quarta-feira, 29 de julho de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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PENSAMENTO PARA HOJE

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BEIRA-RIO

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AS REMADORAS

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1 MINUTO DE MÚSICA

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VACINAS

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Em 1975, Álvaro Cunhal, em resposta à pergunta da jornalista italiana Oriana Fallaci sobre o que ele entendia por democracia, respondeu assim: Não certamente o que vocês, os pluralistas, entendem. Para mim, democracia significa liquidar o capitalismo e os monopólios. E ainda lhe digo mais: Portugal já não tem qualquer hipótese de estabelecer uma democracia ao estilo das que vocês têm na Europa ocidental. Garanto-lhe que em Portugal não haverá um parlamento. Não queremos uma democracia como a vossa. Portugal não será um país com as liberdades democráticas e os monopólios. Não será companheiro de viagem das vossas democracias burguesas. Porque não o permitiremos. Talvez voltemos a ter um Portugal fascista (ainda que eu não acredite nisso). Mas seguramente que não teremos um Portugal social-democrata. Jamais. Deixei isso bem claro?
Em conformidade, o PCP actual, herdeiro do social-fascismo de Cunhal, não participa em governos de coligação da democracia burguesa. Ou toma de assalto o poder e acaba com ela, como fez a seguir ao 25 barra 4, ou fica na oposição, a chatear o pagode burguês na Assembleia da República e nos sindicatos.
Cunhal era um sacana e um cágado que sabia muito. O mesmo não se pode dizer de Tsipras e do seu inenarrável Syriza. Os gregos pregaram-lhes uma bela partida ao elegê-los, com maioria absoluta ou quase, há meio ano. Tsipras estava a fazer peito para ficar com numerosa bancada no Parlamento a chatear o pagode burguês, mas o tiro saiu pela culatra: meteram-lhe a criança nos braços.
Depois de ene borradas em casa e em Bruxelas, acolitado pelo sinistro Facas, acabou a governar, ou melhor dizendo, a pensar que governa, apoiado pelos partidos burgueses, coisa ridícula para um radical como ele.
Tsipras já aprendeu que na prática a teoria é outra e anda morto por descalçar as botas que os gregos lhe enfiaram nos pés. Só não dá de frosques porque tem vergonha; mas a senhora sua mãe diz aos jornalista que o filho come mal e dorme pior ainda.
Hoje, Tsipras anunciou ao planeta azul: "Se não tivermos maioria no Parlamento, seremos forçados a eleições". Era bom, mas espero que os gregos o elejam novamente com maioria absoluta. O sacana do Kissinger, na altura do PREC em Portugal, dizia a quem o queria ouvir que o Cunhal era uma coisa boa porque funcionava como vacina para o resto da Europa. Tal e qual como Tsipras—tão cedo, nunca mais é eleita uma coisa assim em parte nenhuma do mundo—fora do Burkina Faso, do Burundi e da República Centro-Africana.
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OLH'Ó BALÃO

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A Terra fotografada a um milhão de milhas de distância (± 1.600.000 km) no dia 6 de Julho passado. A imagem foi captada pelo satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR), lançado em Fevereiro deste ano.
Vê-se a Europa muito bem, com a Península Ibérica e Portugal, o mais lindo de todos—quase vejo a minha casa e o "Favas" onde costumo almoçar. Também se vê a Grécia, mas o Varoufakis não aparece. É impressionante a dimensão do Deserto do Saara, onde se distingue perfeitamente o Rio Nilo a correr para o Mediterrâneo.
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Em baixo, um video feito a partir da Estação Espacial Internacional, onde se vê a região do Nilo à noite e o Médio-Oriente.
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SOMA E SEGUE


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João Alberto Correia, ex-Diretor-Geral de Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna, vai ser julgado por 80 crimes: 32 de corrupção passiva, 31 de participação económica em negócio, 12 de falsificação de documentos, quatro de abuso de poder e um de branqueamento de capitais. 

No processo são também arguidos dois funcionários da antiga Direcção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos do MAI, extinta em Julho de 2014. Um era Chefe da Divisão de Obras daquela Direcção-Geral e está acusado de 22 crimes de participação económica em negócio e 11 de falsificação de documento. À outra, responsável pelo Gabinete Jurídico e de Contratação e Património, são imputados quatro crimes.

O presidente do Conselho de Disciplina da Ordem dos Arquitectos, Manuel Saldanha, é um dos 12 arguidos no processo, a quem o Ministério Público exige uma indemnização de valor não inferior a 909 mil euros.

Rebabá... rebabá... rebabá...

