesmo que o Dr. Jorge Sampaio e—já não me admirava tal—é capaz de andar o Dr. Mário Soares: o Dr. Freitas do Amaral anda a apalpar terreno, ou a tomar o pulso ao País, para uma candidatura a Belém. Não sei o que tem aquele palácio, mas é uma tentação para medíocres. Quiçá, alguma cozinheira especialista em vitualhas de fazer perder a cabeça.
Quando um cidadão se sente realizado na vida por atingir uma presidência como a de Portugal, chegando ao ponto de mal disfarçar tal ambição, é a primeira manifestação de inferioridade que tipifica aqueles que não servem.
Com Freitas do Amaral em Belém, seria caso para perguntar com propriedade: QUE MAIS IRÁ NOS ACONTECER?
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BRASIL

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Búzios
(2006)
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O FIM DAS ESTOLAS BORDADAS A OURO

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Muito se tem escrito sobre as palavras e actos do novo Papa Francisco. E encara-se a personalidade como um caso espantosamente diferente, o que deixa pessoas como eu atónitas.
Porquê espantoso?
O que Francisco diz e faz é o que se espera que um discípulo de Cristo diga e faça. Está enraizada nos católicos uma concepção desviante do Cristianismo, por acção da chamada hierarquia católica que, para começar, nem devia chamar-se assim porque começa logo aí a asneira, com essa coisa de hierarquias.
Francisco não quer residir na chamada "sede apostólica" para acabar com a ideia presunçosa e pouco cristã de "centro de poder de cariz divino", o que soa a basófia inaceitável e pouco humilde, reivindicando infalibilidade—mais que falível, como a História mostra—e respeito humano, traduzido na doença da "psicologia dos príncipes" dos bispos, como ele próprio diz. E, para que não restem dúvidas, adianta: "Somos todos iguais aos olhos de Deus. Eu sou como um de vós".
Dir-se-á que todos sabem isso. Sabem, mas não praticam, digo eu. Há um cultivar de prerrogativas e benesses, alimentadas por "beatas" sobretudo, mas também por "beatos", que desprestigiam o clero, especialmente o de mais alto nível na tal hierarquia. Para não falar da discreta e benévola tolerância com comportamentos anómalos organizados na Cúria, como os lobbies da corrupção e dos homossexuais.
Não me admira que o Papa diga o que diz e faça o que faz. Admira-me é que tantos dos seus antecessores não tenham dito e feito o mesmo antes dele.

A um padre de Buenos Aires, Bergoglio terá dito: "Se a minha mãe e a sua mãe ressuscitassem hoje, implorariam ao Senhor que as enviasse de novo para debaixo da terra, para não assistirem à degradação desta Igreja."
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S. SALVADOR DA BAHIA

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Pelourinho
(2006)
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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O brigue "Admiral"
(1865)
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CARITO BIBLIÓFAGO

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Luís Carito, Vice-Presidente da Câmara de Portimão que se encontra com funções suspensas desde que foi preso, a 20 de Junho, por suspeitas de corrupção, saiu ontem do estabelecimento prisional anexo à Policia Judiciária e ficou em prisão domiciliária em casa dos pais, em Lisboa, onde será vigiado com pulseira electrónica.
Recordo que o Senhor Luís Carito é o autarca que, quando a Polícia Judiciária procedia a uma busca na sua residência, ao ver um inspector a ler determinado documento, retirou-lho das mão e comeu-o. Como é prática não prevista pelos linguistas, suponho que não tem nome e, em tal circunstância, passarei doravante a designá-la por bibliofagia—isto é, o Senhor Luís Carito, autarca de Portimão, é bibliófago.
Feito o esclarecimento prévio, serve isto para dizer que a prisão domiciliária do autarca não é absoluta. Tanto quanto sei, permite algumas saídas, para ir a consultas, ao Tribunal, à Polícia e por aí fora. Assim, deve quem me ler tomar precauções na rua quando transportar papeis consigo. Pode acontecer cruzar-se com o Senhor Luís Carito e ser este acometido de ataque paroxístico de apetite e repetir o que fez com o inspector da Polícia Judiciária. Imagine o leitor que transporta um boletim do Euromilhões e, cruzando-se com a pessoa em análise,  ela lho come. E, pior ainda, vem depois a constatar que as apostas eram ganhadoras, mas já de nada servem, porque foram naturalmente digeridas no tracto digestivo do Senhor Carito. Assim, recomenda-se a maior prudência com o transporte de documentos importantes na via pública em Lisboa, nomedamente os lavrados em papel mais tenro e apaladado.
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BARCELONA

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(2007)
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CUIDADO COM AS ESMOLAS ! ! !

