quinta-feira, 7 de junho de 2012

HERÁCLITO DE EFESO

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Ando claramente sob o jugo opinativo do Dr. Soares porque os gregos não me saem da cabeça. É pena que ninguém pague as dívidas helénicas, de forma a libertar-lhes o espírito para se ocuparem da civilização mais algum tempo. Era um investimento que faria medrar o conhecimento colectivo, em benefício de todos, quiçá resolver a crise europeia. Hoje debrucei-me, salvo seja, sobre Heráclito, o pensador.
Dizia ele que ninguém toma duas vezes banho no mesmo rio - essa coisa da água corrente, o rio sempre a mudar, blá, blá, blá. Está certo, acho eu.
Pensando bem, Heráclito nem sequer podia dizer que tinha tomado banho no rio. O fluxo incessante do universo, de que o pensador era parte, fazia que quando saísse da água já não fosse o mesmo que lá tinha entrado. Tudo mudava e muda a cada fracção de segundo, incluindo Heráclito, cujos quarks, leptões, bosões e demais cangalhada subatómica fluíam e ainda andam por aí a fluir. Quando o pensador abrisse a boca para falar do banho que tinha tomado, estava a dizer uma mentira: quem tinha tomado banho era outro cidadão, curiosamente também ele chamado Heráclito, mas não aquele que mentia nesse exacto e preciso momento.
Onde está a cangalhada subatómica de Heráclito agora? Ninguém sabe, mas anda por aí. Parte talvez numa gaivota, parte num saco de plástico do Pingo Doce, parte em mim, no Zezito, no Relvas, sei lá. Deve ser isso que chamam reincarnação. Há cada coisa!...
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TODOS PARTICIPAM NA FESTA

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UMA FESTA DA VELA EM ALGÉS

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AQUILO A QUE SE TEM DIREITO

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[...] Pouco se fala nele, mas foi quem deu forma, tanto ao ultraliberalismo como ao minissocialismo. Refiro-me ao endividualismo, isto é, ao novo tipo de individualismo de massas que nas últimas décadas mudou todas as regras do jogo político. [...]


[...] O endividualismo representa o apogeu jubilatório do indivíduo que se realiza pelo crédito, isto é, pela dívida. Ele tornou-se, no mundo de hoje, no pilar mais generalizado - e talvez no mais resistente! - deste paradigma em crise. Ele decorre da afirmação sem limites dos direitos dos indivíduos, da progressiva identificação do direito com a proteção da esfera do privado e da rasura sem precedentes das referências a valores ou convicções de ordem coletiva. [...]

[...] O endividualismo foi contudo viabilizado e estimulado - ao contrário do que se diz e por mais paradoxal que tal pareça a muitos - pela poderosa afirmação de um Estado social que, libertando pela primeira vez na história os indivíduos da necessidade de terem de preparar o seu futuro e o dos seus (garantindo-lhes reformas, educação, saúde, etc.), o tornou um soberano cada vez mais centrado em si próprio. [...]

Quem escreveu isto? Informo desde já que não fui eu porque não tenho estudos para tanto. Saibam os incautos que me lêem, se não sabiam antes, que foi o Professor Manuel Maria Carrilho, ilustre militante socialista e ex-ministro de dois governos socialistas chefiados por António Guterres, expoente da defesa do Estado social, da realização do indivíduo pelo crédito, da afirmação sem limites dos direitos dos indivíduos. É verdade! No “Diário de Notícias” de hoje, escreve isto e ainda mais.
Asnear e reconhecer o fenómeno é manifestação de inteligência; inteligência insuficiente para evitar a asneação prévia, mas bastante para a identificar depois. E também acto de humilde contrição que se aprecia, quando não é assumpção insolente de que os outros são parvos.
Para quem tem um nanograma de senso, sempre foi evidente que o “ter aquilo a que se tem direito” é o caminho mais curto entre o estado de equilíbrio financeiro e a insolvência. Infelizmente, o cidadão comum tem pouca percepção do fenómeno, atenuante a considerar. Fomentar o Estado o endividualismo, para usar a expressão de Carrilho, é um crime político e social. Parafraseando Talleyrand, pior que um crime, é um erro estúpido. Tal e qual!

