terça-feira, 9 de outubro de 2018

CIRCULA NA NET

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Recebi por email a transcrição de um texto assinado por Cristina Miranda ― que não sei quem é, pelo que peço desculpa ― cujo título é Ivo Rosa, o Juiz ‘Arquivador’. Trata-se do Juiz escolhido para instruir o processo da “Operação Marquês” em sorteio entre ele e um magistrado chamado “erro no serviço de comunicações”. É um texto relativamente extenso para um blog como este pelo que transcrevo apenas a parte final. Diz assim:
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[…] Que nos espera então esta nomeação de um juiz que por ironia tem o apelido “rosa”? Bem, não é preciso pesquisar muito para saber. Este senhor já vem com um largo currículo de “safanços” de suspeitos de corrupção. Pois é. Conhecido por não gostar de apoiar as teses incriminatórias do MP sobretudo quando dizem respeito a caça grossa, Ivo Rosa ilibou 18 dos arguidos da “Operação Zeus”, processo relacionado com a corrupção nas messes da Força Aérea. No caso EDP retirou a Manuel Pinho o estatuto de arguido mesmo com todas as evidências e suspeitas impedindo ainda que a PJ fizesse buscas nas suas casas e ainda tivesse acesso às suas contas e movimentos bancários, por entender não haver indícios mínimos de corrupção sem no entanto permitir a investigação esmiuçada para tirar as dúvidas. Ainda no caso das rendas da EDP, foi este mesmo juiz que impediu também o acesso às contas bancárias de António Mexia e Manso Neto, o que levou procuradores a pedir o seu afastamento do processo acusando-o de parcialidade. Mas não ficamos por aqui: Ivo Rosa num processo em que a TAP era suspeita de lavar dinheiro de figuras da elite angolana, decidiu não levar nenhum dos suspeitos a julgamento destruindo todo um trabalho de investigação do DCIAP. Mas calma, ainda há mais: este juiz, no caso do Gangue do Multibanco, um grupo de violentos criminosos responsáveis por mais de 100 assaltos e outros crimes graves, libertou 11 dos 12 membros. Valeu-nos o recurso do MP para um tribunal superior que reverteu por completo esta decisão e onde todos os arguidos acabaram por ser condenados a duras penas. 

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Cabe ao leitor ajuizar sobre o transcrito, visto que não tenho dados para o confirmar ou infirmar. A ser verdade, no mínimo, é preocupante, dada a gravidade dos factos relatados.
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