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Os jornais estão uma lástima—é só desgraça, miséria, desemprego, instabilidade política, rebéubéu... Não apetece ler tal prosa; nem a secção humorística!
Mas hoje o "Correio da Manhã" esmerou-se e noticia a páginas tantas:


[...] João Vale e Azevedo, que se encontra no estabelecimento prisional da Carregueira a cumprir mais cinco anos e meio de prisão, ingressou pela vida religiosa e foi nomeado ajudante do padre.  Além disso, assume pela primeira vez os seus crimes e mostra-se arrependido. [...]


Vale e Azevedo é uma figura nacional incontornável. Em Londres, onde se encontrava fugido à Justiça Portuguesa, a viver com qualidade e a aguardar a extradição, para ocupar as horas livres, ainda conseguiu vender um banco a um indígena britânico, antes de ser reencaminhado para a cadeia. Na Prisão da Carregueira não tem disponibilidade para negócio de tanto fôlego, mas faz o que pode, adaptando-se ao meio. Associou-se ao capelão e, não tarda, está a vender camarotes no Céu ao Isaltino, ao Rita e ao Cruz, coisa que não está mal pensada e até ajuda a aliviar as penas dos reclusos. Uma coisa, contudo, o capelão deve fazer: profilacticamente, reforçar os fechos das caixas das esmolas.
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O QUE SOMOS, AFINAL ?

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Ontem falava do Armageddon, do fim da vida na Terra em geral e da vida humana em especial, o que acontecerá daqui a mil milhões de anos. A Terra começou há 4,5 mil milhões de anos e mil milhões depois—há 3,5 mil milhões—apareceu a vida. É complicado dizer quando nasceu o homem, mas biologicamente o homem moderno tem apenas 50 mil anos.
As religiões são omissas nessa matéria porque não esclarecem quando, segundo elas,  a natureza ontológica ou sobrenatural foi instilada no homem, no decurso da evolução biológica. Por isso, podemos considerar que tal terá acontecido com o aparecimento do Homo sapiens, seja, há 50 mil anos. Sendo assim, o percurso humano no universo que conhecemos será de pouco mais de mil milhões de anos. A qualidade humana ontológica será praticamente de "ontem" e acabará dentro de mil milhões de anos.
Chegados aqui, recorde-se que o universo que conhecemos tem quase 14 mil milhões de anos de existência e parece estar para lavar e durar. Mesmo que terminasse mais cedo que o expectável, o percurso do homem nele ocuparia no máximo 1/14 da sua vida. A pergunta é, como já ontem referi, qual foi o nosso papel no panorama evolutivo do cosmos?
Para um antropocêntrico convicto, a resposta a tal pergunta é fácil: Não tivemos papel nenhum nesse panorama, porque somos a própria razão da existência do cosmos. Ou seja, tudo que conhecemos desde o Big-Bang até hoje, e tudo que acontecerá depois de desaparecermos, ocorreu, ou ocorrerá, para nós podermos existir durante mil milhões de anos! É de "rebenta canelas esta"! Um moderno filósofo—não recordo qual, mas penso ter sido Bertrand Russel—dizia a este respeito que, a ser assim, a cosmogénese representaria enorme desbaratar de recursos e meios para atingir um objectivo bem modesto. É muita prosápia a nossa ao pensar assim, mesmo admitindo que há outros seres inteligentes no imenso universo.
O que fica do referido é uma enorme incógnita para o homem: tem ele a importância ontológica que se atribui?  Ou é um fait divers cosmológico transitório e sem importância? Era bom saber. Não é fácil! 
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BARCELONA

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(2007)
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CALA A BOCA