UMA FESTA DA VELA EM ALGÉS

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07-06-2012
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(Pouco mais de uma hora depois de ter sido tirada a segunda destas fotografias, ao Abu Dhabi, o veleiro encalhou junto da Torre de Belém)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Nadezhda"
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O “Nadezhda”, construído em 1991, em Gdansk na Polónia, é navio de treino da Universidade Marítima Almirante Nevelskoy, em Vladivostok. Tem 108,6 m de comprimento, 14 m de boca, 7,3 m de calado, 2.768 m2 de velas e desloca 2.984 toneladas.
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ORÁCULOS

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Ontem li a redacção do Dr. Soares no “Diário de Notícias” e não me saem da cabeça os gregos, falidos mas indígenas do berço da civilização. Aliás, já hoje falei de Arquimedes de Siracusa e de como o volume de água deslocada pelo seu rabo produziu tanta e rigorosa matéria científica.
Os tais gregos que procriaram a civilização eram os eleitos da humanidade. E porque digo isto? Porque os helénicos tinham um serviço de informação à maneira – nada dessa tosquice do SIED e pessegadas afins, a espreitar pelo buraco das fechaduras e a trocar boatos em lojas da Maçonaria. Na Grécia antes do Euro, havia os oráculos, isso sim, serviços de informação a valer.
O cidadão chegava ao sopé do Monte Parnaso, onde estava implantado o templo que era o Oráculo de Delfos, interrogava o intermediário com a divindade, também ele, ou ela, chamado oráculo e recebia a resposta, também ela chamada oráculo. Terminologia mais singela não pode haver. E quanto à resposta? Bem, isso era complicado. É que os deuses da Grécia, berço da civilização, já na altura eram um nadinha difíceis de entender. Exemplifiquemos para se perceber melhor o que digo. Imagine-se que chegava lá o Senhor Evangelos Venizelos e perguntava ao oráculo, através do oráculo, qual era o oráculo dos deuses para a saída da Grécia da Eurozona. A resposta era habitualmente uma coisa do género: “A Grécia deve abandonar o Euro, se o Euro abandonar a Grécia”. Estão a ver? Resposta enigmática a carecer de leitura interpretativa dum iniciado em Oraculogia, digo eu.
E ainda há oraculogistas? - perguntar-se-á. Então não está mesmo na cara que há! Primeiro falo dos menos importantes que são os politólogos, especialistas capazes de prever o que o Senhor Obama vai decidir amanhã, no preciso momento em que o Senhor Obama não tem uma pálida ideia do que vai decidir amanhã.
Mas oraculogistas maiores, mesmo máximos diria, são os economistas. Eles lêem nas estrelas os oráculos das divindades sobre as economias com a nitidez do vidro fosco ou martelado. Dividem-se em três categorias: os que interpretam os oráculos; os que explicam porque falharam as interpretações dos oráculos; e os que fazem novas interpretações fundadas em teorias elaboradas pelos primeiros. É uma ciência muito complexa e difícil em que o nosso Presidente é expoente.
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VEM CÁ ABAIXO, OH JEFFERSON

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(Recebido de J. Castro Brito)
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ESTAMOS À ESPERA DE QUÊ?

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(Recebi o vídeo de J. Castro Brito)

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ERA UMA VEZ UM BARQUINHO PEQUENINO...

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O BANHO DE ARQUIMEDES DE SIRACUSA

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Diz-se que Arquimedes descobriu o princípio que na Física tem o seu nome – sobre a impulsão sofrida pelos corpos mergulhados nos fluídos – quanto tomava banho. Discutível tal afirmação porque não é líquido que Arquimedes tomasse banho. Mas dando de barato que o fazia, na melhor das hipóteses uma vez por ano, acho que não foi o princípio de Arquimedes que Arquimedes descobriu nesse dia solene. O que o terá levado a correr em pelota pelas ruas de Siracusa, a gritar Eureka a plenos pulmões foi outra coisa mais prosaica - engraxar o rei Hierão II, da dita Siracusa.
Tal monarca, que passaremos a designar por pacóvio, entregou certa quantidade de ouro a um artesão, com a incumbência de fabricar uma coroa para oferecer aos deuses imortais. O aldrabão ficou com parte do ouro e meteu lá prata em substituição, de modo a que o peso final da coroa fosse igual ao do ouro recebido. Alguém disse, ou diz-se que disse – não interessa isso – ao pacóvio que o artista o tinha enganado. O pacóvio, um “tamanco”, em vez de chamar o artesão e dar-lhe uns bofetões para ele devolver o ouro roubado - já nessa altura a Justiça funcionava mal -, chamou Arquimedes, que tinha dois dedos de testa, para ele provar que tinha havido roubo.
Arquimedes de Siracusa ficou num dilema: queria provar o delito para engraxar o pacóvio, mas a matéria era complicada – até para Arquimedes de Siracusa – e não saltava faísca no encéfalo do sábio. Eis que um dia - no tal dia do banho – ao meter o rabo na água, viu esta a subir na banheira e a deitar fora - Arquimedes de Siracusa teria um grande traseiro, dizem os historiadores. Aí ele percebeu que a água que subia era do mesmo tamanho do rabo dele! Eureka!
Foi buscar a coroa, meteu-a na banheira, ainda com alguns resíduos sólidos do banho, e mediu o volume da água que subiu (foi um bocado mais complicado, mas assim também serve). Pesou a coroa, dividiu pelo volume e determinou o chamado peso específico, que na altura ainda não tinha nascido, mas era  coisa do género. Fez o mesmo com um pedaço de ouro puro, e também com um pedaço de prata e, feitas as contas, como diria o Guterres, verificou que o pacóvio tinha sido enganado e até percebeu quanta prata o trapalhão tinha posto em vez de ouro, vejam lá!
Moralidade da história: encontrar soluções exige muito e penoso pensar, mas a solução, por vezes, só vem quando se desliga o interruptor... ou toma banho. 
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TRÂNSITO DE VÉNUS '2'