É uma data de gatunos, é uma data de ladrões e é uma data de chupistas!
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terça-feira, 28 de julho de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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PENSAMENTO PARA HOJE

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RETRATO

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1 MINUTO DE MÚSICA

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INEM EM FESTA

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SOB A TUTELA DA ORDEM DA JARRETEIRA

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Manuel Villaverde Cabral escreve no "Observador":

[...] Cavaco Silva tem toda a razão ao recomendar aos partidos e coligações que se mentalizem para chegar a acordos maioritários no parlamento. Se alguém está no labirinto, é o país inteiro. Portanto, todas as formações partidárias têm a responsabilidade, pela positiva ou pela negativa, de colaborar nesses acordos. Já era esse o caso em 2009 mas, nessa altura o PR não teve vontade ou capacidade de agir perante a cegueira suicidária de Sócrates que nos fez cair—ele, o PS e nós por fim—no abismo. Daí, essa vertigem do poder e essa recusa negocial, é que criaram o desgastante e improfícuo regime de crispação agónica em que temos vivido deste então.[...]

Não posso estar mais de acordo com o citado. É totalmente claro neste momento que das próximas eleições não vai resultar nenhuma maioria absoluta—felizmente para a Pátria, porque fosse ela qual fosse seria sempre muito má. Sendo assim, é de todo desavisado começar desde já a criar um clima de crispação que inviabilizará qualquer partilha do poder ou acordo depois das eleições.
Deste ponto de vista, o PS tem tido comportamento muito mau; primário mesmo. Costa, que é um troglodita político manipulado pela ordem da jarreteira socialista da ética republicana, cada vez que abre a boca, fecha mais uma porta para um entendimento futuro. Não admira—Costa é aquele flop que só tarde e a más horas percebeu as anedotas que eram o Syriza, o Tsipras e o Varoufakis. Não se pode pedir-lhe mais.
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PORTA 6

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A PÁTRIA DOS EUROPOULOS

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Há coisas inenarráveis neste mundo—nascem vitelos com duas cabeças, lagartixas sem rabo e águias com turbo-reactores no lugar das asas, por exemplo. Hoje a revista "Time" revela mais um desses fenómenos: a Grécia vai receber um empréstimo (mais um) de 86 mil milhões de euros e na helénica república, terra de Sócrates (não é esse!) e mãe da democracia, os descendentes dos adoradores de Zeus, em 2014, sonegaram ao fisco 78 mil milhões de euros. Não sei como está o câmbio do antigo talento de ouro, mas devem ser muitos talentos, seguramente.
Se os fugafiscoulos e os trapalhãopoulos dedicassem os talentos de que são possuidores a produzir riqueza em vez de aldrabar incautos, tinham capital para financiar a Alemanha, a França, quiçá até a Rússia do amigo Putin que está falido.
Mas o problema está no ADN dos trampolinopoulos—nasceu com eles e não há selecção darwiniana que o resolva. Nem Schäuble consegue quanto mais a natureza!
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

OS GRANDES VELEIROS

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PENSAMENTO PARA HOJE

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GAIVOTA

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SÓ 'BEATAS' E 'BEATOS'

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Ali para os lados de Vila Nova de Gaia, há uma parvónia chamada Canelas, e digo parvónia porque é terra de parvos, gente para quem o Cristianismo é um clube e se comporta como uma claque de futebol, do tipo No Name Boys, Super Dragões, ou pior ainda.
Tomaram-se de amores por um padre chamado Roberto Carlos, um rufia que ameaçou o bispo da diocese que denunciaria outro padre de abusos sexuais se ele o transferisse para fora de Canelas e, como o bispo não se intimidou, incriminou o colega.
Feitas investigações pelas autoridades civis e eclesiásticas, não se encontraram provas das suas denúncias. Poderá dizer-se que as investigações são falíveis mas, considerando o comportamento marginal de Roberto Carlos, o mais provável é que se trate de um amontoado de calúnias, próprias de uma ovelha tresmalhada.
Mas não é do padre que quero falar porque esse, já se viu, é um caso para esquecer. Falo dos putativos fieis de Canelas que já tentaram agredir o sacerdote que substitui Roberto, carecendo ele ainda hoje de protecção da GNR. Os putativos fieis de Canelas são alegados seguidores duma religião cuja essência é a não violência, a bondade, a tolerância, a misericórdia, a mansidão e por aí fora. Na realidade, os "beatos" e as "beatas" de Canelas são violentos, maus, intolerantes, desapiedados e agressivos. E o mais grave é que tal comportamento é incentivado pelo padre Roberto Carlos que se desloca à povoação para celebrar missas campais à revelia da diocese. Um espectáculo verdadeiramente lamentável para os que são cristãos genuínos.
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