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Evo Morales é Presidente da Bolívia, grande esquerdista, aliado incondicional do morto que ainda manda na Venezuela, já se prontificou a dar asilo político a Snowden e espero que tudo isso lhe faça bom proveito. Acontece que Morales foi à Rússia, onde Snowden está em fuga, e havia a suspeita de que pudesse levar o ex-funcionário da NSA americana com ele, no regresso à Bolívia—muito capaz disso era ele!
Vários países europeus, entre os quais Portugal, sem vontade de arranjar um conflito diplomático desnecessário com os Estados Unidos, disseram a Morales para não se reabastecer nos seus aeroportos e que fosse dar uma volta ao bilhar grande no regresso a casa.
Se tal fosse feito a um Presidente de outro país por Cuba, pela Coreia do Norte, pela China, ou pela própria Bolívia, era o desempenho da legítima soberania nacional e ponto final. Como foi feito por países civilizados, com estados de direito, ai Jesus, que fascistas!
E Dilma, a salteadora de bancos, também tremeu de indignação e exige a Portugal que peça desculpas a Morales. Melhor fora que Dilma se preocupasse com a trapalhada que tem em casa e que não tinha nenhuma ideia que ia acontecer, de acordo com o inefável Dr. Soares, em vez de andar a eructar bitaites sobre coisas que não lhe dizem respeito. Quando quiser cá vir, desde que não traga Snowden no aviãozinho dela, pode passar, aterrar e reabastecer-se, se necessitar. À parte isso, cala a boca e trata de vida dos brasileiros que bem precisam que alguém o saiba fazer e o faça de facto.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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"Robert Brandt von Archangel"
(1802)
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AGONIA IMOBILIÁRIA

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Lagos, 03-07-2013
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PORTO BRANDÃO

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Lisboa, 02-10-2012
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CHARLES CHAPLIN

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Lagos, 28-06-2013
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FACES DO TURISMO

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Lisboa, 25-06-2013
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ARMAGEDDON

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O Sol durará mais 4,5 mil milhões de anos. A Terra acaba antes porque será tragada quando ele começar a crescer e expandir-se. Muito antes ainda, acaba a vida. O fenómeno que preocupa agora os ambientalistas—excesso de dióxido de carbono na atmosfera—vai inverter-se. O aquecimento decorrente do aumento da radiação solar vai aumentar a evaporação e reacções com a água das chuvas vão esgotar o dióxido de carbono. Sem ele, não há fotossíntese, as plantas acabam, os animais herbívoros morrem e os carnívoros e omnívoros também. A vida, como a conhecemos, termina dentro de mil milhões de anos. Ficarão alguns micro-organismos  elementares. Quase todos desaparecerão com mais mil milhões de anos sobrevivendo eventualmente alguns, chamados extremófilos, em locais muito reduzidos com água, talvez em caves e subterrânea. Depois a Terra, o planeta agora azul, é grelhado em lume forte como um churrasco.
Feitas as contas, o Armageddon será no Anno Domine 2000002013. Pode assentar na agenda. Dá que pensar. Qualquer que seja a posição do filósofo que somos todos, religiosos ou não, a pergunta que suscita tal narrativa—como diria o pensador chamado Zezito—é esta: tudo visto e respigado, qual foi o nosso papel na história do universo?
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A 'BABEL'


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Turismo em Split, Croácia (2008)
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O SUBMUNDO DAS INFORMAÇÕES

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A França reagiu mole e formalmente contra os factos conhecidos por "Escândalo Prism", a revelação de que os Estados Unidos espiavam comunicações em todo o mundo, incluindo os seus aliados. A França tem uma pedra no sapato: segundo o jornal "Le Monde", até agora não desmentido, na sede da Direction Générale de la Sécurité Extérieure (DGSE), em Paris, há três andares na cave onde estão instalados supercomputadores que armazenam todos os sinais electromagnéticos emitidos por  telefones e computadores em França, seja no interior, seja para o exterior, ou do exterior para dentro do País.
E, de acordo com a BBC, a agência de espionagem britânica GCHQ faz a mesma coisa, inclusivamente em colaboração com a NSA americana. Da Alemanha, não tenho informação, mas é possível que também carregue um calhau na bota porque não é menos que os outros. E a Rússia, e a China, e a Índia, e o Paquistão, e o Irão, quiçá a Coreia do Norte e por aí fora.
Reagem todos como virgens púdicas ofendidas no pudor quando descobertos e são verdadeiras prostitutas estafadas, consumidas pelo mal venéreo, fruto de muitos anos de profissão.
Se há rapaziada "da pesada" que não olha a meios, beneficiando da "distracção" dos responsáveis políticos, essa gente é a dos serviços de informações. A resposta recente de Putin, antigo coronel da KGB, a Obama, sobre a protecção dada a Snowden, é um documento de fina ironia produzido por quem conhece bem o meio e sabe que não são todos iguais porque são todos piores que os outros. Putin é especialista na matéria.
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FRASE DO DIA

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In "Expresso"
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TRI-RECORDISTA !