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Tal como referimos atrás, durante esta noite o planeta Vénus esteve alinhado com a Terra e o Sol, permitindo ver a sua passagem, da esquerda para a direita, sobre a imagem da nossa estrela nalguns pontos do mundo. Vénus desloca-se a maior velocidade que a Terra e, por isso, dá a noção que a Terra assiste parada ao fenómeno. A fotografia em cima foi feita por um amador, de seu nome Richard Davis, em Houston, no Texas. A de baixo é da autoria do astronauta da NASA Don Pettit, a bordo da Estação Espacial Internacional, e a última, do "Solar Dynamics Observatory", da NASA. Muito interessante!

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terça-feira, 5 de junho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Shabab Oman"
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O “Shabab Oman” foi construído em 1971 na Escócia e chamou-se “Captain Scott”. Fazia instrução de navegação, combinada com expedições em terra. Em 1977, foi comprado pelo sultão de Omã, mudou de nome para o actual, que significa juventude de Omã, e passou a navio de treino ao serviço do Ministério da Juventude do Sultanato. Em 1979, foi incorporado na Marinha Real de Omã para servir como navio-escola. Tem 44 m de comprimento, 8,5 m de boca, 4,5 m de calado, 1.020 m2 de velas e 265 toneladas.
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(O meu agradecimento ao colega Pedro Masson que me deu conhecimento da existência deste navio) 
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UM GOLAÇO!

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(Colaboração de Francisco Carvalho)
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TRÂNSITO DE VÉNUS

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Durante seis horas e meia, de hoje para amanhã, vai ser possível ver de muitos pontos da Terra a passagem do planeta Vénus em frente do Sol, sob a forma de um disco negro a deslocar-se da esquerda para a direita. É um fenómeno raro, que se repetirá apenas em 2117. E porquê um fenómeno raro? Porque as órbitas da Terra e de Vénus não estão no mesmo plano e só poucas vezes a Terra, Vénus e o Sol ficam enfiados. 
Então, é assim: em cada 243 anos, vê-se Vénus a passar em frente do Sol quatro vezes; mais precisamente, duas vezes com intervalo de oito anos, estando estes pares de passagens separados por um intervalo que varia de 105 a 121 anos.   
Na era do telescópio, a passagem ocorreu em sete  anos: 1631, 1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004. E a primeira pessoa a prever que o fenómeno ia acontecer – em 6 de Dezembro de 1631 -  foi Kepler. Mas Kepler não chegou a observá-lo porque morreu antes.
O chamado trânsito de Vénus ficou na história da Astronomia porque foi através dele que, usando um método de triangulação, se conseguiu determinar a distância do Sol à Terra (149,6 milhões de quilómetros), o que hoje se usa como unidade de distância  em Astronomia - a unidade astronómica (UA).
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JESUS CRISTO

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OUTRO VALOR MAIS ALTO SE ALEVANTA

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O Dr. Soares faz hoje mais uma redacção no “Diário de Notícias”. Está bem: sem erros de ortografia; sintaxe aceitável; estilo apagado, embora o expectável, considerando a juventude do redactor. Digo assim porque a páginas tantas, falando de Bento XVI, o Dr. Soares manifesta pena e compreensão, dado que o Papa já tem “oitenta e cinco anos”. 
Além da clássica zurzidela na Senhora Merkel, que tem sempre más segundas-feiras, véspera das redacções do Dr. Soares, fala desta vez de matéria original e inédita, verbi gratia a usura internacional, o berço da civilização que é a falida Grécia, a luz de esperança jorrada pela eleição do Senhor Hollande na França, terra da liberdade, igualdade, fraternidade e por aí fora.
Mas o que mais me marcou foi a tirada do Dr. Soares sobre a crise da Europa que passo a transcrever: Na fase de crise aguda que a União Europeia está a viver - e que toca cada vez mais Estados da Zona Euro -, Espanha e Portugal têm autoridade histórica e moral para levantar a voz perante uma União descontrolada e sem visão estratégica, uma vez que foi da Península Ibérica que partiram os navegadores portugueses e espanhóis que deram a conhecer ao Mundo a civilização europeia e trouxeram do Mundo tudo o que por lá aprenderam e que a Europa até então ignorava.
É uma grande malha esta! Quase tão grande como a da Grécia, berço da civilização. Então esses brutos dos alemães, austríacos, finlandeses e outros bárbaros do Norte, atrevem-se a pôr reticências em vez de puxarem pelos cordões à bolsa e saldarem os calotes de Portugal e Espanha? Portugal e Espanha donde partiram os navegadores que deram a conhecer ao Mundo a civilização europeia e trouxeram do Mundo tudo o que por lá aprenderam e que a Europa até então ignorava. É preciso ter topete!
E, chegado aqui, o Dr. Soares deixa um alerta: Estejamos atentos e saibamos defender os nossos interesses peninsulares e a nossa posição geopolítica, no Atlântico, no Mediterrâneo, nas Américas e em África. O tempo urge!
É verdade, digo eu; urge de facto; e acrescentaria mais uma posição que escapou ao Dr. Soares - a posição de cócoras em que nos deixaram os socialistas do Século XXI.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

OS GRANDES VELEIROS


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"Deodar"
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O “Deodar” foi um navio de pesca inglês, posteriormente vendido à Suécia. É propriedade da Swedish Sailing Association, SSF, desempenhando missões culturais e de representação. Tem 24 m de comprimento, 5,81 m de boca, 2,7 m de calado, 293 m2 de velas e desloca 293 toneladas.
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UMA CENA CAMPESTRE

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Quase um van Gogh!
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NEBULOSA BORBOLETA

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Imagem da nebulosa planetária NGC 7026 [Borboleta], localizada logo atrás da ponta da cauda do cisne da constelação com esse nome (ver figura em baixo), feita pelo Telescópio Espacial Hubble.
As nebulosas planetárias não têm nada a ver com planetas, apesar do nome, já antigo e desactualizado. Formam-se quando uma estrela chega ao fim da vida, por esgotamento do combustível - o hidrogénio. O núcleo da estrela arrefece rapidamente e colapsa, enquanto as camadas exteriores são enviadas de forma explosiva para o espaço em volta. Os gases desse material, excitados pelo calor, emitem radiação por fluorescência, como as nossas lâmpadas de iluminação. A cor da luz depende do gás e, por isso, há muitas cores, como se vê na fotografia. É um fenómeno efémero e pode ser uma supernova, se a estrela tiver dimensão suficiente.

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A COMPLEXIDADE DO SIMPLES

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Guilherme de Ockham [ou Occam] foi frade, foi teólogo e foi filósofo no Século XIV. Já falámos dele e do seu princípio da parcimónia, mais conhecido por “Navalha de Occam”, sendo que a navalha é de barba. A teoria de Occam é explicada nos textos originais de forma prolixa e em latim, o que a torna supinamente indigesta. Por exemplo, entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem significa apenas ‘não complicar sem necessidade’. Resumindo e concluindo, em ciência deve-se procurar explicar as coisas da forma mais simples para chegar à verdade, ou aumentar as hipóteses disso acontecer.
E só na ciência? - pergunto eu. Está na cara que não, se excluirmos livros e filmes policiais. Todos devemos ter em conta o princípio da parcimónia quando fazemos juízos e tomamos decisões, seja a que respeito for. Daí a importância da “Navalha de Occam” no dia a dia. Quando surge um político com explicações muito elaboradas para justificar uma borrada qualquer, fiquemos de pé atrás: provavelmente o fulano não tem a “Navalha de Occam”, ou esqueceu-se dela, mete os pés pelas mãos e, quase de certeza, anda longe da verdade.
Mas Occam esqueceu-se, tanto quanto sei, que as coisas podem não ser tão fáceis como defendia. Einstein, génio inspirado que era, um dia falou assim: “As coisas devem ser tornadas o mais simples que for possível; mas não mais do que isso”. Voilá!
A pergunta é: o que é simples e o que é mais simples? A água que cai no cume do monte corre para o sopé da maneira mais simples – está certo. Teoricamente, qual é a maneira mais simples? É em linha recta num plano perpendicular ao solo, seguindo o caminho mais curto. Será? Talvez não! Se o terreno for acidentado, a forma mais simples da água correr é contornando os obstáculos, por um caminho muito mais longo. Voilá!
Portanto, simplificar é boa norma; mas não abusemos dela. Isto porque simplicidade é conceito relativo, como cada vez mais coisas parecem e acho que são. Definir o que é simples não é simples, ironicamente; ou é o menos simples, no meio de especulações sobre simplicidade. Como dizia algures o informático Kai Krause, não há nada mais complexo que a simplicidade. Está boa esta!
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domingo, 3 de junho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Mandalay"
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O “Mandalay”, construído em 1923, recebeu o nome de “Hussard” e era o mais caro navio privado na época. Passou depois por diferentes mãos, incluindo a Universidade de Columbia, e teve outro nome – “Vema”. Em 1982, foi comprado pelo capitão  Mike Burke, que também comprou o “Argus” em 1975, e recebeu o nome actual, depois de remodelado. Faz viagens de cruzeiro. Tem 72 m de comprimento, 10 m de boca, 4,5 m de calado e 1.858 m2 de velas. Embarca 72 passageiros.
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FADO DAS HORAS INCERTAS