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O meu amigo Prof. Poiares Baptista, Professor Catedrático de Dermatologia, antigo Director da Clínica de Dermatologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra e ex-Vice-Reitor da Universidade, empunha a taça conquistada no Campeonato Nacional de Natação para masters, organizado pela Federação Portuguesa de Natação, onde bateu três recordes nacionais que já eram seus, em representação da Associação Académica de Coimbra. Aqui fica o registo para a posteridade, com um grande abraço de parabéns.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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CONVERSA DE MORRINHANHA

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Mário Nogueira, o professor que não é professor há 22 anos, escreve hoje no "Correio da Manhã", a respeito das lutas sindicais dos professores e dos comentários publicados não sei onde porque não diz, o seguinte: " Para estes príncipes da palavra, a democracia há de ter apenas um lado, o do poder. Sindicatos talvez, mas não destes. Só dos que se ajeitam, tipo almofada, dando descanso ao poder."
É no mínimo inesperado, para não dizer caricato, que um defensor das "mais amplas liberdades" sindicais,  verbi gratia as que vigoram em Cuba, na Coreia do Norte e na China, e as que vigoravam na defunta União Soviética, diga isto. Se há sindicatos que se ajeitam, tipo almofada, dando descanso ao poder é onde? É onde? Claro, é nos países burgueses.
Os sindicatos do socialismo científico não precisam de lutar contra o poder porque o poder são eles próprios. Claro como água! De morrinhanha!

FLINTSTONE

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Lagos, 29-06-2013
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BSS

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O inevitável, imparável, incomparável e indispensável à nossa boa disposição Boaventura Sousa Santos, opinou sobre a crise. De acordo com a notícia, Boaventura—"um estudioso dos movimentos sociais mundiais"—acha que os líderes políticos em Portugal, incluindo o Presidente da República, não estão à altura deste momento. É verdade! Boaventura, argutamente, já percebeu  o que ninguém ainda tinha percebido, com uma excepção constituída por  Jorge Sampaio, que também já percebeu.
Mas onde Boaventura se excede é quando diz: “Não há nada nos portugueses que leve a dizer que eles são mais mansos ou tranquilos, mais rebanho do que noutros países”. E acrescenta logo de imediato:  "Falta descobrir onde estará a tal centelha que incendeia”.
É isso mesmo! Falta a tal centelha! Só que a centelha de Boaventura e seus correligionários é frouxa—quanto mais eles a sopram, mais o fogo se apaga. É a centelha que os portugueses já provaram no PREC e não gostaram.
Por isso, Boaventura e seus pares prestam um serviço à Pátria se calarem a boca. Sem o saber, são um pilar para a sustentação e consolidação da actual situação política. Eles e o Dr. Soares.
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PABLO NERUDA

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Lagos, 28-06-2013
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UMA DEMOCRACIA DE SUCESSO

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A democracia de sucesso portuguesa, verdadeiro case stydy a pedir análise nacional e internacional, acaba de dar mais um passo em direcção ao abismo, se não está já em queda livre no dito. Depois de um ritmo médio de falências de uma em cada 13 anos, desta vez as coisas complicam-se. À coligação encarregada de acalmar a agiotagem internacional, financiadora dos devaneios da Terceira República, treme-lhe o sustento como um figo maduro.
O estadista Passos Coelho, com carência do apoio do CDS, trata este por cima da burra e borrifa-se para Portas. Primeiro, faz questão de anunciar urbi et orbi que o número dois do governo não é o Presidente do segundo partido da coligação, mas antes um burocrata apartidário vindo das catacumbas da União Europeia. Depois, quando este decide sair, nomeia uma sua sósia para o substituir, contra a vontade do CDS. Aí, Portas enche e entorna, também com um nadinha de falta de contenção. Estão todos bem uns para os outros, incluindo Cavaco que não esperava esta e não sabe que fazer.
Entretanto, começam os palpites avulsos e das mais variadas origens. Coisas de bradar aos céus, entre as quais a do incontornável Jorge Sampaio que, sem ninguém lhe ter pedido opinião, já veio dizer que é preciso nomear um governo de transição até às eleições, devendo estas ser no mesmo dia das autárquicas—não há dúvida que o janota exorbita e anda à procura de protagonismo porque ainda sente o fofo da cadeira de Belém no rabo e tem saudades daquele afago.
Não sei se, ou quando, saímos desta. Uma coisa é mais que certa: no primeiro dia em que tal acontecer, começamos de imediato a cavar novo buraco para respeitar o ritmo das falências, mais regular que um relógio de césio.
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