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Ana Moura
A maior fadista viva
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MARCELO VS RELVAS

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Li hoje uma notícia que me preocupou: Marcelo Rebelo de Sousa terá dito que o Relvas devia sair do Governo pelo próprio pé. Marcelo é professor catedrático, membro do Conselho de Estado, já desempenhou importantes funções executivas e por aí fora, mas isso não interessa. Interessa que Marcelo é o maior especialista mundial em sacanas políticos e ofícios correlativos; isso é que interessa. E de um especialista de tal gabarito espera-se mais lucidez na análise da conjuntura.
Ou Marcelo está a ir tão longe que não o acompanho, e é bem possível dadas as minhas limitações congénitas, ou Marcelo está a perder qualidades. É que o Relvas não sai do Governo pelo próprio pé, nem pelo pé de quem quer que seja. Para o desalojar só com uma retroescavadora Caterpillar, e o operador da máquina tem de trabalhar com precaução porque a manobra é de risco elevado. O Relvas está colado à cadeira ministerial com Super Cola 3 e não sai. Se sai, leva o ministério agarrado ao fundilho das calças. Vai ser preciso mandar construir novo ministério caso venha outro ministro.
Também me parece que Marcelo não está a ver bem as coisas quando se admira e pergunta como é que o Relvas tem duas versões diferentes no espaço de oito dias. Oito dias é já espaço aceitável para ter duas versões dentro dos padrões actuais. Mas o Relvas tem três versões no mesmo dia! Aí, sim, até eu admiro a criatividade do homem. E pergunta Marcelo ingenuamente, ou a fazer-se de ingénuo, acho eu: Quantas versões mais haverá? Oh Senhor Professor, há as versões de que o Relvas se lembrar. Ele tem carta branca de Passos Coelho para ter todas as versões que quiser e nisso não olha a despesas.
Para não me alongar, termino já. Só mais um exemplo da perda de qualidades de Marcelo: a páginas tantas diz esta coisa inesperada sobre o Relvas: “a partir de agora, não será fácil acreditar no ministro”. Valha-me Deus, Senhor Professor! A partir de agora?!!!... Tome nota, por favor, e desculpe a impertinência de estar a dar-lhe lições: no Relvas, nunca ninguém acreditou. Nem o Dr. Passos Coelho, para sua informação – tem medo dele!
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'POLYNESIA'/'ARGUS'

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Publiquei ontem uma fotografia (mazita!) do veleiro “Polynesia”, antigo lugre português da pesca do bacalhau chamado “Argus”, e disse que é actualmente navio de cruzeiros à vela. Na realidade, o pobre navio está a apodrecer na Gafanha da Nazaré, segundo me informa o Dr. Pedro Masson, que me enviou a fotografia publicada aqui em cima. É pena porque os outros dois navios que com o Argus constituíam a “Portuguese White Fleet” nos bancos da Terra Nova, o “Creoula” e o “Santa Maria Manuela”, ainda navegam em bom estado. Na fotografia  vê-se também a proa do último, todo pinoca!

VOZES CÓSMICAS

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O Homo sapiens actual vive atormentado com muitas coisas: o aquecimento global e os potenciais efeitos diluvianos daí decorrentes; o possível uso destemperado da energia nuclear; a escassez de água potável e o seu estúpido consumo em autoclismos e campos de golf (a mesma coisa na prática); a poluição dos oceanos e a extinção de espécies marinhas indispensáveis para alimentar boquinhas a morrer à fome; blá, blá, blá.
Mas uma pergunta não sai da cabeça do Homo sapiens: há mais gente no universo, além dele? Quando falo em gente, refiro-me naturalmente a seres pensantes com livre arbítrio, capacidade de decidir entre um comportamento e outro, e valores, ou seja, um código ético. O problema existe e não é fácil entender tal obsessão. Tenho uma teoria que deve ser estúpida, mas tenho uma teoria.
Então, em minha opinião, o homem olhando à volta para o universo, acha complicado aceitar que tudo aquilo foi feito para o presentear - assim como uma grande quinta - e que tem pouco interesse tanta trapalhada porque ele vive suficientemente entretido apenas com o caso das secretas, a derrota de Portugal frente à Turquia, a pouca vergonha do BPN e outros eventos menores à escala cósmica. Não faz sentido, caramba! A ser assim, é claramente um caso de excesso de despesa para tão pouca gente! Tem de haver mais alguém por aí, sem qualquer dúvida.
Por isso, nos anos recentes começou a busca de planetas fora do Sistema Solar e a caça tem sido proveitosa, com planetas a aparecer a cada virar de esquina. Os astrónomos estimam que cada estrela que nós vemos e ainda aquelas que só eles vêem, tem em órbita uma média de 1,6 planetas, o que significa que há milhares de milhões de planetas por esse mundo fora. E muitas estrelas fazem pendant com planetas rochosos, condição importante para albergar vida segundo parece. E também que muitos planetas estão à distância adequada da estrela para terem temperatura óptima que assegure existência de água no estado líquido: nem muito quente, porque nesse caso só há vapor, nem muito fria, circunstância em que só há gelo. Portanto, é capaz de haver inteligências um pouco melhores que as dos governantes aí por qualquer lado do espaço celeste.
Actuando em conformidade com isto, astrónomos australianos a quem não interessam os desaires de Paulo Bento e da selecção nacional portuguesa, andam entretidos a espiar os satélites de uma estrela chamada "Gliese 581", apenas a 20 anos/luz de nós, que tem seis planetas associados, verdadeiras super-Terras, dois dos quais estão em zonas de temperatura habitável. Usam detectores de ondas de rádio mas, até agora, nem raspas.
Chegados aqui, é altura de manifestar a minha estranheza com o método usado. Os astrónomos estavam à espera de quê? De detectar sinais de rádio, talvez da TSF lá do sítio, ou algum walkie-talkie da polícia? Mas tem de haver TSF para sabermos se há gente? Se bem percebo a notícia, cheira-me a jericada. Porque não tentam eles ouvir directamente a voz de algum deputado mais exaltado no parlamento de lá? É que há dias e horas em que se os nossos vizinhos cósmicos estiverem atentos e usarem um funil, conseguem ouvir claramente as peixeiradas de S. Bento. Falta de lembrança é o que é!
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SIMPLES MENTE

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ASSOCIAÇÕES SECRETAS


[...] Quando se fala à Maçonaria que é preciso tornar incompatíveis o exercício de funções públicas com a pertença a associações secretas, ela  esperneia de morte. O Grande Oriente Lusitano, que existe desde 1802, puxa dos pergaminhos e invoca a perseguição pela Inquisição, pelos  absolutistas, pelo fascismo. Lembra-se  da lei nº 1901 de 21-5-1935 que ilegalizou a Maçonaria. Faz alarde dos ideais de "liberdade, igualdade, fraternidade" da Revolução Francesa e do liberalismo, do mundo novo que abriram, da instauração da República, da consolidação do regime após o 25 de Abril. Almeida Santos, maçon do GOL, considerou há poucos meses  "nojento" a ideia de obrigar os políticos a terem de  declarar  ligações maçónicas. A Grande Loja Legal, a segunda mais importante obediência maçónica, criada há apenas 20 anos, apanha boleia dos argumentos do GOL.    
Mas tudo não passam de formas diabólicas de nos atirarem areia para os olhos e defenderem com unhas e dentes os seus interesses. A realidade é muito diferente.  Há muito que os ideais se perderam na Maçonaria. Hoje são só uma página de História. Depois do 25 de Abril, a partilha de lugares do Estado e a promiscuidade entre negócios e política tomaram quase conta de tudo. Numa vertigem que nunca foi investigada. Que directrizes foram sendo estabelecidas e que solidariedades foram criadas com o objectivo de atingir fins políticos e económicos? A crise das ideologias fez o resto. Sobram só  últimos moicanos, homens de outras eras, impotentes para reabilitarem os aventais. [...]

 Paulo Gaião in “E que tal pôr a Maçonaria na ordem?” 
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sábado, 2 de junho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Polynesia"
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O "Polynesia" é o antigo lugre português "Argus", da pesca do bacalhau na Terra Nova. Nele fez uma campanha o comandante e escritor Allan Villers que viria a escrever o livro "A Campanha do Argus". Construído na Holanda em 1938, foi comprado em 1975 e convertido em navio de cruzeiro à vela com o actual nome. Tem 75,5 m de comprimento, 10,9 m de boca e 5,5 m de calado.

MENTE CAPTA

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FILOSOFIA AMBIENTAL

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J. Baird Callicott é americano, académico e um dos pioneiros da chamada Filosofia Ambiental. Tem pontos de vista interessantes e, sobretudo, maneira superior de os expor. Transcrevo a seguir alguns trechos seus, fazendo essa coisa terrível que é traduzi-los. Traduzir é sempre uma traição ao autor. A ideia pode sobreviver ao exercício, mas o estilo, esse morre sempre nas mãos do tradutor.
Diz Callicott:

[...] Não sou activista ecológico no sentido convencional. Não promovo, ou participo, em manifestações de rua; não criei uma organização para lutar pelo ambiente; nem sequer advogo políticas ou ideologias ambientais na universidade onde ensino. Considero, no entanto, o que faço e fiz toda a vida – Filosofia Ambiental – uma forma de activismo, na realidade a mais radical e eficaz. [...]

[...] O primeiro passo {na defesa do ambiente} é filosófico - a re-concepção do que é a natureza (amontoado de ecossistemas biogeoquímicos dinâmicos) e do que é a natureza humana (amontoado de ecossistemas biogeoquímicos microcósmicos, incluindo organismos individuais e vários conjuntos sócio-económicos) incorporados no macrocosmo da Terra no seu todo. [...]

[...] Estamos intimamente ligados – pelo ar que respiramos e pelos líquidos que bebemos e alimentos que comemos – ao mundo biofísico e bioquímico que nos rodeia. Somos locais de passagem dos fluxos de matéria e energia universal, com a única particularidade de sermos estruturas efémeras naquele fluxo. Não podemos, ou melhor, não devemos considerar-nos, de nenhuma forma, independentes do ambiente natural. Pelo contrário, somos a sua continuação. A protecção da saúde e bem estar humanos é inseparável da saúde e bem estar do ambiente. O cenário ecológico ideal é o da sociedade humana e da economia a coexistirem em simbiose harmónica com a natureza. [...]
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MENTE ANDRÓIDE

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BESAME MUCHO

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O génio de Rubalcaba num clássico da América Latina
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(Agradeço ao Dr.Pedro Masson que me revelou esta versão do YouYube)
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MENTE HUMANA

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(Feminina e masculina!)
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FREUD RESOLVE

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Pacheco Pereira afirmou ontem no programa “Quadratura do Círculo” que o Relvas mentiu, não de uma forma, não de duas, mas de três formas: fez o pleno! É capaz de ter razão e, se não tem, deve andar lá perto. Mas não é por isso que falo no episódio: falo nele porque é a imagem de marca de Pacheco.
Se Passos Coelho tivesse posto o Relvas em cima duns patins em linha na descida de Monsanto - como devia ter feito - logo que surgiram os primeiros rumores sobre as patacoadas do Ministro-Adjunto, Pacheco iria dizer que as coisas não se fazem assim, que a presunção de inocência é sagrada, que Passos está verde, blá, blá, blá.
Como Passos não correu com o Relvas, como devia ter feito, repito eu, Pacheco manda para o ar bitaites sonantes para pôr a rapaziada da comunicação social a fazer caxas.
Pacheco não perdoa a Passos por este - muito compreensivelmente - não lhe ligar peva nem ter pachorra para o aturar. Pensar-se-á, assim, que a posição de Pacheco neste caso é fruto disso: Passos é preso por ter cão e por não ter porque Pacheco é mesquinho e quer vingar-se por não ser ouvido.
ERRADO!
Nada disso interessa a Pacheco!
Passo a explicar. Pacheco, tal como Miguel Sousa Tavares, é figura do pódio dos cromos da ideia contrária em Portugal de aquém e além-mar. Não sei bem qual a posição relativa de ambos, mas acho que estão os dois ex aequo no cume. Pacheco é uma personalidade encantadora para ficar na Marmeleira a editar o “Abrupto”, a escrever coisas interessantes sobre os comunistas e matérias correlativas, a cultivar outras actividades intelectuais em que é forte e por aí fora. Como político é uma lástima porque não consegue controlar a pulsão que a Psicanálise explica, do culto da ideia contrária: são feitios, como sói dizer-se, prontes!
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Tunas Samudera"
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O navio "Tunas Samudera" foi construído em Inglaterra e lançado ao mar em 1989. É o navio-escola da Marinha da Malásia. Tem 44 m de comprimento, 7,8 de boca, 569 m2 de pano e 250 toneladas.
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CATAMARAN

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CHOQUES GALÁCTICOS

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Encontro da Andrómeda, à esquerda, com a Via Láctea à direita
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A galáxia Andrómeda está a 2,5 milhões de anos/luz da Via Láctea, onde residimos, e tem cerca de 200.000 anos/luz de diâmetro. Já esteve mais perto depois do Big Bang mas, com a expansão do universo, foi-se afastando. Dada a força da gravidade provocada pelas massas das duas galáxias e da matéria negra que as envolve, continuam a atrair-se mutuamente e a Andrómeda dirige-se à Via Láctea a mais de 400.000 km por hora, quase ao ritmo do Dr. Soares!
Sem querer estragar o fim-de-semana a ninguém, lamento informar que os cientistas da NASA chegaram à conclusão que a colisão das duas galáxias é inevitável, já daqui a 4 mil milhões de anos. Mas não vai ser assim uma coisa violenta como o choque frontal de dois automóveis na estrada, não senhor. As duas vão integrar-se sem o espalhafato que seria de esperar porque as respectivas estrelas estão muito afastadas umas das outras e não haverá, em princípio, choques entre elas, como acontece tantas vezes em Hollywood. 
Mas novo arranjo geral dos astros é inevitável, dado que se vai formar outra galáxia, incorporando os respectivos núcleos num só e tudo o resto vai ocupar posições diferentes. É provável, por exemplo, que o nosso Sol e o Sistema Solar deixem de ser tão centrais como são agora e se vejam remetidos para a periferia, ou quase – das Avenidas Novas para a Reboleira, ou coisa parecida.
Para complicar um bocadinho, há outra galáxia – pequenota – metida nisto: a Triangulum, ou M33, vizinha da Andrómeda, que também vem a caminho. Vai ser uma fartura de estrelas: quase como o Benfica! Parece que o resultado final vai ficar bonitinho, ou seja, uma galáxia elíptica, sem o aspecto achatado de panqueca que a Via Láctea agora tem. Mas ainda temos tempo de arrumar tudo antes de elas virem.
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VERDE DE ESTIBORDO

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O lado direito das embarcações é o estibordo. O verde é a cor que convencionalmente identifica esse  lado, oposto à terra da costa de África para as caravelas que rumavam a Sul. Era o lado do desconhecido; mas também da esperança, dizem os poetas da epopeia marítima portuguesa.
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O OLHO DA CRISE

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Há crise em Portugal, há crise na Europa, há crise no mundo – não há dúvida. Face a tal quadro, é preciso perceber porque há crise, fazer o diagnóstico etiológico para o tratamento ser eficaz. Só assim de pode combatê-la. Descrever a crise, falar dela para dar “palha” aos jornalistas ou para protagonizar um papel, não adianta. É ruído inútil que só atrapalha.
Porque falo assim? Porque li hoje uma pérola retórica do Dr. Jorge Sampaio, Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, em cuja qualidade acha necessário dizer qualquer coisa. Foi assim: “Costumo dizer que esta crise não é só uma questão de números, de orçamento e de financiamentos. No centro da crise estão pessoas - pessoas que temem pelos seus empregos, que receiam pelo seu futuro; no centro da crise estão cidadãos que começam a ficar dominados pelo medo, pela desconfiança e pelo ressentimento, uma mistura explosiva a que há que saber dar resposta” (fim de citação).
Daqui endereço a manifestação do meu mais profundo reconhecimento ao Dr. Sampaio pelo esclarecimento, redundante e inútil. Redundante porque já todos tínhamos percebido o que, parece, o Dr. Sampaio só agora percebeu. E inútil porque não resolve nada, nem sequer contribui para resolver; pelo contrário, é ruído que atrapalha.
Gregório Marañon, distinto médico e fisósofo espanhol, referindo a profusão de publicações médicas cujo principal papel era o de se citarem umas às outras, concluía pedindo que quem não tivesse nada de novo e importante para comunicar, se abstivesse de falar e escrever. Deste modesto lugar, chamo a atenção do Dr. Sampaio para a ideia de Marañon. Por favor, Senhor Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, cale-se e fale só quando tiver alguma coisa útil para dizer.
Os meus agradecimentos pela atenção que queira dispensar-me.
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FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

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'WHO IS WHO'

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Segundo o site da SIC, Miguel Sousa Tavares terá afirmado que há um relatório sobre ele no caso das secretas. Para ser franco, não sei se também há algum relatório sobre mim nas secretas, mas gostava. Afinal, neste abençoado rincão onde a terra acaba e o mar começa, quem é que não tem um relatório no ex-serviço de Silva Carvalho? Só pindéricos sem um bosão de importância. Até a menina Xaninha, que conforta a voracidade da turma do ginásio de Benfica na Tasca do Gordo, com inspiradas dobradas e bifes de cebolada, tem ficha no computador de Silva Carvalho! Aliás, este blog já percebeu que há uns cookies infiltrados no software a espiá-lo mas, infelizmente, ainda ninguém informou urbi et orbi que “O Dolicicéfalo” tem um relatório no computador de Silva Carvalho.
Imperdoavelmente, também ninguém tinha dito que há relatório de Miguel nas secretas: uma falha grave no currículo de qualquer pensador, especialmente de tal gabarito. Por isso, Miguel terá aproveitado um programa qualquer da SIC, que “vai para o ar” no Sábado e não perderei, para pôr as coisas na ordem. Ricardo Costa, Balsemão e o Emplastro têm relatório no caso das secretas? Pois fiquem a saber que Miguel tem igualmente relatório! É justo: afinal é o expoente dos cromos da ideia contrária.
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